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Grandes Decks Através da História – Simic
Baralhos que marcaram época.
29/08/2016 08:00 - 10.691 visualizações - 8 comentários
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Olá! No capítulo passado da nossa série, abrimos as combinações de cores inimigas, revisitando grandes decks Boros através da história. Hoje, continuamos nessa viagem falando da combinação Simic.


Apesar de não possuírem tanto suporte nos tempos mais primórdios do Magic, as cores inimigas foram pouco a pouco encontrando espaço juntas nas decklists dos principais torneios. Azul e Verde, em particular, demonstraram-se uma combinação altamente especializada em baralhos Aggro-Tempo, combos envolvendo terrenos/mana e alta manipulação do grimório, e até mesmo algumas listas mais voltadas para o Controle dependendo do formato.


A isso se deve o fato de que o Verde em sua color pie é repleto de criaturas grandes e gordas por baixos custos, gerando ameaças altamente eficientes protegidas por permissão e bounces do azul, facilmente encontrados através da precisão dos efeitos de card selection – os mesmos que também atribuem ao U/G uma natureza bastante combo em determinados arquétipos. Além disso, habilidades como resistência à magia, manto, voar, truques de combate/”pumps” e criaturas que aumentam de tamanho/ganham marcadores favorecem o tipo de estratégia. E para começar a nossa lista, nada como um U/G que combina praticamente todos esses elementos juntos!

 

Miracle Gro, por Alan Comer 

 

Miracle Gro
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27/07/2016
R$ 9.882,85
R$ 12.371,72
R$ 20.526,95
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27/07/2016
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Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
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Criaturas (15)
4  Dríade Quirion  0,20
3  Povo Voador de Gaia  0,05
4  Senhor da Atlântida  14,98
4  Tritão Saqueador  0,05
Mágicas (27)
4  Tempestade Cerebral 1,91
4  Truque de Mãos 2,20
4  Concessão de Terreno  1,50
4  Pasmar  0,75
3  Frustrar   0,77
4  Força de Vontade   314,95
4  Jorro  2,00
Artefatos (4)
4  Orbe Hibernal 26,91
Encantamentos (4)
4  Curiosidade 0,45
Terrenos (10)
6  Ilha0,00
4  Tropical Island2.100,00
60 cards total

Sideboard (15)
3  Medalhão de Esmeralda 0,13
2  Bumerangue  0,10
4  Calafrio  0,50
2  Desencaminhar   3,10
4  Submergir  2,00

 

Conhecido por seus baralhos inovativos e com baixa contagem de terrenos, o Hall of Fame da Primeira Classe, Alan Comer, utilizou a lista acima para uma 9ª colocação no Grand Prix Las Vegas 2001, exemplificando perfeitamente o que a essência dos Simic significa. A principal criatura do deck é a Quirion Dryad, que joga como uma estratégia “protect the queen” similar a dos decks de Delver of Secrets  nos dias de hoje.


Graças à baixa contagem de terrenos, o deck permite-se sempre continuar fazendo “ação”, seja ela em forma de mais ameaças, ou cantrips para buscar os counters. Gush funcionava como uma forma de “cheating” nas manas, já que com apenas 10 terrenos no deck, dificilmente seria possível continuar fazendo land drops depois do segundo. Dessa forma, torna-se possível retornar os terrenos utilizados com uma criatura, ou um Sleight of Hand para então jogá-los desvirados para mais ação.


Outras sinergias interessantes estão em retornar eventuais terrenos excedentes com Gush/Daze, para então descarta-los para Foil ou para o Merfolk Looter e manter o fluxo de cards. Devido à dinâmica extremamente divertida do baralho, vale a pena até comprar algumas mãos e “brincar sozinho” para vê-lo em ação!

 

U/G Madness, por David Humpherys

 

UG Madness
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27/07/2016
R$ 106,29
R$ 248,40
R$ 1.062,32
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27/07/2016
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Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
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Criaturas (18)
4  Rizowalla Preguiçoso 0,12
4  Aquameba  0,15
4  Mestiços Selvagens  0,05
3  Maravilha  0,25
3  Vorme Arrogante   3,98
Mágicas (20)
3  Esconjurar 0,04
4  Estudo Cuidadoso 1,75
2  Especulação Silenciosa  0,10
1  Raio da Revelação  0,10
1  Recuperação Krosana  0,20
4  Lógica Circular  1,30
2  Análise Profunda  0,25
3  Rugido do Vorme  0,10
Terrenos (22)
2  Cidade de Bronze38,00
8  Floresta0,00
11  Ilha0,00
1  Jardim dos Centauros0,30
60 cards total

Sideboard (15)
2  Envolver 0,20
1  Esconjurar 0,04
2  Fuga de Mana  0,29
1  Raio da Revelação  0,10
1  Recuperação Krosana  0,20
2  Toque Entorpecente  0,09
1  Análise Profunda  0,25
2  Centauro Fantasma   0,10
2  Justiceiro Nantuko  0,10
1  Maravilha  0,25

 

Marcando várias etapas de seu ciclo no Standard, e posteriormente no Extended, até hoje segue como um dos favoritos no saudosismo da galera. O U/G Madness, na lista acima pilotada pelo Hall of Fame, David Humpherys para o Top 4 no Worlds 2003, com certeza não poderia faltar em qualquer lista de História do Magic, quiçá em uma contendo apenas decks Simic. Afinal, o deck chegou a ser eternizado pela própria Wizards nos decks de Campeão com bordas douradas!


O bicho-papão de seu tempo, Wild Mongrel, liderava a estratégia. Sendo tanto uma ameaça difícil de tirar da mesa, podendo escapar de várias remoções, como o popular Terror, um clock rápido e um enabler em velocidade instantânea para os principais “payoffs” do Madness (Arrogant Wurm, Basking Rootwalla e Circular Logic), há de se entender porque até hoje o cachorrão tem seu espaço reservado no coração dos jogadores. Aquamoeba e Careful Study adicionavam redundância para poder abusar dos efeitos de Madness e lotar o cemitério com Roar of the Wurm, Deep Analysis e, principalmente, Wonder.


Quiet Speculation  adicionava ao deck vantagem de cartas pura ao buscar mágicas com Flashback, e um toolbox ao ir atrás de Ray of Revelation e Krosan Reclamation para situações específicas.

 

Turboland, por Zvi Mowshowitz

 

Turboland
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27/07/2016
R$ 3.457,26
R$ 4.568,63
R$ 11.294,89
10250 visualizações
27/07/2016
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Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
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Criaturas (1)
1  Parasita do Campo de Batalha   0,11
Mágicas (21)
4  Conhecimento Acumulado  0,25
4  Contramágica  1,60
3  Paz Momentânea  4,00
2  Recuperação Krosana  0,20
2  Intuição  675,00
1  Soçobrar   1,58
3  Distorção Temporal   59,90
2  Jorro  2,00
Artefatos (6)
2  Prateleira de Pergaminhos 374,90
4  Chifre da Cobica 13,39
Encantamentos (8)
4  Exploração 85,00
4  Juramento dos Druidas  2,90
Terrenos (24)
1  Aldeia nas Copas0,45
4  Costa de Yavimaya6,60
5  Floresta0,00
14  Ilha0,00
60 cards total

Sideboard (15)
1  Bolsão de Pó29,60
2  Barril de Pólvora 4,46
1  Contestação  0,08
1  Naturalizar  0,03
1  Intuição  675,00
1  Soçobrar   1,58
3  Análise Profunda  0,25
3  Baloth Voraz   0,25
1  Contrariar   0,45
1  Desencaminhar   3,10

 

Utilizado pelo Hall of Fame americano, Zvi Mowshowitz, para a vitória no Grand Prix New Orleans 2003, disputado no formato Extended, está o UG Turboland. Só de bater o olho na lista, já é possível identificar vários cards poderosíssimos que sequer sonharam brilhar em formatos mais recentes como o Modern. Exploration, Intuition, Horn of Greed e Counterspell são alguns desses cards, passando até pelo banido no Legacy, Oath of Druids.


A principal engine do deck, como seu próprio nome já diz, envolve Exploration + Horn of Greed, para gerar uma grande vantagem de tempo, mesa e cartas, bem como acessar rapidamente as peças cruciais para o funcionamento do seu combo. Com uma farta disposição de recursos, notadamente mana, o Turboland encaixava Oath of Druids puxando Battlefield Scrounger e millando o próprio baralho para aí começar a jogar turnos infinitos utilizando-se da habilidade da criatura + Time Warp, que retornava para o fundo do deck.


Caso enfrentasse algum oponente em que Oath of Druids não fosse uma garantia, o Turboland podia tentar combar do “modo hard”, que era acessando seu deck inteiro através de uma combinação de draws com Exploration + Horn of Greed e Accumulated Knowledge, conjurando os centauros na mão mesmo.

 

U/G Critical Mass, por Gerard Fabiano

 

Critical Mass
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27/07/2016
R$ 937,43
R$ 1.525,35
R$ 2.298,09
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27/07/2016
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Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
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Criaturas (18)
4  Ancião da Tribo Sakura  1,58
2  Isao, Bushi Iluminado  1,49
4  Kodama da Árvore do Norte    1,48
4  Meloku, o Espelho Enevoado  4,80
4  Keiga, a Estrela da Maré  3,23
Mágicas (11)
3  Desafio de Hisoka  0,05
4  Alcance do Kodama  3,40
4  Obstruir   0,50
Artefatos (8)
4  Tampo de Adivinhação do Sensei 125,00
4  Jitte de Umezawa 29,50
Terrenos (23)
10  Floresta0,00
7  Ilha0,00
1  Minamo, Escola à Beira d'Água31,50
1  Miren, o Bem Lamuriante20,40
1  Oboro, Palácio nas Nuvens189,90
1  Okina, Templo dos Avós5,10
2  Ponte de Gelo de Tendo3,50
60 cards total

Sideboard (11)
3  Vórtice Devorador  0,07
3  Fios de Deslealdade   0,55
2  Massa Retorcida   0,09
2  Vinhas Despedaçadas   0,10
1  Intelecto Avassalador   0,20

 

Para quem pensa que U/G é somente Aggro-Tempo e combos engenhosos ao estilo “Johnny” de ser, Gerard Fabiano pilotou a lista acima para chegar ao Top 8 no Grand Prix Cidade do México em 2005. Nenhum outro deck daquele ambiente poderia ser mais “Timmy” que o Critical Mass. Em um formato repleto de White Weenies, Gifts Control, Honden/Ideal e demais estratégias relativamente mais “complexas”, a simplicidade e eficiência da “massa crítica” chegam até a surpreender.
 

Sakura-Tribe Elder e Kodama's Reach, que jogaram (ou ainda jogam) bastante em formatos mais abertos como Standard/Extended/Modern, rampavam as manas necessárias para conjurar as principais ameaças lendárias. O plano consistia em quatro cópias de cada, entre Keiga, the Tide Star, Kodama of the North Tree  e Meloku the Clouded Mirror, para nada mais do que simplesmente ter o bicho mais “grande e gordo” possível e esperar que ele faça o trabalho para cima do adversário, municiado do apoio providencial de Hinder e Hisoka's Defiance.


Chamam a atenção também o acesso à Sensei's Divining Top e Umezawa's Jitte, ambos artefatos poderosíssimos, banidos no atual Modern. Tampo adicionava consistência à estratégia buscando recursos necessários para curvar no começo e buscar mágicas relevantes no late game, e a Jitte até como uma forma de combater as Jittes do adversário, alternativa muito comum sob a regra de lenda vigente à época (em que jogar uma permanente lendária, com outra na mesa com o mesmo nome, destruía ambas).

 

U/G Snakes, por Mike Vasovski

 

UG Snakes
11179 visualizações
27/07/2016
R$ 684,01
R$ 1.212,54
R$ 2.593,68
11179 visualizações
27/07/2016
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Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
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Criaturas (20)
4  Batedora da Tribo Sakura 6,45
4  Ancião da Tribo Sakura  1,58
4  Oráculo Enroscado  0,10
3  Ninja das Horas Tardias  2,34
3  Víbora com Patágio  0,15
2  Seshiro, o Ungido   25,00
Mágicas (12)
3  Aprisionar  6,50
3  Fuga de Mana  0,29
2  Acorde do Chamado    19,50
4  Invocações de Sosuke  1,50
Artefatos (6)
3  Jitte de Umezawa 29,50
3  Escudo de Armas 24,95
Terrenos (22)
4  Câmara de Crescimento Simic0,45
4  Charco da Procriação65,29
4  Costa de Yavimaya6,60
7  Floresta0,00
3  Ilha0,00
60 cards total

Sideboard (15)
2  Quarteirão Fantasma1,00
3  Agulha Medular 6,90
3  Cilada Mágica 3,20
1  Vida da Marga  35,99
3  Fios de Deslealdade   0,55
3  Dádiva Retirada  2,00

 

A natureza exótica dos Simics que cria monstros, como o Shambleshark, é a mesma que permite que decks tribais altamente não ortodoxos ocasionalmente alcancem altos níveis de sucesso nos maiores torneios de Magic. Uma tribo que se encaixa perfeitamente na descrição é a de Cobras, que nas mãos de Mike Vasovski chegou às Finais do Nacional Canadense de 2006, no formato Standard de CHK-RAV.
As principais recompensas por utilizar-se dessa tribo em relação às demais estavam em Sosuke's Summons para fazer o deck rodar povoando a mesa de fichas, e com Coat of Arms/Seshiro the Anointed para transformar essa superioridade numérica de criaturas em um clock instantâneo.


Afora isso, várias outras pequenas sinergias iam gerando vantagens incrementais que se somavam no decorrer das partidas. Por exemplo, Ninja of the Deep Hours  + Coiling Oracle/Patagia Viper tanto fazendo passar o dano do Ninjutsu quanto reutilizando os efeitos “comes into play” das cobras, e é claro, a óbvia sinergia de Umezawa's Jitte com criaturas!

 

Erayo Ninjas, por Maximilian Bracht

 

Erayo Ninjas
10331 visualizações
27/07/2016
R$ 932,60
R$ 1.511,01
R$ 5.146,89
10331 visualizações
27/07/2016
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Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
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Criaturas (19)
4  Ornitóptero 0,20
4  Aves do Paraíso 16,15
4  Erayo, Ascendente Soratami // Essência de Erayo  25,60
4  Ninja das Horas Tardias  2,34
3  Higure, o Vento Sereno   16,02
Mágicas (21)
4  Revogar  0,05
4  Truque de Mãos 2,20
4  Aprisionar  6,50
2  Bumerangue  0,10
3  Cardume Desintegrador   4,00
4  Fuga de Mana  0,29
Terrenos (20)
4  Charco da Procriação65,29
4  Costa de Yavimaya6,60
3  Floresta0,00
6  Ilha0,00
1  Minamo, Escola à Beira d'Água31,50
1  Oboro, Palácio nas Nuvens189,90
1  Okina, Templo dos Avós5,10
60 cards total

Sideboard (15)
1  Cardume Desintegrador   4,00
4  Jitte de Umezawa 29,50
4  Cariátide Esculpida   0,19
4  Fios de Deslealdade   0,55
2  Gosmanuladora   10,00

 

E ao falarmos de tribos exóticas mandando bem, poucas coisas são mais estilosas quanto vencer um Nacional jogando de “tribal de Ninjas”, como fez o alemão Maximilian Bracht pilotando Erayo Ninjas em 2006.
 

Em um primeiro olhar, o deck não parece fazer muita coisa, contando com uma quantidade relativamente alta de cartas de pouco ou nenhum impacto na mesa, como Ornithopter, Sleight of Hand e até a própria Erayo, Soratami Ascendant.
 

Entretanto, uma vez com a Erayo, Soratami Ascendant em jogo, essas mágicas, que aparentemente não fazem nada, flippam rapidamente a maga-cidadã-da-lua. O “cheating” é que mágicas como, Repeal e Remand, permitem “rejogar” a mesma mágica sem desvantagem de cartas no processo, capitalizando principalmente nos baixos custos de Birds of Paradise ou Ornithopter.


Uma vez flippada, a dinâmica da partida é completamente alterada, tornando-se praticamente impossível para o oponente sequer participar. Além de sempre ter que jogar uma mágica “de isca” para a habilidade da Erayo, Soratami Ascendant, ainda existia uma barreira de Mana Leak, Disrupting Shoal e Remand a ser transposta. Dessa forma, mesmo o mais lento e relativamente frágil dos clocks, como o Ninja of the Deep Hours e/ou Higure, the Still Wind, fechava o jogo com facilidade. O Ninjutsu combina especialmente bem com as criaturas escolhidas para o baralho, considerando que ambas podem cair no primeiro turno e atacam com evasão logo em seguida.

 

U/G Mind’s Desire, por Guillaume Wafo-Tapa

 

Desire Harvest
10211 visualizações
27/07/2016
R$ 288,93
R$ 663,55
R$ 3.879,75
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27/07/2016
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CMC
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Criaturas (4)
4  Ancião da Tribo Sakura  1,58
Mágicas (30)
4  Aprisionar  6,50
3  Paz Momentânea  4,00
1  Reviver  0,10
1  Sonhos Nostálgicos  5,74
2  Buscar pelo Amanhã  0,16
3  Colheita Precoce   1,49
4  Desejo Astuto  14,00
1  Análise Profunda  0,25
4  Dádiva Retirada  2,00
3  Fato ou Ficção  0,49
4  Desejo da Mente   0,23
Encantamentos (4)
4  Pulsar da Primavera  6,20
Terrenos (22)
6  Floresta0,00
6  Floresta da Neve1,28
5  Ilha0,00
5  Ilha da Neve2,00
60 cards total

Sideboard (15)
3  Cripta de Tormod 0,99
1  Corrente de Vapor 5,86
3  Explosivos Fabricados 30,00
1  Congelamento Cerebral  14,40
1  Paz Momentânea  4,00
1  Colheita Precoce   1,49
1  Escoadouro de Mana  1,72
1  Garra Krosana  3,79
1  Fato ou Ficção  0,49
1  Oportunidade   0,09
1  Matilha de Caça   0,05

 

Novamente fazendo uso do vasto pool de cards disponíveis no antigo Extended, dessa vez em um novo formato, temos mais um baralho Combo interessante. A lista de U/G Mind’s Desire acima foi pilotada pelo francês Guillaume Wafo-Tapa, para o Top 8 do Pro Tour Valencia 2007.


Nos turnos iniciais, o baralho foca apenas em construir sua mana com Sakura-Tribe Elder e Search for Tomorrow, bem como esculpir a mão perfeita com Cunning Wish, Gifts Ungiven e Fact or Fiction. Gifts Ungiven , em particular, era especialmente eficiente em “fazer a coisa funcionar”, já que combinações envolvendo Revive, Nostalgic Dreams e dois outros cards necessários para o momento garantiriam sempre encontrar o que se precisa, fazendo com que o cemitério nunca fosse um recurso a ser desprezado. Remand e Moment's Peace eram as interações mínimas necessárias para ganhar tempo até o “grande turno”.


Juntando alguns básicos na mesa, Heartbeat of Spring + Early Harvest geravam altas quantidades de mana, que era gasta com mais mágicas para fazer a Rajada de Mind's Desire. Com 6 ou 7 cópias, era bem provável que, dentre as mágicas reveladas, houvessem  compras/tutores tornando possível tanto encontrar outro Mind's Desire, como gerar ainda mais mana para jogar o que quer que tenha restado na mão “pré-Desire”. Depois de repetir esse processo algumas vezes, era só buscar Brain Freeze via Cunning Wish e finalizar a partida.

 

Previous Level Blue, por Paul Cheon

 

Previous Level Blue
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27/07/2016
R$ 2.253,23
R$ 3.674,65
R$ 17.747,44
10219 visualizações
27/07/2016
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CMC
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Criaturas (4)
4  Tarmogoyf  134,55
Mágicas (22)
4  Visão Ancestral10,71
3  Acúleo da Força 0,34
4  Cilada Mágica 3,20
2  Revogar  0,05
4  Contramágica  1,60
4  Comando Críptico    63,90
1  Despertar Repentino  0,49
Artefatos (7)
3  Tampo de Adivinhação do Sensei 125,00
4  Grilhões dos Vedalkeanos 20,39
Encantamentos (3)
3  Fios de Deslealdade   0,55
Terrenos (24)
1  Bueiros de Vapor36,00
2  Charco da Procriação65,29
4  Delta Poluído84,00
10  Ilha da Neve2,00
1  Miren, o Bem Lamuriante20,40
4  Praia Inundada69,00
1  Ruínas da Academia45,45
1  Túmulo Aquático38,00
60 cards total

Sideboard (15)
4  Cripta de Tormod 0,99
2  Carcereiro Yixlid  4,49
3  Rancor Antigo  0,25
3  Semeadora de Tentação   4,75
3  Decreto de Tsabo  2,40

 

Um baralho de Controle sem a tradicional inevitabilidade inerente desse tipo de estratégia, mas com a possibilidade de “clockar” e fechar o jogo rapidamente através de Tarmogoyf, Vedalken Shackles e Threads of Disloyalty. Esse é o Previous Level Blue, utilizado por Paul Cheon para a vitória no Grand Prix Vancouver Extended, em 2008.
 

Apesar de utilizar-se de Ancestral Vision para gerar vantagem real de cartas, além de outros elementos comumente vistos em Hard Controls, como Counterspell e Cryptic Command, o PLB podia jogar o jogo “Tempo” se a oportunidade lhe conviesse. Para tal, bastava utilizar-se da eficiência de mana de cards como Force Spike e Spell Snare para trocar, investindo menos do que o adversário, além de interações mais agressivas como Repeal limpando o caminho, enquanto mandava Tarmogoyf para fazer o serviço. Sensei's Divining Top + Fetch Lands funcionavam praticamente ao seu máximo, tanto encontrando a resposta específica, como mitigando a chance de que essas mesmas cartas situacionais e de pouco valor no late game fossem compradas mais para frente.


Talvez esse seja o deck “menos Simic” da nossa lista, considerando a alta quantidade de cartas azuis voltadas para o Controle e os vários splashes no Sideboard. Alguns até mesmo ousam dizer que Tarmogoyf é a melhor criatura azul do Magic. Oficialmente sua cor ainda é e continuará sendo verde, e nada pode ser mais U/G do que finalizar uma partida com um Rude Awakening entrelaçado, como fizeram suas versões Controle no Standard e certamente ainda fazem em alguns formatos como Commander e Modern mais voltado ao Casual!

 

Infect, por Clay Spicklemire

 

Infect
10298 visualizações
27/07/2016
R$ 11.812,62
R$ 15.561,65
R$ 25.841,13
10298 visualizações
27/07/2016
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
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Criaturas (12)
4  Elfo Brilhante 2,00
4  Hierarca Nobre 81,00
4  Agente Deteriorado  1,99
Mágicas (28)
2  Berserk 110,29
2  Perfurar Mágica 0,09
2  Rotação de Culturas 3,50
3  Sonda Gitaxiana 1,50
4  Tempestade Cerebral 1,91
3  Trepadeira de Matavasta 1,94
4  Pasmar  0,75
4  Envigorar  0,20
3  Força de Vontade   314,95
1  Tornar Imenso  0,35
Encantamentos (1)
1  Grimório Silvestre  99,99
Terrenos (19)
1  Floresta0,00
4  Floresta Tropical Nebulosa211,00
4  Nexo de Mosco-tintas35,51
1  Pendelhaven6,93
1  Terras Ermas99,99
4  Tropical Island2.100,00
4  Urzal Ventoso49,45
60 cards total

Sideboard (15)
1  Pântano de Bojuka6,97
1  Terras Ermas99,99
1  Jaula do Escavador de Túmulos 7,12
2  Reivindicação da Natureza 0,20
3  Tempestade Atordoante 9,50
1  Desprezador de Mágica 17,00
1  Corruptor Viridiano   0,68
2  Garra Krosana  3,79
1  Força de Vontade   314,95
2  Submergir  2,00

 

Para completar nossa lista de hoje, temos o Infect Legacy, aqui demonstrado em sua versão mais consistente e com acesso a cards “roubados” na estratégia, como Berserk e Invigorate, além do “kit azul” do formato Force of Will/Daze/Brainstorm. A versão acima foi utilizada por Clay Spicklemire, que a utilizou para vencer o Grand Prix Columbus 2016.


A receita é relativamente simples: Glistener Elf, Blighted Agent e Inkmoth Nexus, pump spells e temos um oponente morto com metade do dano que seria necessário para fechar uma partida, sem a possibilidade dele “recuperar vida”. Noble Hierarch e Pendelhaven tornam o clock suficientemente rápido sem comprometer muitos recursos para forçar o oponente a fazer algo, caindo facilmente em cards como Vines of Vastwood e Become Immense.


Mantendo a mesma versatilidade do Modern de jogar tanto o jogo do “combo degenerado que mata no segundo turno”, quanto do “pressiono de forma constante com recursos para interagir”, o Infect pode ser ainda mais letal no Legacy, onde alguns oponentes podem subestimá-lo ou não conhecê-lo tão a fundo como outros “medalhões” do formato, já que o deck ainda está bem “fresco” no formato, isso pode acabar se tornando venenosamente fatal (para os adversários, é claro).


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Naturalmente, quando falamos de mais de duas décadas de torneios de Magic, alguns decks acabam por ficar de fora da lista. Dentre eles, destaco o próprio Infect Modern, U/G Gifts Tron Extended, U/G Control Standard MR-CHK, U/G Threshold e por que não o U/G Flash Standard RTR-THS? A grande certeza é que, entram e saem formatos e temporadas, mas Simic continua a fazer sua história batendo nos adversários!
 

Abraços e até a próxima!

 

 

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Matheus Akio Yanagiura ( sandoiche_13)
Matheus Akio Yanagiura, mais conhecido como Sandoiche, começou a jogar em 2003, em Flagelo. Está sempre na vida do grind dos torneios, com destaque para o título do CLM 10 Modern, o maior realizado até então, e o Top 16 no Grand Prix São Paulo 2018. É um entusiasta do Magic competitivo e totalmente dedicado à produção de conteúdo referente ao jogo, publicando artigos periodicamente desde 2012, colaborando para o Blog da LigaMagic desde 2015 e atualmente produz vídeos em seu canal no YouTube Sandoiche's Grind e streama ao vivo regularmente na Twitch.
Redes Sociais: Facebook, Twitter
Comentários
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- 31/08/2016 01:39
eu tenho meu ug madness antigão e com algumas cartas foil
(Quote)
- 30/08/2016 22:45
Muito show essa série sandoiche13, parabéns.
(Quote)
- 30/08/2016 21:24

Ah, eu gosto de recriar o deck original mesmo. To terminando um Erhnam-Geddon com a lista de 1995. Fechando esse, vou começar o UG Madness. É muito bacana ver como esses decks antigos interagem contra decks atuais.

(Quote)
- 30/08/2016 19:40

Tbm animei! Mas uma versão atualizada do baralho.

(Quote)
- 30/08/2016 12:34
Gosto do ugr madness para usar fiery temper e flametongue kavu
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