O Submundo do Modern - Death Cloud
25/12/2016 22:45 / 4,500 visualizações / 2 comentários

 

Feliz Natal, galera da Ligamagic! Hoje é um dia de alegria para muitos e, para todos aqueles que não comemoram, ainda assim deixo aqui meus votos de felicidade, pois nunca é demais, não é mesmo? Hoje também é dia de mais um Submundo do Modern e podem ter certeza que o deck de hoje não tem nada a ver com a data que o acompanha.
 
Mais uma vez é hora de trazer uma estratégia clássica, que foi inclusive mencionada recentemente no texto "Grandes Decks Através da História", do Matheus, então quem já é das antigueras do Magic tem grandes chances de já ter ouvido falar dela, bem ou mal. Como inspiração também para trazer esse deck aqui hoje, tivemos o texto que nosso amigo Rudá destacou recentemente em seus artigos sequenciais, do jogador Rafael Navarro, que o usou no Top8 de uma das etapas do CLM. Vejamos: 

 

Jogador

Rafael Navarro

Visitas

8323

Código Fórum

[deck=463077]

 

É, eu falei que a estratégia já é bem conhecida e antiga, porém esses veteramos que não haviam visto essa lista ainda podem se surpreender um pouco, assim como aconteceu comigo. As estratégias clássicas envolvendo Death Cloud sempre contaram com a presença da cor verde, pois além de contar com cartas que amenizavam o efeito que esse feitiço causa em nós mesmos, como Eternal Witness e Kitchen Finks, contava com o melhor planeswalker já inventado para essa base, Garruk Wildspeaker, que não era removida por essa mágica e continuava a criar fichas e nos ajudar com geração de mana após limparmos a mesa.
 
A questão é que essa base vinha desde lá do antigo Extended, um formato totalmente diferente do que veio a ser o Modern e que já mudou drasticamente também desde que foi inventado e oficializado. A única coisa que restava então para essa estratégia voltar a ativa era se reinventar também. Sendo assim, atualmente quem deseja jogar com ela se contenta em usar apenas uma cor e com algumas interações bem interessantes que deixam a lista bem melhor que as anteriores no formato atual.
 
O ponto forte aqui são as nossas acelerações. Não tão convencionais como as que costumamos ver em decks com Valakut, the Molten Pinnacle ou em outros com alguns dorks, mas ainda assim essenciais. Uma delas é Gemstone Caverns, que parece que começou a entrar na lista de cartas interessantes para o formato nesses últimos meses, mas geralmente não aparecendo com mais de uma cópia em um deck aqui e ali. Nessa lista, porém, somos gananciosos e colocamos de cara três cópias dela para realmente aumentar nossas chances de duas manas no nosso primeiro turno, demonstrando a importância dessa questão dentro dessa base. Simian Spirit Guide é nossa segunda aceleração primordial, que também nos permite duas manas logo em nosso primeiro turno.
 

 
Mas o que fazer ou qual a necessidade de tanta mana assim no começo do jogo? Bem, uma de nossas melhores jogadas com essas acelerações é um Chalice of the Void para 1 marcador. O formato está rápido e cheio de decks que usam cartas que custam apenas uma mana. Quando conjuramos de cara um Chalice of the Void  para 1 marcador, podemos matar diversas cartas na mão do nosso oponente e, se não, matar o deck e nos garantir mais de meio caminho para a vitória só nisso aí. Ainda que não cause tanto impacto assim, pode ser o suficiente para segurar alguns decks rápidos, que é o que tornaria nossa vida difícil num torneio, nos dando tempo para construir a mesa e controlar ela do jeito que queremos. Em algumas partidas e até comum conjurarmos esse artefato com 2 marcadores, barrando ainda mais cartas do oponente e deixando mais difícil ainda a volta deles para o jogo.
 
Se não for isso, ainda podemos conjurar um Guardian Idol ou uma Mind Stone em nosso primeiro turno e, já no segundo, num mundo perfeito com a presença de mais um Simian Spirit Guide, termos quatro manas disponíveis, o suficiente para conjurarmos qualquer carta do nosso deck. Claro que isso tudo em um mundo perfeito. Na maioria das situações estaremos apenas acelerando normalmente em um turno nossas jogadas e segurando nosso oponente aos poucos para então limparmos a mesa com um Damnation, ou com nossa querida Death Cloud, o que for melhor no momento e estiver ao nosso alcance.
 
A primeira opção para acabarmos com tudo no campo de batalha leva apenas as criaturas embora, deixando brecha para que o oponente refaça sua mesa tranquilamente, porém, ainda assim, é uma ótima opção quando nos vemos sem saída, pelo menos nos dando um tempo a mais para juntarmos mais nada para a segunda opção. Em alguns momentos também uma Damnation pode ser o suficiente para entramos com tudo em modo controle, já que seguida de uma Liliana of the Veil ou então com um Kalitas, Traitor of Ghet no campo de batalha ao conjurarmos ela, pode nos garantir uma vantagem muito boa no caso do oponente já estar esgotado de recursos.
 

 
Agora, se chegarmos a conjurar uma Death Cloud, ainda mais com boas cartas no campo de batalha, é praticamente impossível que o oponente consiga reconstruir sua mesa, até porque nem cartas na mão dele restará para isso. Vale lembrar que, com um Kalitas, Traitor of Ghet no campo de batalha, ao conjurarmos Damnation ou Death Cloud, mesmo que nosso vampiro venha a morrer pela Death Cloud também, ainda colocaremos uma ficha de zumbi no campo de batalha para cada criatura do oponente que foi para o cemitério, ou exilou, no caso, o que reforça essa ideia de ficarmos na vantagem no campo de batalha mesmo com tudo indo embora.
 
Caso não seja possível essas duas bombas nos garantindo vantagem após limparmos tudo, um terreno que sobre junto com um Mutavault, ou mesmo um Guardian Idol, já é, na maioria das vezes, e mais comum do que parece, o suficiente para levar o oponente ao desespero, minando pouco a pouco seus pontos de vida. Mesmo que ele tente se reerguer depois, nossos recursos também estarão de volta e basta repetirmos o processo para finalizar a partida em algum tempo.
 
Ainda temos a nosso alcance cópias de Fulminator Mage e Solemn Simulacrum, duas criaturas muito importantes para nossa estratégia. A primeira serve "simplesmente" para atrasar ainda mais nosso oponente, principalmente no começo da partida. Voltando naqueles exemplos onde nós conseguimos um começo de jogo bem rápido através de nossas acelerações, é possível conjurar um Fulminator Mage no nosso segundo ou até mesmo primeiro turno e no caso, destruir o único terreno de nosso oponente, nos garantindo praticamente um Time Walk no processo, o que muitas vezes acaba sendo prejudicial de uma maneira injusta. Já com Solemn Simulacrum, conseguimos tempo ao mesmo tempo em que conseguimos recursos, nos ajudando a ter mais manas e ainda se susbstituindo por outra carta ao morrer, funcionando muitas vezes também como um turno extra ao bloquear alguma criatura importante e ao analisarmos todos esses recursos que ele nos oferece no processo.  
 
Resumindo: nosso intuíto aqui é ter cada vez mais recursos no campo de batalha para entrarmos no modo vantagem logo após conjurarmos uma Death Cloud. Conseguimos isso com nossas acelerações, nossa linda Liliana of the Veil e as fichas que nosso Kalitas, Traitor of Ghet pode deixar no processo. Nossas acelerações iniciais servem para conjurarmos cartas defensivas, como Fulminator Mage, Chalice of the Void e Solemn Simulacrum, nos garantindo cada vez mais tempo para juntarmos mais recursos e tirarmos o maior proveito possível de uma Death Cloud.

 

 

Mesmo sendo possível um início muito rápido, não jogamos para ter uma vitória rápida, mas sim aproveitamos isso para trilharmos um caminho seguro. Todo nosso jogo gira em torno de conseguirmos acabar com todo ou a grande maioria de recursos que nosso oponente possa ter ao conjurarmos uma Death Cloud, então saiba dosar bem os seus próprios recursos até lá. Dificilmente uma Death Cloud conjurada no desespero irá causar algum impacto no oponente. Um terreno que seja que ele mantenha no campo de batalha já deixa esse feitiço perigoso para nosso lado. Se ele continuar com dois, mesmo sem cartas na mão, é bem provável que consiga voltar para o jogo compra após compra, na maioria dos decks, se não possuirmos nada para botarmos pressão nesse meio tempo, como uma Liliana of the Veil, pois qualquer criatura já pode ser o suficiente do outro lado para parar o ataque das nossas.
 
Jogue com cautela, medindo recursos e com conhecimento do que pode te esperar do outro lado do campo de batalha e pode ter certeza que obterá exito com essa estratégia. Por hoje é só, espero que tenham gostado do texto e do deck. Divirtam-se no próximo Modern e sintam-se em casa para comentar suas experiências com ou contra esse tipo de lista. Novamente um feliz Natal e um ótimo 2017 para todos, já que não nos veremos novamente aqui em 2016! 

 

 


ARTIGOS RELACIONADOS

Decks da Semana #1 do CLM10: Living End

Modern: Living End, por Felipe Joseph.


Decks da Semana #1 do CLM10: Merfolk

Modern: Merfolk, por Tiago Athayde .


O Submundo do Modern - UW Monument

Mais uma bela adaptação do Standard para o Modern!


Snow White Control

O inverno chega ao Modern!


4C Gifts Goryo

Report do Grand Prix São Paulo

MTG Cards





Comentários

Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.

danieljcr (25/12/2016 23:09:30)

Deck muito interessante. Alguns vídeos de uma versão budget e mais antiga aqui:

https://www.mtggoldfish.com/articles/budget-magic-87-37-tix-modern-death-cloud

Sonyote (25/12/2016 22:47:59)

Amo Death Cloud é o deck que rodo no modern, uma pena essa carta nunca mais ter sido lançada e ter poucas no estoque.

Participe de um dos maiores eventos de Magic: The Gathering da América Latina