O mundo do marketing no Magic
21/04/2017 15:40 / 1,915 visualizações / 0 comentários

 

Cartas com design distintos, muita variação dos personagens e um toque artístico profissional que torna o Magic: The Gathering ainda mais especial para quem joga. 
A beleza visual do jogo está longe de ser algo casual que os criadores utilizaram como algo secundário. O design e a variedade enorme dos estilos das cartas é, também, uma estratégia de marketing.

60 cartas e cinco cores diferentes de acordo com as manas: branco, azul, verde, preto e vermelho. O jogo de Magic, em sua essência, é um prato cheio para o marketing que os profissionais que cuidam da parte visual do jogo aproveitam muito bem.
"Olhe para o Magic hoje. Há personagens negros em um mundo de mitologia grega. Nós passamos um ano estudando a cultura asiática. Há mulheres guerreiras, mulheres magas e mulheres duendes. Quem você for, você pode se ver no jogo", comenta Hugh McCullen em entrevista à revista Forbes, diretor de comunicação da Wizards of the Coast, empresa que cuida da parte de distribuição do jogo.

Para McCullen, é o cenário perfeito para criar um mundo de cosplay em que os fãs exploram o mundo de Magic através de fantasias que se tornam reais. "O mercado do cosplay é algo que vem crescendo cada vez mais, ainda mais nos Estados Unidos", comenta o diretor.

Todos os anos nos famosos Grand Prix ao redor do mundo os fãs aproveitam a oportunidade para se fantasiar dos personagens de Magic. Em um dos lugares em que há maior tradição disso é em Las Vegas, quando o mundo do jogo é representado muito bem com fantasias que ganham vida. O mercado não é só norte-americano, e no Brasil há lojas que exploram bem o mercado de produtos, como a MTG Brasil Domain Games.

Por mais que o mundo artístico das cartas seja muito bem representado nos cosplays e, consequentemente, nas lojas do mundo todo, o lado visual dos jogadores profissionais de Magic não estão no mesmo ritmo dos fãs. No Magic, durante os torneios mais relevantes, geralmente não há muita extravagância nas roupas, algo diferente como no poker, por exemplo, no qual os jogadores utilizam estratégias diferentes no visual para poder levar alguma vantagem sobre o oponente.

Mas isso pode estar perto de mudar. "Há alguns jogadores que vão para as partidas vestidos de personagens das cartas, e isso é ótimo também para o marketing", comenta Jack McDavid, diretor de comunicação do Magic.
Art Levitch, designer que cuida da parte de história do Magic, afirma que um dos objetivos da parte visual do jogo é criar uma identificação com os jogadores. "É um mundo imersivo. Você pode se identificar muito bem com o que acontece na mesa, e ver as pessoas fazendo cosplay das cartas é algo gratificante", comenta o designer.

A arte do Magic não é algo fixo, pois vem mudando consideravelmente desde o começo da história do jogo, que surgiu no início da década de 1990. Terese Nielsen, uma das designers de carta, afirma que o conceito está evoluindo nos últimos anos. "É gratificante ver como as cartas estão ficando mais democráticas. Agora, por exemplo, há muito mais mulheres nelas do que há 20 anos", afirma a artista.

O mercado feminino está em ascensão no Magic. De acordo com Mark Rosewater, designer-chefe do jogo, em 2015 pesquisas apontavam que as mulheres compunham 38% das pessoas que compareciam aos eventos.
Com mais de 12 milhões de jogadores no mundo, o crescimento do Magic é acompanhado pelo aumento da popularidade e do gosto dos jogadores pelos personagens que estão representados. E isso é mérito dos criadores e dos designers, que fizeram um mundo perfeito para o marketing.


LigaMagic (VIP STAFF LigaMagic)
Maior site especializado em Magic: The Gathering.
Nossa meta é trazer o máximo de conteúdo para todos os jogadores e aumentar cada vez mais a comunidade de jogadores apaixonados por este jogo.
Redes Sociais: Facebook, Instagram, Twitter
LigaMagic App

ARTIGOS RELACIONADOS

Sua escolha para o PPTQ

Listas para o fim de semana.


Report top4 CLM7

Edson Zerbinatti fala sobre o BW Tokens.


Top 5 Cartas para Desbanir

Está chegando a hora de banir, mas também a hora desbanir!


E agora, Modern?

Análise da nova Banlist do formato.


Um olhar no Standard

Esse artigo foi escrito por um amigo que certamente muitos aqui ja conhecem no fim é ele quem assina ... então Enjoy. [center]Um olhar no Standard[/center] Morningtide chegou e junto com o set, um novo ambiente para o Standard (T2). O GP Shizuoka serviu para moldar a face atual do formato. UB Fadas e UW Reveilark se tornaram os decks no topo da cadeia alimentar, cercados por uma infinidade de outros decks viáveis. Na minha opinião, existe outro deck que eu considero tier 1, estando assim no mesmo patamar dos dois acima: RG Mana Ramp. Não é necessário ir muito longe para ver os resultados do deck, basta olhar decks vencedores dos trials do GP ou o campeonato de U$5.000 da StarCity. Esses três decks formam um formato Pedra-Papel-Tesoura: Ramp é bom contra Fadas que é bom contra Reveilark que é bom contra Ramp. Agora adicione na mistura os tier 2, MonoRed Burn e TarmoBurn, BG Elfos, Doran, BR Goblins, RG Warriors, MonoBlack Rogues, MonoGreen Elfos e mais inúmeros decks que correm por fora como Dragonstorm, Merfolk, Kithkin... uma vez que o formato é novo, o espaço criativo é grande. Uma das melhores maneiras de se preparar para um formato amplo é procurar um deck com respostas que afetem vários decks diferentes e daí focar um espaço para os bad matchups. Nesse caso vou avaliar o RG Mana Ramp O que é RG Mana Ramp RG Mana Ramp é um deck que procura abusar de mágicas pesadas enquanto expande sua base mana e se defende com remoção eficiente. No meio disso, duas cartas servem de cola para manter a consistência e impedir o deck de ficar sem gás: Harmonize e Primal Command. Porque jogar de Ramp Você tem um bom match contra Fadas, que ainda é o principal deck do ambiente, e contra decks de criatura no geral. Você é o pior pesadelo dos Elfos, Kithkins e Goblins (contanto que um Grave Pact não esteja na mesa). Até mesmo monstros eficientes como Doran e Tarmogoyfs podem ser derrubados por apenas um mana. No late game, seus topdecks costumam ser mais davastadores que o da concorrência. Porque não jogar de Ramp Porque Reveilark vai te fumar :P Você terá problema contra contramágicas e quase sempre problema contra decks de burn direto. Mana Flood será quase uma constante para você, mas se por algum acaso você ficar travado no mana, você estará usando um dos decks que pior encara a zica. Existem várias configurações as quais você pode montar o deck e várias vezes você se pega desejando que sua lista fosse diferente em algumas cartas chaves. Opção: RG Mana Ramp, splash B Adicionar preto ao deck disponibiliza 2 cartas muito efetivas contra o seu pior matchup: Extirpate e Void. Nem preciso falar da utilidade de Extirpate contra Reveilark. E um Void para 5 pode simplesmente decretar fim de jogo, embora o Body Double ainda seja seu pior inimigo no match, especialmente no game 1. Void também tem a vantagem de ser melhor no mirror do que Sulfurous Blast e (geralmente) Molten Disaster. Com isso em mente, Chris Woltereck ganhou um torneio da StarCity com premiação de U$5.000. Essa foi a lista que ele usou: 3 Cloudthresher 4 Siege-gang Commander 4 Tarmogoyf 4 Wall Of Roots 3 Incinerate 4 Skred 2 Garruk Wildspeaker 4 Harmonize 4 Into The North 1 Molten Disaster 2 Search For Tomorrow 1 Void 7 Snow-covered Forest 4 Snow-covered Mountain 1 Snow-covered Swamp 2 Mutavault 4 Treetop Village 3 Highland Weald 2 Mouth Of Ronom 1 Tresserhorn Sinks Sideboard: 4 Chameleon Colossus 3 Extirpate 2 Akroma, Angel Of Fury 1 Molten Disaster 3 Pyroclasm 2 Void Quinta-feira, 20 de março, chegando em casa meia hora antes de um Premier Event Standard no Mol começar, eu dei uma olhada nas minhas cartas para ver que deck eu tinha condições de montar. Ao perceber que eu tinha quase todas as cartas da lista acima, resolvi testá-lo para ver como ele jogava. Não fiz nenhuma alteração, porque eu queria primeiro ver como a lista funcionava e sentir o deck antes de partir para conclusões. Para minha surpresa acabei splitando a final contra o Lucindo tendo perdido apenas um match contra Monored Burn no suiço, derrotando 3 UB Fadas no processo. Depois desse torneio eu cheguei a algumas conclusões: - O deck é muito consistente, mas a lista dele já estava um pouco desatualizada para o ambiente atual, pois algumas alterações eram necessárias; - Spike Feeder no sideboard é vital se você planeja ganhar dos decks de burn. Primal Command também é uma carta crucial para se ter nesse match; - Falando em Primal Command, essa é uma carta que faz falta, porque sua presença permite cortar arestas na construção do deck, além de ter múltiplos usos contra diferentes decks (ganho de vida, remoção de encantamentos, ganhar um turno voltando um terreno para o topo, etc.). Como eu disse anteriormente, ele serve para adicionar consistência ao deck; - Molten Disaster não atinge voadores e como existem menos Trolls Ascetas no ambiente, ele é extritamente inferior a Sulfurous Blast; - Search for Tomorrow acabou sendo um pouco demais com o tanto de aceleração que o deck já tem, até porque o deck já tem 8 lands que entram em jogo viradas e que você quer fazer no turno 1, o mesmo que você quer suspender o Search. - Por outro lado, a lista era muito dependente dos mana fixers para conseguir acesso a todas as cores facilmente. Portanto, sem o Search, mudanças devem ser feitas na base de mana. Grove of the Burnwillows me parece uma adição bem vinda (nesse deck Grove é muito superior a Karplusan Forest); - Mutavaults raramente fizeram a diferença e por vezes o mana incolor acabou sendo um problema; - Incinerate ou Lash Out? Sinceramente não sei qual a melhor opção, mas por enquanto eu pendo para o lado do Incinerate pelo fato que ele te dá opções, ao contrário do Lash Out que tem um propósito único e você pode apenas contar com a sorte quando precisar mirar 3 de dano na face do oponente. No entanto eu acho as duas opções válidas e com os seus méritos; - Porque nada de Scrying Sheets? Com 16 permanentes nevadas na lista, a chance de você acertar o flip da Sheets é em torno de 25%. Não me parece uma probabilidade animadora, e se for pra ter outro terreno incolor, eu prefiro outra Mouth of Ronom; - Falando em Mouth, a presença dessa carta transforma os Into the North de draw morta no late game em remoções extra, portanto acredito que o deck deva ter pelo menos 2; - Sulfurous Blast é uma carta muito boa contra vários decks, porém normalmente são decks os quais o deck já é bom pra começo de conversa. Talvez a inclusão de uma ou duas no side não seja uma má idéia caso o número de decks de criaturas aumente no ambiente; - Colossus é a melhor carta do sideboard. É o artilheiro que entra no segundo tempo pra marcar o gol da vitória; - O número de Garruks tem que ser 3. Com isso em mente, eu montei a seguinte lista: 5 Snow-covered Forest 4 Snow-covered Mountain 4 Treetop Village 3 Highland Weald 3 Grove of the Burnwillows 2 Mouth of Ronom 1 Llanowar Wastes 1 Tresserhorn Sinks 1 Snow-covered Swamp 4 Wall of Roots 4 Tarmogoyf 3 Siege-Gang Commander 3 Cloudthresher 4 Skred 3 Incinerate 4 Into the North 4 Harmonize 2 Primal Command 2 Void 3 Garruk Wildspeaker Sideboard: 3 Extirpate 3 Spike Feeder 3 Pyroclasm 3 Chameleon Colossus 1 Void 1 Akroma, Angel of Fury 1 Sulfurous Blast Joguei um Premier Event na segunda, 24 de março e consegui fazer Top 4, perdendo apenas para um Merfolk (go go go mulligan pra 5 no game 3...). As viradas do sideboard que eu uso são as seguintes: UB Fadas -2 Primal Command, -2 Void, -3 Garruk +3 Pyroclasm, +1 Sulfurous Blast, +3 Colossus Voids e Commands são lentos contra eles, você está praticamente implorando para tomar um Cryptic Comand neles. Garruk não é muito efetivo contra voadores. Colossus ignora a existência de Bitterblossom e te ajuda a ir para a race mais cedo. UW Reveillark -2 Skred, -3 Garruk +3 Extirpate, +1 Void, +1 Akroma Outro match no qual o Garruk também não é nem um pouco fantástico. Os tokens tomam bounce e os bichos do oponente batem por cima. Incinerate é melhor do que Skred porque várias vezes o jogo termina com você forçando dano por cima dele com Siege-Gangs e Incinerates. RG Mana Ramp -3 Incinerate, -1 Skred +3 Colossus, +1 Void Algun Skreds normalmente são remoção suficiente já que o decks jogam com menos criaturas e boa parte delas são resilientes a 3 de dano. Os Colossus servem pra por pressão mais cedo. B/G Elfos -3 Cloudthresher, -2 Primal Command, -1 Harmonize, -1 Void +3 Colossus, +3 Pyroclasm, +1 Sulfurous Blast Colossus é o pesadelo do deck, a única resposta é o Vanquisher. As outras saem porque estamos colocando cartas mais eficiente por menos mana no deck. MonoRed Burn, TarmoBurn -3 Cloudthresher +3 Spike Feeder Simples assim, porém o match ainda é complicadíssimo. Até pouco tempo atrás eu jogava com 4 Feeder no side, sideando 1 Harmonize pra fora também. Void normalmente são pra 1 (Shard Volley) ou 3 (Crusher e Rift Bolt). Se a versão for quase sem criaturas, você pode considerar a saída de Skreds para ou Void ou Colossus. No caso do Dragonstorm, alguns Threshser tem que ficar para parar eventuais Hellkites. Doran -2 Clouthresher, -1 Primal Command, -1 Incinerate +3 Colossus, +1 Void Novamente os Colossus comandam aqui. Eu gosto de deixar um Command pra dentro porque às vezes ele aparece no late game e Incinerate não é tão efetivo quando as criaturas lá tem bundas grandes. Contra decks de criaturas em Geral Se eles tiverem evasão, os Garruks são mais inúteis, se não tiverem burn, você pode tirar o Primal Command. Você vai vir de Pyroclasm, Sulfurous e eventualmente Void. Colossus vêm contra os decks com preto (isso inclui você, Rogues!). Contra control em geral Saem remoções extra de criatura para coisas mais eficientes: Colossus contra preto, Akroma contra azul, Void contra cartas pesadas e Extirpate contra cartas do cemitério (teaching e blink vêm à minha mente). É isso que tenho para acrescentar por enquanto e agradeço qualquer feedback construtivo que receber. Espero fazer mais artigo assim sobre outros decks em breve. Elton M Fior





Comentários

Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.