Máscaras de Mercadia – Parte VI
09/07/2017 10:00 / 2,852 visualizações / 3 comentários

 

Máscaras de Mercádia – Parte VI

 

Revelações

 

 

“As novas matadoras de gigantes!”


Foi assim que as quatro guerreiras foram introduzidas a câmara do magistrado. Após a morte de Xcric, os boatos rapidamente se espalharam pelas ruas de Mercádia. Alguns diziam que elas mataram vinte gigantes, pegaram um vagão de vinte toneladas nas costas e andaram vinte jardas e o lançaram sobre Xcric.
 

Ou será que teria sido quarenta gigantes, quarenta toneladas e quarenta jardas?


Anyway... independente de qual fosse a versão da história o fato era que, agora Sisay, Orim, Hanna e Takara gozavam do prestígio e do temor do magistrado. Elas caminharam adentro do ressinto parando diante do estrado do magistrado. Os guardas as olhavam com receio. Nenhum deles fez algum movimento. O regente de Mercádia parecia petrificado diante das gladiadoras.
 

Foi Takara que se pronunciou, falando pelo quarteto. Mais uma vez a trupe de Gerrard desejava uma barganha. Mas como poderiam eles, outra vez barganhar com a escória de Mercádia após os acontecimentos em Rushwood?


Como na outra vez, um Kyren saiu de trás do trono, porém, foi logo enxotado pela fúria de Takara, que desejava barganhar somente com o magistrado – como se houvesse alguma diferença – e o acordo não teria emendas como da outra vez. O que Takara requeria não era a liberdade, não a delas, mas a dos companheiros que ainda estavam presos sob a sentença de execução. O Bons Ventos era inútil para os mercadianos porque eles não conseguiriam repará-lo, então Takara se ofereceu para que os reparos fossem feitos com a condição de que, eles usariam a nau em uma missão a serviço de Mercádia em troca da liberdade de Gerrard e Cia. e a posse do Bons Ventos.


Até que a missão se completasse, os prisioneiros seriam mantidos presos e em segurança. A estratégia de Takara era atiçar o ego do magistrado porque, uma vez que eles partissem em alguma missão a bordo do Bons Ventos, isso seria recordado por eras mantendo o resplendor e soberania de Mercádia sobre os demais povos.


Porém, havia uma condição imposta por Orim. Ele não poderia ordenar ataque algum aos Cho-Arrim e para consertar o navio eles precisariam da mão de obra mercadiana. Alegremente, o pomposo chefe da cidade aceitou os termos.

 

Agora, qual era a missão que as matadoras de gigantes desejam realizar com a embarcação?
 

Ora, nada mais nada menos que a recuperação da Matriz das mãos dos Saprazzianos!

 


Já que estamos falando sobre uma das peças do Legado, eu fiquei bastante intrigado, para não dizer pasmado, quando vi recentemente uma lista com todos os artefatos do Legado. Achei duas listas vagando por ai. Uma que existe no MTG Gamepedia diz que Gerrard faz parte da coleção, assim como Karn. Essa podemos desconsiderar, pois todos sabemos que Gerrard sempre fora o Herdeiro e não parte do Legado.


Agora o que me surpreendeu foi descobrir que havia dois artefatos, os quais eu jamais pensaria na possibilidade de serem integrantes do Legado.

 


O mais fascinante é que a fonte dessa teoria é o próprio site da Wizard. Nesse link, perguntaram para Brady Dommermuth, Magic Creative Director, quais eram as partes do Legado que eram representadas em cartas. A lista segue com os seguintes artefatos:


 - Esfera Quimerica
 - Bolha Juju
 - Karn, Golem de Prata
 - Pedra da Mente
 - Bastao da Anulacao 
 - Modelador de Ceu
 - Nau Voadora Bons Ventos
 - Brinquedo de Squee
 - Forja de Thran
 - Livro de Thran
 - Pedra de Toque
 - As cinco partes de Ramos (Dente de Ramos, Olho de Ramos, Cranio de Ramos, Chifre de Ramos e Coracao de Ramos)


Só que existe um problema aqui. Brady mencionou as cartas existentes, porém, esqueceu-se de mencionar a Matriz de Energia, Mightstone e Weakstone, o que demonstra claramente, pelo menos para mim, que ele não conhecia quais eram de fato os artefatos do Legado. 

 


Então, eu prefiro seguir o cânon do Magic que diz que são 17 artefatos que compõe o Legado. 

 


Agora voltando ao plano de Takara.


A ideia parecia ridícula até mesmo para o magistrado. Roubar os Saprazzianos? A princípio, o intuito não era de roubo e sim, de barganhar com os tritões, mas mesmo assim soava como insanidade porque a Matriz era vista como um artefato sagrado relacionado a Ramos. Para que o plano fosse bem executado, o magistrado teria que enviá-las como embaixadoras de Mercádia para que tivessem total poder para barganhar em nome da cidade. Isso não soou muito bem aos ouvidos das autoridades. Como forasteiros representariam Mercádia? 


Ultrajante!


Para amenizar a situação, fora sugerido que uma comitiva mercadiana fosse enviada junto de elas, representando os interesses do governo.
 

Um sorriso de desdém surgiu na face do gordo governante ao sugerir que, talvez, eles conseguissem aquele item sem a ajuda delas. Takara, afiada como sempre, argumentou que mesmo em posse da Matriz, eles não faziam ideia de como incorporá-la ao navio sem mencionar que agora elas eram matadoras de gigante também. Elas poderiam orquestrar outra fuga, trazer mais matadores de gigantes, assassinar o magistrado, os Kyren, pegar de volta o navio e arruinar a cidade.
 

Um sorriso irônico surgiu nos lábios do magistrado.

 

“Talvez, e talvez não. Mas a barganhar é aceita. Vocês artirão como emissários para Saprazzo, na companhia de verdadeiros embaixadores, resgatarão a Matriz e a trarão para Mercadia para repararem o navio, então voarão com o navio em uma missão de minha escolha – não contra qualquer Cho-Arrim – e assim, ganharão a liberdade dos seus amigos e do seu navio.” (Máscaras de Mercádia, p. 150).

 

Uma semana depois, Sisay partiu para Saprazzo com Orim e Hanna enquanto Takara permaneceu em Mercádia para cuidar de seu pai e garantir que os prisioneiros fossem bem tratados. Sisay desejava cavalgar sobre os Jhovalls até chegarem ao mar, mas os embaixadores enviados não queriam montar nos gatos gigantes e preferiram ir em suas liteiras. Além do atraso na viagem, os embaixadores não conseguiam viajar por mais do que duas ou três horas e passavam o resto do tempo reclamando do calor e da viagem.


Das três companheiras, somente Orim gostou da ideia de viajar em uma liteira – a curandeira Samita ainda estava de luto e durante todo o percurso mal saiu da liteira pra conversar com suas amigas. Ela aproveitou o tempo para meditar sobre a magia e a mitologia Cho-Arrim. Em seus estudos ela descobriu que a Matriz era chamada de “Mind of the Uniter.”


Parece que houve uma divergência entre elas sobre o propósito da Matriz. Para Hanna, ela era uma das peças finais do Legado, pois podia reenergizar o Bons Ventos. Para Orim, era uma parte do Unificador Cho-Arrim e para Sisay, era a peça que faltava para ela recuperar seu navio e sua tripulação.

 


A jornada ficava cada vez pior na medida em que eles se afastavam da cidade. Sisay perguntou por que eles não usaram as nuvens de poeira para chegarem logo no porto. Um servo explicou que as nuvens de Hassim – esse era o nome popular delas – somente estavam presentes no lado oeste da montanha. Essa viagem teria que ser pela estrada que a propósito, era uma paisagem terrível de ser ver. Matas secas e terras áridas cercavam a estrada. Num dado momento, o servo sentiu-se nostálgico e começou a falar de quando aquele lugar era cheio de vida e verdejante.


Curiosa, Sisay perguntou o que houve, mas o servo fora interrompido pelo sinal de outro mercadiano.


Após mais alguns dias de uma viagem entediante, eles finalmente alcançaram o mar. Aquela era uma visão realmente bela, pois o mar de Mercádia se escondia sob um céu amarelado com ondas em tons de vermelho, amarelo e laranja. Sisay perguntou onde ficava Saprazzo e para sua tristeza, descobriu que a cidade ficava além do mar e dentro do mar. Apesar de ela não conseguir ver ilha alguma, os mercadianos afirmaram que ela estava lá.


A rixa entre os dois povos era palpável. Sempre que alguém falava de Saprazzo a frase era seguida de um “Que seus nomes sejam amaldiçoados para sempre.” Logo a comitiva chegaria à famigerada cidade portuária de Rishada. 

 


A comitiva continuou seu caminho para Rishada até chegarem a um enorme portão de ferro que estava na entrada de um túnel. Um dos mercadianos se aproximou do portão, colocou sua mão dentro de uma cavidade esculpida no centro e, com uma palavra, um toque musical se iniciou-se. Então, com estrondo, os grandes portões balançaram e se abriram, deslizando em recesso a rocha. Eles adentraram pelo túnel e luzes começaram a iluminar o caminho – alguma magia ou tecnologia – e ao final do túnel, diante deles estava uma calçada pavimentada que descia até a rua principal de Rishada.


Rishada era uma versão menor de Mercádia. Tudo aqui era similar – mercados, cidadãos e ruas – a diferença era que havia o tom náutico na cidade.

 


O navio Facade estava sendo preparado para levar a comitiva mercadiana. Mas para a tripulação do Bons Ventos, era difícil se acostumar com aquele navio minúsculo. Finalmente, eles zarparam. Hanna e Sisay aproveitaram o frescor da brisa do mar. Era bom retornar a um convés de navio outra vez, mas enquanto elas aproveitavam o momento os mercadianos pareciam tensos e estranhos.


Elas perceberam que havia estranhas formas seguindo a embarcação. Mesmo tentando olhar firmemente, Sisay apenas viu sombras se mexendo por baixo das águas. 


Após duas noites os horrores começaram...
 

Rompendo as águas com violência, uma baleia emergiu. O navio inteiro tremeu com o surgimento da besta que mexeu as águas. Orim teve que se segurar na balaustrada para não cair na água. Houve um repentino medo por toda a tripulação, mas apesar disso, a única coisa que vinha a sua mente era que, talvez, ela logo se encontraria com Cho-Manno. Todavia, seu devaneio fora quebrado pelo estrondo do arpão que disparou do convés.
 

A criatura não surgiu para atacar o navio, porém, os marinheiros de Rishada estavam prestes a matá-la, mesmo após Orim insistir que aquilo iria atrasá-los e que deviam poupar a vida daquele ser. Os marinheiros desejavam levá-la como recompensa (provavelmente o intuito era vender a carne e lucrar em Saprazzo), mas o ataque enfureceu a besta que partiu em direção ao navio.


Mesmo com os ataques vindo do navio ela não diminuiu a velocidade e quando a água se dissipou, os marinheiros puderam ver o que aquilo realmente era.

 


Bem, eles não disseram que era um Kraken, mas é a única criatura que me vem à mente agora. Os marinheiros disseram que era uma “besta guerreira Saprazziana.” E logo todos presenciaram a fúria de Saprazzo.


A besta pegou o arpão que fora lançado contra ela e o lançou de volta. O marinheiro fora atravessado pelo peito, sobrando apenas uma carcaça aberta. Enquanto os outros pegavam em armas para se defenderem, mais criaturas surgiram para o massacre. Criaturas belas, porém, mortíferas.

 


Os tritões subiram ao convés e a carnificina se intensificou. Orim estava desarmada e nada podia fazer. Quando ela se viu cercada por Saprazzianos, repentinamente, a besta que estava quase destruindo o Facade, a agarrou e a levou consigo para as profundezas do mar.
Não houve reação. Não havia o que fazer, apenas esperar que o mar a pressionasse com sua força. Ela viu as profundezas escuras e pensou em seu fim. Mas uma fagulha de espera surgiu. Ela percebeu que a besta sangrava devido ao ferimento do arpão. Tudo o que a curandeira Samita podia fazer era tentar curar a ferida, em uma tentativa de que ela percebesse a magia Cho-Arrim. Ela estendeu suas mãos e um brilho prateado surgiu curando a fera. 


A besta soltou um gemido que podia ser de fúria ou êxtase e continuou mergulhando mais fundo, sem se importar Orim continuou curando a ferida. Ela somente parou quando sentiu as profundezas sombrias e frias levarem sua vida...

 

 

Enquanto Orim era tragada para a escuridão, Gerrard era tragado pela dúvida.


Após a execução de Xcric os guardas os arrastaram e os levaram de volta para a prisão – ainda imundos e fedidos – e os algemaram. Dessa vez não haveria direito a banho. Lá eles permaneceram sem bebida ou banho até que, de repente, o tratamento mudou. Gerrard, Tahngarth e Karn foram levados para se banharem – finalmente – se trocarem e foram conduzidos em direção a Torre do Magistrado no centro da cidade. A nova “prisão” era infinitamente melhor e mais aconchegante, cujo nome era “apartamento do embaixador”.
Apesar do nome, ainda assim era uma prisão.

 

“Quinze pés de espessas paredes de pedra, um teto de gesso com placas de metal, janelas com o triplo de barras em uma altura de cinquenta pés, três portas separadas de ferro, torres de vigia observando os quatro cantos da estrutura.” (Máscaras de Mercádia, p.163)

De sentenciados a morte, agora eles eram reféns políticos. Então uma voz familiar surgiu. Takara apareceu trazendo vinho para eles. A súbita entrada dela levou Gerrard a questionar o que estava acontecendo e por que ela não estava presa. Ela explicou qual fora o acordo realizado com as autoridades, afinal “em Mercadia, acordos são mais poderosos do que exércitos.”
 

Com exceção de Karn, que permaneceu quieto em seu canto e disse que preferia outro tipo de bebida, Gerrard e Tahngarth iniciaram a bebedeira e a língua se soltou com o vinho.


Num certo momento, Gerrard se perguntou como eles acabaram daquela forma. A conversa que houve em seguida foi uma das mais estranhas que vocês já presenciaram. Sutilmente, Takara sentou-se no lado oposto do comandante Benaliano e começou a conversar. Ela disse que aquilo tudo era resultado de traição. Gerrard concordou e mencionou a traição de Starke contra Sisay. Então, ela começou a falar de um acontecimento que, para muitos, soará como um déjà vu. 


“Foi o meu irmão [...] Ele me traiu. Seu irmão? Eu não sabia que você tinha um irmão. Ah! Claro que você não sabia, ela disse asperamente. Eu nunca falei dele. Ele não realmente meu irmão, somente um órfão usurpador. Ele sempre teve inveja de mim. Ele sempre estava tentando roubar o que era meu. Ele me traiu, cortou meus elos com meu pai, destruiu minha vida inteira, e me vendeu a escravidão.”(Máscaras de Mercádia, pp.164,165)


Estranho, onde foi que eu já li sobre isso?


Desde seu resgate, Takara sempre mencionara como o ódio a manteve viva e a deixou mais forte. Agora entendemos o porquê. Surpreso com essa revelação, Gerrard também tentou falar sobre sua vida, começou falando sobre a traição de Xcric, mas depois chegou à conclusão que ele estava ali por causa de suas próprias falhas.

 


O velho Benaliano fora encorajado a falar sobre seus erros do passado. Fosse o vinho ou Takara, a língua dele trouxe a tona memórias dolorosas. Uma das coisas que ele mais se arrependia – mais do que ter abandonado o Legado – era sobre a morte do seu pai, Sidar Kondo. Ele contou sobre as atrocidades de seu irmão e como ele trouxe um exército e matou todo o vilarejo, inclusive seu pai e mãe.

 

 

Enquanto ouvia a história ela perguntava a ele por que aquele irmão fez todo aquele mal. Ele explicou os eventos, o rito de passagem e como ele “salvou” a vida do irmão. Por mais estranho que parecesse, Takara compreendia a fúria desse irmão de Gerrard, argumentando que a culpa toda era dele por ter roubado seu futuro e a herança.


Segundo o ponto de vista dela, todas as desgraças (a perda do Legado, o rapto de Sisay, o próprio rapto de Takara, a morte do Sidar) todos esses eventos eram a sequência de uma cadeia de miséria que havia se iniciado com as ações de Gerrard. Literalmente Takara o acusara de toda aquela ruína.


Isso fora o suficiente para o golem de prata se alterar e interromper aquele discurso de ódio. Mas parece que a semente de dúvida e incerteza se apossara do comandante. Agora, ele concordava com a companheira e se sentia culpado. Bebendo lentamente, parecia que ela se deliciava com aquela cena. Antes de sair ela deixou mais vinho para seus companheiros.
 

Naquela noite, após beberem três garrafas, Karn tentou falar outra vez com Gerrard. Para o golem de prata, Takara estava errada e a culpa nunca fora de Gerrard. A amargura que as palavras dela trouxeram a alma dele, impediam que ele ouvisse seu amigo, porém, repentinamente, memórias começaram a fluir na mente metálica de Karn.
 

Ele se lembrou de que, após o ritual de passagem de Vuel, um estranho surgiu no vilarejo e segundo Karn, ele fora culpado por fazer Vuel se perder. Resoluto, Gerrard não queria culpar algum estranho qualquer por suas falhas, porém, Karn estava se lembrando das coisas. E o mais importante, ele conseguiu se lembrar da fisionomia daquele estranho.
 

Na memória do comandante, ele se lembrava vagamente da pessoa, então Karn disse que o rosto dele veio a sua mente e agora ele sabia quem fora aquele estranho que envenenou seu irmão.

 


Não era possível! 
 

Gerrard não conseguia acreditar. Devia ser alguma sórdida coincidência. Mas era a verdade, mesmo ele não acreditando. E tinha mais. A história de Takara também trazia alguma coincidência com a de Gerrard – ah, agora eu me lembro de onde conhecia aquilo - sem compreender, Gerrard perguntou se o que Karn estava tentando dizer era se a culpa de suas desgraças tinha a ver com Takara e seu irmão adotado.


Infelizmente, Karn também não sabia. Ele não compreendia como tudo aquilo se encaixava, mas uma coisa era certa: ele não mais confiava em Takara.


Tudo aquilo parecia muito confuso – especialmente após três garrafas de vinho – mas para completar o mistério, Karn retirou do seu peito (uma cavidade) um pedaço de papel, um documento, que ele disse que havia pegado na biblioteca da cidade. Os mercadianos não ligavam muito para essas coisas e nem sabiam os tesouros que se escondiam sob suas livrarias.


Ele mostrou o papel para os dois, porém foi Gerrard que reconheceu os símbolos nos documentos.
 

Hallo, foi a exclamação que ele usara ao perceber os símbolos. 
 

Até aqui eu fiquei com dúvida se aquilo era uma interjeição ou um nome, mas pelo contexto cheguei a conclusão que era, de fato, um nome.


Hallo, era o nome dos símbolos e o mais intrigante era que os símbolos no documento eram iguais ao que estava no peito de Karn.

 

 

Foi uma avalanche de especulações após isso.


O significado do símbolo no peito do golem era desconhecido até mesmo para ele. Gerrard já perguntara sobre aquilo antes, mas a resposta era a mesma de agora. Ele não sabia. Gerrard imaginara que Karn havia sido criado pelos Thran há séculos atrás, mas essa teoria era infundada. Mas o que mais me surpreendeu foi saber que, nem o golem de prata sabia de sua origem. Isso mesmo, Karn não sabia que havia sido criado por Urza!


“Thran? Tahngarth rosnou. Você quer dizer que você foi feito pelos Thran? Outra vez, a maciça cabeça se curvou. Eu não sei. Eu nada sei sobre minhas origens. Mas eu sei que, de alguma forma, eu estou conectado aos Thran e sua maestria de artífices.”(Máscaras de Mercádia, p.170) 


O documenta não estava escrito na linguagem Thran, mas indicava que a origem dos mercadianos estava conectada ao antigo império. Aquela conversa trouxe à memória de Gerrard as aulas de Multani durante seu treinamento. Foi através do feiticeiro Maro que ele aprendera sobre os artefatos e a Guerra dos Irmãos. Tahngarth também se lembrou de um detalhe muito importante. Ele mencionou a peça que Orim assistiu com os Cho-Arrim e como ela descrevia a Guerra dos Irmãos.


Cada vez mais, Mercádia trazia mistérios.
 

O primeiro pensamento foi presumir que os mercadianos eram Thran, mas Karn alegou que as lendas diziam que todos os Thran se tornaram Phyrexianos. Mas a peça Cho-Arrim trouxe um súbito pensamento a Karn: 

 

E se talvez nem todos os Thran tivessem se tornado Phyrexianos?
 

Talvez de alguma forma, alguns Thran sobreviveram e vieram para Mercádia e se eles mantiveram contato com Phyrexianos, eles podiam ter aprendido sobre a Guerra dos Irmãos.
 

Mas se isso era verdade... se era verdade, então Mercádia ainda podia estar em contato com Phyrexianos e isso significava que Volrath sabia que eles estavam lá. 


Pior, talvez o Evincar os estava observando naquele exato momento.

 

 


Leandro "Arconte" Dantes (VIP STAFF Arconte)
Leandro conheceu o Magic em 1998 e, desde então, se apaixonou pelo Lore do jogo. Após retornar a jogar em 2008, se interessou por lendas, o que resultou por despertar a paixão pela escrita. Sempre foi mais colecionador do que jogador e sua graduação em Pedagogia pela Ufscar cooperou para que ele aprimorasse e desenvolvesse um estilo próprio. Autor de alguns contos, todos relacionados ao Magic, já traduziu o livro de Invasão e criou sua própria saga com seu personagem, conhecido como Arconte.
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Comentários

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AllanRPG (11/07/2017 19:41:07)

Boa Leandro, excelente como sempre !!! valeu.

AraragiKoyomi (10/07/2017 16:34:28)

boa ^^

Juan_Cruz_ (09/07/2017 13:19:56)

Mercádia é muito bom!

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