Veículos até Enjoar
03/08/2017 10:00 / 4,731 visualizações / 0 comentários
 

Olá! No final de semana dos dias 22 e 23 ocorreu a Grande Final do CLM 9, o qual tive a oportunidade de participar em ambas finais Standard e Modern. Hoje pretendo falar sobre a preparação, as minhas escolhas de decks, sobre as partidas que enfrentei e a perspectiva para ambos os decks nos formatos pós-Pro Tour Hour of Devastation e pré-Grand Prix São Paulo.

Final CLM Standard
 

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A minha escolha para a final do CLM Standard surpreendeu a maioria dos jogadores que acompanham meu jogo. Durante o dia, diversas pessoas esperavam que eu estivesse de U/R Control, que foi o deck que usei na maior parte da temporada de PPTQs T2 e que ganhou minha vaga no CLM. Chegou até ao ponto de ao final do Suíço, mesmo tendo jogado na feature com câmera e stream por duas vezes, eu ainda receber reações de surpresa quando disse que eu estava de Mardu!

Explicando minha escolha: na semana que antecedeu o CLM, eu realmente pretendia jogar de U/R, só que o fato de não ter conseguido aproveitar bem esse tempo para praticar com o deck pós-HOU e chegar em uma lista com um main deck e plano de sideboard sólido me deixaram com um pé atrás. A primeira versão que eu "rascunhei", com 3 Hora da Devastacao MD, bastante remoções vermelhas 1x1 rápidas e O Deus Gafanhoto como 1-off, junto dos 4 Torrential Gearhulk​, vinha me agradando para as partidas contra B/G, Mardu, UW Monumento e Zombies, só que as matches contra Mirror e Red Deck pareciam preocupantes com tantas mágicas pesadas e sorcery-speed.
 

No dia 15, houve um PTQ Standard no Magic Online, que foi vencido pelo brasileiro Otávio Beraldi, de Mardu Balista. A lista do vice-campeão, o grinder Logan Nettles, vulgo Jaberwocki, foi um U/R Control um pouco mais "leve" com 4 Supreme Will, 1 Disallow, e apenas 1 Hora da Devastacao MD com outra no sideboard e os 4 Gearhulks de kill passou a ser a "versão mainstream". Cheguei a testar uma versão parecida com a abordagem dele, mudando um ou outro slot, mas que passou a levar bastante dificuldade para ganhar de Mardu Veículos nos testes, e que certamente apresentaria bastante dificuldades contra os possíveis Red Decks, que já estavam ganhando popularidade no Magic Online mesmo que em versões bem cruas e até mesmo budgets.
Além disso, boa parte do tempo que eu pretendia alocar para testar e entender algumas matchups do UR e afiná-lo para o CLM (especialmente a mirror) foi utilizado jogando ainda mais Modern no Magic Online com o Ad Nauseam.

Para a final do CLM, eu esperava um field de BG, Mardu, Temur Energy e UR Control em quantidades maiores, de certa forma parecido com o metagame dos PPTQs pós-ban, mas com a adição do UR Control com as cartas novas. Zumbis, UW Monumento, Red Deck Wins eram decks que eu esperava ver em menor quantidade (e de fato, estavam menor representados, apesar de Zumbis ter levado o caneco). Também esperava encontrar alguma quantidade de decks fora do radar, desde Controls com mais cores (parecidos com o 4C que ganhou o Open da SCG ou Jeskai) até Midranges/Delírio como B/R, B/W, Sultai e Mardu Midrange, por exemplo.

Nesse field, o Mardu Veículos parecia uma boa opção, com o plano proativo forte "mão de Mardu" com Ferramenteiro Exemplar, Coracao de Kiran e Gideon, Aliado de Zendikar​, para enfrentar o que der e vier, e o clássico plano transformativo com Cóleras e Planeswalkers contra BG e Temur. Contra os Controles, a resiliência das ameaças como Scrapheap Scrounger, e os diversos ângulos de ataque do Mardu com bichos rápidos, veículos, planeswalkers e manlands sufoca as respostas e exige ação rápida deles. Apesar das ferramentas da edição nova ajudarem mais os Controles, ainda enxergo essa partida mais em favor do Mardu.
 

Apesar de não ter tido tanta prática com o Mardu em sua forma atual e não ter uma lista montada ainda para jogar, eu estava acompanhando de perto as evoluções da lista da Marcela Almeida, aqui de Santos, desde que ela ganhou o último PPTQ da season T2 com o deck, e usei o mesmo MD e 13 iguais no sideboard as que ela jogou e terminou em 11° lugar no PTQ do Magic Online na véspera do CLM. Para a Final, coloquei um Descend Upon the Sinful ao invés de um 3° Fatal Push para ter o terceiro efeito Cólera (e um que fosse o blowout contra Zumbis) e o Needle Spires como 25° terreno no lugar do 2° Painful Truths (cumprindo função parecida de fazer os land drops para as curvas mais pesadas do plano transformativo).

A escolha pelo Mardu foi recompensada com vitórias contra U/R Control, Jeskai Control, Temur Emerge e B/G Constrictor, sendo a partida contra U/R da segunda rodada na câmera. No primeiro jogo, floodei infinitamente, mas dois Scrapheap Scrounger e três Unlicensed Disintegration​, junto de alguns bichinhos, foram suficientes para fechar uma partida em que ele não achou os Glimmer of Genius para dar fluidez ao controle do early game. Um comentário relevante foi um turno específico em que eu poderia ter voltado um Scrapheap Scrounger do cemitério, mas como eu tinha na mão ainda as múltiplas Desintegrations, preferi segurar para retornar o Scrapheap quando eu tivesse mana para matá-lo com minha própria remoção em resposta a um possível Magma Spray. No segundo jogo, a "mão de Mardu" puniu o U/R depois que ele perdeu land drop, e me levou essa match.
 
A outra partida que joguei na câmera, na 5° rodada, contra o B/G Constrictor com Grim Flayer e Traverse the Ulvenwald era o tipo de match que o Mardu costuma ter boa vantagem por causa do plano forte que possui no sideboard. No primeiro game, ambos eu e meu oponente ficam travados em duas manas, só que ele conta com um Grim Flayer, que ajuda a achar os terrenos seguintes e as respostas que precisa, enquanto eu segui travado e tendo que receber dano sem conseguir interagir de forma significativa, no máximo conseguindo uma boa troca quando ele teve que gastar remoção no meu Coracao de Kiran para bloqueador e não pôde aumentar a Walking Ballista, que foi bloqueada pelo Thraben Inspector.
 
O turno fatídico do jogo foi quando eu tinha a opção de fazer um Gideon, Aliado de Zendikar para fazer mesa depois de vários turnos atrás, ou poderia ter feito Toolcraft Exemplar e também um Unlicensed Disintegration no Grim Flayer, para reduzir a mesa dele. Optei pelo Gideon para tentar voltar para o jogo com uma ameaça mais pesada, considerando que eu já estava bastante atrás na vida e na mesa, e que forçava ele a atacar o PW ao invés de a mim caso não conseguisse limpar todos os bloqueadores para passar letal. Porém, com uma combinação de Never // Return e Fatal Push fomos para o G2.
 
Com o sideboard o Mardu fica muito bem equipado para essa partida, com um grande número de remoções, planinautas e cóleras e sem os bichos X/1 que morrem para Liliana, the Last Hope. Foi o que aconteceu no G2 - Fumigate limpou uma mesa de Walking Ballista, Winding Constrictor e Kalitas, Traitor of Ghet, e depois Gideon, Aliado de Zendikar, Nahiri, a Anunciadora e Sorin, Grim Nemesis entraram oprimindo.
 
Já no G3 tomei uma decisão referente a um keep que causou bastante controvérsia entre vários pilotos de Mardu que conversei. Na draw, após mulligar a primeira vez, abri a mão com Descend Upon the Sinful e outros 5 terrenos, dentre os quais a mana perfeita com Fastlands, um quarto terreno desvirado e uma Canyon Slough. Optei por ficar com a mão, já que a parte do plano da remoção global já estava lá, junto dos terrenos com todas as cores corretas para conjurar qualquer mágica do deck e em quantidade suficiente para as bombas de custo mais alto, ou seja, sem a preocupação com os problemas de mana que o Mardu enfrenta boa parte de seus jogos. Meu scry foi um Coracao de Kiran, que coloquei no fundo, atrás de jogadas rápidas para interagir no começo, como Fatal Push, Abrade ou Oath of Liliana. Porém, minhas primeiras draw steps, e o cycling, encontraram apenas terrenos e um Fumigate, e fui prontamente punido pela mão explosiva do B/G de Cobra, Rishkar, com ele na play.
 

Na rodada seguinte, enfrentei outro B/G Constrictor, porém, esse baseado em Energia, com Attune with Aether e outros payoffs da mecânica - o plano controle funcionou perfeitamente aliado a draws abaixo da média do meu oponente. Com isso, na última rodada estava X-1, mas em situação que não podíamos dar ID para entrar - de fato, mesmo meu oponente da feature no round 5 que ficou 5-0 perdeu a sexta rodada e optou pelo ID na última, mas acabou terminando em 9° colocado.
 
Na win-and-win enfrentei mirror de Mardu Veículos, em um G1 que ambos sofreram com zica de terrenos e abriram com Toolcraft Exemplar, seguido de Scrapheap Scrounger, bem agressivos porém, criaturas que bloqueiam mal. Nesse cenário, a vantagem da play era dele, e quando conseguimos sair da zica um Desintegration do lado dele selou o G1. No pós-side, ambos tiram as criaturas menos eficientes, como os Toolcrafts, e vão para um plano de "go big", mas sem os Fumigate. Abro uma mão boa para esse jogo, com bastante remoção, Painful Truths e Planeswalkers pesados, só que um pouco zicada em vermelho. A jogada que foi definidora da partida foi quando ele abriu com um Scrapheap Scrounger, eu não matei, tentando extrair mais valor das minhas remoções, e ele conseguiu fazer um Gideon via Torre da Industria, que gerava a primeira preta e a segunda branca das manas dele. O Gideon colocou muita pressão na minha vida e nos meus PWs, o que me forçou a igualmente gastar a remoção na barata e no token para controlar a mesa, e me forçando a topdeckar a sexta fonte de mana desvirada para o Sorin, Grim Nemesis e ainda continuar na partida, o qual só acho depois de fazer um Painful Truths semi-letal e daí não ter mais mana para impedi-lo.
 
Apesar da situação de ficar fora do Top 8 depois de começar bem o torneio e acreditar ter feito uma excelente escolha em termos de ambiente esperado para a Final, analisando friamente o resultado o Top 16 foi bastante razoável, especialmente considerando que minha experiência com o deck foi muito mais de acompanhar colegas de treino jogando e servindo de sparring do que propriamente jogando com o deck - um feel que eu poderia ter tido e enxergado essa rota de zicar a mana do oponente na mirror, e que poderia ter feito a diferença no meu desempenho final.

FInal CLM Modern
 

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A escolha no Modern foi muito mais pragmática, já que sleevei o velho Ad Nauseam sem praticamente nenhuma inovação - a única adição de última hora foi o Painful Truths no sideboard, para melhorar nas matchups pós-side que envolvem muita troca de recursos, como Controles, outros Combos e decks com bastante descarte.

Minhas vitórias foram contra Naya Zoo, Company Reliquary, Naya Burn e Jund Midrange, em partidas que não fugiram muito do plano do combo e que o sideboard funcionou muito bem - especialmente contra o Jund, com as Leylines fazendo o trabalho.
 
Já as derrotas também não desviaram muito,  enfrentando a matchup pesadelo, Grixis Death Shadow, logo na terceira rodada. Na quinta rodada, enfrentei o Esper Goryo's Vengeance e após G1s e G2s bem para cada lado, o G3 se arrastou e no turno-chave que eu tinha encontrado a segunda peça do combo no topo e esculpido a mão com Pacto de Negacao​, ele forçou Goryo's Vengeance no passe, me obrigando a interagir e não consegui evitar de levar Surgical Extraction no Pacto Azul, que selou meus recursos e embaralhou meu scry do topo.
 
Na última rodada, valendo o Top 16, e terminar no dinheiro, enfrento a mirror de Ad Nauseam. No G1, eu consigo combar primeiro com Ad Nauseam e Phyrexian Unlife, mas ele também tem a Unlife dele, e com Mystical Teachings, consegue encontrar todos os Pact of Negation e forçar o combo dele. Ambos com o Laboratory Maniac na mesa, o que me faz a diferença nesse G1 é que ele mantém o Serum Visions na mão pós-combo, mas sem boas oportunidades de jogá-lo, já que ambos ficaram no jogo de dar Angel's Grace antes da draw step do outro. O que quebrou a matemática dele é que eu tinha um Angel's Grace nas cartas "escondidas" que não foram reveladas com o Ad Nauseam e que ele não ponderou, o que acabou custando o G1.
 
 
Já no G2 ele consegue combar sem que eu conseguisse interagir, enquanto que no G3 eu keepo uma mão com bastante cantrips, mas um pouco mais lenta. De início acerto um Thoughtseize, encontrado em um Truque de Maos​, ao invés de um Angel's Grace, mas ele consegue alguns turnos depois encaixar um Ad Nauseam seco, protegido com Pacto, garantindo recursos suficientes para combar, enquanto não consegui achar outra peça branca do meu combo. Quando ele comba na manutenção dele, ele exila os símios e tenta descer um terreno para fazer o combo de Maníaco, só que as manas foram geradas na manutenção e ele teria de fazer a draw step. já que deixou uma carta no deck; logo, as manas teriam de ser usadas ou seriam esvaziadas. Ao ver que não conseguiria combar com Maníaco, ele então parte para o combo de Lightning Storm, e eu, sem Angel's Grace na mão, ou Phyrexian Unlife na mesa, simplesmente fui combado.
 
Com a derrota, termino 5-3 em 30° colocado, e novamente fora da zona da premiação na Final Modern - na útima etapa terminei em 17° com um 6-2.
 
Pós-CLM, Pós-Pro Tour e Pré-Grand Prix São Paulo
 
No último final de semana tivemos o Pro Tour Hora da Devastação em Kyoto, que mostrou uma grande dominância do Ramunap Red e praticamente nenhum Mardu nas cabeças, além de uma ou outra lista entre os melhores pontuadores da parcela Standard. Entretanto, isso não significa que o deck seja uma opção ruim; apesar do Mardu em sua configuração pré-Pro Tour ter certa dificuldade no confronto direto contra o Red Deck, sua partida contra os decks mirados contra o Red costuma ser boa. Baralhos como B/G e outros Midranges ganham popularidade por conseguirem ganhar do Red Deck combinando remoções eficientes, bloqueadores encorpados e ganho de vida em ameaças como Kalitas, Traidor de Ghet, Segadeira da Eteresfera, Sunscourge Champion e Shambling Vent.

Esses baralhos costumam ter dificuldades com o plano mais midrange do Mardu, em particular com os Planeswalkers e efeitos cóleras do sideboard. No "level seguinte" da evolução do metagame, outros baralhos como Controles e Ramps feitos para ganhar desses Midranges ascendem, e são esses também baralhos que sofrem para ganhar do "plano A" do Mardu de Kiran, Scrapheap e Gideon.
 
Mesmo para enfrentar o Ramunap Red, algumas alterações leves na concepção do Mardu, como uma base de mana com mais Shambling Vent, voltar a usar Segadeira da Eteresfera, Pia Nalaar, no lugar de Thalia, Guardia de Thraben, e Sunscourge Champion, no Sideboard, "dão mais jogo" para essa partida.
 
 
Quanto ao Modern, confesso que a dificuldade para enfrentar Death Shadow tem desanimado, já que em vários dos últimos torneios acabei não conseguindo esquivar como eu gostaria - apesar de ver PPTQ após PPTQ aqui em São Paulo ser dominado por Valakuts e Burns, matchups que são super tranquilas para o Ad Nauseam e que acabo não encontrando nos pareamentos com a mesma frequência que jogo contra Grixis Death Shadow ou mesmo outros matchups esquisitos como o 8-Rack no último PPTQ (em parte influenciado pela boa performance do deck na Final do CLM). Com a data do GP batendo na porta, minhas alternativas têm sido testes com techs como Wall of Shards e Solemnity​, para ver até onde dá para tentar roubar alguns games - e com sorte, ambos games no mesmo match em algum momento mais decisivo do GP ou da season de PPTQs.
 
Para finalizar, gostaria de agradecer a todo o pessoal que acompanhou, torceu por mim e apostou em mim no bolão nas finais do CLM, tanto que vieram trocar uma ideia pessoalmente quanto os que acompanharam pela stream e pelas atualizações da Equipe de Coverage. A nível pessoal ainda não foi o resultado que eu gostaria, mas simplesmente participar dessa festa que a cada edição apenas cresce já é um grande motivo de orgulho, e com certeza estarei correndo atrás da minha vaga e na contagem regressiva para a Final do CLM 10. Deixo os parabéns para toda a equipe da Ligamagic, lojas e claro os jogadores envolvidos em tornarem tudo isso possível.
 
Também gostaria de deixar os parabéns ao PV pelo título do Pro Tour Hora da Devastação, dando uma aula de como pilotar um deck agressivo através de situações adversas, como os três mulligans para 5 na mirror contra Seth Manfield nas quartas-de-finais; manter a calma depois de perder games em outra mirror onde o side dele teoricamente era favorecido, nas semifinais contra o Wing Chun Yam, para então assistir seu oponente perder letal do topo para o próprio PV ter de jogar para seus outs e finalizar 4 de dano com Ruinas de Ramunap + Chandra, Chama da Rebeldia; até uma final tensa decidida no fatídico game da melhor de cinco contra o B/G de Sam Pardee.
 
Abraços e até a próxima!
 
 

Matheus Akio Yanagiura (VIP STAFF sandoiche_13)
Matheus Akio Yanagiura, mais conhecido como "Sandoiche", começou a jogar em 2003, em Flagelo. Está constantemente grindando torneios na Grande São Paulo e em Santos, onde é parte do Team House of Cards TCG. Como grande entusiasta do Magic, principalmente do competitivo, Sandoiche está sempre acompanhando todo o tipo de conteúdo publicado, buscando aprender e evoluir o quanto puder. Começou a publicar artigos sobre Magic periodicamente em 2012, colaborando para o Blog da Ligamagic desde 2015.
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