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A HISTORIA DOS NACIONAIS
Depois do capote da liga vou dar uma maozinha... 1995: o primeiro oficial Na verdade, nem foi um campeonato nacional, foi uma seletiva para o mundial, onde jogaram apenas os 32 melhores do ranking devir-camarilla, vencida pelo Fabiano de Castro, de Minas. Eu sinceramente não me lembro muito bem da minha participação, era um molequinho, fui espancado direto, dois round robin e eu fechei la pras últimas posições, e fiquei assistindo o Fabiano derrotar o Mauricio, o Marco Provolone e o Rodolfo “cegonha” e chegar ao titulo. Destaque para o b..
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13/02/2010 02:56 - 12.543 visualizações - 37 comentários
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Depois do capote da liga vou dar uma maozinha...


1995: o primeiro oficial

Na verdade, nem foi um campeonato nacional, foi uma seletiva para o mundial, onde jogaram apenas os 32 melhores do ranking devir-camarilla, vencida pelo Fabiano de Castro, de Minas. Eu sinceramente não me lembro muito bem da minha participação, era um molequinho, fui espancado direto, dois round robin e eu fechei la pras últimas posições, e fiquei assistindo o Fabiano derrotar o Mauricio, o Marco Provolone e o Rodolfo “cegonha” e chegar ao titulo. Destaque para o brigão Fabio Bimbatti colecionando mais algumas de suas incontáveis punições.

Meu decklist nesse nacional:
4 contramagica
4 sorvedouro de mana
4 espectro hipnótico
3 vampiro de sengir
4 ritual sombrio
4 hymn to tourach
4 terror
3 aeolipile
2 supressão mágica
2 gênio mahamoti
4 controlar magia
12 ilhas
11 pântanos
reserva:
4 explosão elemental azul
4 obscuridade
4 cavaleiro negro
3 garras da morte

nesse torneio só valiam cartas de 4a edição e fallen empires, o primeiro formato de t 2



1996: enfim, o nacional!!!

O sucesso do magic e da participação de um brasileiro no mundial arrastou centenas de garotos para o nacional 96, e na sexta rolou o primeiro free for all da historia. Dessa vez eu já era mais calejado, tinha vaga no sábado e não fui pra ser saco de pancadas! Da cenas mais memoráveis, o Junior draftando as cinco cores no sábado achando que valia por QUALQUER terreno no draft e já separando as dual, o marco aurélio terra atropelando o deck “imbativel”de mó do Thomas “lord” com seu incomparável Taniwa-geddon, os necrodecks parando no caminho,o “bestial” tirando um armagedon da manga um turno antes que eu o acertasse com uma fireball de 20 e me tirando do páreo,decolando para as finais junto ao Fabiano, o Aurélio Queiroz e o Raul Assis, este ultimo vencendo o mesmo bestial na final e consagrando-se campeão nacional com o caça necros do momento, o winter-lock.

DECKLIST
4 contramagica
3 sorvedouro de mana
4 tempestade cerebral
3 lapso de memória
4 raio
4 incinerar
3 fireball
2 desintegrar
4 disco de nevinyrral
1 torre de marfim
1 prensa negra
1 orbe zurana
2 flechas denteadas
3 fabrica de mishra
2 city of brass
9 ilhas
2 regioes agrestes de adarkar
8 montanhas
sb:
3 desencantar
3 cop: red
3 explosão elemental vermelha
2 explosão elemental azul
4 piroclasma
aqui valia 4 ed, terras natais, chronicles e era glacial
1997: Rio destruidor!!

Em 97 o magic já era coisa de gente grande, tokens e kobolds não passavam de bônus stage no free for all, vê-los no sábado ou domingo então era fora de cogitação. Nesse ano, final carioca,vencida pelo José ricardo “Baia” (akele que hoje em dia é token, não sabe jogar...) com um deck de jokulhaups tricolor que sinceramente eu não vi muito bem, só vi algumas fênix de bogardan e gárgulas de marfim que me acertaram impiedosamente, já que ziquei de mana nas duas partidas, meu counter hammer me deixou na mão; do outro lado, o David Aguiar, se não me falha a memória de counter post, realmente não lembro. A equipe deste ano foi fechada pelo Thiago de oliveira e o Thomas Lord, ambos de SP

DECKLIST:
4 contramagica
4 força de vontade
3 dissipar
3 contradição arcana
4 incinerar
3 martelo de bogardan
3 bola de fogo
4 piroclasma
3 disco de nevinyrral
4 impulso
4 geleiras minguantes
10 ilhas
10 montanhas
1 city of brass
sb:
4 hydroblast
4 piroblast
3 tormod´s crypt
4 anarquia

1998: gostoso como a vida deve ser...

Nesse ano dava...eu sei que dava.... deck consistente, ganhando de necro, tradewind prision e jungle, embalado por um top 16 no gp rio, só tipo 2... e o que me derrota??? UM MALDITO ATRASO NA RODADA DO ALMOÇO DO SABADO DEVIDO AO MCDONALD´S!!!! depois de ter aberto 3-0 no sábado (tive que jogar na sexta esse ano e fiz 6-0) cai na besteira de ir almoçar com a família Pavin e o tio esquece da vida... retornando, DQ pra mim e ai já era...fiquei de boa, vendo o George Hirokawa amassar todo mundo e tomar DQ no decklist, abrindo pro Sérgio nono ops....Longo Junior que vence seu compromisso e se garante no mundial, uma partida conturbada entre o sliver do Mani de Curitiba e o living death do Nenê, de Sp, vencida pelo Mani, que não foi ao mundial abrindo vaga pro Pirajinha, que tinha perdido pro Sergio, o Romário destruindo com sligh e vencendo o nacional em cima do Marcelo Leone. Rio campeão outra vez!
DECKLIST:
4 aves do paraíso
2 elfo de lianowar
3 alimentador de espiculos
4 centauro de jolrael
3 orangotango de uktabi
3 lhurgoyf
4 estouro de gnus
4 barreira de flores
4 pergaminho amaldiçoado
4 armageddon
3 disenchant
4 macegal
12 floresta
3 planicie
3 terras ermas
sb:
1 terras ermas
1 disenchant
1 orangotango de uktabi
3 passagem honrosa
1 alimentador de espiculos
4 cop black
4 cidade do isolamento

valia blocos de era glacial, miragem e 5a edição

1999: o ano da confusão

Esse ano deu nojo jogar magic. A Wizards quase conseguiu acabar com o magic de tanta regra confusa e maluca e carta que desequilibrava,enquanto isso o Brasil sofria com as “panelas” da arbitragem, que simplesmente tiravam a credibilidade de qualquer torneio. Já havia sido roubado no top 8 do Summer, no DIM e em alguns regionais, além de ver alguns membros de minha equipe sofrerem no free for all deste ano. Mas o que me pegou esse ano foi azar mesmo: no sábado no extended, dominaram os tais decks de reabastecer com diamante do olho do leão e aquela regra estúpida de pagar mana só depois de declarar a mágica. Mas fiz as contas: 128 caras, no máximo uns 15 decks desse... joguei de recurring-survival com 3 lobotomia e 4 coergir no deck pra garantir se talvez eu pegasse um deles...
Bem, só tinham 11 decks desse. E eu peguei três. No 2o jogo, contra o Cristiano Pereira, dei dois coergir pra reabastecer e intuição e ele me fechou do mesmo jeito no 2o turno...
Fiquei 1-3 na dependência de fazer 4-0 no bloco pra passar, abri 3-0 e perdi a ultima pro Ricardo “Rofellos” que também não passou...no domingo,os morte viva/sobrevivência do mais apto dominavam o tipo 2 e surpreendentemente o potiguar Roberto Dantas tornou-se campeão brasileiro, seguido pelo gaúcho Guilherme Svaldi, pelo Cristiano Pereira ( aquele dos coergir...) e pelo Eduardo Simão Teixeira, de Brasília.
Bem, nem vou postar decklist, pq naum vale a pena.

2000: quem foi rei nunca perde a majestade

Depois do nacional 1999,eu deixei o magic em segundo plano na minha vida pra disputar eventos de vale tudo, e só resolvi jogar o nacional 2000 por causa de um braço quebrado que me deixou 5 meses de molho. Ao chegar no “morte center”, me surpreendi ao encontrar o Raul, o chilavert, o Michel safady neto e o Fabiano Castro entre os presentes.nesse ano dominavam os reabastecer/paralaxes, e a meta era esmaga-los. Passei 5-1-1 no ffa mas fiz um péssimo draft no sábado fechando 2-1-3 nota: o 17o do free for all foi o Fabiano Castro, ex-campeão brasileiro. No domingo,abri 6-0 com meu Campinas kayoken e fiquei em13o e o Pedro Pavin, da minha equipe passou em 6o ,o Fabiano passando em 5o . Após uma sensacional partida com o perninha, uma das melhores que eu vi na minha vida, o Pedro conseguiu a vaga no mundial, juntamente ao Eduardo Simão, o Romário e o novamente campeão brasileiro Fabiano de Castro.

DECKLIST
4 aves do paraíso
4 rede de trepadeiras
4 elfo de lianowar
4 carniçal phyrexiano
4 reitor da academia
4 padrão do renascimento
1 senhor da praga
1 demo da cratera
1 ladrão de aura
1 masticora
1 eremita demente
1 servidão diabólica
1 oposiçao
1 explosão de saprofitas
1 laboratorio arcano
1 selo da purificação
1 contaminação
1 barganha de yawgmoth
1 monge realista
1 monge idealista
4 pedreira thran
4 macegal
4 city of brass
4 floresta
3 pantano
2 mercado alto
1 torre phyrexiana
sb:
4 coergir
3 laboratorio arcano
4 convergencia harmonica
4 degeneração rapida

aqui valiam 6a edição e os blocos de saga de urza e mascaras de mercadia

2001: Até que enfim, Jundiaí

Detalhe básico: neste ano eu não fui ao brasileiro. Sem treino, tempo e dinheiro, com deck bom mas incompleto, amarelei na rodoviária e fui pra Campinas treinar jiu jitsu. Então minhas informações vem dos meus amigos presentes no torneio.
Os fires dominavam o ambiente junto com os skies. A melhor jogada que me contaram foi no domingo: o Pedro Pavin, de nether-go, dá fato ou ficção no fim do turno e revela 5 instants. O cara separa uma pilha de 5 e outra de 0. o Pedro estranha e pega as 5 cartas. O cara então resolve um juramento de sangue para instants e dá 27 de dano no Pedro... game...
O campeão deste ano foi o Marcos Tanaka, de Jundiaí.Vitória mais do que merecida para uma equipe que sempre chegava bem mas nunca havia ganho nada. Em segundo ficou Daniel “seqüela” da equipe MIB, do rio, provando que a união faz a força. Thomas “Lord” fechou a seleção e Carlos Mao foi o reserva.

2002: o ano do Boi
nos 2 últimos anos destacou-se a mescla de jogadores da nova geração com o retorno de veteranos desaparecidos. 2002 não foi exceção. Para mim o pior da minha vida: treinei pouco, joguei com um deck chato pra c***** e dropei no ffa com chances de passar por cansaço... tanto que joguei o deck na mala e fui vê-lo de novo 2 semanas depois... No evento principal os psicatogs dominavam mas Victor Galimberti,o ”Boi”, passava por todos de u/g madness, faturando o nacional após derrotar Pedro “meleka” Motta na final, com o Romário em terceiro (ano sim, ano não, Romário na seleção!) e Rodrigo Possamai em quarto.

2003: Fim do amadorismo

Novamente estive ausente do nacional, mas desta vez por motivo nobre:recém casado em casa cuidando da minha esposa que estava no começo de gravidez. Mas a internet e os amigos novamente me cederam material pra terminar este artigo. Fabiano passa no free for all mais uma vez mas confesso que nem me empolguei. O MOL separou muito o magic, resistir é inútil, o nível mudou, agora tinhamos o campeão mundial! Treino em cima de treino resolve, o resto não, suar para vencer é o lema, e venceu quem melhor se preparou. E esse ano, quem melhor se preparou foram os cariocas. Confesso que estava torcendo pelo jabaiano esse ano por dois motivos: primeiro por achar que ele era o único capaz de parar os monstros do rio e porque o exemplo de treino dele motivou e ensinou muita gente a crescer no magic, a própria dedicação dele fazia com que merecesse o titulo.
Mas um determinado circulo de proteção de desenho bonitinho botou o jabá pra esperar mais um ano pelo caneco,embora o sonho da seleção tenha chegado.
Ambiente variado,tinha de tudo. U/g madness, mbc, R/G beats, zombies e o miserável do cunning wake. No corte para as finais, Rafael Vieira torna-se campeão, jogando de black beats, com Carlos”jabaiano” em segundo e Pedro “meleka” Motta novamente na seleção. O reserva esse ano foi André nascimento, o “bronkinha” do rio.


Espero ter abrangido de uma forma clara e imparcial um pouco da história dos nacionais de magic do Brasil. Agora morando em outra cidade (Assis) e com família pra cuidar, espero ter tempo pra montar uma boa equipe por aqui e nesse ano, escrever um artigo mais feliz pra mim, depois deste longo periodo de ausencia sem poder me dedicar ao magic.

E daqui há um mês, a conclusão desse artigo com o nacional 2004!!

Falowz
Wendell Santini
Comentários
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(Quote)
- 29/11/2019 17:01
UP! Alguemd eu continuidade nesse trabalho? seria legal ter toda informação dos campeões brasileiros
(Quote)
- 13/02/2010 02:56
Larga de mimimi e atualiza logo isso daquii xD
(Quote)
- 30/01/2010 03:15
Apesar de antigo, apenas li agora esse artigo e achei ele muito legal. Apesar de boa parte desses Nacionais terem sido na época que eu nem se quer sabia o que era Magic, ao menos de 2000 eu já ouvia falar do jogo e 2001~3 foi a época que eu joguei de fato e também estive presente nos nacionais.
Em 2002 o MOL estava engatinhando, mas já rolava uma diferença legal em quem começou cedo e já treinava draft por lá e quem não tinha acesso! Bom.. é isso ae
t+
(Quote)
- 17/12/2009 03:00

eu escrevi o artigo em 2003, e coloquei na liga depois de um capotew histrico onde perdemos todas as referencias, posts no forum, etc...

No segui pq na poca no deu tempo, e hj eu no sinto a minima vontade de escrever nada pra liga

Editada em: 31/01/10 16:19:50 por dial0g.

(Quote)
- 13/12/2009 23:50
caraaaaaalhooo!

muito bom, de verdade!

não termina com 2004 não! (nao sei se vai, mas pelo que entendi terminaria com o de 2004 =P)

segue adianta, porque ta muito bom de verdade! :D