Dez regras de boa conduta no Magic de papel.
30/08/2019 10:05 - 12,312 visualizações - 45 comentários

Recentemente no MKM Series Frankfurt, um evento Legacy do Magic Card Market com 282 jogadores, o vencedor, Sebastian Wibmer foi desqualificado, mesmo tendo ganhado o torneio no controle de um 4c Delver. Os juízes do torneio acharam por bem aplicar o DQ por manipulação de material de jogo.


Sebastian não se importou sequer com a câmera e fez seus truques no jogo que estava sendo transmitido. Abaixo você pode conferir os timestamps corretos para cada ato:


ATO 1


Nesse primeiro vídeo ele coloca uma Tropical Island em jogo e logo em seguida quebra a Volcanic Island do oponente com uma Wasteland.
 

ATO 2


Nesse ultimo ele coloca True-Name Nemesis no topo com Brainstorm, mas precisa estourar a fetch para anular a Blood Moon do oponente. Após o shuffle, Sebastian compra o TNN de novo. Seria muita sorte... mas os olhos atentos do Twitch perceberam que ao embaralhar o próprio deck, Sebastian manteve o topo intacto e depois não ofereceu o deck para o oponente cortar.

 

O primeiro caso, da Wasteland, nem sempre acontece de má-fé, no que pese os dois lands terem sido baixados quase que simultaneamente, Sebastian não fez nada com a mana extra, nem no turno seguinte. Num jogo de MTG, algumas vezes a conta de lands é perdida e nem sempre isso acontece por má-fé, principalmente quando o uso mais comum de Wasteland em Delver decks não é para gerar mana.


No entanto, a segunda atitude mostrou duas ações deliberadas de Sebastian para manter seu TNN no topo do seu deck, quais sejam embaralhar o deck sem embaralhar o topo e não oferecer o deck ao oponente para que fosse cortado, após o embaralhamento. Portanto, fica difícil acreditar na boa-fé do primeiro ato, depois desse segundo, bem mais grave.


Diante desse episódio e de vários relatos que a gente vai colecionando durante a vida de megiqueiro, resolvi listar 10 condutas que apesar de não constarem em regras especificas do jogo, e por isso não serem obrigatórias, facilitam o gameplay do Magic de papel e tornam a experiência mais agradável para todos os envolvidos. Inclusive, se seguidas à risca, evitam a prática de condutas como a do Sebastian, acima.

 

  • 1- Nunca olhe para o deck do seu oponente enquanto você embaralha o deck dele.


Unanimidade entre jogadores de MTG, olhar para o deck do oponente enquanto o embaralha gera desconforto no oponente e é uma pratica que permite a existência de cheaters que abusam do talento de prestidigitação para conseguir alguma vantagem no jogo.


Muita gente, mas muita mesmo, quando pega um deck para embaralhar, inevitavelmente olha para ele durante o processo. É quase que um reflexo do próprio ato. Eu sei que a grande maioria não vê as cartas que estão sendo embaralhadas, mas essa prática, por si, dá vantagem aos espertinhos que costumam dar aquela olhadela no fundo do deck em busca de uma carta que o identifique; ou que costumam manipular o topo do deck, deixando uma carta irrelevante para o oponente comprar (geralmente land), entre outros truques mais escusos.


Como a pratica de olhar para o deck é comum, e muita gente fica sem graça de interpelar o oponente e pedir que embaralhe olhando na direção contraria, fica mais fácil para os cheaters abusarem da confiança alheia. Se a prática fosse expurgada do jogo e todo mundo se acostumasse a embaralhar olhando para outra direção, olhar para o deck enquanto embaralha passaria a ser o ponto fora da curva e ficaria muito mais fácil coibir quem insistisse na prática.


Praticar e incentivar o embaralhamento sem olhar para o deck deve ser um dogma de vida do jogador competitivo. A conseqüência da difusão dessa pratica seria mais conforto para ambos os jogadores, afinal, o oponente não ficaria desconfiado logo no inicio da partida, e a vida dos cheaters de plantão seria dificultada, já que não conseguiriam abusar de técnicas obscuras de shuffle mais.


Lembre-se, Magic não é Truco, então dá próxima vez que for embaralhar o deck do oponente, afaste sua mão para um lado e olhe para o outro. Se pegar seu oponente olhando para o seu deck, educadamente o interrompa e peça que ele faça como você. Tenho certeza que ele não se sentirá ofendido.

 

  • 2- Não embaralhe seu deck apenas com pile shuffle.


Nem todo mundo sabe disso, mas o pile shuffle não é considerado uma forma de randomizar o deck, mas uma forma de contar cartas. Por isso é possível fazê-lo, mas apenas uma vez por jogo, e apenas no inicio de cada jogo. Então nada de fazer as pilhas, juntar as cartas e apresentar para o oponente. O certo é embaralhar depois de juntar as pilhas.


Quer uma dica? Separe o deck em 7 pilhas, que não é um número múltiplo de 60, junte as pilhas e embaralhe seu deck pelo menos mais 7 vezes. Se você gosta do Riffle Shuffle, ele é bem mais efetivo que o shuffle normal. Mas não recomendo que seja feito com cartas foil ou com o deck do oponente, pra não deixar ele preocupado com a higidez das cartas durante o procedimento.


Dá uma olhada no vídeo abaixo, para aprender:
 

 


 

  • 3- Não converse demais durante a partida, principalmente durante o efeito de uma mágica.
     

Como diria minha querida avó, no auge de seus 88 anos: “tudo na vida tem o tempo correto para acontecer.”


O tempo correto para conversar não é durante uma partida de MTG, muito menos durante a resolução de uma mágica. O tempo correto para conversar durante um campeonato de Magic é no intervalo entre uma partida e outra, ou logo depois da partida quando alguns jogadores gostam de discutir brevemente as estratégias de sideboard, por exemplo.


Quando digo conversar durante a partida, quero englobar tudo que é possível. Desde fazer um monólogo de Hamlet, passando por discussões sobre o tempo, até narrações em voz alta de todas as jogadas realizadas no jogo. Conversar, seja a qual título for, pode atrapalhar a concentração do oponente e dos jogadores nas adjacências. Logo, o legal é se limitar a comunicações concernentes ao jogo, enquanto o jogo durar.


Repare que quem conversa demais, sempre o faz enquanto no turno do oponente, nunca no próprio turno, enquanto está fazendo uma jogada. Tagarelar com o oponente pode ser interpretado como uma forma intencional de desconcentrá-lo e fazer com que ele cometa erros. Por exemplo, devolver as cartas erradas na resolução de um Brainstorm; buscar a carta incorreta na resolução de um Crop Rotation; ou passar batido e deixar para trás uma cópia de uma carta que foi alvo de Surgical Extraction. Se a atitude for interpretada dessa forma, pode render até desqualificação por cheating.

 

  • 4- Sempre devolva para o deck ou compre do deck uma carta por vez.


O Legacy é repleto de efeitos de compra e efeitos de manipulação de grimório como Dredge, por exemplo, ou Brainstorm, Ponder, Preordain, Portent, Jace, the Mind Sculptor, Narset, Parter of Veils, Sylvan Library, etc.


Todas as cartas citadas acima geram algum efeito que obriga o jogador a manipular o deck, seja comprando cartas ou olhando cartas em seu topo. Como o Legacy é um formato com uma comunidade restrita, rapidamente todo mundo está se conhecendo, isso faz com que o jogo fique mais relaxado, principalmente dentro de campeonatos regionalizados. Esse relaxamento leva a jogadas rápidas e a resolução de efeitos no modo automático. Acredite, isso é ruim para o jogo.


Assim, sempre que resolver um efeito de compra, compre uma carta por vez e devolva uma carta por vez para o topo do deck. Mostre ao seu oponente quantas cartas foram compradas e quantas foram devolvidas.

 

Na resolução de um Ponder ou Preordain, por exemplo, mantenha as cartas vistas do topo deck separadas das cartas da sua mão e sempre volte todas as cartas para o topo (ou fundo) e compre uma como parte do efeito. Evite ficar com a carta diretamente na mão, de uma vez, e voltar somente o restante. Isso evita confusões desnecessárias.
 

  • 5- Sempre mostre quantas cartas tem na sua mão inicial.


Sempre deixe seu oponente ciente de quantas cartas você comprou como mão inicial. Nesse ponto, o ideal é que você compre 7 cartas individualmente e as disponha sobre a mesa, assim seu oponente vai poder ter certeza de quantas cartas foram compradas. Evite comprar em grupos, por exemplo, 3 cartas de uma vez e depois 4 e mantê-las diretamente em sua mão.


Esse tipo de atitude é de extrema importância, por causa da regra de mulligan, principalmente agora, depois do London Mulligan, já que sempre que um jogador mulligar, ele vai comprar outras 7 cartas e somente depois devolver para o fundo do deck as cartas que não quiser, com base no número de mulligans realizados. Ou seja, é de extrema importância que ambos os jogadores tenham ciência sobre o numero de cartas na mão inicial de cada um, como forma de evitar que o jogo já comece errado.

 

Eu fui jogar o Bagual Anthologies no inicio do mês e lá pra quinta rodada, quando mulliguei minha mão inicial, meu oponente, Bruno, pegou um dado e me deu um marcador de mulligan. Viu? É bem fácil deixar tudo bem transparente!

 

  • 6- Priorize uma boa comunicação das fases do jogo.


Pode parecer preciosismo, mas avise seu oponente de pelo menos duas fases do jogo: a fase de compra e a fase de combate. O Legacy é um formato com cartas que podem gerar efeitos na manutenção (Dark Confidant), na draw (Sylvan Library), no inicio do combate (Goblin Rablemaster), na declaração de atacantes (Emrakul, the Aeons Thorn), além de ser lotado de mágicas e efeitos instantâneos que podem acontecer em qualquer fase, principalmente antes da passagem de uma fase para a outra.


Não quero que você vire um narrador chato da partida que fica repetindo em voz alta todas as fases do turno, todos os turnos. Mas na fase de compra e na fase de combate é quando costumam acontecer boa parte dos efeitos presentes no formato, logo, avisar sobre elas contribui sobremaneira para um bom desenrolar da partida sem intercorrências desnecessárias.

 

  • 7- Faça todas as anotações importantes da partida.


Recentemente aconteceu uma mudança nas regras do MTG e a partir de agora, todo jogador vai ter que anotar as manas que tiver flutuando. Elas não poderão mais ser representadas com dados. Jogadores de Storm e Reanimator, favor ficarem atentos a isso.


Procure realizar uma anotação precisa da vida de ambos os jogadores, isso quer dizer, anotar cada perda ou ganho de vida individualmente. Por exemplo, se eu oponente fizer fetch para Bayou e abrir de Thoughtseize, não anote 17 de vida no seu controle, anote 19 e depois 17. Lembre-se que em caso de dúvida sobre a vida de um jogador, um juiz vai priorizar a anotação mais detalhada antes de decidir.


Além disso, outra anotação importante são as nomeações, por exemplo, nomeações de Cavern of Souls, Pithing Needle, Meddling Mage, Iona, Shield of Emeria, etc. O ideal é anotar em um papelote e colocar em cima da carta o nome. Mas também serve anotar no seu bloco de controle de vida ou no seu boogie board, identificando a carta relacionada com a nomeação feita.

 

  • 8- Não faça slow play proposital.


O Legacy, de fato, possui decisões difíceis. Em regra, quanto mais interativo um deck, mais possibilidades de jogadas são abertas a cada turno e mais decisões têm que ser tomadas pelo jogador. Às vezes não é tão fácil resolver uma Brainstorm, escolher qual criatura vai ser o alvo de uma remoção ou até mesmo qual terreno buscar com uma Crop Rotation. É completamente compreensível quando um jogador demora um pouco para tomar essas decisões.
 

Entretanto, é detestável a mudança repentina na velocidade de jogo de um jogador, principalmente quando o tempo está prestes a acabar e a board state o desfavorece. Já presenciei diversos casos de slow play proposital e nenhum deles, nunca, é punido adequadamente, até porque as regras concernentes a slow play são bem subjetivas.


É bem triste ver um jogador com apenas um terreno na mão, pensando excessivamente na jogada a ser feita - quando as únicas duas opções no jogo são baixar o terreno ou permanecer com ele na mão - simplesmente porque o jogo está desfavorável para ele e um empate seria melhor que uma derrota.
 

Não seja esse jogador. O slow play atrapalha as estratégias mais lentas, principalmente os decks hard control do formato e causa desconforto excessivo para o oponente e para quem está assistindo a partida. O jogo perde com esse tipo de prática, que muitas vezes acontece simplesmente porque abusar da regra e sair impune, nesse caso, é bem fácil.

 

  • 9- Seja cordial, inclusive na derrota.


Uma das regras mais importantes do convívio social é a presença de cordialidade a boa educação no trato com outras pessoas. No MTG não podia ser diferente e cordialidade e boa educação se resumem a algumas condutas básicas que ajudam a manter um ambiente agradável e de respeito ao próximo: (i) cumprimente seu oponente; (ii) seja cordial e tolerante com as diferenças; (iii) não critique as escolhas do seu oponente e; (iv) não reclame excessivamente do resultado da partida.


A primeira delas é fundamental. Cumprimente seu oponente no inicio e no final de cada partida, independentemente do resultado. Recentemente estava acompanhando o Pan Americano e em qualquer competição, seja individual ou de equipe, os competidores se cumprimentavam no inicio e no final das partidas. As partidas de Magic devem seguir o exemplo dos esportes acima, afinal o cumprimento no inicio e ao final das partidas é sinal de respeito pelo oponente e manutenção de um espírito de esportividade necessário a qualquer competição, incluindo o Magic.


Seja cordial. Afinal, a cordialidade é esperada nas relações sociais cotidianas, principalmente aquelas envolvidas no Magic, que atrai pessoas de diferentes idades, condições física ou mental, formações, gêneros, orientações sexuais, religiões, etc. Por isso tenha cuidado com o que fala e como trata os jogadores durante um campeonato.


Esteja pronto para aceitar, ou no mínimo respeitar as diferenças. Afinal é isso que o próprio jogo prega, através da imensa gama de personagens que contribuem imensamente para a representatividade de grupos sociais. Por exemplo, você sabia que a Narset é autista? Não, então dá uma lida nesse lindo artigo aqui.
 


Não acuse o outro jogador de roubo, de lentidão, de burrice, não critique o jeito alheio, seus costumes, roupas, etc. Lembre-se que qualquer problema durante uma partida deve ser resolvido com o auxilio de um juiz. Não tente resolver o problema sozinho, às vezes com receio de parecer hostil ao oponente, ao requisitar a ajuda de um juiz. Chamar um juiz durante um torneio é completamente normal e não tem nenhum significado pejorativo. Logo, chame o juiz, sem peso na consciência, afinal tentar resolver o problema sozinho pode te trazer um problema ainda maior.


A não ser que você seja perguntado sobre, não critique as escolhas feitas pelo seu oponente, principalmente com relação a estratégias de sideboard, que é algo complexo e bem dependente do estilo de jogo e das listas. Opinar sobre jogadas específicas e escolhas de cartas, sem ser perguntado, pode soar como arrogância e ser percebido de forma negativa pelo interlocutor.

 

Então, a não ser que seu oponente esteja usando Lord of the Pit no lugar de Griselbrand ou Celestial Collonade e Back to Basics no mesmo deck, pergunte antes ao seu oponente o motivo da escolha que ele fez, e depois de escutar, complete com seu comentário. Garanto que será bem melhor recebido pelo oponente, do que começar falando que ele está errado e que a escolha certa seria outra.

 

Por fim, não reclame excessivamente do resultado de uma partida. É o famoso “mimimi” ao final da partida, seja sobre flood, zica, como o oponente comprou bem e como você comprou mal, etc. No final, todas as vitórias parecem ser obra da grande habilidade que possui e todas as derrotas, obra do acaso, do azar que teve ou da extrema sorte do oponente.


Mas é necessário diferenciar as coisas. Reclamar ao final de um partida é normal, trocar duas frases com o oponente sobre seu Delver ter passado 5 turnos sem flipar ou sobre os 4 lands seguidos comprados no ultimo jogo é normal. Inclusive, se sentir um pouco pra baixo ou mal após uma derrota amarga, também é normal. Às vezes é necessário um tempinho para nos recuperarmos.

 

O que não pode acontecer é o excesso de Reclamação. Tem jogadores que reclamam a cada draw durante a partida, a cada jogada do oponente exclamam sobre a sorte que ele teve por comprar aquela carta, naquele momento e ainda criticam a jogada feita, como se ela fosse ruim. Tem jogadores que batem na mesa ao perder uma partida, jogam o deck do oponente com rispidez, após um corte, ou mesmo deixam completamente a educação de lado, quando o jogo vira. Isso deve ser combatido, a qualquer custo.


Da mesma forma que a regra 1, essa regra é uma unanimidade entre os jogadores e apesar de muita gente fazer, sem nem perceber, ninguém gosta quando o oponente reclama incessantemente. Mais uma vez eu faço um mea culpa e reconheço que já passei do ponto várias vezes, mas sempre procuro me policiar. A última vez, inclusive, até pedi desculpas ao meu oponente, depois que reclamei horrores por ter sido combado pela quarta vez seguida, no turno 0, no mesmo torneio, contra o segundo BR Reanimator do dia.


Magic é um jogo que envolve tanto sorte, como habilidade para encontrar a melhor linha em cada partida. Às vezes somos superados pelos nossos oponentes ou cometemos um erro que sequer percebemos e acabamos por atribuir ao azar a derrota. . Às vezes, porém, quem decide a partida é a sorte mesmo, de fato. Mas acredite, é mais fácil perceber quando jogamos bem, do que quando nosso oponente joga bem, então na sua próxima derrota, tente se policiar na reclamação.

 

  • 10- Não faça Angle Shooting


Basicamente, Angle Shooting é tentar se aproveitar de tecnicidades do jogo para auferir uma vantagem ou até mesmo ganhar uma partida. Não é necessariamente infringir as regras de Magic, mas às vezes pode ser. Por exemplo, jogar um Raio, dar alvo no oponente e depois que resolver a spell tentar redirecionar o dano para um PW em campo, “esquecendo-se” que essa regra já deixou de vale. Chamar um juiz para decidir o impasse, e contar uma versão de que o Raio, a todo tempo, teve como alvo o PW.


Acontece que Angle Shooting é bem complexo e merece um artigo inteiro sobre ele. Como já estamos com um artigo bem grandinho, vou me limitar ao parágrafo acima. Em breve a gente conversa sobre isso mais esmiuçadamente.


É isso galera! Todas as regrinhas aí em cima são hábitos simples, que podem ser incorporados facilmente no gameplay, sem prejudicar em nada seu jogo. Tenho certeza que se você fizer delas um hábito, vai passar a ter torneios mais agradáveis, sofrer menos com as derrotas e amenizar a ansiedade durante as partidas.


Não deixem de comentar abaixo o que acharam desses hábitos e o que mais te irrita durante uma partida de Magic.


Um grande abraço!


Thiago Mata Duarte ( thmduarte)
Fundador e organizador da Liga Mineira de Legacy (2014 - 2018), organizador do Nacional Legacy desde 2018, é um entusiasta e ativo incentivador do formato no país. Joga Legacy desde final de 2012 e desde então sempre tem alguma coisa para falar, desde os recônditos obscuros do POX, passando pelos tier 5 de Opalescence, até chegar nos decks de Brainstorm.
Redes Sociais: Facebook, Instagram, Twitter
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Comentários

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thmduarte (04/09/2019 16:15)

hahahahaha oh loco bicho!

surfe (04/09/2019 11:42)

Rules lawring são os mais chatos, do tipo pois a mão no deck significa passou para fase de compra e perdeu efeitos de unkeep.

didimax (04/09/2019 10:40)

Belo artigo, me deixou mais esperto com algumas estratégias, se o cara for cheatar nesse nível vai conseguir, pois sou desligadão nesses troços, só nunca esqueço de cortar o deck do oponente.

Rubens420 (03/09/2019 16:40)

tu é oSinistro mesmo, ahahahahah.

Padevil (03/09/2019 10:08)

Tem um vídeo do Elba do Fazendo Nerdice muito bom falando sobre ele. Vale a pena conferir.

oSinistro (02/09/2019 21:04)

Já me ocorreu de um oponente literalmente jogar meu grimório no teto depois de perder, é chato desnecessário e, após o double jab, cruzado e upper que dei nele ambos fomos desclassificados.

Hagane (02/09/2019 09:32)

APOIADO VOTO NELE...

Denfaceupp (01/09/2019 22:09)

De tudo, o que mais tenho prezado sempre é a cortesia! Respeito aos oponentes e saber perder! Um magic saudável é antes de tudo, cortesia!

thmduarte (01/09/2019 20:45)

Valeu meu bom! Mas a palavras está correta :)

Muito obrigado galera!!

thmduarte (01/09/2019 20:43)

Exato. Uma vez ou outra vai ter um mais rígido!

thmduarte (01/09/2019 20:43)

Mike Long ta aposentado. E ele nao teria lugar no Magic atual!

BrunoMaster (01/09/2019 19:18)

Me lembrei do antigo campeão americano Mike Long, ele ia contra todas essas regras citadas para ganhar partidas, ele fazias coisas sem ética, desde ofender o adversário ate criar combos durante o embaralhamento. Porém foi um dos primeiros criadores de combos na história do magic.
Quem não conhece Mike Long recomendo pesquisar.

Ifritfff (01/09/2019 10:18)

Muito bom artigo, só uma correçãozinha topico 2 esta escrito higidez

xXLuizDXx (01/09/2019 08:32)

Excelente artigo! Obrigado por Compartilhar.

RaoniCacique (31/08/2019 19:59)

Nossa! Não sabia que existia tanta hostilidade no Magic. Excelente artigo! Tudo isso que você disse seria evitado se todos tivessem bom senso e o mínimo de respeito e honestidade.

DanielRabelo (31/08/2019 09:08)

Amigo, parabéns pelo texto! Muito bom!

Figs (31/08/2019 07:39)

Isso é praticamente igual aos juízes no futebol que não dão cartão amarelo aos goleiros que ficam enrolando para repor a bola ao jogo. Pela regra, após defenderem a bola ou para cobrarem tiro de meta, eles têm 6 segundos, mas é mais do que comum demorarem 10, 15 ou até mais segundos, mas qual juiz mostra o cartão amarelo? Slow play vai na mesma linha na maioria das vezes.

rurouni_guy (30/08/2019 21:24)

Nem sabia que antes a regra era assim. Valeu por avisar

VIP STAFF Tepedino (30/08/2019 21:12)

De qualquer forma, precisando de alguma ajuda ou orientacao nesse ponto, tamos ai

Assassinodarealeza (30/08/2019 20:14)

faltou um item na lista:

Não jogue de UW control pq é odiado por todos e acaba com a paciência e boa vontade de qualquer um.

o/

VIP STAFF Tepedino (30/08/2019 19:47)

- Olha... quanto ao slow play, talvez os judges com quem tu tens contato precisem de uma orientação melhor ou mais direta quanto isso. Eu sempre fui bastante enfático nisso, nos times que liderava;
- A melhor resposta é que "a gente sabe". A resposta longa é que é por isso que investigações a fundo são feitas pelo Judge Mor do evento, uma pessoa que tem muita experiencia e sabe como procurar tais informações. Desclassificações num evento são complicadas, mas nem sempre se resume ao "he said she said" que as pessoas acreditam.

thmduarte (30/08/2019 19:27)

Sim. Mas a unica punição por slow play que vi na vida, foi vc que aplicou haha. Ninguem aplica na pratica.

thmduarte (30/08/2019 19:26)

Sim. Mas a unica punição por slow play que vi na vida, foi vc que aplicou haha. Ninguem aplica na pratica.

thmduarte (30/08/2019 19:25)

excelente explicação. eu nao teria feito melhor!

thmduarte (30/08/2019 19:25)

vlw galera!!! obrigado pela leitura!

thmduarte (30/08/2019 19:23)

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa hehe. O blefe não é ma-conduta, mas um aspecto do jogo legal e que deve ser utilizado. Deixar claro as fases do jogo e os efeitos de sua mágica não te impede de blefar. Por outro lado, deixar o jogo rolar solto e atrapalhado, favorece a pratica de diversos tipos de cheating. Num jogo transparente fica mais dificil pro jogador de ma-fe tentar roubar, do que num jogo relapso, com jogadas feitas rapidamente.

thmduarte (30/08/2019 19:14)

Massa, vlw! Mas algumas considerações sobre suas considerações.

- tem 7 anos que jogo magic competitivo, até hj vi uma unica punição por slow play. Na prática elas quase nunca acontecem e quase todos juizes fazem vista grossa.

- no caso 10, na teoria a solução parece fácil. Na prática a coisa muda. No caso hipotético, vc sabe quem está falando a verdade, porque eu deixei isso claro. Na prática, como voce vai saber quem fala a verdade? Como isso será definido? E caso não haja testemunha? Já estive em um campeonato com um caso parecidissimo e a solução do juiz foi deixar o dano resolver no PW pq seria a jogada mais óbvia.

Abs

VIP STAFF Tepedino (30/08/2019 18:22)

Curti bastante o artigo. Aplaudo todos que defendem uma boa comunicação.

Algumas considerações:

- No caso do "slow play intencional", nas regras isso é chamado de Stalling, uma infração similar ao Cheating, que tem a penalidade de uma declassificação.
- No caso 10, fazer uma jogada ilegal, sabendo que é ilegal, com o intuito de "ver se cola", seria Cheating, também punível com desclassificação. Angle Shooting seria mais como o caso do player que mexe no cemitério quando o oponente joga um rest in peace mas, como o dono do RIP não falou nada, faz uma jogada com o cemitério no turno seguinte, alegando que o dono do RIP perdeu o trigger, ou o famoso caso do Brian DeMars, que ganhou a partida e foi distraído por seu oponente com conversa, fazendo com que recolhesse seus cards com morph sem revelá-los (o que, na época, era um Game Loss).

LeoKula (30/08/2019 18:17)

Na minha leitura do artigo, faço uma crítica de que as ditas "regras de boa conduta" vão além de boa conduta e entram no campo do jogo psicológico que acontece em qualquer partida de jogos de carta.

Por exemplo, um blefe seria má conduta? Pode ser considerado "má comunicação". Ou então, se você está jogando contra um oponente altamente relapso, você deve mesmo explicar pra ele todas as fases e o que está fazendo explicitamente? Isso pode te custar o jogo, sendo que cabe a cada um prestar atenção no jogo.

Acho que a maioria do que foi escrito são coisas de senso comum e válidas, como por exemplo a questão de ser um bom perdedor, mas acho que olhares e toda a comunicação durante o jogo também é um recurso a ser utilizado.

albiero (30/08/2019 17:26)

parabéns thiago! excelente artigo!

Figs (30/08/2019 16:27)

Até pouco tempo atrás, a regra de dano em planeswalker era que você daria alvo no jogador controlador do PW e, na resolução da mágica, você anunciaria que iria redirecionar o dano ao PW. Se não me engano, no fim do ano passado, isso mudou, e cada jogador passa a dar o alvo diretamente no PW, se assim desejar, sem a necessidade de jogar a mágica dando o jogador controlador como alvo, esperar as respostas e, na resolução, fazer o anúncio de que o dano iria para o PW. Então, usando a má fé, hoje o jogador dá um raio, por exemplo, no jogador e, após saber que o raio irá resolver, diz que dará o dano no PW, como era na regra antiga, mas que hoje não funciona mais desse jeito. Seria um jeito de "vamos ver se resolve a mágica, aí eu dou o dano", porque nessa parte da resolução já não é mais possível conjurar mágicas ou ativar efeitos.

rurouni_guy (30/08/2019 15:16)

Antes de tudo, parabéns pelo artigo. Sou jogador iniciante e tenho uma dúvida: no exemplo do alvo da magia Raio, refere-se ao caso de um jogador querer mudar o alvo após o oponente decidir não intervir ou no caso do jogador escolher o oponente e, depois de o oponente decidir não intervir, usar uma magia para redirecionar o alvo para o PW?

Lili_Bradock (30/08/2019 13:30)

Angle shooting é o famoso "fingir de égua".

Sid_Vicious (30/08/2019 13:14)

Dalhe, Thiago! Muito bom o artigo. Eu tinha o costume de anotar os mulligans junto dos pontos de vida, peguei a ideia do dado como marcador com um amigo daqui. É bom porque ajuda todo mundo a não se perder nos mulligans também.

Other (30/08/2019 12:55)

Vale lembrar que Slow Play proposital, pelas regras do jogo é passível de desclassificação.

Takamtg (30/08/2019 12:33)

Excelente artigo com no sempre Thiago!

dragoes (30/08/2019 12:24)

Triste isso!
Belo artigo!

Darigan (30/08/2019 11:55)

Teve uma polêmica recentemente com o jogador Brian Weissman, que venceu um torneio de Old School 93/94 com um Circulo de Proteção ao vermelho extra.

https://mobile.twitter.com/HarlanFirer/status/1165128017313710080

Stefano (30/08/2019 11:47)

Assim como mostrar a quantidade de cartas comprada na mão inicial é praxe por aqui, na Ásia os jogadores mostram que há 15 cartas no Sb também - e, sim, isso está nas regras.

Hollow (30/08/2019 11:31)

Seria, mas é difícil detectar. Será sua palavra contra a do adversário. O cara vai falar X, você vai falar Y, e o juiz não terá muito como saber qual dos dois está falando a verdade.