26-Agosto-2019 - O Marco Zero do Modern
02/09/2019 10:22 - 9,820 visualizações - 20 comentários

Olá! Recentemente a comunidade do Magic recebeu uma notícia de abalar as estruturas: o anúncio de banidas e restritas de 26 de Agosto de 2019, que pode ser encontrado neste tópico.


No mesmo dia, lancei uma curta nota nas minhas redes sociais dizendo que a notícia era "inesperada", porém não exatamente surpreendente, junto com uma breve análise quanto às situações de Rampaging Ferocidon no Standard, e de Faithless Looting, Hogaak, Arisen Necropolis e Stoneforge Mystic no Modern.


Passados alguns dias, com mais tempo para "digerir" as notícias depois do baque inicial, foi possível traçar uma análise mais aprofundada no impacto da entrada ou saída de cada um desses cards para seus respectivos formatos, compartilhando as minhas impressões sobre a banlist, e porque possivelmente devemos considerar 26 de Agosto de 2019 como um "Marco Zero" no Modern.


Digo isso já que, apesar da lista abranger também mudanças no Standard e no Vintage, no padrão a "história é mais curta", enquanto que Vintage não é um formato em que eu me sinta competente o suficiente para fazer uma análise já que não jogo o mesmo.

 

Rampaging Ferocidon

 

Algumas vezes já brinquei durante as lives e com amigos que daqui a 50 anos nossos netos vão olhar a banlist do Magic e perguntar: "vovô, porque esse dinossauro fedido foi banido no Standard?". Essa pergunta realmente ressoa para quem não estava jogando no contexto do banimento; vejo muitos jogadores que entraram pelo Arena nesse último ano se questionando. Para respondê-la, precisaríamos retroceder para o Standard com Kaladesh. Hora da viagem no tempo!


O ano era 2017. Precisamente, Janeiro de 2017. Antes do fatídico anúncio que viria, o último banimento no Standard tinha sido, coincidentemente, o de Stoneforge Mystic + Jace, the Mind Sculptor. Em setembro de 2016 entrou Kaladesh, uma das edições de power level mais elevado em anos junto de uma mecânica extremamente parasítica e sem "counterplay", a de Energia. Houve então um período de absurda turbulência, com múltiplos e consecutivos banimentos no Standard (Smuggler's Copter, Emrakul, the Promised End, Reflector Mage, Felidar Guardian, Aetherworks Marvell). Depois disso, um período de calmaria antes da tempestade: com a rotação de 2017, surgiu uma nova ameaça a um ecossistema que teve seus predadores indo embora: o Temur Energy.


Esse era um baralho midrange perfeito: ótimas criaturas de valor como Rogue Refiner e Whirler Virtuoso, remoção eficiente na forma de Harnessed Lightning, fixing de mana perfeito com Attune with Aether e Aether Hub além de usar o "cream de la cream" das ameaças nas cores, como Chandra, Torch of Defiance e Glorybringer de topo de curva.


Um dos poucos baralhos que conseguia minimamente competir contra o Temur Energy era o Ramunap Red, um Red Deck Wins com criaturas eficientes, alguns burns como remoção e um alcance surreal depois que o oponente estabilizava graças à combinação de Hazoret the Fervent e Ramunap Ruins + desertos para serem sacrificados. Essa fórmula conseguia manter baralhos pesados em xeque, quando poderiam potencialmente ir "over the top" em relação ao Temur. Isso contribuía para a síndrome do "metagame de dois decks", com um anulando as fraquezas do outro, embora o Red ainda tivesse dificuldades em passar pela eficiência das criaturas e card advantage do Temur.


Quando era inevitável o banimento, a Wizards tomou a ação e foi direto nos melhores "enablers" de energia: Rogue Refiner e Attune with Aether. Porém, em um movimento antecipando domínio absoluto do Ramunap Red no novo metagame, junto foram banidos Ramunap Ruins... e Rampaging Ferocidon.


O metagame foi se ajustando, mas pouco tempo depois tivemos a entrada de Goblin Chainwhirler, o novo drop 3 premium dos decks vermelhos, moldando o formato ao punir absurdamente os bichos x/1. Com isso, qualquer esperança de termos novamente o Dinossauro no Standard foi passada para trás, e a vida seguiu sem ele durante a quase totalidade da temporada 2018/2019.


Até que, logo após a entrada de M20, a Wizards viu uma ótima oportunidade para tirá-lo da jaula. Atualmente o Mono Red é mais um sólido Tier 2 do que uma força a ser batida no metagame, tendo dificuldades quando os oponentes não se importam tanto com o ângulo de ataque do Experimental Frenzy (seja matando antes, seja indo por cima com Scapeshift/Kethis/Krasis), além de que num mundo de Legion Warboss, Goblin Chainwhirler, Chandra's Spitfire, Chandra, Acolyte of Flame e Tibalt, Instigador Dissoluto é possível que o Ferocidon não seja nem o melhor drop 3 disponível em determinados metagames.


Porém, tem um trabalho que ele faz, e faz muito bem: hatear estratégias de fichas e bichinhos. A mera presença do ferocidonte na mesa impede o Scapeshift de ir para seu combo, com a vantagem de que ele vai pressionando através de chumpblocks e trava o ganho de vida dos terrenos e do Krasis, tornando-se tanto um "hate maindeck" como uma ótima opção de sideboard. Nas partidas de criaturas, como Vampires/mirrors, seu corpo 3/3 contorna remoções-chave (Shock, Legion's End). Sendo evasivo, também é ótimo para atacar planeswalkers e complicar a matemática do combate. Um Ferocidon encaixado na hora certa pode punir absurdamente um jogador de Vampires que talvez planejasse encaixar um ganho de vida com Sorin, Sanctum Seeker, Vona ou fichas.


Pensando em outros baralhos, possivelmente algumas variações de Jund Dinossauros ou Rakdos Aggro interessem-se em algumas cópias na mesma premissa do "hate maindeckável", sendo uma criatura que pune Scape/Vamps e cumpre sua função nas demais partidas.


De maneira geral, acredito que o desbanimento de Rampaging Ferocidon vai ser positivo para o Standard, adicionando ingredientes à interessante receita de "ameaças x remoções" que os decks Tiers sempre estão preparando. De "esquisito" fica somente o seu timing, já que em menos de um mês teremos a famigerada rotação com a queda de Ixalan, Rivals of Ixalan, Dominaria e M19, e a entrada de Throne of Eldraine.

 

Hogaak, Arisen Necropolis

 

Quase dois meses atrás, eu escrevi esse artigo aqui na LigaMagic. Não precisou de muitas partidas jogando Modern para perceber o quão quebrada a carta era, e que por mais que Bridge from Below fosse o "aspecto combo" do deck, ela claramente não era a culpada pelos crimes, considerando que o BridgeVine sempre foi um arquétipo existente, mas nunca passou além do Tier 2. Em um primeiro momento, somente ela "pagou o pato" e levou o ban.


"Motivos comerciais" certamente impactaram, já que tanto Hogaak quanto Altar of Dementia estavam circulando na recém-lançada Modern Horizons. Segue o jogo, mais um mês se passou, o 8/8 atropelador de 0 manas continuou-se mostrando como o real problema, e uma nova banlist se aproximava.


Apesar de ser o anúncio óbvio, em alguns momentos cheguei a temer por um novo movimento paleativo, mas que não realmente cortasse o mal pela raiz, talvez um banimento de Vengevine ou Stitcher's Supplier. Nesse sentido, ponto para a Wizards ao irem pelo "chefão final" ao invés de seguirem nos "subordinados", mesmo que isso implique em um "feels bad" aos compradores de boosters de Modern Horizons. No mais, não tem muito mais o que falar além de já vai tarde, sayonara, arrivederci! A consequência óbvia é que o BridgeVine morre enquanto baralho - se já não estava lá em sua melhor forma com Bridge from Below válida pré-Horizons, o incentivo para ir pela estratégia ao invés de optar por um Dredge é inexistente atualmente com a Bridge banida.

 

Faithless Looting

 

Aqui temos o primeiro "inesperado" da lista. Classifico dessa maneira, porque falar que o aparentemente inócuo feitiço vermelho era inocente é que é, de fato, inocência. Faithless Looting foi responsável por basicamente tudo de degenerado que podia ser feito no Modern nos últimos anos, conforme novas peças de gerar valor com o cemitério entravam na mistura. Griselshoal sempre usou pelo aspecto "cava combo e joga Griselbrand no cemitério", e alguns podem até dizer que o Mardu Pyromancer usava a carta do jeito "justo", como uma simples engine de card advantage virtual e alimentando o cemitério para Bedlam Reveler.


Só que nesse período também tivemos Hollow One; Dredge; Izzet Phoenix, Mono Red Phoenix e Hogaak, cada um "forçando" o restante do formato de um jeito diferente, adicionando uma velocidade absurda junto da consistência provida pelo feitiço. Valia de tudo: desde achar as peças corretas para emplacar o mesmo plano todo jogo (Hollow One ou Thing in the Ice), fazer as mágicas para triggar Prowess e ressucitar as Arclight Phoenix (que eram descartadas pelo próprio Looting), ou gerar valor no mid/late game com o Flashback (sendo tombadas com a habilidade de Dredge ou descartadas para outros Lootings/Burning Inquiry/Goblin Lore). Em alguns desses decks, o feitiço poderia ser lido até mesmo como "R: compre quatro cards", dependendo do manejo dos recursos entre mão, campo de batalha e cemitério.


Até mais do que a saída do Hogaak ou a entrada de War of the Spark/Modern Horizons no formato, esse banimento sempre discutido mas nunca antes realizado é o que realmente podemos chamar de "Marco Zero". Mesmo que alguns baralhos pré-existentes sigam vivos e fortes na luta pelo Tier 1 (Mono Green Tron, Jund, Azorius Control, Humans, Burn, etc.), a forma como esses baralhos interagem entre si certamente muda.


No mundo pré-ban, a categoria de decks mais complicadas de lidar que usavam Faithless Looting eram os "decks justos que fazem coisas injustas" - com o Izzet Phoenix encabeçando a descrição. Ele está interessado em jogar um jogo "justo", trocando recursos e interagindo, mas sempre com a possibilidade de voltar 2-3 Arclight Phoenix no turno 2 e praticamente todo jogo flippando Thing in the Ice no turno 3. Não era só enfiar uns Surgical Extraction no MD/SB e "vamo que vamo", porque os planos alternativos do baralho contornavam muito bem esse ângulo de defesa.


Esse fator obrigava os demais decks a jogarem não só para quebrar os planos principais poderosos, mas também a emplacar o seu próprio jogo rapidamente em uma janela curta de tempo, já que a natureza dos decks de Faithless Looting permitia reconstruir o jogo rapidamente graças à habilidade de reutilizar os recursos do cemitério, nunca ficando sem gás num jogo "grindado".


Sem Faithless Looting, esse poder de seleção, consistência, velocidade, resiliência e reutilização de recursos é fortemente diminuído em todos esses baralhos, permitindo aos demais competidores do formato amarras "mais frouxas" na forma de abordar esses matchups, seja com mais liberdade para
jogar o próprio jogo, menos slots dedicados no sideboard ou mesmo a viabilidade de decks similares, mas que simplesmente não conseguiam competir em termos de eficiência e power level com os seus colegas de Faithless Looting.


Porém, isso não significa sinal vermelho para todos os decks de cemitério, ou mesmo a farra do boi para tirar os hates do seu sideboard. Talvez as variações de Arclight Phoenix, certamente as mais golpeadas pela notícia demorem para se reinventar, mas decks como Dredge já andam circulando a todo vapor usando os mais diversos enablers de substituição: Tormenting Voice, Insolent Neonate e Tome Scour são alguns exemplos, e mesmo que não partilhem do mesmo pedigree do Looting, todos nós sabemos muito bem o que o Dredge é capaz de fazer quando ninguém está respeitando o suficiente.

 

Stoneforge Mystic

 

E aqui temos o "inesperado número 2". Stoneforge Mystic foi uma carta que sempre flertou com a entrada no Modern, ao menos no coração dos jogadores. A querida "Lady Gaga" entrou desde a lista inicial de banimentos (que incluía cards hoje válidos como Valakut, o Pinaculo Derretido, Ancestral Vision, Jace, the Mind Sculptor e Bitterblossom), e ao contrário de seus amigos que foram sendo pouco a pouco liberados, perdoados pelos seus "crimes do passado" com alguns sequer tendo visto jogo nos Tiers 1/2, a mesma oportunidade não foi dada à Stoneforge Mystic, que nunca teve sequer o gostinho das mesas de torneios Modern. Ainda!


Se o banimento de Faithless Looting é um forte aceno em favor do "Magic justo, fair, jogo jogado", o desbanimento da Kor são praticamente luzes de alerta, um bat-sinal da Wizards para os jogadores se afundarem nesse tipo de partidas. Card Advantage, trocas de recursos, valor, é basicamente esse tipo de jogo que a Gaga propõe, gerando um 2x1 garantido ao buscar o equipamento no deck e pressionando o oponente a removê-la, do contrário um Batterskull entra na mesa no turno seguinte bem a frente da curva.


Por um lado, abordar o formato dessa maneira é até "refrescante", considerando que os últimos anos do Modern foram sempre voltados para quem fazia a coisa mais injusta, mais rápido. Mesmo que inicialmente os decks se inclinem para entrar na "grindfest", abusando de cards como Kolaghan's Command, Wrenn and Six, Ranger-Captain of Eos, etc. para não ficar atrás na guerra de valor, de maneira geral o fato desses decks marcarem presença em números maiores ajuda a gerar um certo equilíbrio no formato, já que sempre vão ter os agentes do caos no espectro "injusto" esperando pela hora certa de pegarem todos os oponentes no pulo, despreparados em termos de respeito e slots no sideboard - e isso inclui desde Big Manas como Valakut, Amulet Titan e Tron, Aggro-Combos como Boggles, Infect, Affinity e Hardened Scales, até os combos puramente spell-based como Ad Nauseam, NeoBrand e Izzet Storm (alguém ainda lembra dele depois que Arclight Phoenix surgiu? rs).


Sinceramente, a Stoneforge Mystic não seria o meu primeiro palpite para um desbanimento, mas vejo com bons olhos a iniciativa da Wizards em experimentar com o card no Modern. Afinal, todo mundo achou que a Terra ia acabar com a entrada de Bloodbraid Elf e Jace, the Mind Sculptor, e cá estamos, quase um ano depois com ambos fazendo somente aparições modestas e cumprindo papéis secundários em seus respectivos baralhos. Algo muitíssimo longe de serem máquinas mortíferas causadoras de uma distopia que traz um viajante do tempo para impedir seus desbanimentos. Em todo
o caso, gosto também da sinalização de "caso prove-se forte demais, poderá vir a ser banida no futuro", mostrando que não haverá hesitação caso o card domine demais e comprometa o formato para seus adeptos.


Pensando agora em termos práticos, a Stoneforge Mystic é versátil e poderosa o bastante para se encaixar em uma infinidade decks, mas para alguns em particular ela parece ter caído como uma luva.


Azorius Control é a associação natural, afinal, foi nesse deck que a Gaga viveu seus dias de glória. Uma forma interessante de deckbuildar seria afastando-se um pouco da pegada de super late game, controlando com Terminus e Planeswalkers, e indo por uma premissa similar ao do antigo Caw Blade. A lista a seguir publicada pelo Ben Friedman serve para ilustrar um pouco desse caminho:

 

Azorius Blade, por Ben Friedman
6601 visualizações
29/08/2019
R$ 5.610,32
R$ 7.448,96
R$ 13.169,02
6601 visualizações
29/08/2019
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Criaturas (10)
4  Místico Litoforjador  233,51
4  Mago da Conjuração-relâmpago  199,90
2  Facção Vendilion   52,98
Planeswalkers (5)
2  Teferi, Manipulador do Tempo   90,00
3  Jace, o Escultor de Mentes   377,77
Mágicas (17)
4  Caminho para o Exílio 17,00
2  Cilada Mágica 3,75
4  Optar 0,16
2  Fuga de Mana  0,19
3  Força da Negação   185,00
2  Comando Críptico    80,00
Artefatos (3)
1  Espada de Banquete e Fome 159,00
1  Espada de Fogo e Gelo 299,20
1  Crânio-Marreta 116,91
Encantamentos (1)
1  Esfera de Detenção   3,90
Terrenos (24)
4  Campo da Ruína10,00
3  Colunata Celestial52,00
2  Fonte Santificada29,00
2  Fortaleza Glacial10,50
5  Ilha0,00
2  Planície0,00
4  Praia Inundada84,95
2  Vista Prismática98,75
60 cards total

Sideboard (15)
2  Rejeição Cerimoniosa 0,75
2  Desencantar  0,04
1  Expurgo Celestial  0,10
1  Golpe Desdenhoso  0,05
2  Ashiok, Dissolvedor de Sonhos   5,30
1  Esfera de Detenção   3,90
1  Força da Negação   185,00
2  Geist de Santo Traft   24,50
1  Reforços Providenciais  3,95
2  Veredito Supremo    10,20

 

Assim como no Legacy do meu querido e entusiasmado com o desbanimento Oreia, ela também parece perfeita para decks estilo Death and Taxes - esses baralhos costumavam sofrer na mão de adversários carregados de remoção ou que particularmente não se incomodavam com Thalia/Leonin, mas a presença da Kor para combater no ângulo da card advantage com um Batterskull pressionando rápido fortalece bastante. A Stoneforge se junta a todas as pequenas criaturinhas incômodas que devem ser mortas, como Giver of Runes, Flickerwisp e Eldrazi Displacer, colocando uma pressão absurda nas remoções dos adversários. Quanto mais criaturas "must kill", maiores as chances de alguma ficar viva, afinal.


Outro rascunho bacana é o UrzaBlade proposto pelo kanister, combinando a capacidade de tutorar Sword of the Meek para o combo com Thopter Foundry com o complemento ao jogo justo do Urza via Batterskull:

 

UrzaBlade, por kanister
6593 visualizações
29/08/2019
R$ 4.777,44
R$ 6.511,40
R$ 17.692,86
6593 visualizações
29/08/2019
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Criaturas (8)
4  Místico Litoforjador  233,51
4  Urza, Grão-lorde Artífice   178,90
Planeswalkers (2)
2  Teferi, Manipulador do Tempo   90,00
Mágicas (8)
3  Capturar Pensamento 40,00
3  Empurrão Fatal 8,91
2  Zumbido da Invenção    11,99
Artefatos (22)
4  Bijuteria de Mishra 18,00
3  Mox de Opala 299,90
1  Agulha Medular 7,00
4  Astrolábio de ArcumS4,49
2  Estrela Cromática 23,45
1  Magibomba Niilista 1,25
1  Espada do Humilde 39,99
1  Fonte Icorídia 0,30
3  Fundição de Tóptero  2,16
2  Crânio-Marreta 116,91
Terrenos (20)
4  Delta Poluído90,00
1  Feira dos Inventores11,50
1  Fonte Santificada29,00
6  Ilha da Neve0,75
1  Pântano da Neve2,00
1  Planície da Neve1,75
4  Praia Inundada84,95
1  Túmulo Aquático51,00
1  Vista Prismática98,75
60 cards total

Sideboard (15)
1  Capturar Pensamento 40,00
1  Empurrão Fatal 8,91
1  Jaula do Escavador de Túmulos 7,38
1  Brutalidade Coletiva  39,99
1  Esfera Amortecedora 6,00
1  Expurgo Celestial  0,10
2  Auge do Inverno  4,88
1  Esfera de Detenção   3,90
2  Mentor do Monastério  139,75
1  Reforços Providenciais  3,95
3  Tezzeret, Agente de Nicol Bolas   51,30

 

Com toda a certeza, não só os próximos dias serão um deleite para os deckbuilders do mundo todo, como também os primeiros torneios importantes e resultados das Ligas e Challenge do Magic Online vão ajudar a moldar uma figura melhor do que esperar em termos de ideias novas e evolução do metagame.


E quanto a vocês, leitores, quais suas opiniões sobre as mudanças na lista de banidas e restritas? Valeu desbanir Rampaging Ferocidon faltando um mês? Hogaak não era nada além do esperado, mas será que era mesmo a hora do Faithless Looting? E o que esperam da Stoneforge Mystic? Deixem suas opiniões nos comentários!


Abraços e até a próxima!

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Matheus Akio Yanagiura (VIP STAFF sandoiche_13)
Matheus Akio Yanagiura, mais conhecido como Sandoiche, começou a jogar em 2003, em Flagelo. Está sempre na vida do grind dos torneios, com destaque para o título do CLM 10 Modern, o maior realizado até então, e o Top 16 no Grand Prix São Paulo 2018. É um entusiasta do Magic competitivo e totalmente dedicado à produção de conteúdo referente ao jogo, publicando artigos periodicamente desde 2012, colaborando para o Blog da LigaMagic desde 2015 e atualmente produz vídeos em seu canal no YouTube Sandoiche's Grind e streama ao vivo regularmente na Twitch.
Redes Sociais: Facebook, Twitter
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Comentários

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SceL (04/09/2019 09:26)

Faithless looting deixou faz tempo de ter uma drawback, se tornou um advantage extra, no fim era uma FUCKING 8 por 1, ou mesmo 5 para 1 com 1 mana.
Até uma cor que vinha voltando a aparecer que eh o azul, estava perdendo fôlego.

8 por 1 com 3 manas, eh looting, 2 no grave que vc precisaria, 2 do draw, e flashback...
5 por 1 com 1 mana, eh looting, 2 no grave que vc precisaria e 2 na mão, vc usando ela para dredge.

Definitavamente, a carta é (era) absurda.

Nem cheguei a inaugurar meu hogaak que eu tinha ACABADO de montar, mas agradeci DEMAIS a wiz de não deixar o magic se tornar grave vc hate grave.

Leozoppado (03/09/2019 22:03)

Belo artigo!

Normalmente a wizards leva de 1 a 2 anos pra desbanir, entao era o tempo certo de a gaga sair da jaula. Creio que a partir de agora qualquer outro card da banlist tem altos riscos de causar merda de for desbanido, entao a wizards sera mais conservadora! Ainda temos cards que a wizards deixa no watchlist e que poderao ser banidos se martelarem demais o formato (looting estava na watchlist, e tomou ban, outros dois cards da watchist sao mox opal e ancient stirrings). Espero que o formato fique mais fair e interativo nos proximos meses até sair outro set pra causar forte impacto no formato.

Fabioliveira (03/09/2019 16:38)

mas engraçado sabedoria goblin há 50 pila agr ;este dias tava 89 no minimo kk otimo artigo

HHHH (03/09/2019 14:48)

Bolsan, quando vc diz "O deck eh muito forte e tem mil redundancias e consistencia absurda , nao eh facil responder ele." vc poderia muito bem estar falando do Burn, do Tron, do Scapeshift, ou de diversos outros decks T1, então não é um argumento válido IMO. Quanto ao Deputy of Detention é natural que todos os decks vão se fortalecendo com a chegada de novas coleções. O Burn ganhou o Afinada nos Críticos, O Tron ganhou a Balista, o Scapeshift ganhou o W6, etc. Hates e anti-Hates sempre existirão e são parte do Magic. Mas o ambiente mudou recentemente e talvez não seja o momento para desbanir mais cartas. Stoneforge já está bom, por hora.

max_goblin (03/09/2019 13:02)

Vamos banir as cantrips agora? Bane birds? Hierarch? Já sei! Bane os terrenos.. tem muita estratégia absurda que depende deles..

Estratégias baseadas em grave são desbalanceadas.. Sempre que vc tiver automill.. ou looting eficiente, vai ter gente reclamando. É besta reclamando de catarro/tosse, enquanto ta com infecção de garganta..

Bolsan (03/09/2019 09:24)

Quase tudo isso ai ja tinha no field quando o POD era valido.A unica adicao boa mesmo sao as forces. De resto eh mais do mesmo que nunca resolveu o deck.E vale lembrar que o POD tbm ganharia novas cartas ,como deputy of detention para remover qualquer hate, tbm rodaria ouphe e plague engineer no side .
O deck eh muito forte e tem mil redundancias e consistencia absurda , nao eh facil responder ele.Acho bom ficar banido.

CarlosKissX (02/09/2019 21:50)

Artigo muito bom.

Quanto ao rampaging ferocidon, eu acho que eles desbaniram mais pelo Historic do que pelo Standard.

Com relação ao Hogaak, era esperado (e já foi tarde), e o faithless looting, apesar de inesperado, já foi tarde tb. Hoje olhei os decks mais populares do goldfish e o meta estava limpo de vários decks unfair doentes que assombravam o formato há tempos. Ancient stirrings podia ter ido junto, mas o looting ter ido embora já está de bom tamanho.

Com relação ao SFM, no SCG open Dallas tinha um monte de novas estratégias (decks) usando, mas nenhum deles foi pro top 8. A carta é forte, trouxe mais possibilidades de deck building, mas não me parece quebrada. É claro que é um pouco cedo pra afirmar isso, mas estou otimista com relação a ela no modern. Acho que ela vai incorporar apenas os decks que podem fazer bom uso da sua geração de valor e protegê-la, como é o caso do UW control (que viraria stoneblade) e death and taxes.

HHHH (02/09/2019 21:29)

Acho que pode voltar sim, pois hoje temos muitas cartas para lidar com o POD, como Troféu do Assassino, Force of Negation, Force of Vigor, Trasgo Colecionador, Stone Silencie, Reclamation Sage, Knight of Autum, Abrade, Reduzir a Cacos, Nature's Clain, Detention Sphere, Assistente das Detenções, Comando de Kolagan, Pirata de Aeroveleiro, Jaula do Escavador de Túmulos, Perfurar Mágica, Mana Leak, Remand, Capturar Pensamento, Fluterstorm, etc., além de remoções como Fatal Push para matar as Birds no T1. Não acho que o POD iria diversificar o ambiente, não tendo força suficiente para domina-lo.

Raimek (02/09/2019 21:08)

Pelo contrario, daqui 4-5 anos terá mais cartas para abusar do looting.
Olha a linha de tempo:
-Shadow Innistread: Lançou o zumbi 1UB, dredge volto das cinza.
-Kaladesh: Nada aconteceu.
-Amonkhet: Hollow One se apoderou do top por um tempo
-Ixalan Nada Aconteceu.
-Dominaria: nada aconteceu
-Ravnica: Phoenix apoderou do topo
-Horizons: Hoogak quebra o formato
A cada set ou edição uma nova carta fazia um uso descomunal de faithless, pelo menos 1 vez por ano isso acontecia, me diz uma outra carta que faz isso? Não tem, faithless é o melhor enable que pode ter e cada vez mais rapido e estupido os decks estavam ficando ao longo dos anos. Ou a wotc teria que tirar return graveyard, discard e tudo mais daqui pra frente, ou o modern iria viver vendo deck tier1 de cemiterio surgindo.

Raimek (02/09/2019 20:58)

Twin nunca será desbanido,

tattoowalker (02/09/2019 16:54)

Adorei ler a retrospectiva do standard.. excelente artigo. Me amarro em apreciar a dinâmica e os desdobramentos do formato modern e gostei bastante vida manobra da Wizards. Naturalmente a stoneforge esta sendo muito ficada tanto em hate qnt em build e fica difícil avaliar alguma coisa.. mas da pra ter uma idéia de que o foco no momento não é mais grave e sim artefatos.

FFFF (02/09/2019 16:27)

POD não volta, limita a criação de cartas, ja o TWIN eu não ficaria surpreso

Vinnie (02/09/2019 15:36)

Acho que é muito cedo ainda pra dar um veredito final, mas acho que vai se encaminhar pra isso mesmo.

HHHH (02/09/2019 14:36)

Agora é desbanir POD e TWIN.

_HelLFoRcE_ (02/09/2019 14:02)

Não existe justo no magic

adikamen(pardal) (02/09/2019 11:04)

Rapaz fênix ainda vai demorar a surgir de novo!

ArKHaN (02/09/2019 11:04)

Oq eu tinha comentado com os meus amigos e no final até seguiu essa linha:
1) Urza que ja era forte antes, agora sem Leyline B (que era de MD nos decks) ficaria MUITO forte com essa mudança no formato. E foi oq aconteceu.
2) Burn surra Jund e UW. Jund espanca UW. Teve muiiito Burn na SCG. Logo o Burn regulou o torneio e apareceram poucos UW's nas cabeças
--------------------------------
Burn a principio é o deck do momento. Ja que vai bem contra Tron, UW, Jund...
Mas é o mesmo Burn de sempre. Não entrou nenhuma carta nova nem nada. É só a galera colocar uns sides a mais, que tudo muda
--------------------------------
Oq surpreendeu, foi um Rakdos Midrange na SCG no top8
Que é basicamente um Mardu Piromancer piorado. Engraçado que saiu Loothing do deck e desbaniram Lady Gaga. Oq levava a crer que o espaço do Loothing fosse preenchi por ela, mas ao contrário disso, foi tirado W do deck

Figs (02/09/2019 10:57)

Muito bom o artigo, parabéns!

Sei que sofri com o banimento da Faithless Looting, já que praticamente todos os meus decks modern jogavam com a carta. Como tenho jogado muito mais casualmente com amigos do que em campeonatos, transformei um dos decks em legacy e desconsiderei a ideia de transformar meu BR Lightnings em modern. Apesar disso, não posso dizer que não acreditava em um ban na carta.

Acredito que, num futuro não muito distante (daqui uns 2-5 anos), o formato terá mudado bastante e algumas cartas até possam voltar. Faithless é uma delas. Só não acredito em cartas como deathrite shaman, hoogak, mental misstep, gitaxian probe, pinça craniana e algumas outras sendo legais no formato. Mas não descarto termos cartas como ponder, preordain, bridge, birthing pod, splinter twin jogando modern.

Veremos o que acontecerá nesses próximos meses e o que as novas coleções nos trarão.

adikamen(pardal) (02/09/2019 10:37)

Rapaz fênix ainda vai demorar a surgir de novo!

Voodoo_666 (02/09/2019 10:34)

Só sei que fiquei feliz por não haver stoneforge no top 8 ontem. Isso prova que a carta é contornável e não se afundou na modinha de deixar os torneios com 90% de decks de dois tipos.