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Masterpiece? De comer ou passar no cabelo?!
A Masterpiece Series foi um produto considerado ao mínimo revolucionário quando anunciado, foram muito amadas durante o seu curto tempo de existência, mas para toda uma geração que hoje vem do Arena, produto digital mais recente do Magic, o termo não tem muito significado
28/05/2020 10:05 - 6.805 visualizações - 40 comentários
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Notinha: Eu demorei cerca de 1 mês e meio pra escrever este artigo, muito por motivos pessoais, então vocês vão vendo uma grande variação entre o que o artigo é no começo e o que ele vai virando no final. Me perdoem por isso, mas espero que entendam e se divirtam mesmo assim. 
 
 
Notinha 2: Nesse meio tempo o Vini Weizenmann, meu amigo e padrinho de podcast, lançou um vídeo muito legal sobre o assunto também, confere esse vídeo clicando aqui por favor !
 
 
Oi. To de volta. Ainda um pouco abalado com o cancelamento do MagicFest São Paulo (quem me acompanha sabe que eu tava MUITO envolvido com diversos projetos que iam acontecer lá), e ainda resolvendo alguns perrengues causados por causa disso. MAS, LEMBREM-SE QUE ISSO FOI UMA MEDIDA NECESSÁRIA PARA EVITAR A PROLIFERAÇÃO DA DOENÇA ENTÃO SEM CHORADEIRA NEM RECLAMAÇÃO, EU MAIS QUE NINGUÉM ENTENDO A FRUSTRAÇÃO DE VOCÊS!!!!
 
E bem, promessa é dívida. Quem leu meu último artigo ( SE NÃO LEU LEIA ELE AQUI) lembra que eu prometi tirar um artigo só para falar das Masterpieces, e aqui está. A proposta deste é ir um pouco mais além do último. Tendo só poucos tipos de carta pra discorrer, posso me aprofundar um pouco mais em algumas coisas, além de poder analisar não só o design e o layout das cartas, mas também avaliar um pouco do que elas foram como produto, os acertos e erros da Wizards com elas, especular um pouco dos motivos pro fim e tentar dar sugestões de como (EU ACHO QUE) elas poderiam voltar.
 
 
1.O que eram as Masterpieces?
 
A resposta pode parecer bem óbvia para a maioria das pessoas que vão ler esse artigo, mas é preciso lembrar que há toda uma geração que começou a jogar o jogo com o advento do MTG Arena, e que acha que Masterpiece é que nem caviar ( SE VOCÊ PEGOU ESSA REFERÊNCIA VOCÊ É UM PAGODEIRO FODA). Então sim, é necessário explicar o que elas são. As Masterpiece Series foram uma série de reprints temáticos em versões foil, com frames e arte alternativas de cartas que a Wizards considerou “icônicas” durante três blocos, Battle for Zendikar, Kaladesh e Amonkhet. “Temáticos?” Sim, deixe-me explicar. 
 
A primeira edição do produto, anunciada juntamente com a coleção Battle for Zendikar, foram as Zendikar Expeditions. Zendikar é um plano conhecido pelas poderosas fontes de mana, que flui de forma diferente nesse lugar, com terrenos vivos e em constante mutação, portanto nada mais justo que as cartas escolhidas para serem eternizadas junto com essa coleção fossem justamente desse tipo, entendeu? Dúvidas que podem surgir aqui : Masterpieces só seriam válidas em formatos construídos em que também fossem válidas, mas eram (e ainda são) válidas nos formatos limitados.
 
 
 
2.  As Zendikar Expeditions
 
 
E é justamente aqui que a gente começa. Provavelmente ainda são as cartas mais caras da série, contando com versões deluxe de terrenos icônicos como as shocklands de Ravnica e as fetchlands que por si só já têm um preço meio salgadinho. 
 

 
Olhemos então para como elas eram. O design das cartas foi baseado nas cartas do Player Rewards, que havia sido encerrado poucos anos antes, mas ao invés de deixar a carta completamente sem texto, preservaram uma caixa de texto semi-transparente, em que a habilidade do terreno estava descrita, mas em que você conseguia ver a arte que estava por trás. O frame também foi alterado, usando-se um tipo de decoração que lembrava uma escrita antiga, nativa do plano, além do degradê em torno da arte, mantendo a lembrança de que o terreno interagia com essas cores.  As Expeditions foram, e continuam sendo, tão icônicas, que a mais barata delas ainda custa uma grana significável ( Cerca de 75 reais da última vez que olhei ), com uma média de preço de cerca de 325 reais por peça ainda hoje.
 
 
 
3. As Kaladesh Inventions
 
 
 
Kaladesh era um plano focado em artefatos. E a lore da coleção se passava durante uma feira de inventores que acontecia no plano. Então nada mais justo que o  set de masterpieces da coleção ser relativo às relações apresentadas durante essa feira. E como alguns artefatos já são cartas das mais icônicas e caras do Magic, aqui a Wizards foi com tudo. 
 
 
 
 
Com as Kaladesh Inventions nós temos versões especiais de artefatos como Sol Ring, Mana Crypt, Mana Vault e muitos outros clássicos do jogo. Com um frame simplesmente MAGNÍFICO e artes que parecem saídas de uma pintura barroca do século XV. A Wizards parecia finalmente ter acertado no que chamava de Obra Prima. Pois era exatamente isso que a coleção era, em todos os seus elementos. Por mais que não sejam tão lembradas quanto as Expeditions, as Inventions são até hoje as mais desejadas até hoje, com a peça mais barata custando cerca de 79 reais e com preço médio de  408 reais por peça. Minha explicação é que muitas das cartas escolhidas são staples de Commander, que por ser um formato menos competitivo, tem jogadores mais dispostos a gastarem com estéticos, o que elevou e muito o preço delas. Mas eu manjo NADA de mercado financeiro do MTG, então me corrijam se eu estiver errado.
 
 
4. As Amonkhet Invocations 
 
 
Aqui nós temos a derrocada das Masterpieces. As Amonkhet Invocations têm um tema egípcio. E é isso.
 
 
 
 
Não tem muito o que falar delas. As invocations não têm um tema definido. Na coleção há encantamentos, artefatos, feitiços, instantes e criaturas.  Além de um frame que toma conta de toda a carta e reduz a arte a um espaço muito pequeno, há também uma fonte “egípcia” que é quase impossível de ler. A coleção simplesmente não tem identidade nenhuma. São só cartas icônicas com tema egípcio. A coleção é tão sem graça que existem peças que você encontra por menos de 50 reais (o que hoje é menos do que a versão normal de muita carta T2) e com preço médio de menos de 200 reais por peça.
 
 
E você, sente falta das Masterpieces? De qual coleção você gostou mais? De qual carta você gostou mais? Cometi alguma cagada no artigo? Fala aí nos comentários. E a gente se vê mês que vem! Falou!
Miguel Augusto Camarano ( MCamarano)
Miguel Augusto Camarano de Oliveira, ou somente Camarano, nasceu e mora em Goiânia-GO, é estudante de Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Goiás começou a jogar Magic em 2017. Jogador de praticamente todos os formatos, é um apaixonado pela groselha, gosta do aspecto competitivo do jogo. Podcaster e Youtuber busca mostrar como o Magic pode ser impactante na vida das pessoas
Redes Sociais: Facebook, Instagram, Twitter
Comentários
Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.
(Quote)
- 20/06/2020 13:16
Kkkkkkkk só pérola.. isso é tudo culpa do ministro da educação mas graças a jah ele saiu do cargo. Oh glória!! Galera, amo vocês, vcs são foda!!!!
(Quote)
- 20/06/2020 13:11

Mas*

(Quote)
- 19/06/2020 19:04

Mau é contrário de bom, Mal é contrário de bem.
Critica o português do cara mais escreve assim?

(Quote)
- 01/06/2020 11:33

Verdade. Falhei. To nivelado ao medíocre. Posso voltar a ler posts da LM. ^^ Nem... valeu.

(Quote)
- 01/06/2020 00:39
Você quis dizer "mal escritos". Infelizmente, seu português também é muito fraquinho.

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