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Report: Legacy Eternal Weekend 18
Eduardo Santoro, um brasileiro, ganhou um dos EW que aconteceu no MTGO esse mês.
04/11/2020 10:05 - 8.686 visualizações - 21 comentários
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Saudações meus queridos leitores. Esse mês já estava em andamento um artigo sobre como começar no Formato Legacy, no entanto fui surpreendido com uma excelente notícia: um brasileiro ganhou um dos EW que aconteceu no MTGO esse mês!

Isso mesmo, foi um evento gigante, com 672 inscritos e 10 rodadas de suíço e com a marca indelével do Eternal Weekend. Pra quem quisesse jogar, bastava comprar uma token especial na “store” do próprio jogo, que custou 25 dólares e deu acesso por aproximadamente 5 dias a uma “god account” no game, ou seja, deu acesso a todas as cartas do jogo para que a montagem de qualquer deck fosse possível durante o fim de semana dos eventos, até a atualização que rola toda quarta-feira. 

Pra quem está totalmente por fora do evento, aconteceram três campeonatos de Legacy, um na sexta, um no sábado de madrugada e num domingo. Nos três campeonatos juntos, foram 1700 jogadores inscritos, o que fez desse EW o maior EW em número de inscritos já realizado. 

Nosso amigo, Eduardo Santoro, ganhou o último (de domingo), que lotou de jogadores e atingiu o emblemático cap de inscritos de 672 jogadores. É meu leitor, o garoto não está fácil, não!

Eu não joguei nenhum dos eventos (ainda estou esperando o banimento do Oko), mas me aventurei no Vintage que rolou na semana seguinte e foi um desastre. Felizmente alguns amigos jogaram e tivemos outro brasileiro que brilhou, só que dessa vez no top 16 do evento de sexta feira, Diego Nunes, de Brasília.

Enfim, conseguimos o contato do Eduardo, que fez esse feito incrível de ganhar o EW, e o resultado desse contato foi esse report maravilhoso escrito por ele, abaixo. Espero que gostem e até mês que vem com um artigo sobre como começar no Legacy!

 

Reportando minha experiência no Legacy Eternal Weekend 18/10/2020.

Antes de falarmos de Magic The Gathering (MTG) propriamente dito, decidi tomar a liberdade de me apresentar a comunidade brasileira, já que sou um “ilustre desconhecido” no cenário competitivo BR. Agradeço Thiago Mata Duarte pelo convite e a Liga Magic por veicular esse tipo de conteúdo para todos.

Meu nome é Eduardo, nasci e moro em Curitiba-PR desde sempre, tenho 30 anos, sou Médico. Conheço MTG desde 2003, comprando um ou outro booster, decks pré-montados e trocando cartas com amigos e jogando na mesa da cozinha. A medida que o tempo passou a coleção foi aumentando e pude montar alguns decks para jogar de forma competitiva, situação possível há aproximadamente 4 anos. 

Minha experiência em torneios vem de pequenas competições nas lojas locais, CLMs, e GP-19 em São Paulo. Desenvolvi meu gameplay sempre através do consumo de conteúdo de streamers, youtubers, artigos e discussões com os amigos.

Apesar de sempre estar envolvido com o hobbie de uma forma ou outra e mesmo tendo um Instagram: gathering_spells, que é voltado a posts relacionados ao MTG, nunca tive pretensão de me tornar pro-player ou produtor de conteúdo digital como streaming, etc. A ideia surgiu vez ou outra, mas seria extremamente desafiador conciliar com a minha carreira profissional.

Enfim, decidi jogar o torneio online após combinar com alguns amigos pois na atual conjuntura estamos todos impossibilitados de jogar MTG físico que, para mim, é insubstituível em termos de experiência quando se trata do nosso jogo amado.

 

Escolhendo o deck

O processo de escolha de um deck antes de um torneio grande pode ser realmente difícil tendo em vista as variáveis que devem ser levadas em consideração como, por exemplo, sua experiência com determinado baralho, sua afinidade com a estratégia escolhida, como abordar o meta atual/esperado no torneio, entre outras.

O deck das criaturinhas verdes e de orelhas pontiagudas sempre foi minha paixão. As coleções de Investida, Legiões e Flagelo foram fontes de muita inspiração para os decks de mesa de cozinha da infância. E logo após adicionando à mistura os artefatos (estou olhando pra você Cajado da Dominacao), vormes e trolls do bloco de Mirrodin

Sendo amante de jogos de estratégia desde xadrez até Star Craft: Brood War, comecei a jogar o formato Legacy procurando por algo na mesma linha. E por esse motivo o deck de Elfos foi a minha escolha número um. Trata-se de um deck extremamente recursivo, complexo, com acesso a aceleradores, remoções, card quality, card draw, imposição de clock e condições de vitória perfeitas para o ambiente competitivo.

Portanto escolhi tal deck pelos motivos: afinidade, experiência e tempo de treino (+ jogar um torneio testando o, totalmente busted, Allosaurus Shepherd pela primeira vez no ano).

 

Elfos
5885 visualizações
28/10/2020
R$ 20.645,61
R$ 28.689,13
R$ 47.525,04
5885 visualizações
28/10/2020
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Gerar Imagem
Criaturas (32)
2  Arvoredo Dríade17,99
4  Allosaurus Shepherd 449,99
4  Druida da Herança 14,25
4  Patrulheiro Quirion 4,50
2  Patrulheiros Betulíneos 1,48
2  Reivindicador Élfico 21,60
4  Sentinela da Urtica 0,95
4  Simbiota de Wirewood 8,99
4  Visionário Élfico  0,05
2  Behemoth Craterópode    150,00
Mágicas (11)
4  Relance da Natureza 49,90
4  Zênite do Sol Verde  57,66
3  Ordem Natural   74,00
Terrenos (17)
2  Bayou1.999,00
4  Berço de Géia2.969,96
2  Catacumbas Verdejantes142,53
2  Contraforte Arborizado145,00
2  Floresta0,00
2  Floresta Tropical Nebulosa163,72
1  Pendelhaven8,90
2  Urzal Ventoso95,59
60 cards total

Sideboard (15)
1  Karakas178,47
4  Capturar Pensamento 84,84
4  Denegeração Abrupta  14,90
1  Lodo Necrófago  3,72
1  Trasgo Colecionador  39,04
3  Linha de Força do Vácuo   24,90
1  Progenitus          21,00

 

Na escolha das cartas se pode notar que foram feitas algumas tomadas de decisão levando-se em consideração os testes que fiz contra o Meta atual. Eu esperava enfrentar principalmente RUG Delver, 4c Snowko, Sultai midrange, Hoogak, além de variações do deck Lands (Turbo Depths, RG lands), “deck Show and Tell” e de “Cloudpost ramp”. Em menor número imaginava a possibilidade de variações de Reanimator, Death and Taxes e Esper Vial. E ainda em menor porcentagem Dredge, TES, Doom’s day, Goblin Charbelcher, Elfos e Oop’s All Spells. Para mim seria uma surpresa muito grande jogar contra UW control, Jeskai control, Infect, etc.

No que se diz respeito a Base de Mana optei por tirar uma Floresta e colocar um Pendelhaven, já que isso permite com que as criaturas 1/1 ganhem +1/+2 o que pode ser relevante no plano beatdown e também possam vir a blockar principalmente o Arcanista da Horda Medonha, dessa forma evitando que RUG seja uma partida ainda pior. Além disso esse terreno ajuda contra alguns remoções pontuais do formato.

Quando pensei na escolha das criaturas para mim era óbvio que queria jogar com 4 Allosaurus Shepherd e algum número entre 2-4 Reivindicador Elfico.

O Allosaurus Shepherd seria extremamente necessário, pois na minha visão ainda é uma carta pouco explorada no formato e é a segunda melhor opção de vitória do deck de Elfos, perdendo apenas para Ordem Natural/ Behemoth Crateropode. Ela também é a melhor carta contra decks midrange e control quando esses tem como único plano counterar seu combo.

Já o Reivindicador Elfico seria a peça chave para garantir vitórias contra variações do Lands/Depths – buscando Karakas e Berco de Geia – e contra decks com Arcanista da Horda Medonha, no combate e sobrevivendo a Raio

 

Falando em SB, planejei jogar com as seguintes cartas: 4 Denegeracao Abrupta para jogar contra os midrange entre outros decks; 1 Karakas vs Lands e decks com Emrakul, o Fragmento dos Eons; 4 Capturar Pensamento vs Combo; 1 Trasgo Colecionador vs Hoogak e variações Cloudpost; 1 Lodo Necrofago vs RUG + midranges, além de Loam decks e Grave decks; 1 Progenitus contra qualquer deck que não possa lidar com ele como Midranges, Eldrazis, MonoRed prison, Show and Tell, Elfos etc; 3 Linha de Forca do Vacuo vs Dredge, Hoogak, Loam/Punishing Fire, além de Combos variados. 

No fim das contas optei por jogar sem Pantano de Bojuka, porque estava feliz com 3 Linha de Forca do Vacuo e 1 Lodo Necrofago como opções de gravehate. Tendo esse slot disponível no SB e enfrentado muitos decks combo nos dias de treino, fechei a lista com 4 Capturar Pensamento no SB (sideboard).

 

 

 

O caminho até a Final

Pretendo resumidamente seguir mostrando a mão inicial e alguns pontos interessantes de algumas das partidas que considerei as mais desafiadoras. 

Para os mais curiosos segue a lista dos jogos e de seus resultados:

 

Jogo 1: vs RUG delver/arcanista (2:0) = 1-0 

Jogo 2: vs UG Infect (2:0) = 2-0 

Jogo 3: vs UG Show&tell (2:1) = 3-0 

Jogo 4: vs Hoogak (2:1) = 4-0 

Jogo 5: vs UB Charbelcher (2:1) = 5-0 

Jogo 6: vs Hoogak (2:1) = 6-0

Jogo 7: vs RUG delver/arcanista (2:1) = 7-0 

Jogo 8: vs RG Lands (1:2) = 7-1 

Jogo 9: vs D&T (2:0) = 8-1 

Jogo 10: vs Snowko (2:0) = 9-1 

TOP8: vs MonoG Cloudpost (2:0) = 10-1 

TOP4: vs Hoogak (2:1) = 11-1 

FINAL: vs Oop’s All Spells (2:0) = 12-1 

 

Jogo 1: vs RUG Delver/Arcanista = 1-0 (2:0)

 

 

Game 1: Ganhei no dado. Abri uma mão boa. Oponente abriu de Terras Ermas na minha Arvoredo Driade que busquei no turno 1. Ele fez Arcanista. Busquei Druida da Heranca com Zenite do Sol Verde (GSZ) na intenção de combar com Relance da Natureza. O Oponente guardou Forca de Vontade para parar meu combo e gastou no Glimpse of Nature, mas como eu havia topdeckado um segundo Relance da Natureza consegui combar e vencer.

 

 

Game 2: Como já era de se esperar o Oponente jogou com remoções (incluindo Salva Incandescente) e counters, mas isso fez com que ele desenvolvesse o próprio jogo mais lentamente. Tive paciência para jogar o Reivindicador Elfico na hora que julguei correta. O oponente achou um Submergir depois de um Ponderar, mas Simbiota de Wirewood impediu que o Reivindicador Elfico quase fosse embaralhado após eu estourar uma fetch. Removi um Arcanista da Horda Medonha com Denegeracao Abrupta. Consegui vencer com Behemoth Crateropode hardcasted com ajuda de 2 Berco de Geia.

 

 

 

Os jogos: 2-Infect, 3-UG Show&Tell e 5-UB Charbelcher não trouxeram nada de diferente do que é esperado. Simplemente os jogos que venci foram os que consegui combar antes do oponente. Alguns diriam que é um misto de sorte/azar. Para mim tal fator fica no lançamento de dados antes de iniciar a partida e em alguns topdecks.

 

No fim das contas o que mais pesa é a tomada de decisão principalmente na hora de ficar com a mão ou mulligar a mão inicial. Sem esquecer de mencionar: plano de SB e nível de experiência de cada jogador.

 

Os jogos 4 e 6 contra Hoogak foram desafiadores, mas não tanto quanto o jogo da semi-final. Acredito que inclusive essas rodadas específicas me ajudaram e muito no preparo do que viria a ser a penúltima partida do torneio. Ao meu ver essa partida é 60-40 para Hoogak antes de SB e 60-40 para Elfos após o SB.

O jogo 7 contra RUG Delver foi novamente um grande desafio. Na primeira partida trocamos muitos recursos. Acabei ficando sem gás, e concedi quanto o Oponente conjurou um segundo Arcanista da Horda Medonha

Na segunda etapa tive que mulligar e decidi jogar com uma mão inicial com Lodo Necrofago e Denegeracao Abrupta. além de Simbiota de Wirewood. Na sequência topdeckei um Reivindicador Elfico e tive a certeza de que o plano deveria ser o beatdown. Removi um Arcanista da Horda Medonha com Denegeracao Abrupta e administrei os 3 de dano do Investigador de Segredos. Tentei achar o melhor momento possível para a entrada do Lodo Necrofago, mas ele acabou sendo “counterado”. Contudo, Reivindicador Elfico e Sentinela da Urtica ganharam a race para mim.

 

O terceiro jogo foi brutal. Pouco tempo no relógio. Novamente uma mão que não me levou ao plano combo. O oponente abriu uma mão sem ameaças, mas com Grimorio Silvestre. Controlando as compras achou um Explosivos Fabricados e me levou para uma armadilha. Top deckei 2 Zenite do Sol Verde ambos counterados. 

 

Quando comprei um Simbiota de Wirewood decidi usar o Relance da Natureza que restava em minha mão comprando apenas mais um Simbiota de Wirewood. O oponente fez Oko, Ladrao de Coroas, seguido de Investigador de Segredos e trocou um Token de comida pela minha Arvoredo Driade. Parecia tudo perdido. O oponente estava a 3 de vida controlando Oko, Ladrao de Coroas e 2 Investigador de Segredos, quando topdeckei uma Ordem Natural que ao ser resolvida buscou o Behemoth Crateropode da vitória.


Acredito que vale a pena mencionar o famoso artigo “Who’s the Beatdown?” de Mike Flores, 1999, que sem dúvida nenhuma foi o que fez eu saber a hora de me impor no jogo e garantir a vitória.

 

 

 

 

Jogo 3: Mão inicial + jogadas citadas

 

O jogo 8 contra RG Lands com certeza não seria fácil. Na primeira partida levei sorte pelo fato do oponente não executar o plano Combo. A carta que me surpreendeu e definitivamente contribuiu para a vitória foi Pendelhaven, já que o plano de controle de mesa por parte do oponente com Fogo Punidor foi muito prejudicado. 

 

Na segunda partida eu não consegui comprar as lands que eu gostaria, vindo com top decks das duas Arvoredo Driade numa sequência. O oponente apostou tudo em uma mão com Grimorio Silvestre, Vida da Marga, Terras Ermas e Fetches. Infelizmente minha Denegeracao Abrupta veio de um Visionario Elfico de forma que não consegui responder ao Grimorio Silvestre. O oponente comprou o que precisava, buscando The Tabernacle at Pendrell Vale com Rotacao de Culturas . A partir disso tive que conceder em 2 turnos.

 

Já na terceira etapa não percebi que o oponente poderia estar prestes a trazer o seu Marit Lage à mesa. Eu tinha um out com Reivindicador Elfico buscando Karakas um turno antes, mas optei por desenvolver minha mesa com Zenite do Sol Verde que naquele momento era a linha de pensamento mais óbvia.

 

Os jogos 9 contra D&T e 10 versus Snowko foram bem favoráveis para mim. Não ocorreram surpresas. Consegui executar meu plano de jogo de forma bem adequada. Finalmente assegurando a vaga no TOP 8.

 

 

 

Quartas de Final – Mono G Cloudpost

Na primeira etapa estava no draw. Tive que mulligar e abri uma mão forte com duas lands, Sentinela da Urtica, Visionario Elfico e Relance da Natureza. Caso comprasse dois Elfos poderia fazer uma boa jogada comprando vários cards. Oponente viu os elfos na mesa e logo usou Rotacao de Culturas e buscou The Tabernacle at Pendrell Vale. Top deckei Berco de Geia. Segui o jogo mantendo os Elfos na mesa e logo ganhei com a habilidade do Allosaurus Shepherd.

 

Segunda partida o oponente Mulligou a 5 e aparentemente o plano seria taxar meu jogo e assim tentar evoluir o próprio plano. Novamente fez Rotacao de Culturas para The Tabernacle at Pendrell Vale. Felizmente Berco de Geia brilhou mais uma vez e garantiu que o Tabernáculo no oponente fosse insuficiente. Meu lugar na semi-final estava assegurado.

 

 

 

 

Semi Final – Hoogak

 

A série inteira foi bem tensa. Sem as peças do Sideboard é uma partida bem complexa principalmente se o plano do oponente for combar usando Altar da Demencia. Nessa partida sinto que é essencial iniciar o jogo na play. Sendo o combo com Ordem Natural buscando Behemoth Crateropode a melhor saída para a vitória. 

 

No primeiro jogo meus outs seriam ganhar no combate com Allosaurus Shepherd ou buscar um Behemoth Crateropode via Zenite do Sol Verde. Contudo, isso só seria possível no meu Turno 4. O oponente combou turno 3.

 

 

    

Na segunda etapa mulliguei a 5. E já que estava na play decidi apostar absolutamente tudo no combo com Ordem Natural.

 

 

 

Consegui exatamente as cartas que eu precisava. Comprei Sentinela da Urtica. E após buscar Trasgo Colecionador no turno 3, com o meu Zenite do Sol Verde, poderia garantir que o oponente não me combaria novamente com o Altar da Demencia. Restando assim, provavelmente, um combate letal no turno 4 após castar Ordem Natural trazendo Behemoth Crateropode.

 

 

Última etapa da série. Tudo ou nada. Abri uma mão muito promissora. Confiei que os dois Zenite do Sol Verde somados as outras cartas seriam o suficiente buscar as peças chave para a vitória.

 

A minha primeira jogada foi padrão: Zenite do Sol Verde buscando Arvoredo Driade. E as minhas draws foram: Berco de Geia e Behemoth Crateropode. Tais cartas eram exatamente o que eu precisava para conjurar minhas criaturas e buscar Trasgo Colecionador. Travar novamente o plano do Altar da Demencia. E no turno seguinte, conjurar Behemoth Crateropode para chegar atropelando tudo e seguir para a final.

 

 

 

A grande final – Oop’s All Spells

 

A última das 13 partidas disputadas ao longo do dia. Decorridas 12h seguidas de um torneio de Magic The Gathering. Oponente com escore 12-0-0.  A partida de MTG mais importante da minha vida. “A sorte foi lançada”. Se iniciava a finalíssima.

 

Na primeira etapa ganhei no dado. Porém, fui forçado a mulligar pois a mão inicial não continha terrenos. O oponente buscava a melhor mão para combar mulligando a 5.

 

 

 

No primeiro turno do oponente ele fez terreno virado (tappado) e passou. Comprei uma Patrulheiro Quirion, que foi o melhor draw possível para combinar com as minhas Arvoredo Driade. Desenvolvi a mesa da melhor maneira possível. Acabava de deixar o oponente em xeque. Ele era obrigado a combar no turno 2, mas acabou não fazendo nenhuma jogada e passou. Mais uma vitória para o time dos Elfos nas costas do Behemoth Crateropode.

 

 

 

Na segunda partida ambos keepamos a mão inicial de sete cartas. Eu iniciei o jogo com Linha de Forca do Vacuo. O oponente abriu com terreno virado e passou. Minha primeira compra veio a ser um Capturar Pensamento que permitiu que eu atrasasse ainda mais os planos do outro lado da mesa.

 

 

O jogo seguiu com o oponente jogando com todas as cartas que ele podia conjurar no momento. Evolui minha mesa da melhor maneira possível. O oponente passou mais uma vez sem executar seu combo.

 

Consegui castar Behemoth Crateropode e finalmente conquistar o troféu de campeão!!!

 

 

Como mensagem final gostaria de deixar um agradecimento especial a você leitor e a toda a comunidade brasileira de Magic the Gathering!

 

Essa vitória foi resultado da soma de muitas coisas. Agradeço a amizade e o carinho daqueles que me trouxeram força para perseverar até o fim com a cabeça fria e no lugar.

 

E também como todas as vitórias que conquistamos nas nossas vidas nada seria possível sem “Determinação, superação, perfeição, motivação, dedicação e garra.” - Ayrton Senna.


- Eduardo Santoro

 
Thiago Mata Duarte ( thmduarte)
Fundador e organizador da Liga Mineira de Legacy (2014 - 2018), organizador do Nacional Legacy desde 2018, é um entusiasta e ativo incentivador do formato no país. Joga Legacy desde final de 2012 e desde então sempre tem alguma coisa para falar, desde os recônditos obscuros do POX, passando pelos tier 5 de Opalescence, até chegar nos decks de Brainstorm.
Redes Sociais: Facebook, Instagram, Twitter
Comentários
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(Quote)
- 08/11/2020 22:05

Muito Obrigado!!! Tomara que ano que vem seja feita uma divulgação melhor. Muito legal participar desse tipo de torneio, principalmente pq os U$25,00 permitem que você possa treinar com qualquer deck antes do torneio! Realmente uma experiência completa para quem quer sentir o gosto de jogar Legacy em sua plenitude!

(Quote)
- 08/11/2020 22:03

São cartas pilares do formato né. Definidoras do Legacy. ;D

(Quote)
- 08/11/2020 22:01

Muito obrigado! Ano que vem acredito que possam existir novos desse tipo. Acredito que possam abrir até mais vagas, principalmente para Legacy.

(Quote)
- 08/11/2020 22:00

Se quiser vir inbox podemos negociar. Principalmente se vc tiver want list hehehe

(Quote)
- 08/11/2020 21:59

A premiação é dividida entre Player Points, Baús, um set foil de zendikar rising e o trofeu, que no caso foi a carta "quadro" Maze of Ith.

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