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Construindo um deck Orzhov – Parte 2
No artigo de hoje iremos aprender o conceito de Top > Down na prática, construindo um cEDH Orzhov!
10/12/2020 10:05 - 6.062 visualizações - 11 comentários
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Fala galera, tudo certo? 

 

E por fim, depois de uma longa espera estamos trazendo a sequência o nosso artigo sobre deckbuilding, baseado no livro “Next Level Deckbuilding”, escrito por Patrick Chapin, que tem como objetivo colocar em prática os conceitos presentes na obra.


Porém, como nem tudo são flores, resolvi adotar um desafio extra, utilizando uma combinação de cores que é menos comum dentro da realidade competitiva: O Orzhov. 

 

Pra quem já nos acompanha, sabe que no artigo anterior trouxemos o Lurrus para ilustrar o chamado “Bottom Up”, que consiste em estruturar seu deck a partir da estratégia principal até eventualmente chegar à escolha do general, e você pode encontra-lo clicando Aqui.


E hoje trataremos do conceito inverso, chamado de “Top Down”, que é o ato de construir o deck de cima para baixo, começando pela escolha do general e partindo para a estratégia. 


Geralmente esse tipo de prática nos limita muito, já que você depende de uma criatura que irá ser o coração do deck, mas em contrapartida pode gerar decks muito fortes. 

 

Dada a introdução, vamos ao que interessa. 

 


- A escolha do comandante

 

                                       

Nesse caso específico resolvi trabalhar com esse comandante por conta de pedidos nos comentários, e pela nostalgia de estar estruturando um commander com uma das minhas pet cards. 


Mas é de suma importância sempre saber ponderar na hora de escolher o seu, já que nem todas as criaturas lendárias oferecem bom desempenho na prática, e podemos fazer essa filtragem analisando alguns pontos:

 

* O custo de mana deve ser de preferência baixo, pois a ideia é manter seu comandante na mesa para dar andamento a sua estratégia. 

Obviamente que existem exceções, onde ele é sua peça de combo principal e tem um custo alto. Mas nesse caso ele deve oferecer mais resiliência, te dando uma vantagem muito acima de seu custo, como é o caso de Godo, Bandit Warlord e The Gitrog Monster, que na maior parte das vezes conseguem garantir uma entrada explosiva. 

 

* Outro ponto importante é o custo efeito do card, como foi dito acima. 

Ao contrário dos chamados “sinkers” que estão na command zone apenas para complementar a estratégia depois de concretizada, queremos nesse caso comandantes que estejam presentes durante o desenvolvimento dela. 

 

*Geralmente as cores importam bastante, já que é necessário acomodar uma alta densidade de tutores e/ou cartas com capacidade responsiva.
 
Infelizmente no Orzhov não temos muitas interações, com exceção dos removals, então precisamos manter além dos tutores, formas de "recursionar" peças dos combos. 

 

Tendo tudo isso em mente, podemos prosseguir para o próximo tópico. 

 


- A escolha do combo

 


Agora que seu comandante foi escolhido, precisamos de um combo que aproveite de sua habilidade de forma eficiente, sem gastar muitos recursos, e que permita uma possível vitória. 

 

No caso da Teysa, iremos explorar seu segundo efeito, que cria uma ficha de criatura branca 1/1 quando uma criatura preta morre, abrindo brecha para loops. 

Para esse combo iremos utilizar duas cartas com efeitos semelhantes que mudam a cor de suas permanentes, fazendo com que todas as fichas criadas sejam pretas, se repondo. 


Essas cartas são Darkest Hour e Painter's Servant


     

                    

Ambas podem ser tutoradas facilmente nessas cores, tanto pelos tutores pretos quanto os brancos que procuram por encantamentos/artefatos. 


E é muito importante que mesmo em versões budget, a densidade de cartas que buscam em seu deck seja consideravelmente grande. 


E para aproveitar a utilidade desses tutores, e conseguir iniciar efetivamente o combo, precisamos de sac outlets para causar os primeiros triggers de morte. 


Nossas principais opções são criaturas como Carrion Feeder e Viscera Seer, além de artefatos como Phyrexian Altar, Altar of Dementia


Todos esses utilitários também são ótimas peças para prosseguimento no gameplay, podendo gerar vantagem num jogo um pouco mais lento que o orzhov consegue proporcionar através do seu medium control. 


Além do mais, alguns deles como altar da demência, consegue encher seu cemitério com certa facilidade, encurtando o caminho para encontrar aquela carta desejada. 


  
 

Agora com o a comandante e o combo definido, precisamos de uma forma de finalizar o jogo a partir daí. 


Como utilizaremos uma estratégia baseada em mortes de criaturas, a forma mais viável de tirar proveito do jogo é utilizando cartas que punem os jogadores através desses trigger, sendo os mais conhecidos nosso querido Zulaport Cutthroat e o artista de sangue, que drenam vida dos oponentes quando criaturas morrem.

 

Apesar de parecer simples, muitas vezes pilotando esse deck nos veremos em situações onde estamos combados mas sem acesso aos finishers, o que te faz virar uma ameaça para o resto da mesa. 


Por esse motivo, além dos dois citados, também teremos a presença de outras criaturas que se aproveitam de triggers de morte para um jogo mais lento, principalmente se considerarmos o meta atual. 


  


Durante os testes com o deck resolvi considerar a adição de Pitiless Plunderer e Smothering Abomination, pois em ambos os casos temos uma vantagem que pode ser muito perigosa ao oponente. 


De um lado temos aceleração de mana, que é muito útil em decks que carecem de dorks e interações diretas com mana rocks, e do outro lado uma criatura que te fornece card advantage através de draws, e que por si só consegue fornecer uma compra extra na upkeep. 

 

E depois de um tempo analisando sobre os custos de mana que o deck possuía, resolvi explorar mais o conceito de reanimate, adicionando à lista os dois grandes demônios Razaketh, the Foulblooded e Vilis, Broker of Blood, para que conseguíssemos ter grandes ameaças com um baixo custo e efeitos extremamente fortes. 


Na lista final, devido a forte presença de stax no meta brasileiro onde costumamos testar, acabei mantendo também a Elesh Norn, Grand Cenobite, que ajuda a lidar com as principais ameaças atuais, alem de fazer com que os espíritos criados pela comandante sirvam como beaters em matches que trazem muitos farms.


  


Mas para que isso funcione como imaginamos, é de suma importância incluir no deck além de todos os bons reanimates, também o pacote de “entombs”, que são mágicas alimentam seu cemitério de forma direta como Buried Alive, ou indiretamente como Ransack the Lab


Também não podemos esquecer que quando utilizamos Reanimate com essa densidade de criaturas, há uma enorme chance de que elas venham em sua mão, atrapalhando o andamento do jogo, se tornando um carta morta. 


Por isso também precisamos de bons descartes para contornar esse problema, como por exemplo nosso velho conhecido Body Snatcher


Dessa forma iremos ter cartas à disposição na mão e no cemitério, aumentando a disponibilidade de recursos. 

 

Mas também é bom lembrar que Necromancy é uma carta popular, e que muitas vezes pode ser usada contra você, além de todo arsenal de Grave hate disponível no commander, que muitas vezes pode ser frustrante. 


  


Mas como nem só de Mill vive o homem, precisamos de fontes de draw contínuas ou massivas para que o deck mantenha sempre um “gás”, e não te deixe sofrer com a escassez de recursos. 


Por sorte dessa vez estamos nas cores certas, tendo disponível inúmeras formas de manter uma produção constante de card advantage, seja através de encantamentos como  Necropotence e Phyrexian Arena, ou de criaturas como Dark Confidant e Tymna the Weaver, que podem ser facilmente acessadas. 

 

E como sempre reforçamos, se o seu deck precisa de tempo para respirar durante a partida, a melhor forma de avançar no jogo é desacelerando seus oponentes, o que nos permite incluir peças como Stony Silence, Aven Mindcensor, entre outras. 

 

E por fim, é sempre interessante tentar encontrar formas de colocar um plano B sem agredir sua linha principal, e aproveitando a forte presença de reanimates, e também a já inclusão dos finishers no combo, resolvi incluir uma linha alternativa com Leonin Relic-Warder, o famoso “Gato de Shcrodinger”. 


Além de ser facilmente enviado ao cemitério, ele pode se aproveitar facilmente de qualquer um dos encantamentos de reanimate que já estão presentes, sem necessitar nenhuma adição específica. 


 


Então agora deixo com vocês a lista que alcançamos nesse processo, e logo depois algumas considerações pessoais. 

 

Teysa cEDH
Por D3AD
4189 visualizações
05/12/2020
R$ 11.744,23
R$ 15.006,72
R$ 35.535,25
4189 visualizações
05/12/2020
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Comandante (1)
1  Teysa, Herdeira de Orzhov   10,00
Criaturas (27)
1  Comedor de Podridão 0,98
1  Diabrete Pútrido 0,24
1  Mascote de Sangue 0,05
1  Rastejador de Túmulo 8,90
1  Vidente Visceral 1,10
1  Artista do Sangue  9,10
1  Confidente Sombrio  124,80
1  Degolador de Zulaport  0,99
1  Guarda-Relíquias Leonino  0,10
1  Magistrado de Drannith  29,95
1  Servo do Pintor 74,95
1  Agente da Oposição  126,60
1  Capitão-patrulheiro de Eos   92,99
1  Ceifador da Meia-noite  1,48
1  Lurrus da Toca Onírica   49,81
1  Mnemocensor Aviano  4,95
1  Recruiter of the Guard  65,00
1  Timna, a Tecelã   119,95
1  Abominação Sufocante   0,49
1  Coletor de Esmolas  59,40
1  Ladrão de Corpos   6,90
1  Reitor da Academia  399,99
1  Saqueador Impiedoso  9,90
1  Tormod, o Profanador  0,86
1  Elesh Norn, Cenobita-Mor   55,00
1  Razaketh do Sangue Hediondo    69,99
1  Vilis, Negociante de Sangue    9,49
Mágicas (25)
1  Apartar os Fracos 29,90
1  Caminho para o Exílio 10,00
1  Espadas em Arados 4,90
1  Graça do Anjo 44,00
1  Imperial Seal 4.999,99
1  Reanimar 34,95
1  Ritual Sombrio 0,95
1  Sepultar 69,00
1  Silêncio 16,49
1  Tutor Esclarecido 111,00
1  Tutor Vampírico 224,95
1  Assinar com Sangue  0,40
1  Demonic Tutor  159,74
1  Intento Diabólico  125,10
1  Malícia do Diabrete  57,60
1  Ritual da Cabala  11,50
1  Saquear o Laboratório  0,05
1  Segredos do Mausoléu  3,39
1  Sussurro da Noite  4,50
1  Desmembrar   3,49
1  Enterrado Vivo  4,17
1  Garras do Pretor   27,95
1  Reivindicação de Sevinne  19,30
1  Tutor Sinistro   64,95
1  Vitimar  1,20
Artefatos (10)
1  Cripta de Mana 428,00
1  Mox de Âmbar 89,82
1  Mox de Cromo 166,50
1  Pinça Craniana 9,00
1  Altar da Demência 21,00
1  Sinete Arcano 9,48
1  Sinete Orzhov 1,00
1  Talismã da Hierarquia 1,50
1  Altar Phyrexiano 189,99
1  Altar de Ashnod 32,00
Encantamentos (7)
1  Hora da Escuridão 14,15
1  Dança dos Mortos  49,95
1  Reviver Cadáver  7,75
1  Silêncio Pétreo  7,20
1  Necromancia  64,52
1  Necropotência   95,00
1  Dízimo Sufocante  67,20
Terrenos (30)
1  Boseiju, O Que Tudo Protege69,90
1  Catacumbas Verdejantes169,95
1  Caverna das Almas264,00
1  Cavernas de Koilos3,95
1  Cavernas de Pedras Preciosas135,00
1  Cidade de Bronze40,00
1  Clareira Silenciosa32,89
1  Confluência de Mana60,33
1  Delta Poluído88,00
1  Feira dos Inventores19,75
1  Lamaçal Ensangüentado83,00
1  Matagal Fétido19,90
1  Meseta Árida124,75
1  Pátio Oculto9,93
3  Pântano Nevado (#281)1,73
3  Planície Nevada (#277)1,50
1  Planície Pantanosa116,16
1  Praia Inundada75,90
1  Sacrário Ateísta30,90
1  Scrubland1.299,99
1  Torre Phyrexiana58,90
1  Torre de Comando1,50
1  Tumba Antiga145,00
1  Urborg, Tumba de Yawgmoth95,00
1  Urzal Ventoso54,90
1  Vista Prismática117,45
100 cards total

 

Algumas Considerações


Apesar de ter sido uma ótima experiência trabalhar nessa lista, e apesar de ser uma comandante pela qual eu possuo um certo carinho, infelizmente estamos lidando com uma lista com um potencial bem mediano. 

 

Uma das coisas que mais me incomodou durante o tempo que a utilizei foi a enorme dificuldade em lidar e responder turnos dos oponentes, te tornando na maioria esmagadora das vezes apenas um espectador. 


Outro fator incomôdo é que o deck demanda um set-up relativamente complexo, que muitas vezes desperta seus oponentes, que percebem quando você está prestes a fazer algo relevante, e isso os deixa preparados, muitas das vezes dificultando seu objetivo. 

 

Talvez reestruturá-la se baseando numa estratégia de farm seja a forma mais conveniente, mas depois de ter trazido recentemente um deck com essa mesma linha, decidi partir para um midrange, que deixa lacunas e defeitos expostos na lista. 

 

Por outro lado, é um deck muito divertido e interessante de se pilotar, que quando funciona te deixa muito grato. 


Ele também pode ser uma ótima opção para quem procura um deck para mesas que estão numa transição de Power level, do semi-competitivo para o cEDH, já que é uma lista barata em essência. 

 

E por favor. Sejamos realistas. 


Se você quer diminuir o seu budget, podemos facilmente cortar valor dos terrenos e cartas com valores astronômicos, como imperial Seal. 


Estamos falando sobre deckbuilding e como tirar proveito, escolher cartas a dedo para compor uma lista eficiente. Então reclamar do preço do deck nos comentários, e ofender através de um meio onde deveria ser usado para comunicação, não muda e nem agrega em nada. 


Então peço a vocês, que exercitem sua deckbuilding e sejam sensatos na hora de interagir com outros jogadores. 
 

-

 

E aqui encerro mais esse artigo, que apesar da demora acabou saindo. 


Agradeço a todos que acompanharam até aqui, e que gostaram do conteúdo. 


Se você tem alguma dúvida, sugestão ou opinião, deixe nos comentários para que possamos sempre melhorar. 


Mas se lembrem de usar esse espaço com maturidade e sensatez, sem ofender os demais e respeitando o espaço do próximo. 


Se voce se interessa pelo commander competitivo, lembre-se de visitar a cEDH Brasil no Facebook, onde compartilhamos conteúdo sobre o assunto. 


Também temos nosso canal da Twitch, Podcast e Youtube

 

Um grande abraço e até a próxima!

Jefferson C Faria Barbosa ( D3AD)
Jefferson é entusiasta do formato cEdh
Redes Sociais: Facebook
Comentários
Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.
(Quote)
- 13/12/2020 11:52
Construindo um deck Blim, Comedic Genius rola¿
(Quote)
- 10/12/2020 22:25
Acho interessante tb por o deck mais pra um lado de tax e stax tb
(Quote)
- 10/12/2020 19:13
eu acho que ele ficou tão imóvel como vc falou no artigo justamente por que tem mt coisa pra correr atrás das peças do combo e poucas respostas, acredito que mover ela um pouco pro lado do stax deixe ela mais forte, se preto e branco n tem resposta boa igual o azul, pelo menos trava os oponentes
(Quote)
- 10/12/2020 14:32

Gostei do seu feedback sobre esse deck ai, eu to gosto muito do meu deck da Teysa Karlov, mas eh claro que ele eh casual, mas eu tenho a Orzhov Scion tb e estava pensando de dar umas modificadas nele pra ele ficar numa pegada mais forte , voce teria alguma lista sua pra compartilhar? Valeu amigo.

(Quote)
- 10/12/2020 11:57
Eu gostei do artigo principalmente pq ela é minha comandante favorita, jogo de Teysa desde 2018, foi um dos primeiros decks que montei pra jogar de igual pra igual num cenário "competitivo". A sua lista tá longe de ser fraca mas eu acho ela pouco responsiva e sem alternativas caso a comandante esteja inacessível. Acho um erro grande não considerar Sensei divining top neste deck, juntamente com bolas citadel.

Outra coisa que me incomoda um pouco dos seus artigos e decks (Isso não é uma crítica, é só um sentimento que tenho lendo e vendo as listas) é o fato de você sempre querer enfiar as "staples" em todos os decks. Orzhov é uma cor muito rica em interações, vc matar espaço de cartas importantes pra sempre colocar tymna, principalmente num deck que não ataca, é um slot perdido. Por exemplo um Grand Abolisher é MUITO mais interessante pro deck. Posso citar algumas outras coisas, mas acho que a ideia já dá pra entender: Querer meter carta staple pra os tier 1 em todos os outros decks pode ser um erro.

De qualquer forma obrigado por trazer a minha lindinha Teysinha.


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