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Orelha responde - 0001
Se você quer saber a opinião do Orelha sobre qualquer coisa relacionada à Magic, aqui é o seu lugar!
20/04/2021 10:05 - 5.398 visualizações - 35 comentários
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Fala galerinha, como ceis tão?


O Mailbox é um estilo de artigo bem comum na gringa, ele consiste em leitores mandarem perguntas para o redator responder, o que pode gerar um conteúdo bem legal(ou milhões de pessoas perguntando se Twin deve voltar pro Modern) e esses dias eu postei no Facebook, Twitter e Youtube pedindo pra galera mandar perguntas, e as que mais gostei foram estas.


Tentei colocar as perguntas de temas parecidos “juntas” para fluir de maneira melhor do que ficar “voltando em assuntos”. Vamos lá!

 


Perguntas sobre especulações de Magic:

 


João Pompianni pergunta:

 

● Você acha que falta alguma coisa no Magic em questão de carta ?

 

- Faltar eu não acho que realmente falta, contando com free spells(Mana Phyrexiana, Leylines) e artefatos, nós temos cartas proativas e reativas contra basicamente tudo. Para ser sincero, eu gosto quando a Wizards quebra a color pie de maneira bem soft(Vidente do No do Pensamento, Alimentar o Enxame), mas não quando forçam demais o efeito como Oko, Ladrao de Coroas e Sanctum Prelate. Estou bem feliz com a abrangência das cartas de Magic no momento.

 

 

Ney Lima pergunta

 

● Você acha que as cartas da lista de banidas do Modern e Legacy está boa e faz sentido? O que você adicionaria/retiraria?

 

- Para mim, a banlist do Modern está ótima, a última leva de bans que levou Santuário, Field e etc, deu uma bela arrumada no formato. Heliod está começando a virar um problema, mas não acho banível ainda, acredito que falte algo que responda o deck que Aparição não remova. No caso do Legacy, a banlist também está legal, mas, ao meu ver, Tumba Antiga deveria ser banida pois você está ganhando mana utilizando o recurso mais descartável(talvez isso te lembre mana Phyrexiana), onde perder até mesmo 10 de vida para uma Tumba pode ser completamente irrelevante num jogo pela quantidade de mana extra que ela te gerou, principalmente se somado à elementos de prisão.


Forca da Negacao não é algo que eu baniria mas que, no Legacy, não acho que deveria existir. Você está exilando(e no formato isso faz MUITA diferença) em troco de um recurso seu, mas pela filosofia atual de fazer permanentes ultra poderosas que te geram muita card advantage, ter 6 FoWs/FoNs é um custo tranquilo de deckbuilding, te dando mais proteção contra os decks de glass cannon e fechando completamente as portas para os decks de pouca card advantage.

 

 

Tiago Carmona pergunta

 

● Já está na hora de voltar Splinter Twin para o Modern?

 

- Não. E acho que essa hora nunca vai chegar. Um Twin com acesso à Teferinho e diversos elementos maravilhosos que saíram nos últimos tempos(pense que só de ter Optar um Twinzeiro já ficaria feliz, imagina com todas essas novas bombas) seria algo bem complicado de se combater, uma vez que Combo control com elementos de prison(Exarca virando a melhor permanente, Blood Moon) é algo perigoso demais.

 


Hagee Farias pergunta

 

● Por que você acredita que o branco nunca foi uma cor dentre as rotativas de força? Exemplo: azul como cor mais forte durante anos, agora verde, vermelho e preto sempre bem balanceados, e o branco péssimo?

 

- Mas eu nunca acreditei isso! É fake news! Hahaha.


O Branco foi, por anos(talvez décadas?) uma das melhores cores do jogo. Se não como principal, como opções de sideboard. Até meados de 2016~17 o branco era a MELHOR cor de splash para sideboard de todos os formatos, com hates para combo, criaturas e permanentes difíceis de tirar. Então não acho que o branco sempre foi ruim, ele FICOU ruim nos últimos anos. De certa forma isso é um ciclo que sempre aconteceu, mas o Azul e o Preto sempre estavam no top 3, alternando entre as outras 3 cores nas posições.

 

 

Rubens “Rudá” Davila pergunta:

 

● Como você vê o futuro dos formatos "não-arena" em um universo que a Wotc mantenha seu jogo profissional apenas no novo software ?

 

- Quando o Arena saiu do Beta rolou todo aquele alvoroço sobre “MATARAM O MOL”. O que sempre acreditei é: toda plataforma(seja ela online ou um formato IRL que a pessoa tenha cartas) em que a pessoa tem um investimento financeiro significativo, ela não vai abandonar.


Apesar de muita gente ainda ter programas de aluguel no Magic Online, ainda é uma forma de renda boa para uma parcela razoável da população, portanto, mesmo que a Wizards pare de dar vagas para Pro Tour(ou seja lá qual o nome que deram para esse evento essa semana), o Mol ainda será válido para jogadores de formatos não-Arena e o IRL ainda será jogado pelo fator nostalgia e “eu tenho as cartas, não vou vender para jogar apenas online”.

 

Perguntas pessoais:

 

 

Matheus Pagnan pergunta:

 

● Pra você qual o melhor formato e porque? Como o magic influencia/influenciou a sua vida?


- Se pensar em qualquer “formato” mesmo, o meu preferido é o Mental Magic, uma mistura de desafio para “solucionar” a mesa com a melhor carta possível naquela combinação de cartas da sua mão, além de gerar muitas risadas pelas cartas malucas que precisamos fazer. Se pensar apenas em formatos “de verdade”, o Legacy. É onde as microdecisões mais importam, onde o conhecimento prévio do formato mais faz diferença e onde o Power Level de todos os decks é altíssimo, o que causa uma disputa maravilhosa, ao meu ver(menos quando eu jogo com decks cheios de cartas ruins. Oi DnT!).


O Magic, pra mim, é entre tapas e beijos. É a melhor coisa que aconteceu na minha vida, mas algumas interpretações pessoas de alguns acontecimentos do Magic(dentro e fora do jogo) me fizeram mal, então também precisei de um longo Detox para voltar a amar o jogo. Atualmente, Magic é o que eu amo, o que gosto de fazer e meu trabalho. Foram anos investindo meu tempo, dinheiro e paciência para chegar onde cheguei(que é o começo da carreira) mas devo dizer que estou me sentindo bem realizado.

 

Rafael Santos pergunta

 

● Qual cor/arquétipo/formato você se identifica mais?

 

- Eu achei, durante muito tempo, que me identificava mais com o Preto, mas vi que gostava mais de ser fair, keywords de combate e cartas cada vez piores, ou seja, sou Branco.


Meu arquétipo preferido é o Draw Go. Por mais que goste de Tapout Control, adoro jogar em velocidade instantânea, principalmente se tiver umas Vendilions no meio. O formato que mais me identifico é claramente o Legacy, onde as decisões importam mais e o power level deixa todos os jogos emocionantes.

 

Francisco Carlos Souza Junior pergunta:

 

● O que você acha do descaso da Wizards of the Coast com a América Latina?

 

- Não tenho números para comprovar o que vou falar, então trate apenas como achismo, mas o Brasil é um dos países não-EUA com maior conversam de players com títulos e resultados importantes se pensarmos como um todo, vide Team Hareryua Latin, jogadores com ótimos resultados em GPs como Kayez, L1X0, Bolovo. Ao meu ver, o que falta para o nosso país ser “de primeiro mundo no Magic” é mais oportunidades. Um jogador Estadunidense tem literalmente dezenas de GPS, além de diversos PTQs IRL para tentar a sonhada vaga para o Pro Tour. Aqui nós temos 3 ou menos PTQs por ano, 1 GP, quando tem, e mesmo assim “estamos” firme e fortes no circuito profissional(isso sem contar o gasto que um Brasileiro tem para jogar GPS fora). Gostaria de mais OPORTUNIDADES para brasileiros tentarem se classificar, múltiplos GPS já seria maravilhoso pois, de quebra, ainda dão chance para outros latinoamericanos de tentarem a vaga.


Victor Anier pergunta:

 

● Como foi que você começou no Magiquinho?

 

- Era meados de 2007 e meu vizinho, finado Seu Oswaldo, veio almoçar aqui em casa. Ele disse que o Neto dele iria ao cinema naquele dia e disse pra eu ir com ele e os amigos, topei. Fui na casa do Seu Oswaldo e conheci o Thiago, A.K.A. Nerdinho. Como o filme ia começar bem mais tarde, ele e os amigos estavam jogando Magic para passar o tempo. Resolveram me ensinar e o resto é história.

 


Lucas Lima pergunta:

 

● Você acha que o competitivo do Magic IRL (em qualquer formato) pode voltar mais forte após a pandemia? Para os amantes de pauper IRL (como eu), você acha que a Wizards poderá algum dia fazer algum evento relevante ou até main event deste formato?

 

- Devido à Pandemia o competitivo IRL morreu, então acho que é meio óbvio que depois que tudo isso acabar(e espero que em menos de 3 anos) os torneios IRL voltarão mais fortes e talvez com um aumento significativo no valor das cartas, mas posso e espero estar errado.


Sobre o Pauper, sendo MUITO sincero, a melhor coisa que você pode querer pro formato é que a Wizards não faça um GP Pauper, isso criaria spikes tão absurdos no formato(mais do que ele já sofreu recentemente) que jogar pauper seria praticamente jogar Pioneer ou com decks Modern mais baratos. Se você ama mesmo o Pauper, torça pra Wizards deixá-lo se escanteio mas não o suficiente para não lançar mais cartas focadas nele.

 


Lucas Silva pergunta:

 

● Eu gostaria de saber, quais são as maneiras menos arriscadas de se investir no Magic?


- Menos arriscadas? Comprar cartas da Reserved List e deixar elas paradas por 5 anos. O problema é que isso não traz uma liquidez muito boa se você comprou pouca coisa, mas como você quer pouco risco, ao meu ver, é a melhor.

 


Bruno Bonadio Lopez pergunta:

 

● Qual a sua posição sobre decks que não se parecem Magic, como Dredge e Storm?

 

- Por mais que eu odeie enfrentá-los(mas gosto de jogar com alguns. Orelha, o hipócrita), eu acho importante haver decks que matam de maneiras diferentes, usando o cemitério(Dredge) jogando turnos super longos(Storm) ou ganhando sem zerar a vida do oponente(Infect e Mill). Esses decks adicionam uma dinamicidade interessante aos formatos que pertencem.

 

 

Leonardo Barros pergunta:

 

● Numa final de um torneio grande(Nível Pro), qual jogador(profissional ou não)você gostaria de enfrentar e porque?

 

- Na final de um Pro Tour eu gostaria muito de enfrentar o Luis Scott Vargas ou o Matt Nass. Eu sou fanboy do LSV há mais de uma década, inclusive, foi por causa dele que quis começar no competitivo, então aqui seria um mix de admiração pela persona e porque sei que seria um jogo bem complexo, cheio de altos e baixos no quesito estar favorável e desfavorável. Contra o Matt Nass eu gostaria de jogar pois acho ele um maravilhoso jogador técnico e sua maneira de pensar fora da caixa com certeza me faria tomar uns warning por slow play pensando nas possibilidades de jogada.

 

Eduardo Bueno pergunta:

 

● Qual sua arte (ou artes) favorita(s)? Qual foi seu primeiro deck de Magic?

 

- Sem ordem de preferência, minhas artes preferidas são: Karakas, Canonista Etherolatras, Confidente Sombrio, Mistico Litoforjador e a Planície de Unhinged.


Meu primeiro deckinho foi um deck de ratos, sem Jitte, que comprei do Nerdinho.

 


Teoria

 

 


Wanderson Rosa pergunta:

 

● Pra quem almeja chegar ao nível profissional, quais artigos você indica para uma base mais sólida?

 

Um artigo do Rudá sobre descartes e o que fazer com a informação adquirida.

Otimizar suas escolhas do main e do side para o Torneio.

Um artigo meu sobre utilizar a vida como recurso.

Falando sobre os 16 arquétipos do Magic e como isso pode te ajudar a escolher seu deck e combater o oponente.

Artigo do Sandoiche sobre as vantagens de não estourar preventivamente suas fetchlands.

 

Luan Diego Fernandes pergunta:

 

● Uma pergunta que sempre me fazem: quais os melhores decks/arquetipos/formatos para iniciantes.

 

- Na minha opinião, os Aggros. Aggros são difíceis de se masterizar e entender bem a matemática de combate, mas são decks que, muitas vezes, jogam bem no automático, e é exatamente disso que um novato precisa: de decks que funcionam mesmo quando não são pilotados perfeitamente, desta maneira a pessoa pode ir aprendendo aos poucos enquanto ganha pelo fator proativo do deck.

 


Bruno Amaral Di Palma pergunta:

 

● Por que os arquétipos tribais do magic não são tier 1?

 

- Muitas vezes os tribais já foram tier 1. Fadas no T2, Merfolk no Legacy, Humans no Modern. A maior desvantagem dos tribais é que os removals ficaram muito eficientes e a probabilidade do seu deck de bicho tomar 2 ou 3 pra um contra controls e midranges ficou cada vez maior, o que vai invisibilizando os tribais que não são extremamente opressores como Fractius e Elementais. Outro problema é que cartas anti-tribais são bem comuns, na forma de lifegain e cóleras, então os tribais acabam entrando na categoria “storm” de hate, onde praticamente qualquer deck pode ter side contra você se ele realmente respeitar a partida.

 

 

Vinicius Pimentel pergunta:

 

● Qual sua opinião sobre jogar com o melhor deck do momento vs masterizar o deck que você mais gosta, independente dele ser tier ou não ??

 

- Eu já falei dezenas(talvez centenas) de vezes em meus artigos: EU prefiro masterizar um deck que gosto à jogar com o melhor deck, me sinto mais confortável assim e consigo conhecer melhor as linhas de jogo mais complexas invés de torcer pro power level do deck tier 1 Absoluto me carregar. No entanto, é importante saber quando abandonar o barco e mudar de deck, às vezes o seu deck ficou inviável por alguma mudança de field e mesmo que você jogue muito bem o field estará tão ruim que vai ser complicado passar do 1-X(como foi na época que o DnT tomava Wrenn e Seis de tudo no Legacy).

 


E aí, o que acharam desse modelo de artigo? Eu me diverti muito e me senti n’O Mundo de Beakman com o “FULANO DE PASSADENA, CA, PERGUNTA”. Se você gostarem de Mailboxes, podemos fazer mais, portanto chamaremos este artigo de ORELHA RESPONDE 0001, na possibilidade de, um dia, chegarmos à 9999 dele.


E, como sempre, antes de partir, deixo aqui um link da minha Twitch, onde faço gameplays Modern e Legacy 3x por semana e meu Youtube onde sempre rola gameplays multiformatos e análise.


Vou ficando por aqui, um beijo do Orelinha e se cuidem!

Bruno Ramalho ( Bruno_Orelha)
Bruno Orelha é amante das estratégias de terrenos como Lands, Death and Taxes e Valakut. Capitão do Valakuteam e Youtuber nas horas vagas em www.youtube.com/brunoears.
Redes Sociais: Youtube, Facebook
Comentários
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(Quote)
- 26/04/2021 15:20

Olha, foi graças a opinião dele que eu fui campeão do ManaTraders Series Legacy ontem e ganhei 2k dólares de premiação, então sim, acho que faz bastante diferença!

(Quote)
- 25/04/2021 16:46

O vermelho sempre foi a cor mais regular do Magic. Ela é eficiente no seu único propósito, zerar os pontos de vida dos oponentes. Já por isso, todo field tem um monored nos top tier

(Quote)
- 24/04/2021 21:23
Jogo bastante pauper no mol, meu deckbuilding e meu jogo são muito bons então consigo ganhar bastante com os deck of meta que tenho, tem vários no meu perfil aqui da liga. Uma carta que me surpreendeu bastante foi Lâmina Ancestral, espero sinceramente que a wizards faça mais downgrades e prints saudáveis para o formato, e não Bonder's da vida... O que acha?
(Quote)
- 23/04/2021 21:48
Pra mim, apenas vermelho NUNCA figurou entre as cores mais fortes do Magic.
Nos anos 90, quando eu comecei a jogar, quase todas as mass removals eram brancas, e isso tornava a cor MUITO poderosa. Sem contar Espadas em Arados que, se ainda é uma spote removal relevante hoje, imagina naquela época...
(Quote)
- 23/04/2021 11:29
Muito bom esse tipo de artigo! Ansioso pela abertura pra novas perguntas!

Muito bem lembrado!

Permitam-se sugerir um artigo:

https://magic.wizards.com/en/articles/archive/feature/forgotten-lore-art-beatdown-2005-12-12

Embora alguns conceitos sejam datados, eu penso que há muito a se extrair desses artigos mais antigos.

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