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Guia de Pré-Lançamento
Adventures in the Forgotten Realms
08/07/2021 10:05 - 6.076 visualizações - 18 comentários
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Saudações WebWalkers! 
 
Essa semana começam os eventos de nada mais nada menos que Adventures in the Forgotten Realms! Particularmente, estou extremamente empolgado com essa coleção, ela tornou-se uma das minhas favoritas com toda certeza! Pura nostalgia de quando eu comecei a jogar D&D, além de visuais lindos e cards poderosos. Para conferir essas lindezas, acesse a galeria de cards neste link e as mecânicas neste link. E, é claro, para ajudar sua performance nos eventos porvir, trago-lhes meu artigo! :) 
 
 
● Conferindo a provisão
 
Como bom início de viagem, precisamos saber primeiro a nossa missão e o que iremos fazer, além de checar quais bons itens, magias e estratégias podem ser usadas. Nossa missão aqui é identificar quais  aspectos de Adventures in the Forgotten Realms são relevantes para guiar uma montagem de deck selado e como nossas cartas podem ser usadas em termos de recursos, provisões e itens.
 
Para isso, montei o artigo misturando análise com uma breve narração de aventura. Utilizarei um exemplo de montagem de deck e usando esse deck fictício, vamos trilhar um caminho que destrincha os aspectos que tornam essa coleção o que ela é, além de enfrentar outros decks e entender como me aventurar em Forgotten Realms na versão de Magic: the Gathering.
 
Mas antes de iniciar a narração, importante escolher qual história eu quero seguir:
 
 
● 5 ou mais caminhos, quais possibilidades?
 

  
 
Nesta edição não há uma proposta específica de combinações de cores (como houve em Strixhaven, por exemplo). Ao invés disso, podemos observar que há um foco mais individual em cada cor e como ela lida com a magia, sendo assim, temos possibilidades de decks consistentes nos mais variados perfis: Monocolor (mais fácil de acontecer num Draft, por ex), 2 cores (qualquer combinação das 10 possibilidades, e mais clássicos), até de repente 3 ou mais cores dependendo de uma base mana que lhe ajude + o acesso às Fichas de Tesouros, as quais corrigem qualquer cor ao serem sacrificadas. 
 
Aliás, os terrenos são sempre uma boa dica de como sabermos as propostas de cada edição. Nesta, há um ciclo de terrenos como Caverna do Dragão Gélido, os quais adicionam uma mana colorida e podem se transformar em criaturas (muito úteis! basicamente uma criatura sem ocupar espaço no deck). Fora eles, não há terrenos que adicionem mana de qualquer cor ou terrenos duais. O único corretor instantâneo que temos é a Terras em Desenvolvimento, extremamente útil e flexível para qualquer combinação de cores.
 
Portanto, eu sugiro focar em decks de poucas cores. Três ou mais apenas se houver muito acesso a Tesouros e se você possuir algumas Terras em Desenvolvimento. Até o Verde, a cor que costuma corrigir fontes de mana, possui apenas uma carta assim, chamada Vocês Descobrem uma Clareira. E os artefatos também estão limitados nesse aspecto, sendo Mímico o único que trabalha com mana colorida.
 
 
 
Iniciando a viagem

  
 
Bom, vamos lá! Se os caminhos são vários, como monto meu deck? Quais cartas selecionar? Quem sou eu? O que quero? Onde estou?!!
 
Calma! O jeito mais simples é organizar os cards por cor, checar quais você possui com maior sinergia, remoções e criaturas relevantes, e pensar em pequenas interações a serem realizadas ao longo da partida. Um direcionamento interessante seria entrar no mundo de D&D de cabeça, e montar decks ao redor de alguma classe ou mais!
 
Em um exemplo onde eu tenho vários cards vermelhos relevantes, desde comum até algum mítico, porém eles não são suficientes para um monocolor, eu terei que combiná-lo com outras cores. Eu olho minhas cartas douradas e vejo duas super interessantes, Classe: Guerreiro e Classe: Bardo, e elas dão direcionamentos muito significativos! Ao olhar minha combinação com branco, percebo que possuo quase nenhum equipamento, além de que minhas cartas brancas estão bem fracas. Olho o verde e percebo que tenho bons cards os quais com o vermelho me dariam umas 5 lendárias, contando 2 Targ Nar e 1 Minse!
 

  
 
Perfeito! Serei um Bardo! Organizo as cartas numa curva de mana apropriada, coloco 1 única Planície para o Minse e para buscar essa Planície mais facilmente tenho 2 cópias de Terras em Desenvolvimento e 1 cópia de Vocês Descobrem uma Clareira, além de cartas que geram Tesouros.
 
É isso, meu deck será verde e vermelho e com um pequeno splash de branco para um único card dourado. Por fim, sigo cantando, desvendando a estrada e buscando recompensas em masmorras. “Pela estrada a fora, eu busco a magia. Cantar minha música nas masmorrinhas!”
 
 
Chegando na primeira Masmorra!
 
  
 
Finalmente! Cheguei na Mina Perdida de Fandelver. Porém sabemos que nada é fácil: lá enfrentei uma outra aventureira com um poderosíssimo deck azul e branco! Sua Hama Pashar me deixava para trás em todas as salas! As Masmorras são poderosas, fornecem recursos basicamente gratuitos e a Hama ainda dobrava estes recursos. Meu deck verde e vermelho é focado mais em criaturas e ataques, e eu não possuía tanta exploração de masmorra além de uns poucos cards verdes, ficando totalmente em desvantagem mediante todos esses recursos extras que ela conseguiu. 
 
O duelo começou bem agressivo quando ela trouxe um Falcão do Guardião no primeiro turno! Só ali eu perdi uns 3 pontos de vida até conseguir conjurar uma criatura com alcance e me proteger, mesmo assim, quando não conseguia mais me atacar, ela continuou usando o Falcão + outra criatura para explorar a masmorra! Quando eu tentei colocar pressão na mesa com uma criatura maior, Barrar o Portal acabou com minhas expectativas e, adivinhem? Mais exploração de Masmorra!!!

  
 
A gota d'água foi uma combinação de Brincalhona de Faéria com efeitos que pedem d20! Entre elas, um acerto crítico de 20 no Contato Extraplanar acabou com minhas esperanças. Após muitos dados e um enxame de Dragão Fada, eu fui derrotado de início.

   
 
Mas o jogo não estava perdido! Consegui vencer as outras batalhas adotando um perfil mais agressivo ainda, e adicionando uma Marca do Predador para me livrar de cards problemáticos dela. Por um lado ela explorava masmorras, por outro eu gerava MUITO tesouro e era MUITO mais agressivo e com criaturas maiores. Alguns Mulligan me ajudaram a curvar corretamente e criar pressão no campo logo de cara. Delina, uma das minhas 5 lendárias, foi fundamental para que eu vencesse, e para protegê-la, usei muitos truques de combate e, com isso, infla o poder e a resistência dela! 

  
 
Após derrotar minha primeira adversária, completei a masmorra, peguei os tesouros da pilhagem e fui embora. Ainda pensei em fazer a mesma masmorra novamente, mas não. Ainda há muitas surpresas no meu caminho.
 
 
Quase assaltado na estrada!

  
 
Estava eu lá cantando livremente para minhas criaturas, quando outro aventureiro da Classe: Ladino decidiu me assaltar na estrada! Com vários cards geradores de tesouro, como a Ladra de Tesouros, remoções para controlar meu campo e algumas criaturas grandes, eu fui extremamente intimidado. 
 
Foi uma situação bem difícil, o líder do aventureiro chamado Xanathar, Chefão da Guilda apareceu e começou a roubar minhas cartas do topo do grimório, e como o aventureiro possuía muitos tesouros, ele pôde gerar muita mana e conjurar alguns dos meus cards + os cards dele normalmente no mesmo turno!!! Não bastasse isso, ele ainda usou um Devorador de Mentes para tirar minha vantagem no campo de batalha!

  
 
Entrei em pânico! Mas com muita estratégia para saber a hora certa de usar uma Chuva de Meteoros, eu consegui remover Xanathar (que já possuía um pouco de dano) e o Devorador. Suei, pois esta coleções está com poucas remoções, e uma resistência 6 já é algo extremamente difícil de lidar!
 
Tendo tudo sob controle novamente, um parceiro que estava comigo desde o começo, o Caçador Gnoll, já estava relativamente grande depois de atacar algumas vezes com Táticas de Grupo, e com uma das minhas criaturas de volta, continuei a pressão agressivamente até que venci todas as batalhas. 

  
 
E assim que me livrei deste ladrão maltrapilho, voltei a caminhar cantando. Afinal, minha bolsa estava com mais tesouros ainda, já que eu acabei pegando o dele... hehehe!
 
 
O desafio final

  
 
Já estava quase anoitecendo quando percebi que meu caminho me levou à Tumba da Aniquilação! Um lugar amaldiçoado e que só os mais ferozes aventureiros que não tem amor à própria segurança se arriscam a entrar. Então entrei.
 
Quase morri! Havia um grupo de aventureiros lá que já haviam encerrado várias outras Masmorras e com isso as habilidades de suas criaturas só melhoraram. Efeitos já ok para o custo de mana e benefício do card, ficaram super poderosos. A Barrowin do Clã Undurr ressuscitou o Nadaar, Paladino Altruísta  e sua habilidade melhorava ainda mais as criaturas oponentes. Foi absurdo!
 
Acererak, o Archilich ficava constantemente desencadeando efeitos de Masmorra até que a Tumba da Aniquilação foi completada e eu ainda tive que lidar com o horror dela! A Queda Abrupta com masmorra completa removeu meu pobre Minse, e seu hamster não durou muito tempo depois disso. O fim!

  
 
Não! cheguei longe demais para terminar assim… Juntei minhas últimas forças e meus tesouros, consegui conjurar minha última lendária: Inferno dos Montes das Estrelas! Lhe ofereci todo meu mana e todo meu tesouro juntado arduamente para que seu poder chegasse ao máximo e dei belos 20 de dano de uma vez! Incrível!!! Além dele ser eficiente simplesmente por ser um voador 6/6 com ímpeto e apenas 6 manas.
 
 
Consegui me reerguer, clamar a vitória, as recompensas e finalmente ir embora acampar em algum lugar tranquilo para passar a noite. Que dia épico!
 
 
Epílogo
 
Espero que vocês tenham gostado da minha aventura enquanto bardo! Claro que durante a narração eu trouxe algumas análises e pontuações da coleção, e também dicas de jogo. Mesmo o meu deck fictício ser verde e vermelho, todas as cores foram equilibradamente abordadas.
 
Sendo assim, não há uma regra de combinação em Adventures in the Forgotten Realms. Procure cores que goste e que consiga usar bem os cards. Perceba que algumas são mais focadas em masmorra, enquanto outras são focadas em tesouro e/ou lançamento de dados. As remoções nesta edição estão escassas ou custam muita mana, então guarde as que você possuir para as grandes bombas da edição e procure resolver as situações em troca de combate.
 
Cuidem-se, protejam a si mesmos e as outras pessoas ao redor, boa aventura e até o próximo artigo!
 
Felipe (Atarka)
Felipe Bracco ( Bracco)
Viciado e apaixonado pela mana vermelho, adorador de Goblins, viajante das teorias, curioso e observador! Buscando sempre expandir os limites da minha própria escrita e do que pode ser escrito.
Jogo Magic desde 2000, e hoje estou mergulhado inteiro na comunidade. Sou inclusive administrador do MTG LGBT, grupo de Magic no Facebook visando acolhimento e promoção de eventos relacionados.
Se quiser saber mais sobre, entre em contato!!!
Redes Sociais: Facebook
Comentários
Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.
(Quote)
- 14/07/2021 07:52

yyyeeehhhh :D

(Quote)
- 13/07/2021 23:33
Adorei o artigo, Felizpe
(Quote)
- 12/07/2021 18:03

fico feliz que gostou!

(Quote)
- 12/07/2021 18:03

obrigado! :D

(Quote)
- 10/07/2021 08:40
Parabéns pelo artigo, cara. Muito divertido e muito informativo.
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