Load or Cast
Um Conto de Amor de Mill
O amor por um deck tem limite?
30/09/2021 10:05 - 4.292 visualizações - 35 comentários
Load or Cast

Olá galera, hoje desejo contar uma história, meio diferente. Será? Vou tentar.


... era uma vez um deck...


-Corta! Péssimo. Vamos refazer a cena! Isso aqui não é conto da carochinha.


... há muito tempo atrás em uma galáxia distante havia um deck... 


-Corta! Está péssimo de novo. Aqui não tem Star Wars! Inventa outra.


... respeitável público, hoje temos um espetáculo de deck, único no mundo!


-Corta! Melhorou, mas podia estar melhor! Cadê a alma do jogador de Magic? Não estamos num circo.


... Companheiros de Magic, irmãos de control, aggro e midrange...


- Piorou! Aqui não é discurso político. Cadê a alma do jogador? Cadê aquele deck que você ama? Cadê aquela partida disputada? Cada aquele deck maluco e fora do meta que você usa?


- Bem... Vou tentar.


- Eu quero é aquela vontade de lutar contra o metagame, lutar contra tudo e todos! Quero ver aquela vontade de jogar com um deck que você ama! Cadê essa essência? Eu quero ver! Tira da alma essa *****! Cadê os teus fãs e haters que querem a tua história para falar. Você vai contar ou não? Tem gente na fila esperando. Não tenho o dia todo. Desembucha! Essa “entrevista sem vampiro” é muito esperada pelos leitores! Confessa!


-Eu amo deck de mill. Pronto, falei! Não importa o meta. Eu amo e sempre tento montar um deck mill. Ok, jogo as vezes de aggro, midrange. Amo Mono green. E raramente jogo de control. Mas a-m-o deck de mill, muito mais que os outros, e meu amor por ele por ele e maior do que por todos os outros decks. 


-Você acha que todo jogador ama algum tipo de deck? 


-Claro! Nem sempre o deck bate com o metagame. Mas se você curte, acredita!


-Aqui sou meio advogado do diabo. Você acha que os jogadores de Magic se sentem humilhados ao perder para um deck de mill que apenas tomba o deck do oponente?


-Claro. Muitos acreditam (ou parecem demonstrar) que perder para deck de mill é humilhação. Está na regra. É uma das possibilidades de perder o game. Muitos querem “lutar”, “ter ataque contra defesa”. Mas perder para mill é para muitos uma humilhação. Não digo todos. Alguns. 


-Já teve alguma partida memorável para você?


-Sim! Joguei contra um oponente que estava de combo. No primeiro game ele ganhou, mas o segundo foi meu. No terceiro game tinha acabado de millar o deck dele inteiro e estava no meu turno. No início do próximo turno ele perderia porque ele não tinha cartas para comprar. Mas no fim do meu turno ele conseguiu me dar 6 de dano com duas cartas usando uma carta que estava no cemitério para fazer uma jogada. Não me lembro direito como foi a jogada, mas no fim do meu turno tomei 6 de dano e perdi no meu turno antes do turno dele. Incrível. Vibrei com ambas as jogadas. Amei a partida.


-Qual o seu limite por esse amor de mill?


-O meu limite não tem limite. Sempre que sai uma coleção nova eu compro todas as possíveis cartas para fazer um deck mill. E tem mais: muitas cartas antigas de mill continuo a comprar. É mill, estou lá! É mill eu compro. Amo mill.


-Você acha que isso não custa demais? O “seu bolso” não sofre com isso?


-Sim... um pouco... um pouquinho.... você sabe né? Amor não tem preço. Eu procuro sempre comprar as cartas de mill que faltam, de um jeito ou de outro.


-Você é um cara de pau! Você não sofre por jogar com decks que às vezes ficam fora do meta parecendo louco e, o pessoal ficar te zoando? Às vezes é ruim. Você não acha?


-Não estou nem aí. Podem me zoar, podem me fazer bullying, sei lá. Amo deck de mill e pronto. 


-Sabe o que estou percebendo: você é uma espécie de “viciado” em cartas de mill e em decks de mill. Falou mill, você entende de tudo. Você acha que é paixão ou vício?


Nesse momento o entrevistado baixou a cabeça, coçou a barba rala, e fez uma pausa para responder.


-Olha se você quer chamar de “vício” um “amor” por algo, então é o que você diz. 


-O que você teria para falar para os jogadores que usam decks diferentes, estranhos, rogues e estão ávidos por entender essa paixão?


- Olha cara, as vezes um amor custa caro, mas uma paixão não tem explicação às vezes. Tem origem. Então, acreditem na sua paixão.


- Muito obrigado! Corta! Vamos ter de editar depois. 


-O que achou? Gostou? 


-Ficou uma m#!@#@@, mas dá pro gasto. Ah ah ah ah ah!. Brincadeira. Valeu!


-Esqueci de perguntar: qual seu nome? O meu nome é EGO.

 

 


-Obrigado. O meu é SUPEREGO.

 


Galera, hoje não tem moral e nem amoral. O que mostro aqui nessa brincadeira, é que paixões não tem limites. Mas quando passamos dos limites, uma paixão pode, “talvez”, nos prejudicar. Um abraço a todos os amantes de Mill, Aggro, Control, Midrange e Combo. É pecado amar um deck?


Conto algumas outras histórias e reflexões no meu romance nerd, “Comportamento Aleatório”. Quem leu gostou e tem na Amazon e na Altabooks (aqui tem 3 capítulos free para ler em pdf). Até breve. 


Obrigado galera e “vamo” que “vamo”.

 

Leonardo da Matta Rezende Moli ( lm7k)
Leonardo Molinari é nerd, adora magic (livros e cartas), consultor de
QA/Testes, autor de vários livros técnicos, palestrante, e autor do romance
“Comportamento Aleatório” publicado pela Alta Books em fev/2021 que é

um suspense que mistura mundo o nerd (quadrinhos, lojas, magic, super-
heróis, e mais) com mundo de TI.
Comentários
Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.
(Quote)
- 05/10/2021 12:19

Corrigindo. Tem gente que ama esse tipo de deck. É muito bom. Abação

(Quote)
- 05/10/2021 12:09

Valeu. Tem gente esse tipo de deck. Ele é muito bom. Abção.

(Quote)
- 05/10/2021 07:45
No meu caso é o deck affinity e soldados!👊🏻
Você não tem noção ( eu acho que tem ) o que é ver o seu deck voltar a jogar ( no meu caso o modern ), affinity é bem antigo, e vê-lo jogar hoje em dia me dá uma satisfação enorme, e o melhor, voltei pro modern com toda força com meus robots 👊🏻🦾
(Quote)
- 04/10/2021 21:09

Lindooo..Obrigadoooo..Abcao

(Quote)
- 04/10/2021 17:56
Desde Odisseia quando saiu o Traumatize eu me dediquei a criar um deck forte de Mill.... Consegui, criei um Legacy que ficou muitos meses invicto, sem criaturas, é como se fosse um aggro de mill. turno 3 ou 4 já acabava a partida. Posteriormente no EDH, meu primeiro deck foi um Phenax e depois um Bruvac. Não são tão fortes nesse formato, mas consegui um deck com poder 7 +-. Como gosto de antimeta, fiz um Zedruu tb. Mas tenho competitivos por 8 ou 9 Kalamax e Chulane. Mas o Mill sempre foi o deck e tematica do meu coração. Tenho literalmente todos os cards de mill existentes.
Últimos artigos de Leonardo da Matta Rezende Moli
Aquele Cara Joga Muito
Isso é fato ou fake? Até nós duvidamos.
6.705 views
Aquele Cara Joga Muito
Isso é fato ou fake? Até nós duvidamos.
6.705 views
Há 13 dias — Por Leonardo da Matta Rezende Moli
O Amuleto Mágico
Cuidado! A responsabilidade é sua ler esse conto.
2.518 views
O Amuleto Mágico
Cuidado! A responsabilidade é sua ler esse conto.
2.518 views
29/10/2021 10:05 — Por Leonardo da Matta Rezende Moli
O Senhor das Cartas
Minha preciosaaaaaaaa cartaaaaaa.
5.907 views
O Senhor das Cartas
Minha preciosaaaaaaaa cartaaaaaa.
5.907 views
16/10/2021 10:05 — Por Leonardo da Matta Rezende Moli
Síndrome do NEXUS-NÃO
Contra aquele deck XYZ eu não jogo, e agora?
6.960 views
Síndrome do NEXUS-NÃO
Contra aquele deck XYZ eu não jogo, e agora?
6.960 views
19/08/2021 10:05 — Por Leonardo da Matta Rezende Moli
Síndrome do "Parado no Tempo"
Ele não vai ser “pequeno” para sempre. Tudo muda.
7.750 views
Síndrome do "Parado no Tempo"
Ele não vai ser “pequeno” para sempre. Tudo muda.
7.750 views
13/08/2021 10:05 — Por Leonardo da Matta Rezende Moli