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O impacto de Hobbit no Pioneer
10 Cartas para Ficar de Olho no formato!
Há 30 dias - 6.395 visualizações
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O Pioneer é, provavelmente, um dos formatos que melhor representa a essência do Magic: um formato construído não rotativo, mas ainda suficientemente recente para permitir que novas coleções e novas estratégias tenham um impacto significativo no metagame.


E é justamente por isso que cada nova coleção merece uma atenção especial. Mesmo quando uma edição não parece, à primeira vista, destinada a revolucionar o formato, algumas poucas cartas podem encontrar um lugar em estratégias já existentes ou até mesmo criar novos arquétipos.


A próxima coleção que merece esse olhar é O Hobbit, mais uma colaboração de Universes Beyond que leva para Magic um dos universos mais conhecidos da literatura fantástica. À primeira vista, pode parecer estranho discutir o impacto de uma coleção baseada em uma franquia externa ao universo tradicional de Magic, mas Universes Beyond vem se tornando uma parte cada vez mais importante do jogo. Mais do que simplesmente trazer personagens e histórias famosas para as cartas, essas coleções funcionam como uma porta de entrada para jogadores que talvez nunca tivessem se interessado por Magic, e também como uma forma de reconectar antigos jogadores com o jogo.


Poucas franquias têm o poder de fazer isso como  O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien. O Hobbit é uma obra que atravessou gerações e alcançou públicos muito além dos leitores de fantasia. Para muitos jogadores, portanto, uma coleção desse tipo pode representar tanto a oportunidade de conhecer Magic quanto o motivo para voltar a jogar depois de anos afastado.


Mas, deixando de lado a nostalgia e o fator “crossover”, a pergunta que realmente interessa para quem joga Pioneer é: quais dessas cartas têm potencial para sobreviver ao hype e encontrar espaço competitivo no formato?


Neste artigo, vou destacar dez cartas de O Hobbit que acredito que merecem nossa atenção. Algumas podem encontrar espaço imediatamente em estratégias já estabelecidas, outras podem precisar de um contexto específico para mostrar seu potencial. E, como sempre acontece no Pioneer, talvez algumas das cartas mais interessantes não sejam necessariamente as mais chamativas, mas aquelas que encontram uma interação que ninguém havia percebido inicialmente.


→ Como sempre, deixo meu disclaimer: este artigo não é uma dica de investimento, é apenas a minha visão como jogador do formato sobre cartas que vejo um potencial dentro do formato Pioneer.

 


Riddles in the Dark

 


Riddles in the Dark é quase um Fact or Fiction, carta que já brilhou em muitos formatos eternos. Não vejo essa carta como um tipo de carta que consiga substituir um Stock Up, mas pelo fato de colocar as cartas no cemitério, talvez possa jogar em algum deck tire vantagem disso, algum deck como o Izzet Phoenix por exemplo, que além de poder colocar a Arclight Phoenix no cemitério, também pode ser uma forma de encher o cemitério para um Treasure Cruise.

 


Bejeweled Warg

 


Um corpo decente, com atropelar e que cresce ou rampa com tesouros a cada dano que ele conecta. Sinto que é uma criatura forte por si só, que pode fazer com que um deck midrange, como o atual Golgari Midrange, tenha mais pressão no early game sem deixar de ser uma carta que também auxilia no desenvolvimento da board.

 

 

The Queen of Dale
 


The Queen of Dale me parece uma carta que tem bastante potencial no Legacy ou talvez no Modern, no Pioneer eu sinto que falta uma casa pra ela. Talvez mais uma criatura lendária para jogar no novo deck de humanos que usa Mox Ruby. Faço a menção dessa carta muito mais pelo Power Level dela, mas realmente não consigo enxergar um shell que possa fazer bom uso dessa carta.

 

 

Bilbo's Gambit

 


Seria o Orim's Chant do Pioneer? Consigo ver essa carta jogando no sideboard de diversos decks. Essa carta pode ganhar um turno precioso contra um deck de combo, devolver um sweeper para mão e passar o dano letal. Essa carta pode jogar em decks de criaturas com Voice of Victory e Jennifer Walters e gerar efeitos de Time Walk bem legais.

 


Bilbo, Thief in the Night

 


Conversei com alguns amigos que jogam Legacy e ouvi deles que Bilbo, Thief in the Night tem tudo para ser banido do formato em pouquíssimo tempo. E, olhando para a carta com mais atenção, consigo entender perfeitamente de onde vem essa preocupação. No Pioneer, confesso que inicialmente tive um pouco mais de dificuldade para enxergar o quão absurda a carta pode ser. Até que me lembrei de duas cartas que já conhecemos muito bem: Reckless Impulse e Wrenn's Resolve.


Ambas são mágicas de duas manas que permitem exilar cartas do topo do grimório para serem jogadas posteriormente, funcionando na prática como uma forma eficiente de gerar vantagem de cartas. Bilbo, Thief in the Night faz algo bastante parecido, mas com uma diferença importante: além de permitir que você jogue essas cartas pagando uma mana a menos, ele ainda possui uma habilidade extremamente poderosa quando ataca, permitindo recapitular uma instant, sorcery ou artefato do cemitério.


Ou seja, estamos falando de uma carta que não apenas gera valor por si só, mas que também consegue transformar o próprio cemitério em uma extensão dos seus recursos. E é justamente aí que começo a enxergar o verdadeiro potencial de Bilbo no Pioneer. Acredito que ele possa ser muito mais do que simplesmente uma carta eficiente para encaixar em arquétipos já existentes. Existe potencial para que um deck inteiro seja construído ao redor dele, explorando ao máximo sua capacidade de gerar vantagem e reutilizar mágicas importantes.

 


Wizard's Staff

 


Confesso que essa carta me dá um certo medo…. Em um deck Vivi Ornitier e Slickshot Show-Off parece simplesmente desbalancear a partida, a ponto de fechar o jogo em um único turno. Honestamente eu torço para estar errado, mas parece que um deck que é bem chato de lidar pode ganhar mais peças para torná-lo ainda mais forte.

 

 

Gandalf, Goblins' Bane // Flameshape

 


Mais uma carta que é a cara do Izzet. Imagine estar na sua board um Gandalf, Goblins' Bane // Flameshape e uma Vivi Ornitier, e você decide fazer a uma play extremamente comum para esse tipo de deck: Stormchaser's Talent + Boomerang Basics + Stormchaser's Talent. De repente 6 de dano em uma interação que já é forte e extremamente comum.

 

 

The Sackville-Bagginses

 


Me parece uma carta de turno 2 excelente para os decks com temática de sacrifício, pois cria um corpo decente, que interage com mecânicas de sacrifício e pode te gerar um draw e um tesouro. Sinto que é uma carta que cria uma ponte excelente de desenvolvimento do early para o mid game, e no late game pode ser uma win condition juntamente com o Cauldron Familiar e Witch's Oven.

 


Most Decrepit Old Bird // Speak Secrets

 


Mais uma carta que talvez veja jogo no Phoenix, mas a principal questão é que ele disputa a vaga do Picklock Prankster // Free the Fae e o Phoenix acaba usando o cemitério para comprar cartas com o Treasure Cruise, tornando um pouco menos eficiente para ligar o Threshold. Picklock Prankster possibilita pegar uma fada, além de instant ou sorcery, isso contribui ainda mais para a carta manter sua posição, fora o fato de podermos utilizar em instant speed. É de fato uma carta legal, mas somente após os players testarem vamos ter um veredito sobre a carta.

 

 

Beorn the Fierce

 


Beorn the Fierce é uma das cartas que mais me chama atenção para o Pioneer. À primeira vista, pode parecer apenas um bicho eficiente, mas suas características conversam muito bem com o que o formato oferece.


O primeiro ponto é a resiliência. Beorn não pode ser destruído por Fatal Push ou Abrupt Decay. Além disso, seu corpo também o coloca em uma posição muito confortável contra as tradicionais burn spells: não é uma criatura que simplesmente desaparece para um Lightning Strike ou Reckless Rage.


Mas talvez o aspecto mais interessante seja a maneira como suas mecânicas podem interagir com o próprio Pioneer. O formato possui Mutavault, que contribui para a quantidade de ursos na mesa, podendo gerar draws com maior facilidade.


Por isso, acredito que Beorn the Fierce pode ser o ponto de partida para um novo tipo de deck Midrange no Pioneer. Em vez de simplesmente encaixá-lo em uma estratégia já existente, pode ser interessante construir ao redor de suas habilidades, utilizando criaturas e terrenos que potencializam sua mecânica.


→ Ainda é cedo para dizer se esse arquétipo realmente vai existir, mas é exatamente esse tipo de carta que vale a pena observar: uma ameaça difícil de responder com as ferramentas tradicionais do formato e que, ao mesmo tempo, oferece um incentivo para construir o deck de uma maneira diferente.


Essas são as cartas que mais me chamaram a atenção e que acredito que merecem ser acompanhadas de perto no Pioneer. É claro que algumas podem acabar não encontrando espaço, enquanto outras podem surpreender e se tornar peças importantes do formato. Como sempre, a verdadeira resposta só virá quando as cartas chegarem às mesas e começarmos a descobrir o que elas são capazes de fazer.


Obrigado a todos que acompanharam a leitura até aqui! Espero que o artigo tenha ajudado a destacar algumas cartas que talvez mereçam um pouco mais de atenção durante os primeiros dias da nova coleção. Nos vemos nas mesas e, quem sabe, com alguma dessas apostas quebrando o formato.

Rafael Kenji Marques Nishiyama ( rafanishiyama)
Jogador competitivo de Magic, apaixonado por decks midranges e Psicologia.
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