Olá!
Nessa última semana tivemos o anúncio de banimentos nos formatos competitivos. The Fantasticar era uma carta unanimidade, sendo a melhor versão da história de Gavinhas da Agonia e funcionando como condição de vitória até mesmo em decks de artefatos nos formatos eternos (não somente nos de Storm). A “polêmica” e tema de discussão do artigo de hoje fica nas escolhas do Standard: Badgermole Cub, Stormchaser’s Talent e Gran-Gran.

Em ocasiões anteriores, comentei sobre o nível altíssimo de poder e versatilidade de Stormchaser’s Talent, e que a carta permanecer desbanida enquanto outras baixas aconteciam nos Izzets da vida era um erro. Uma ameaça que funciona no Turno 1, no Turno 5 e no Turno 10 com praticamente a mesma efetividade é demais para o Standard, já que por si própria é capaz de gerar recursos e ameaças continuamente (sem contar o “loop” infinito da segunda habilidade junto de Boomerang Basics), além de ser uma ameaça criatura que dispara as habilidades de destreza ao conjurar uma não-criatura (ou seja, também sinergiza com si própria em múltiplas).
O substituto imediato de Stormchaser's Talent, ao menos na parte “lontra 1/1 destreza por uma mana com algum eventual valor adicional” é Elusive Otter // Grove's Bounty, mas com muitas ressalvas e asteriscos. Uma vez conjurada como criatura, não é possível extrair mais valor dela conforme o jogo progride; e mesmo o seu eventual valor adicional é muito mais condicional do que o segundo capítulo do Talent, já que depende de estar com outra criatura no campo de batalha, ter uma fonte verde em Starting Town (ou até mesmo Multiversal Passage), e não ter nenhuma outra jogada mais interessante para se fazer com a mana no turno. Na prática, 99% das vezes teremos apenas a Lontra 1/1 destreza.



Em contrapartida, Elusive Otter é bem mais agressiva, e quando não interagida por parte do adversário, consegue finalizar partidas de forma muito mais incisiva que sua colega ficha. O que nos leva ao outro caminho que o baralho seguiu: o de fechar a partida rapidamente com Full Bore, Wild Ride e Queimar Juntos, ao menos em um primeiro momento.
Já vimos essa combinação brilhando em momentos anteriores com Exibido Tirofino, mas muito do apelo foi perdido após o banimento de Heartfire Hero. Só que o baralho não depende apenas dessa sinergia, já que a própria Elusive Otter e Drake Hatcher são ótimos alvos para crescer durante os turnos iniciais. Bilbo, Thief in the Night serve como o imã de remoção que precisa ser respondido ou é capaz de escalonar a partida ao melhor estilo Arcanista da Horda Medonha.
Independentemente do baralho seguir por esse caminho mais agressivo, ou pela rota mais resiliente e valorosa com opções como Colorstorm Stallion, Eddymurk Crab, Ral, Crackling Wit, Flow State e Stock Up, possivelmente temos o Izzet no nível de poder adequado para competir com o restante do formato.
A base Izzet que escapou intocada foi a do Spelementals. Mesmo perdendo sua principal presa nos decks de Badgermole Cub, o núcleo Izzet é simplesmente poderoso demais, e Sunderflock / Eddymurk Crab / Elemental da Lareira com as reduções de custo conseguem imprimir uma ótima pressão contra adversários que não estejam preparados para interagir com o cemitério ou as criaturas maiores. No mais, Optar, Truque de Maos, Flow State e Prismari Charm provêm a já testada e aprovada consistência da combinação de cores.

Provavelmente o grande perdedor desse anúncio é Badgermole Cub e os decks que dependiam dele. Sem a explosão de mana providenciada pela toupeirinha, Nature’s Rhythm e Ouroboroid simplesmente são lentos demais, e talvez até mesmo o plano explosivo resiliente de Leatherhead, Swamp Stalker + Practiced Offense seja lento ou frágil demais, já que Spider Manifestation e Llanowar Elves só conseguem te levar até certo ponto. O baralho evaporou do Magic Online e do Magic Arena.
Mas isso não significa fim da linha para o verde no Standard – o Mono Green Landfall retornou com tudo, e vem postando vários resultados nos Challenges e Ligas do Magic Online com uma lista bem “reta”, com quatro cópias de tudo que é importante. Acontece que Sazh's Chocobo, Bill Espeto, Semeador de Espinhos, e Earthbender Ascension juntos de Mole Man, Moloid Master / Icetill Explorer e os terrenos autossacrificáveis (Passagem Fabulosa, Túnel de Fuga) ainda criam uma sinergia poderosíssima e linear, que fecha partidas muito rápido caso o oponente não seja capaz de interagir adequadamente. A cereja do bolo é o dano em progressão geométrica de Mightform Harmonizer, que se beneficia do atropelar de Earthbender Ascension ou Mossborn Hydra para passar por cima até mesmo de múltiplos bloqueadores.

Depois de Stormchaser’s Talent e Badgermole Cub, confesso que não esperava banimentos adicionais, mas talvez remover Gran-Gran da jogada antes que cause maiores problemas não seja de todo o mal – uma ameaça de uma mana, que precisa ser respondida através de remoção de criatura de forma imediata, mas que joga em decks que praticamente não usam criaturas sempre criava uma situação desconfortável para o adversário, especialmente considerando que as Lessons por si só são todas cartas perfeitamente jogáveis em termos de nível de poder e eficiência para o Standard, o que junto de Gran-Gran habilitava Ancestral Recall muito rapidamente com Accumulate Wisdom.
O Jeskai Lessons segue existindo, indo por outras ameaças como Thor, God of Thunder e The Vision, e com um pouco menos de velocidade para fazer seu jogo rodar. Ainda assim, é plenamente capaz de um Jeskai Revelation turno 5 e de engatar múltiplos Accumulate Wisdom para afogar o oponente em valor, mesmo que pagando o “custo cheio” em ambas. Mesmo que a escolha principal de ameaças não seja exatamente os Vingadores da Marvel, ainda há uma base sólida que permite focar o plano nas mágicas, principalmente enquanto Tablet of Discovery ainda for válido.
Outro caminho é abandonar completamente as lições, voltando para o plano total de controle mais puxado para o preto com Coagir, Acobertamento Mortal, Atirar no Xerife, Nowhere to Run e Inevitable Defeat, mas ainda mantendo a essência de Tablet of Discovery + Jeskai Revelation para uma jogada bombástica acelerada. Com mais cores, Together as One também vira uma possibilidade, já que Great Hall of the Biblioplex possibilita entregar as cinco cores para valor máximo sem nenhum esforço adicional na base de mana.
Outras opções como Dimir Excruciator, Mardu Discard, Dimir Midrange e Azorius Tempo seguem viáveis, com pequenas mudanças apenas para se atualizarem ao metagame.
Por fim, temos um arquétipo bastante promissor, que vem ganhando tração nesses primeiros dias após os banimentos ao postar resultados no Magic Online é o Orzhov Lifegain, que ainda tem bastante margem para evolução.
E quanto a vocês, leitores, o que acham desse primeiro momento pós-bans? Acreditam que os decks apresentados no artigo vão se manter dessa maneira? E em relação às novas possibilidades? Enxergam o Orzhov Life Gain como candidato ao Tier 1? E o Selesnya, conseguirá voltar de alguma forma? Compartilhem suas opiniões nos comentários!
Abraços e até a próxima!
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