Fala, galera! Tudo beleza?
Eu sou Tiago Fuguete e hoje eu venho com maldades! Isso mesmo: a ideia de hoje é perder amiguinhos enquanto eles perdem seus terrenos.
Eu comentei, há alguns artigos, sobre o crescimento do Tron, seja ele na sua versão Monster, Fog ou Altar. Todas vêm muito bem, obrigado. Mas, sempre que algum deck começa a se destacar, é natural que outro apareça para tentar combatê-lo. E qual seria uma das melhores opções para isso senão o Gruul Ponza?
Depois do desbanimento de Prophetic Prism e Bonder's Ornament, o Tron voltou a aparecer de forma consistente no formato. Isso não atrapalhou o Pauper, mas o número de cópias de Tron Monster aumentou bastante e o deck vem fazendo ótimos resultados, como podemos ver na Final do CLM Pauper e Pauper Trio.

E, como se o deck não estivesse bom o suficiente, agora temos Giant's Boulder, lançada na edição The Hobbit, que entrou muito bem nos decks. E, se existe um deck que pode tentar parar essa estratégia que aproveita a junção do Trio de Terrenos de Urza para gerar uma quantidade absurda de mana, esse deck é o Gruul Ponza, que tem como objetivo justamente destruir terrenos.
O artigo pode até parecer que é sobre o Tron, mas hoje vamos falar de como o Gruul Ponza se comporta no nosso meta. Além de jogar bem contra os Trons, ele também tem bons confrontos contra outros decks, como Dimir Terror, Grixis Affinity, Jund Wildfire, Jeskai Ephemerate e Golgari Gardens.
Por outro lado, também sofre um pouco contra Red Madness, Red Rally, Elfos, White Weenie e Land Spy.
- A LISTA

Como podemos ver na lista, gosto de utilizar uma versão com uma quantidade maior de efeitos de destruição de terrenos. Acho que utilizar apenas os oito efeitos verdes de Land Destruction sendo 4 Thermokarst e 4 Mwonvuli Acid-Moss pode ser pouco para um baralho tão focado nessa estratégia.
Por isso, optei por utilizar 3 cópias de Structural Distortion, que, além de ajudar na destruição de terrenos, também é uma resposta muito interessante contra artefatos. E nós sabemos bem como o Pauper está atualmente quando o assunto são artefatos.
Uma parte muito legal desse deck é que sua segunda estratégia, que também é muito forte.
Depois de destruir ou atrasar o nosso oponente, começamos a colocar ameaças na mesa que são muito complicadas de remover, já que nossas criaturas são grandes e fortes.

Eu comentei acima que o Bonder's Ornament voltou a aparecer no Tron, mas o Gruul Ponza também aproveita muito bem essa carta. Ter a possibilidade de comprar uma carta adicional a cada turno é muito forte. É quase como se tivéssemos o emblema do Monarca.
Além disso, o deck consegue gerar quatro manas com bastante facilidade para utilizar a habilidade do artefato e conseguir buscar um jogo que, até então, dependeria apenas do topo do nosso deck.

● VS Tron
Aqui podemos falar de qualquer uma das três versões. Nossa ideia é destruir os terrenos do nosso oponente, evitando que ele consiga fechar a combinação do Tron e, consequentemente, desenvolver seu jogo.
Feito isso, é só colocar uma boa ameaça na mesa e partir para a vitória.
Nessa partida, praticamente não precisamos mudar nada. Você pode talvez colocar mais Deglamer contra as “pedrinhas”, mas nem acho isso necessário.
→ Entra:
Nada
→ Sai:
Nada
● VS Dimir Terror
Essa é uma partida bem interessante, na qual precisamos focar as primeiras destruições nos terrenos que geram mana preta, pois normalmente a quantidade utilizada é reduzida. Além disso, eles costumam ser virados com frequência, evitando que o oponente tenha acesso às remoções contra nossas criaturas.
Quando o jogo está desenvolvido por parte dos dois jogadores, a mesa tende a ficar travada por causa das grandes criaturas que ambos os decks conseguem colocar em campo.
Nesse cenário, o atropelar e a dianteira podem nos ajudar a conseguir vantagem na partida.
→ Entra:
2 Relic of Progenitus
→ Sai:
2 Eldrazi Repurposer
● VS Mono Red Madness
Talvez essa seja nossa pior partida no meta atual. Mas fique tranquilo, porque jogar contra esse deck não é ruim só para a gente.
Considero o Red Madness hoje um dos melhores decks do formato, e aqui ainda vamos contar apenas com o ganho de vida no pós-side, além da grande quantidade de remoções que o oponente possui contra nosso Arbor Elf, que é uma peça muito importante para o funcionamento do deck.
A maior dica nesse jogo é tentar ser o mais agressivo possível e forçar nosso oponente a gastar os Burns nas nossas criaturas para conseguir sobreviver. E, com isso, nós também vamos conseguindo sobreviver.
→ Entra:
4 Weather the Storm
2 Relic of Progenitus
→ Sai:
3 Structural Distortion
3 Malevolent Rumble
● VS Elfos
Se jogar contra o Red Madness é ruim pela força do deck, aqui o problema é enfrentar uma estratégia que simplesmente ignora boa parte do nosso plano de jogo.
O Elfos consegue colocar muitas criaturas na mesa rapidamente e muitas delas geram manas, e isso faz com que a nossa destruição de terrenos tenha muito menos impacto na partida.
Temos no sideboard Breath Weapon, que é uma das nossas melhores opções para ajudar no Game 2. Ainda assim, não vejo como uma partida muito confortável de jogar.
→ Entra:
4 Breath Weapon
1 Cast into the Fire
→ Sai:
3 Structural Distortion
3 Thermokarst
● Conclusão
No resumo, o Gruul Ponza é um bom deck no meta atual, ele está bem posicionado, mas não é Tier 1.
Você vai conseguir jogar bem contra alguns decks, mas também vai encontrar partidas nas quais o deck pode acabar enroscando.
Mas uma coisa eu posso dizer: não existe sentimento igual a jogar com — e contra — esse deck!
É uma mistura de ser bom e ruim na mesma partida. Fazer uma cascata para não encontrar nada e, na outra, encontrar exatamente tudo o que precisava. Destruir os terrenos dos amiguinhos e, do nada, não comprar nada para fazer.
Mas é isso!
Você precisa passar por essa experiência, e acredito que esse seja um dos melhores momentos para isso. O Pauper está incrível e o Gruul Ponza é mais uma boa opção para você colocar na fila e jogar.
Um beijo,
Tiago Fuguete 🚀