A história de Barrim (parte 2)

       

Por: Lord_of_Elves em 30/01/11 21:56 | 1 comentários / 2,584 visitas

O Legado de Urza começava a tomar forma na figura de uma simples nau voadora. Chamada de Bons Ventos, ela foi criada a partir de uma semente dos ventos de Yavimaya. A nau serviria como um ponto onde as forças de Dominária poderiam se reunir. Criada da madeira de Yavimaya, metal de Shiva e da genialidade do planinauta Urza, o Bons Ventos era incrível desde sua infância.





Enquanto o Bons Ventos lentamente crescia, Barrin aproveitava uma pausa temporária. O mago finalmente começou a simplesmente ensinar, algo que ele esperava desde que a antiga academia foi destruída. Teferi trabalhava cada vez mais longe de casa, frequentemente entrando em disputas em sua terra natal, Zhalfir. Jhoira e Karn continuaram a praticar seu ofício de artífices no equipamento de mana de Shiva, trabalhando fervorosamente nas menores partes do Legado. Urza, entretanto, não conseguiu descansar. O planinauta empreendeu várias jornadas ao Reino de Serra numa tentativa de encontrar uma solução pacífica para a invasão phyrexiana a esse plano. No entanto, a história nos mostrou que onde quer que Urza vá a paz não pode ser encontrada. O Reino de Serra estava agora nas mãos de um tirânico arcanjo chamado Radiante. Enquanto os phyrexianos invadiam mais e mais, o Reino de Serra desmoronava e as ofertas de Urza, de transportar Radiante e seus súditos, era ignorada. Radiante culpava Urza pela destruição do Reino de Serra e declarou-se seu inimigo pelo resto de sua vida.





Urza confidenciou a Barrin que o Reino de Serra iria eventualmente colapsar e suas energias iriam se perder para sempre. Urza sentia que o povo de Serra podia ser salvo e seu plano convertido em pura energia, carregando a powerstone Thran que era a fonte de energia do Bons Ventos. Barrin concordou com a proposta de Urza e começou a trabalhar nos planos de batalha para a operação de resgate. Urza continuou a explorar o Reino de Serra, levando todos os refugiados que podia. Um dia o planinauta encontrou a verdadeira fonte da destruição do Reino. As tochas da alma usadas em rituais sagrados de purificação estavam se aproveitando das forças vitais dos súditos de Radiante para uso de Phyrexia. O próprio ministro da guerra de Radiante, Gorig, era um agente adormecido phyrexiano. Radiante, enlouquecido pela ausência de Serra, acreditava que milhões de inocentes súditos eram phyrexianos e os executava com brutalidade.





As forças de Urza, que consistiam da combinação dos exércitos de Shiva e Tolaria, sem contar as milhares de criaturas artefato, começaram seu ataque. Enquanto o Bons Ventos serviria para carregar os refugiados para fora do plano logo após ser energizado pela mana do decadente Reino, Barrin lideraria a maioria das criaturas artefato contra as forças de Radiante. Barrin, cavalgando nas costas do dragão Rhammidarigaaz, confrontou o phyrexiano Gorig, impedindo que mais almas de Serra fossem usadas por Phyrexia.





Quando a guerra se alastrou, Urza foi pego prisioneiro pelo próprio Radiante. Eventualmente Urza conseguiu retornar após destruir Radiante junto do Santuário de Serra. Conjurando uma magia extremamente forte, Urza fez com que o Reino de Serra colapsasse e energizasse eternamente o cristal Thran no coração do Bons Ventos. Com cerca de mil refugiados a bordo, o Bons Ventos partiu do plano colapsado alguns momentos antes do mesmo implodir.





Os próximos anos foram preenchidos com preciosos momentos de serenidade. Teferi havia se provado mais poderoso do que Barrin poderia suspeitar, tornando-se um planinauta. Ele agora trabalhava para proteger sua terra natal, Zhalfir, de disputas internas e invasões estrangeiras. Jhoira deixou a academia para continuar seus trabalhos com o equipamento de mana de Shiva independentemente. Karn provou-se ainda mais engenhoso, constantemente evoluindo e se mostrando extremamente importante nas pesquisas de Urza. Barrin estava contente em apenas ensinar, mas rotineiramente viajava em missões de paz e aliança contra a invasão vindoura. Urza constantemente viajava para Dominária, sempre procurando por novas inspirações para seu Legado. Em tempo, a nova Academia Tolariana tornou-se ainda mais poderosa do que a antiga. Barrin percebeu, é claro, que essa paz não duraria para sempre. Uma tempestade estava chegando, tempestade esta que balançaria Dominária até seu núcleo. Barrin acreditava que essa tempestade viria do distante plano de Phyrexia. Ele não poderia ter percebido que Urza estaria novamente no centro dos horrores que estavam por vir.

Às vezes, durante este curto período de calmaria antes da tempestade, Barrin ajudado em uma das experiências mais peculiares de Urza. Urza criou um dragão, uma tarefa fácil para um planinauta de tal poder e habilidade. No entanto, este dragão foi diferente da criatura típica convocados. Ele estava vivo, consciente, e mesmo ciente de seu próprio ser. Urza criou o monstro em um esforço para entender como o Phyrexianos criou a vida do nada através de meios puramente artificiais. Infelizmente, o dragão tornou-se cada vez mais ressentida com o controle do planinauta, acabou enganando Urza em transformá-lo em uma criatura viva livre do controle do andador. Claro que não era verdadeiramente Urza manipulada, e confiou em Barrin que este ato de aumentar progressivamente a perfeição de sua criação, colocou um passo mais perto de compreender o projeto grandioso de Yawgmoth.

Em algum ponto durante esse pequeno tempo de calmaria antes da tempestade, Barrin ajudou em um dos mais peculiares experimentos de Urza. Urza havia criado um dragão, uma tarefa simples para um planinauta com tanto poder e habilidade. No entanto, esse dragão era diferente de uma criatura conjurada normal. Ele estava vivo, e estava ciente de sua existência. Urza havia criado a besta num esforço para entender como os phyrexianos criavam vida do nada, através de meios totalmente artificiais. Infelizmente, o dragão tornou-se cada vez mais ressentido do controle do planinauta, até que um dia conseguiu enganar Urza, tornando-se uma criatura viva e livre do controle do planinauta. Claro que Urza não foi totalmente manipulado, e confidenciou a Barrin que esse ato de progressivo aumento da perfeição de sua criação o deixava um passo mais perto do grande projeto de Yawgmoth.

Uma noite, enquanto Barrin estava retornando de uma folga prolongada, o mago descobriu um terrível segredo. Barrin havia acreditado que o Legado de Urza estava completo com a criação do Bons Ventos. O planinauta admitiu que esse não era o fim, no entanto. Se algo acontecesse a Urza, Dominária seria deixada sem um líder na guerra que se aproximava. Era uma possibilidade que Urza relutava em aceitar, mas ele sabia que nenhum homem vivo poderia possuir as características necessárias para servir como um líder apropriado na grande hora de necessidade de Dominária. Urza confidenciou a Barrin o segredo das linhas sanguíneas, um projeto que Urza havia começado muitos séculos antes de fundar Tolaria. Manipulando as raças de Dominária, Urza esperava que um dia pudesse criar um humano com a astúcia e conhecimento suficiente para iludir os phyrexianos, não importasse qual ameaça Yawgmoth colocasse em seu caminho. Barrin estava escandalizado com a história. Urza estava manipulando a história desde sempre em seu esforço para parar seu grande inimigo. Enquanto os motivos de Urza eram justos, Barrin acreditava que essa era uma escolha moral que nenhum homem ou planinauta deveria poder tomar. Apesar de seus protestos, Barrin relutantemente aceitou a continuar seu trabalho em Tolaria.

Urza diz estar são. Talvez, mas a sanidade, entre planinautas, é difícil de ser medida

Barrin e vários outros estudiosos e magos de alto nível de Tolaria devotaram muito, se não tudo, de suas horas despertas no projeto das linhas sanguíneas. Um mago em particular, um mago de Argiv chamado Gatha, mostrou-se promissor no trabalho para Urza. As táticas de Gatha eram brutais, mas Urza e Barrin ficaram ambos surpresos com os resultados que o argiviano conseguiu. Durante esse tempo, Barrin também começou uma intensa relação romântica com Rayne, que mais tarde tornou-se chanceler de Tolaria. Barrin e Rayne estavam loucamente apaixonados, apesar de sua enorme diferença de idade. E mesmo assim, Barrin achava que idade importava pouco em Tolaria, um lugar onde segundos podiam durar décadas. Barrin e Rayne casaram-se.





Os anos passaram como sempre passam em Tolaria. Gatha, agora um talentoso mago e estudioso, começou a levar as linhas sanguineas para assustadoras novas direções. A pedido de Barrin, Urza interviu e ordenou a Gatha que cessasse seus flagrante desrespeito aos protocolos do projeto. Barrin continuou a sentir cada vez mais cauteloso com relação ao argiviano, mas Urza novamente achou que os medos do mago eram infundados. Durante esse tempo, Karn começou a mostrar crescentes e problemáticos efeitos colaterais de sua vida antiga. O golem era aparentemente incapaz de esquecer más lembranças, e foi devido a isso que Jhoira deixou a ilha para continuar o trabalho de Urza em Shiva.

Depois de um tempo, Barrin foi noticiado de uma surpreendente descoberta no projeto das linhas sanguineas. Timein, um estudioso cada vez mais famoso dentro da ilha, deixou Barrin ciente de uma falha nos detalhes do projeto. Urza havia ordenado o uso rotineiro das áreas de tempo reduzido de Tolaria pelo projeto, acreditando que várias gerações poderiam ser concluídas em poucos dias. No entanto, Timein havia descoberto que essa remoção do fluxo natural causava uma perda de afinidade dessas criaturas pela terra. Aos humanos devia ser permitido um tempo natural para se conectar com a terra, ou então eles iriam correr o risco de contaminações, deformidades e, eventualmente, morte. Barrin temia que o projeto de Urza estivesse fadado ao fracasso.

A solução está inteiramente nas mãos do planinauta Urza.

No entanto, antes que Barrin pudesse confidenciar isso a Urza, uma cirurgia incumum estava acontecendo. Urza removeu, de Karn, a pedra-coração de Xantcha, alterando-a para permitir que o golem pudesse ter memórias de um período de tempo de apenas 40 anos. Urza esperava que isso prevenisse que Karn sucumbisse ao desespero, mas na verdade isso apenas tornou o golem ainda mais arredio. Dias após essa horrível ocorrência, Barrin estava chocado ao descobrir que Gatha havia desertado da academia, embarcando no Bons Ventos quando este fazia uma viagem de rotina à Argiv.

Histórias começaram a chegar à Tolaria, dizendo que ele continuava seus experimentos genéticos dementes na longínqua nação bárbara de Keld. Barrin insistiu que Urza fizesse algo, mas ele se contentava em permitir que Gatha continuasse seu estudo. Urza sentia que uma ocasional quebra nas regras era necessária para determinar as falhas e limites no experimento das linhas sanguineas. Barrin estava chocado com a apatia moral de Urza; o planinauta estava satisfeito em deixar Gatha manipular os senhores da guerra de Keld, fazendo deles uma constante ameaça ao resto de Dominária. Urza também não escondia que ignorava as preocupações de Barrin com relação à perda da afinidade com a terra que agora era comum nos indivíduos de teste das linhas sanguineas. Centenas de outros estudiosos e magos compartilhavam das preocupações de Barrin, até mesmo indo longe o suficiente para criar uma colônia em Tolaria completamente separada da academia de Urza. Timein, após ouvir a resposta de Urza às suas preocupações, pediu demissão de posição e imediatamente começou a liderar a colônia como seu diretor.

Após vários séculos, Barrin percebeu que os phyrexianos haviam começado a atacar Keld em ritmo alarmante. Acreditando que Keld estava de algum modo ligada à Urza, os phyrexianos haviam assassinado Gatha e exterminado toda a hierarquia de Keld. A nação era agora nada mais do que um estado mercenário à serviço de quem pagasse mais. Urza estava tipicamente apático com relação a essa revelação. O planinauta, sem intenção, deixou Barrin ciente de algo que encheu o mago de absoluto terror. Os estudantes e professores de Tolaria não estavam isentos de sua incursão no projeto de linhas sanguineas. Urza estava manipulando os estudantes da academia do mesmo modo que ele estava fazendo em Benalia, Jamuraa, Urborg e por todo o globo. Ainda mais terrível para Barrin foi perceber que ele próprio fazia parte do projeto. Seu casamento com Rayne era parte do plano mestre de Urza; Barrin não era diferente de uma engrenagem que Urza havia colocado em um de seus mecanismos. Barrin não mencionou essa revelação horrível para sua mulher, mas o casal começou a pensar se seu envolvimento com a academia poderia continuar do modo como estava.

Conforme o tempo passava, Urza tinha cada vez menos trabalho para Barrin, Rayne e o resto dos estudiosos. Barrin percebeu que Urza estava mudando seus recursos de Tolaria para várias localizações seguras ao redor de Dominária. Barrin, é claro, percebeu o propósito de Urza; a invasão phyrexiana estava se aproximando e em breve Tolaria não teria mais serventia para os planos de Urza. Barrin estava quase extasiado com essa revelação; em breve o pesadelo iria passar e Barrin poderia se contentar em ensinar as artes arcanas sem a interferência dos terríveis planos de Urza.






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Comentários

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arquivomorto (30/01/2011 20:34:56)

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