A História de Barrim (parte final)

       

Por: Lord_of_Elves em 30/01/11 22:00 | 6 comentários / 3,324 visitas

Finalmente Tolaria estava vazia. A academia continuava cheia de estudantes desejosos de melhorar seus conhecimentos de magia, mas Urza não faria mais parte de suas vidas. Barrin e Rayne estabeleceram-se em uma vida quieta e começaram a simples arte de ensinar novos estudantes. Barrin estava cheio de alegria por saber que logo se tornaria um pai. Urza ainda aparecia na academia ao menos uma vez ao ano, mas apenas para taferas de rotina. No entanto, o papel de Barrin nos planos de Urza estava longe de terminar e o mago iria conhecer as consequencias de seguir um planinauta louco todos esses longos séculos.

Após um tempo, todos os traços do envolvimento de Urza em Tolaria desapareceram. Barrin e Rayne criaram sua filha Hanna com amor, mas problemas estavam sempre presentes. Hanna era tão inteligente quanto seus pais, mas focava esse conhecimento em assuntos que Barrin achava inapropriados e perigosos. Hanna estudava artefatos com paixão e desejava que seus pais permitissem que ela fosse para Nova Argive para estudar lá. Barrin tentou várias vezes fazer com que sua filha se interessasse por mágia, acreditando que o amor de Hanna por artefatos fosse mais um efeito das linhas sanguineas de Urza. Mas Hanna era inlfexível e fugiu da ilha e viajou sozinha para Argive.

Barrin e Rayne estavam ambos enlouquecidos e furiosos com a patida de sua filha. Barrin teve que esperar por uma década para ver sua filha novamente. Quando Hanna retornou para Tolaria, ela chegou a bordo do Bons Ventos, que havia sido dado à uma família de Jamuraa, com a missão de prevenir que os phyrexianos percebessem sua importância. O capitão atual do Bons Ventos havia sido abduzido por Volrath, chefe do plano controlado pelos phyrexianos, Rath. Acompanhando Hanna estavam Gerrard Capasheno, o mais novo produto do projeto de linhas sanguineas, futuro herdeiro de Urza. Embora Gerrard não soubesse desses detalhes sobre sua criação, Barrin estava ainda mais interessado em ajudar eles de qualquer modo que pudesse. Hanna pediu que ele se juntasse à tripulação do Bons Ventos e ajudasse-os à trocar de plano para Rath. Infelizmente, Barrin ainda tinha muitas responsabilidades em Tolaria e não podia atender ao pedido. No entanto, o mago mandou um de seus mais promissores alunos, o jovem mago adepto, Ertai.





Durante uma de suas escassas visitas a Tolaria, Urza pediu a Barrin que viajasse ao nordeste de Jamuraa e fizesse um relatório da escalada da violência de Keld que ocorria lá. Barrin aceitou quase entusiasmado, pela chance de escapar da vida mundana de Tolaria. Barrin encontrou-se com seu antigo amigo Teferi, que havia se tornado parte vital na vida das pessoas do nordeste de Jamuraa. Teferi mostrou a Barrin as maravilhas dos artífices da Liga de Kipamu, que estava sendo empregada em grande escala contra as invasões keldonianas. Após uma breve discussão, Barrin aceitou ajudar a Liga de qualquer maneira que pudesse durante os dias de teste.

Barrin montou uma base de operações na base aérea do local. Foi ali que barrin se tornou amigo com a maga local Alexi, de quem o navio havia sido derrubado pelas barcaças keldonianas. Jurando vingança pela morte da tripulação, Alexi logo aceitou ajudar a Liga em qualquer esforço contra seu inimigo comum. Juntos, Barrin e Alexi conseguiram retomar um depósito de suprimentos que os keldonianos haviam tomado.





As próximas semanas foram gastas atacando os navios batedores inimigos. Barrin e Alexi usaram sua mágica combinada para retardar uma eventual incursão keldoniana no território da Liga. No entanto, tornou-se óbvio que sem a ajuda de Teferi, a Liga estaria certamente sem poder algum. Barrin sabia que mesmo um planinauta não podia estar em dez lugares ao mesmo tempo, então decidiu cobrar alguns favores. Dentro de uma semana Rayne havia chegado com uma dúzia de estudantes e uma grande seleção de criaturas artefato. Barrin estava feliz com a ajuda, mas intimidado com o fato de Urza ter mandado tão pouco reforço para uma tão importante batalha. Depois de Teferi expressar preocupações parecidas, Rayne explicou que as defesas de Tolaria eram necessárias em outros lugares do mundo devido à rápida aproximação da invasão phyrexiana.

Perturbado com a negligência de Urza para com a Liga Kipamu, Teferi procurou por reforços em outro lugar. Ele encontrou esses reforços com a ajuda de uma velha amiga, Jolrael, que tinha tido importância decisiva nas Guerras da Miragem, décadas atrás. Rayne e Jolrael juntaram-se a vários estudantes, com esperança de prover Barrin de informações importantes antes da batalha começar.





Barrin relocou todas suas tropas para a Cidade Arsenal, uma base estratégica da Liga que era o próximo alvo dos keldonianos. Barrin encontrou-se com Mageta o Leão, general de todas as forças da Liga na área próxima. Mageta falou para Barrin da importância das criaturas artefato limitadas da Liga, que Barrin torcia para serem o suficiente para defender a cidade. Barrin estava chocado com a assustadora informação que Mageta lhe passou após isso: a cidade não tem absolutamente nenhuma força de combate. Se as máquinas falharem, a cidade certamente cairá.

Me assusta o quão vivo se sente quando se está na borda da morte.

Barrin e Teferi prepararam sua estratégia para defender a Cidade Arsenal, enquanto Rayne e Jolrael continuavam suas excursões com os batedores. Rayne descobriu uma praga que estava devastando a fauna e flora local e que indubitavelmente começava a reclamar vidas dos dois lados da guerra. No entanto, os keldonianos não exibiam nenhum dos sinais da praga, o que só fazia o medo da Cidade Arsenal crescer.

Um exército em marcha é terrível de se observar.

Finalmente o dia da guerra chegou. As criaturas artefato da Liga, ao lado dos mecanismos de Tolaria, tiveram sucesso em prevenir as forças keldonianas de se aproximarem demais dos muros da cidade. Mageta atacou ele mesmo os keldonianos, impulsionando a moral dos esgotados defensores da Liga. Com a ajuda de Barrin, Mageta teve sucesso em derrotar a ameaça imediata dos keldonianos e não demorou muito para que as forças invasoras batessem em retirada. Furioso com o fato de os keldonianos pudessem escapar e se reagrupar, Barrin ordenou que as forças da Liga deixassem a cidade e caçassem seus inimigos.

Enquanto as forças da Liga caçavam sem descanço pelas florestas de Jamuraa os medos de Rayne começaram a se justificar. A praga estava devastando a área local. Florestas inteiras estavam agora nada mais do que detrito. Como se não fosse o bastante, uma das assistentes de Rayne havia descoberto que a praga tinha origem tanto bacterial e mecânica. Qual lado Phyrexia tomou na Guerra da Profecia continua um mistério. As forças de Barrin conseguiram localizar os keldonianos fugitivos. Alexi conseguiu destruir um grande número de barcaças através de um ataque aéreo. Agora a paisagem estava envolvida em caos, cada keldoniano lutava ou por sua vida ou por simples sede de sangue. A maré da batalhe tinha virado e agora a força de Keldor estava frustrando os deploráveis defensores da Liga. Justo quando as coisas não podiam ficar pior, Barrin descobriu um sinal que o fez rugir com fúria e loucura. Rayne agora estava morta aos pés de uma monstruosidade humana.

Eles estão mortos. Eles irão todos queimar.

Barrin estava furioso e obliterou Greel sem pensar duas vezes. Após isso ele virou sua fúria para os guerreiros keldonianos, destruindo centenas com sua poderosa mágica. Mesmo quando a poderosíssima magica de Barrin estava exausta, o mago matou vários atacantes armado apenas de uma espada.





Ainda assim os keldonianos estavam começando a ultrapassar as forças da Liga. Justamente quando toda a esperança estava perdida, Teferi repentinamente apareceu e acabou com a Guerra da Profecia com um único ataque violento, matando quase todos os keldonianos no campo de batalha. Exausto, Barrin descansou próximo a um vagão. Lá ele encontrou Latulla, a líder de toda a invasão keldoniana. Presa dentro do vagão, Latulla ordenou que Barrin a soltasse, pensando que ele fosse apenas um escravo. Sem dizer nada, Barrin decapitou-a selvagemente, assegurando que os ataque de Keldon estavam acabados. Apesar da vitória, Barrin estava perturbado pela morte daquela que foi sua esposa por quase um milênio. Barrin ordenou que o restante dos atacantes keldonianos fossem executados sem compaixão.





Sem piedade.

Barrin retornou para Tolaria mudado. Nunca antes ele havia percebido exatamente que preço ele pagaria por seguir o planinauta Urza. Quando ele finalmente voltou para sua casa, no entanto, parecia que Urza tinha uma nova missão para Barrin. A invasão phyrexiana havia finalmente começado e toda Dominária precisaria dos talentos de Barrin para sobreviver. Barrin mesmo cansado, concordou.

A história lembrará disto como o dia em que os demônios chegaram ou como o dia em que o salvador chegou?

Finalmente o dia do julgamento de Dominária havia chegado. Barrin acompanhou Urza para Benália, onde o Bons Ventos havia retornado de suas aventuras em Rath para fechar dois grandes portais phyrexianos. Urza e Barrin conseguiram fechar o último dos três portais sobre Benália com sua própria magia. Depois da luta, Urza deixou Barrin responsável pela defesa de uma seção de Benália e deixou o mago no comando de milhares de methathran e serranos. Ainda assim a batalha estava perdida antes mesmo de começar. Apesar dos esforços de Barrin e do Bons Ventos, Benália foi conquistada, a primeira casualidade da terrível Guerra Phyrexiana.

Ele está te empurrando, Urza. Empurre de volta.

Quando Barrin e Urza se reuniram de novo, foi sobre as verdes planícies de Zhalfir. Teferi, o guardião de Zhalfir, estava mais do que feliz pela ajuda de Barrin. Urza, entretanto, não era mais bem vindo. A Guerra da Profecia havia convencido Teferi, mais do que tudo, de que a salvação de Dominária não viria das mãos do planinauta Urza, então ele se recusou a permitir que seu antigo mentor defendesse Zhalfir. Ao invés disso, Teferi convenceu Urza a ajudá-lo a fechar o portal phyrexiano, reivindicando as energias do ambiente para si. Uma vez que o portal estava destruido, Teferi conjurou uma imensa magia, que pareceu obliterar toda Zhalfir. A verdade sobre o que havia acabado de acontecer era muito estranha. Teferi havia convertido todo o nordeste de Jamuraa em uma ideia, efetivamente mudando de phase a terra para seu próprio plano.





Urza estava furioso, acreditando que Teferi preferia fugir e se esconder do que usar seu imenso talento na defesa do mundo. Indiferente aos protestos de Urza, Teferi logo deixou seus dois antigos mestres sem as forças de Zhalfir, Femeref e SuqAta para ajudá-los na defesa de Dominária.

Urza e Barrin foram para Tolaria que agora estava sem qualquer recurso, com excessão de dois. Agnate e Thaddeus, dois soldados metathran construidos para servir como perfeitas máquinas de guerra e brilhantes estrategistas, foram acordados com a ajuda de Barrin. Embora Barrin novamente demonstrasse preocupação com os mals tratos de criaturas sensíveis, Urza, como de costume, ignorou seu amigo de longa data. Agnate e Thaddeus foram despachados para lutar na que se tornaria a mais crucial batalha da primeira onda da invasão, a Batalha de Koilos.

Urza e Barrin então foram para os equipamentos de mana de Shiva, que mesmo agora estava sob ataque. Com a ajuda dos dois magos, assim como a do senhor dragão de shiva, Rhammidarigaaz, o equipamento era capaz de se defender da evasiva phyrexiana. Barrin insistiu para que eles congratulassem Jhoira, que era sem dúvida a responsável pelos avanços da defesa do equipamento. Após se encontrar com sua antiga aluna, Barrin ficou chocado ao descobrir que a interferência de Teferi estava tirando Shiva de Dominária do mesmo modo que ele havia feito com Zhalfir. Urza estava furioso, mas a magia já estava fazendo efeito. Darigaaz jurou ficar em Dominária e defendê-la com uma horda de dragões, e a parte móvel do equipamento de mana que continha as fábricas de powerstones também continuaria sob o controle de Urza. Ainda assim, Urza e Barrin sentiram que Teferi e Jhoira preferiam desertar seu plano natal à lutar por sua defesa.

Barrin foi relocado para Keld, para defender o mesmo povo que havia assassinado sua mulher. Barrin conseguiu a confiança dos keldonianos, mas sabia em seu coração que Keld logo se tornaria outra casualidade na guerra. Urza ordenou que Barrin recolocasse suas forças na ilha estagnada de Urborg. Se os phyrexianos conquistassem Urborg eles teriam incontáveis depósitos de mana preta à seu dispor. Barrin amaldiçoou Urza por abandonar Keld tão rápido, mas relutantemente concordou em convencer os keldonianos a velejarem para Urborg. As forças keldonianas de Barrin encontraram vários refugiados de Benália, assim como vários guerreiros pantera sob o controle do planinauta Lord Windgrace. Apesar dos numerosos recursos sob seu comando, Barrin novamente sentiu que Urborg seria, em breve, a próxima nação a cair.

Benália está perdida. Zhalfir e Shiva se foram. Agora Keld está caindo também. Eu pensei que poderia esquecer Rayne durante a guerra, mas não quando a guerra grita: Derrota! Derrota! Derrota!

Os medos de Barrin se provaram verdadeiros. Em meras semanas a maior parte de Urborg estava sob o controle dos asseclas de Yawgmoth. Barrin abandonou seu posto e viajou para Koilos, insistindo a Urza por reforços. Urza admitiu que futuros reforços não eram possíveis nessa fase da invasão e que nada poderia ser feito para prevenir a tomada de Urborg pelos phyrexianos. Barrin concordou relutantemente e fez planos de encontrar sua filha Hanna após ter estado longe dela por tanto tempo. Foi quando o mundo de Barrin caiu.





Com seu tom apático usual, Urza informou Barrin que Hanna estava morta há várias semanas, vítima da praga phyrexiana que já havia tomado milhões de vidas. Finalmente os olhos de Barrin estavam abertos. Ele não podia acreditar que ele havia se permitido lutar a guerra de Urza em defesa de pessoas e coisas para as quais ele se importava tão pouco, enquanto perdia tudo o que era mais querido para ele.

Seu trabalho sempre foi a coisa mais importante. Claro, eu não estava lá quando minha filha morreu. Eu não estava lá quando ela estava viva. Você a roubou de mim e isso não é o pior de tudo; eu deixei você roubá-la de mim! Eu passei minha vida lutando batalhas nas quais eu não acreditava porque eu acreditava em você. Eu lutei por coisas que eu não amo e deixei o que eu amava escorregar pelos meus dedos. Primeiro minha mulher, então minha filha e agora eu mesmo. Eu não aguento mais. Eu vou levar Hanna de volta a Tolária. Eu estou lutando por meu lar, pelo lar dela e pelo túmulo da minha mulher. Eu vou finalmente lutar uma batalha na qual eu acredito. Eu vou lutar uma batalha final que eu acredito.

Barrin deixou Urza pela última vez, usando seus poderes mágicos para exumar o corpo de sua filha e entregá-lo à Tolária. Uma vez lá, Barrin encontrou seu lar sob cerco phyrexiano. Centenas de estudantes e estudiosos estavam sendo mortos. Barrin abraçou sua filha e chamou pela única magia que ele havia prometido nunca usar: Obliterar, a mesma magia que Urza havia desencadeado em Argoth e a primeira magia que Barrinalo aprendeu do mago moribundo, Pharon.





Toda a minha vida eu lutei contra esses monstros. Hoje eu termino essa luta.

Todos os phyrexianos na ilha foram desintegrados, e o corpo de Barrin descansou próximo ao túmulo de sua esposa, com o corpo de sua filha agarrado às suas mãos e a Academia onde ele ensinou por tanto tempo queimando ao fundo.





Apenas vingança importa agora.








Texto original: http://www.phyrexia.com/continuity/Barrin.shtml
Tradução: http://ligaarena.blogspot.com/






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Comentários

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Lord_of_Elves (31/01/2011 14:20:59)

Agradeçam essa história principalmente ao pessoal da Arena Magic que teve o trabalho e a disposição de traduzir esse texto enorme.

Tiriricka (31/01/2011 13:21:40)

Cara muito bom, está de parabens, aprendi muita coisa que eu nao sabia lendo seus textos, dou muito valor na historia de magic, espero um dia poder colaborar também com alguma historia, grandes abraços

The_Bardo (31/01/2011 11:44:19)

muito boa mesmo..
valeu por disponibilizar!

o

Lord_of_Elves (31/01/2011 07:03:38)

Já está colocado ; ]

Bandol (31/01/2011 00:30:50)

Faltou a foto do obliterate no final hein?

Vlw pela historia., gostei bastante.

arquivomorto (30/01/2011 20:35:15)

Não deixem de conhecer o Blog http://ligaarena.blogspot.com/