[Casos Casuais] Apresentação - O que é o Casual?

       

Por: Blitkun em 01/12/12 12:40 | 54 comentários / 6,138 visitas

Magic Casual. O que é "casual"? Quem inventou isso?
Na prática, quem são as pessoas que jogam isso?
Somos nós. Nós, que abrimos um booster e vemos as Comuns antes das Incomuns e da Rara. Nós, que rimos do flavor text de Hex, e ansiamos pelo dia no qual a usaremos em um deck e jogá-la, enquanto declamamos o flavor.
Nós, que construímos um deck com as cartas que temos - não com as que nos falam para ter.
Heróis da mesa de cozinha! Jogadores casuais!

Ok, isso foi um pouco forçado...

Inaugurando esse blog - "Casos Casuais" - vou expor uma questão importantíssima para nós: a definição de Magic Casual, e como diferenciar "Casual" de "Budget".

Quando se fala de "formato", temos regras específicas e definidas que permitem que qualquer jogador, com acesso a qualquer lista de deck e qualquer database de cartas consiga entender a que formato esse deck pertence (ou pelo menos supor). De bater o olho e ver coisas como Force of Will, Jace Mind Sculptor, Sensei's Divining Top - já sabemos se tratar de Legacy (ou Vintage. Droga, esse dá pra confundir). Bom, pelo menos Modern não é. Achando coisas como Tarmogoyf, mas usando Serum Visions enquanto um Preordain ou Ponder seriam muito melhores, sabemos se tratar de Modern. Olhando uma lista que só tem cartas comuns, Pauper. Parece Modern mas usa cartas banidas? Extended (ou não, ninguém mais joga isso!). Só das edições mais recentes? Certamente Standard.

Mas e o Casual, cadê?

Bem, pode-se dizer que Casual é TUDO, e NADA. Ele é "tudo" porque mesmo uma lista com umas Force of Will, uma Volcanic Island e uns Daze pode ser Casual. Assim como uma lista tecnicamente Standard pode se revelar, ao perguntar ao seu dono, "Casual".
Casual também é "nada" no sentido que não existe como um formato. Se você for caçar no site da Wizards, nas Rules, não existe nenhuma menção a "Casual Format". Não existem "campeonatos casuais" ou algo do tipo.

"Então Casual não existe, ele é, na verdade um deck sub-competitivo. Basta seu dono adquirir os recursos e cartas corretas que se torna um deck adequado a qualquer um dos formatos."

Discordo. Essa perspectiva de "correto" e "adequado" distorce os fatos. Embora sim, a falta de recursos financeiros seja um fator de grande importância para que um jogador não invista num Vintage, Legacy, Modern, Extended ou Standard, nada garante que ele o fará. Um jogador só se insere num formato se assim o quiser - meio óbvio, mas indica que não é "regra". Casual, nesse sentido, seria o limbo, um espaço longe da competição no qual os decks anseiam pela oportunidade de sair e conquistar seu espaço entre Snapcasters, Goyfs e Bobs.




Não esses Bobs...


"Então você diz que Casual é a mesma coisa que Budget!?"

Novamente, discordo. "Budget" é uma subcategoria a todos os formatos. "Budget Legacy", "Budget Modern", até "Budget Pauper" (curioso, mas o Pauper subiu o preço de muitas cartas e fez muitas sumirem de pastas também) que implica que serão usadas as regras do formato, as listas de banidas e restrições de construção de deck - mas tudo a um custo reduzido. Essa solução é fantástica - e existem muitos adeptos dela. O intuito é manter um nível competitivo, fazer listas eficientes e otimizar recursos, enquanto o preço dos decks é significativamente menor que nas listas competitivas não-budget.

"Pra quê serve o Casual então?"

O Casual abrange tudo que não foi absorvido pela vontade de competição. Não é um formato, é uma mentalidade. É um agregado de condições que faz com que determinados jogadores se reúnam harmoniosamente, e joguem. É caracterizado por pessoas que valorizam mais as "jogadas bizarras", as piadas, comentários entre partidas e, em geral, diversão, do que o objetivo do jogo em si.
Gente que gosta do Magic pelo Magic, pelo Flavor, pelo Background, pela Mecânica e não pela vitória.

Vencer é legal? Claro que é! É praticamente uma massagem tailandesa no ego! Imagina então ganhar de um deck legal, com outro deck legal, que você fez a lista do zero e ainda usando só suas cartas e mecânicas favoritas?
NEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERDGASM!

Diferente do Budget, que implica em restringir mais as condições de construção de deck, o Casual expande esse universo de possibilidades ao jogador. O Casual, por não ter regras específicas, pode se apoiar em algum formato - Casual Legacy, Casual Modern - para servir de referência. Isso o aproxima do Budget, embora a diferença crucial seja o modo como a competição é encarada.

É disso que o Casual gosta - é para isso que se joga.

- - -

Seriedade, Regras e Organização

Um grande desafio para o jogador casual é escolher se ele vai "se importar" com formatos. Existem diversas vantagens e desvantagens - se tratando de uma escolha complexa. As pessoas, por vezes, voltam nesse ponto e mudam de idéia no que diz respeito a formatos - geralmente por pressão de amigos.

Vantagens em adotar um formato:
- Fica fácil explicar seu deck. "É um Modern Goblins casual, bem tranquilo"; "One with Nothing Combo Legacy Casual", etc. Isso auxilia na hora de jogar com gente nova, pela primeira vez. É especialmente relevante para quem frequenta lojas - você se passa por um jogador de Budget.
- Restrições geram desafios em deckbuilding. Esse elemento é particularmente verdadeiro para Modern, Extended e Standard.
- Caaaaaaso mude de idéia, e queira jogar competitivo, é "só" uma questão de ganhar na loteria e queimar dinheiro no deck - isso já te "nivela".

Desvantagens em adotar um formato:
- Se for tão importante assim, você provavelmente não vai sossegar até seus amigos adotarem o formato também.
- Dependendo do seu pool de cartas e do formato escolhido, pode significar impossibilidade de usar MUITAS cartas. Isso entristece muita gente. E cartas.
- O nível geral de criatividade PODE cair. Não é regra, mas deve ser discutido como uma desvantagem, pois ao adotar um formato fica (mais) viável pesquisar listas competitivas do formato, inevitavelmente "misturando os dois mundos". Às vezes ocorre no grupo um fenômeno de "competitivo sub-prime", com decks semi-budget/casuais que emulam os competitivos, e até flutuam com metagame interno... Isso pode ser divertido e se converter em uma vantagem, mas depende muito do grupo. De todo modo, a perda de criatividade média é uma desvantagem.
- Some o espírito de "construa o que quiser e seja feliz com isso".

Muitos jogadores casuais passam anos e anos sem definir um formato - eu sou do outro grupo.




Senta, que lá vem História


Participo de um grupo de amigos que joga Magic há anos - alguns deles participaram de PTQs, FNMs e outras siglas por aí na época do Old Extended - um ou outro Legacy. Listas razoavelmente competitivas (as considero fortes e eficientes), acabaram mudando para Legacy, e nunca mais se falou em PTQ ou campeonato. Passamos a ficar brincando com vários decks - como muitos deles tinham pools muito boas (bastante fetch, shock e filter lands, um Jund fechado dos tempos de Alara, um Fadas competitivo, 2 Merfolk, Kithkin, Slivers, Stuffy Doll), o nível ficou por aí mesmo. Mesmo hoje, a gente ainda acompanha edições, tenta participar de 1 pré-release por ano, compra boosters e brinca.
Temos Jaces, Force of Will, Dazes, old Fetchs, old Duals (algumas)... Mas jogamos casual pelo espírito da coisa mesmo. (não, nenhum Goyf, Tabernáculo ou Show and Tell)
Nossas listas são "Legacy" pelo critério do pool de cartas - embora estejamos montando algumas "Modern" - não têm nada a ver com competição. Ok, exceto o cara que tem Jaces, FoW e Daze. E Stifle. E Volcanic Island. Esse joga, se quiser. Mas o dono não quer!
Importante informar que essas cartas não estão no mesmo deck, nem estão à venda, e o cara é tão gente fina que não coloca tudo num deck só pra não virar esculhambação. Ele considera que o desequilíbrio que esse deck traria ao ambiente seria extremamente nocivo, ao ponto de nem ele querer jogar com o dito deck.
Esse cara é co-autor do blog e, sem o dono do blog perceber, editou o arquivo com o texto e deixou agradecimentos :)

Esse é o tipo de comportamento que se enquadra nas chamadas "Regras da Casa", ou "House Rules". É extremamente comum em grupos de jogadores casuais que sejam elencadas algumas regras internas. Elas têm o objetivo de deixar o jogo mais dinâmico e/ou divertido, eliminar preocupações para deixá-lo mais leve ou, quase sempre, inibir comportamentos nocivos à integridade do grupo. É bem mais uma questão interna - cartas banidas próprias, restrição do tipo de interação...
Alguns grupos chegam até a dar "downgrade" em algumas regras do Magic - uma amiga minha contou que o irmão dela só joga se for com regra antiga (mana burn, cara!), por discordar de algumas atualizações. Bom, eu não apóio ele particularmente, mas se ele achar gente que concorda, podem jogar juntos e se divertir potencialmente mais do que se "forçando" a engolir as regras novas.

Darei alguns exemplos de House Rules que adotamos em meu grupo:

1- "Mulligan Free dos Bróders"

Essa regra foi facilmente implementada. Ninguém gosta de Mulligan, e deck testing contra gente zicada não funciona - "Sou brasileiro e não mulligo nunca" - era algo constantemente dito e ouvido por aqui... Mesmo quando o deck DEVERIA mulligar, começar com uma carta a menos na mão é brochante. Daí incluímos essa regra:
"Quando estiveres jogando com um bróder, podes requerir um Mulligan Free dos Bróders. Caso seja concedido, tens direito a 1 (um) Free Mulligan na partida, independente do formato de jogo."
"Quando estiveres jogando com um bróder, e recebeis requisição para conceder um Mulligan Free dos Bróders a tal oponente bróder, e também estiveres em condição de requisitar o mesmo recurso, podes, ao conceder-lhe autorização, oferecer-lhe um High Five. Caso o bróder complete o High Five, deveis proclamar 'YIS!', completando o processo de Mulligan Free dos Bróders, e renovando seu uso."

(basicamente Free Mulligan, se os dois pedirem dá Refresh, contanto que haja o High-Five e o "YIS")

A idéia era sumir com as starting hands zicadas, e aumentar marginalmente a consistência dos decks. A gente brinca como pode - e todos saem felizes e saltitantes, só que sem pular.

2- "Princípio da Jogada Didática"

Não-oficial. Também, como dá pra ver pelo nome, não é uma regra - é um princípio. A gente se dá o direito de comentar jogadas, reorganizar o tipo de mana gerado para não zicar, corrigir untap/trigger esquecido da upkeep, voltar em decisões impensadas e até dar sugestões de eficiência ao oponente - sem revelar a mão, claro. A idéia é aprender, e tentar identificar erros mais rapidamente. Essa "regra" é muito importante, pois estamos constantemente com decks experimentais ou combos bizarros os quais não temos ainda total domínio das interações.
Isso inclui, ao final do jogo, regredir alguns turnos para testar um cenário hipotético, às vezes. Depende dos jogadores.
Espectadores também podem dar dicas, se um dos jogadores pedir - mas sem spoiler.

3- "Apelou, perdeu."

Regra comum, nem tem muito o que explicar. Muitos grupos têm algo similar a isso, que possui o intuito de cortar decks, cartas ou combos que desequilibrem demais o ambiente. É uma regra de aplicação delicada, que pode acabar dando briga - mas quando bem gerenciada traz um excelente retorno em termos de satisfação do grupo com o ambiente. Ao restringir interações absurdas (por exemplo, Painter's Servant/Grindstone, Orim's Chant/Isochron Scepter) os jogos tendem a perder o efeito de monopólio de metagame. Pelo menos aqui, não se pede que o deck seja desmontado ou algo do tipo - as pessoas apenas expressam que o deck é forte demais para o ambiente, e sugerem que o dono dele use outro deck para jogar com elas. Esses "decks apelões" continuam por aí, e é legal quando se coloca uns 2 deles um contra o outro. Vira quase uma "Exhibition Match".

Entre essas e outras regras, cada grupo procura deixar o jogo mais divertido, atraente ou condizente com suas necessidades - e esse é o charme do Casual. O Magic vira algo... Único, de grupo para grupo. Daí vão os apelidos de cartas, as músicas temas, os comentários de jogadas à la Galvão Bueno, mini campeonatos valendo um copão de Ovomaltine e gatos derrubando e virando cartas na mesa ("Oh-ho-ho Virou tá virado!" - risos).

No mais, nos despedimos por hoje. Espero que isso tenha sido um pouco esclarecedor sobre nossa visão do Magic Casual. Devo ressaltar que muito desse texto contém as minhas impressões, e pode ser diferente no grupo vizinho - eu não sei. Essas impressões são a soma da minha experiência pessoal com o que ouço a respeito de outros grupos, traçando elementos que entendi serem comuns aos grupos. A amostra, infelizmente, foi pequena, então é estatisticamente pouco para considerar os elementos intrínsecos aos grupos casuais. No entanto, pelo que entendo de pessoas - e que aprendi vendendo Magic em uma loja, para clientes de todas as idades e estilos - creio que seja algo próximo disso. Caso necessário posso abordar o assunto novamente num futuro próximo, se o(s) leitor(es) desejar(em).

A ideia do Blog a partir de agora é mostrar algumas de nossas decklists, balanceadas entre si, até mesmo usando cartas fortes, mas com tema totalmente causal. Demonstar a ideia dos "Decks com cards top sub-aproveitados" feitos para se divertir jogando. Dar risada de interações engraçadas, enquando ouvimos metal e discutimos política/Curintcha, e assim, por anos mantemos nosso grupo unido, com muito Magic!

Até a próxima, com direito a deck com música tema!
Abraços,
Blitkun & MandarK (primeiro um depois o otro, senão vira bartolagem um monte de homem se abraçando)






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Favoritos

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Por: Casteletti111 - 0 comentários / 874 visitas

Comentários

Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.
(Quote)
- 27/07/2018 13:33

O magic de mesa de cozinha ainda é provavelmente o mais jogado.

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- 23/07/2018 08:12
O casual está vivo ainda?
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- 14/05/2013 22:32
Poxa... eu e minha namorada estamos começando a jogar Magic, mas é meio monotono sempre eu contra ela... o mesmo deck e sempre as mesmas jogadas... Não ligamos também para edições ou modos. Tem algum encontro do pessoal da cidade de São Paulo no casual? Eu acho mto massa jogar sem comprometimento!
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- 14/05/2013 15:19

Marrow Chomper é outra carta que nesse deck ai ia fazer estrago, entra, devora um monte, fica grande, stack todos os efeitos, limpa o campo inimigo, e você ainda ganha vida, acho que unico problema desse deck é ele ser pesado... Se rolar colocar branco, Doomed Traveler e Slitherhead para drop 1, ainda mais que você pode sacrifica-los sem medo, Jarad tabém é uma boa adição ao deck.

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- 14/05/2013 15:08

Obrigado pelas dicas xD
Fato que a adição de W ajuda absurdo nisso - e Mycoloth é lindo (tenho uns 5, acho) - na época gostei tanto dele que abandonei o BUG e fiz um Jund Devour (que também não rodou HAUIOHAUIOA) que usava os titios 'loth.
Twilight Drover é uma carta que sempre quis ver num deck com Militia's Pride, Geist-Honored Monk e coisinhas similares... Mas nunca mais pensei nisso, se duvidar roda bem.
O Butcher é awesome - Grave Pact on legs, e com evasão - obrigado por me fazer lembrar dele xD

Nessas horas até empolga e dá vontade de tirar o projeto da gaveta.

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- 14/05/2013 15:01

Que tal usar Butcher of Malakir e talvez Twilight Drover (n é das cores mas o efeito faz stack legal com essa ideia) alem dessas cartas que você mostrou, e se a ideia é sacrificar tokens, talvez usar Mycoloth para sempre ter fichas e Skirsdag High Priest como sempre criaturas estarão morrendo para fazer demonios, Field of Souls também comba legal, mas dai 4 cores ja complica, da uma olhada no deck do Sorin no Sorin Vs Tibalt, tem umas coisas legais la com a ideia de sacrificar para combar.

(Quote)
- 14/05/2013 14:35

É um deck que eu tava tentando desenvolver. Dei uma parada no projeto.
Era um BUG baseado em Grave Pact, Stitcher's Apprentice e algumas outras coisas sacrifice/token.
Inicialmente o plano era alimentar Quest for the Gravelord e Lumberknot (ou similar), usar Parallel Lives (porque eu tinha na época, mas Doubling Season entraria, claro) e potencializar com porcariazinhas no estilo Viridian Emissary/Oculus...
Era chamado de BUG Homunculi porque foi montado a partir do Apprentice e do Oculus, que são homunculi.

Quase rodou uma vez.

(Quote)
- 14/05/2013 14:12

Na verdade é combo com Ajani Caller of the Pride, Campeão de Lambholt e Temporada de Multiplicação, Ajani entra fazendo ultimate pela temporada duplicar marcadores de lealdade, temporada multiplica fichas e depois marcadores no Campeão, 20 de life vira 80 marcadores.

Que deck seria esse BUG Hommunculi?

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- 14/05/2013 11:49

BUG Hommunculi likes this post.

Sou original de Bauru, estou morando em Campinas agora. Quem sabe eu não pinto por aí qualquer dia e a gente joga?

Abraço,
MandarK

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- 14/05/2013 11:44
Adoro jogar casual, ainda mais montar wombo combos malucos que fazem uma criatura 80/80 quase impossível de bloquear(apenas criaturas com poder maior que o dela podem bloqueá-la) no quinto turno (mwahahaha, sim é possível ainda mais usando GW) ou decks goblins que causam 24 de dano no quarto turno, mas aqui onde eu moro até tem o povo que joga "casual", mas ainda são muito fechados a coisas como formatos, primeira coisa que perguntam é qual formato o deck para jogarem com algo do mesmo formato, mas é sempre no 4fun, mas muito legal a abordagem que vocês praticam, gostaria de jogar em um grupo como esse mas está difícil (povo com deck de 2 mil reais standart é foda...), ando precisando de mais gente para jogar T.T
(Quote)
- 13/05/2013 14:55
Meu blog favorito, vlw blitkun por mais um artigo com mta qualidade e entertrenimento o/
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- 13/05/2013 13:50
Texto bem feito. Mesmo o assunto em minha visão sendo desinteressante (não por preconceito, sim por serem coisas que já pensei sobre e já conheço), li até o final pelo jeito despojado de escrever. Desejo sucesso em futuros posts.
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- 13/05/2013 13:25

Muito obrigado pelo comment Phynderblast ^^
A questão da inovação é muito complicada no Magic, especialmente no Casual. Como os resultados/eficiência tendem a ter relevância menor do que no ambiente competitivo, um processo de deckbuilding mais Spike (visando resultados e eficiência) pode ser mal-visto, e netdecking recebe uma conotação pejorativa.
É muito fácil ignorar que netdecking possui várias nuances, e em várias instâncias se trata de compartilhar conhecimento (via fórum, por exemplo) com intenção de aprender e desenvolver novas idéias.
A questão de "habilidade" no processo de deckbuilding é muito polêmica também, pois há jogadores (como eu) que passam por dificuldades severas na hora de "descobrir" ou "surpreender" em deckbuilding - e tendem a se divertir mais com o jogo em si. A discussão do mérito em deckbuilding é essencialmente se netdecking e adaptação pode ser considerado "building", e se netdecking (e pesquisa) poderia ser considerado trapaça.
Num grupo casual isolado e com pool de cartas comum, é compreensível - mas sabemos que a maioria dos grupos casuais não se comporta dessa maneira.
Enfim, falei falei e não disse nada.

Mas agradeço o comentário - esse tema é tão polêmico e complicado que deu até dor-de-cabeça...

(Quote)
- 10/05/2013 15:19
Bem legal o texto, didático e divertido. =)

Acho que a principal distinção que os jogadores precisam fazer (em especial os novatos) é essa do casual X competitivo (ou semi-competitivo). Tem jogador que se irrita com listas legacy ou modern mt copiadas pq, segundo ele, "ninguém inova com kithkins (ou kobolds, ou sei lá o q...)". Na verdade ele não percebe que seu foco deveria ser casual: forçar um deck em um formato com uma habilidade de deckbuilding que ele não possui é um erro comum nessa galera.

Parabéns pelo blog. =D
(Quote)
- 10/05/2013 11:51

Fico muito feliz pelos elogios e pelo comentário ^^

Fique de olho no blog ;D

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- 09/05/2013 20:42
Muito bem escrito, parabéns aos autores. Ri muito com os comments!

Realmente, Magic, antes de tudo, é uma diversão. No momento em que os jogadores começam a pensar apenas em ganhar, a diversão acaba (sempre vai ter um perdedor na partida, então sempre vai ter alguém que não se divertiu).

Estou ansioso para ver os próximos artigos, inclusive um sobre os lendários Fractius, meus preferidos!
Abraço!
(Quote)
- 22/04/2013 14:26

Sim, resumiu! Mas é que para muita gente, inclusive que aparecem no nosso grupo de jogo, Casual é Budget. Por isso tentamos fazer uma argumentação mais sólida da nossa opinião.

Se enxerga como a gente, bem-vindo ao grupo! Contribua com nossas ideias!

(Quote)
- 22/04/2013 13:59
Eu até concordo com o que você abordou e com seu posicionamento, só acho que encheu muita linguiça pra falar de algo que é muito simples e logico rsrs..jogar "CASUAL" é um jogo qualquer, não oficial, informar, baseado nos desejos e diretrizes do grupo de jogadores... Não tem nada haver com qualidade de deck, se é bom ou ruim, é simplesmente uma partida que não é formal. Deck "BUDGET" é um deck com boa relação de custo beneficio,como foi dito por você. É o melhor deck possivel dentro daquele formato com aquele determinado investimento.
Resumi o texto todo aqui rs.
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- 22/04/2013 10:38

Eu acredito que o ambiente casual é maus fechado, mais entre amigos, por isso não é tão divulgado em sites pela internet, onde, na maioria, as pessoas buscam as tendências do cenário competitivo para aplicar no seu ambiente competitivo.

Mesmo assim, quem financia a maioria do Magic é o ambiente casual, principalmente ambientes como o nosso, que jogamos Drafts, e montamos decks usando cartas caras, mesmo sem participar de campeonatos.

(Quote)
- 22/04/2013 10:32
Cara, o seu artigo ficou MUITO bom! Bem escrito e o assunto é muito interessante.

Todos nós (ou a maioria) começamos a jogar de forma casual e admitam, é muito mais divertido o contexto social do jogo (zoação, jogadas bizarras, etc) do que qualquer modo competitivo. Já é chegada a hora da galera valorizar mais o fator diversão do que o fator competitivo, pois a grande maioria que joga não faz isso de modo profissional, mas busca uma atividade de diversão com os amigos no fds...
(Quote)
- 22/04/2013 10:07

Agradeço o comment! xD

Geralmente estamos pela cantina do Instituto de Química (Cantina do Bello) pela tarde, na Unicamp mesmo. Depois das 14h é certeza que tem gente lá.
Dá um pulo lá, se der! \o

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- 22/04/2013 10:04
Queria parabenizar pelo excelente texto e pelo estimulo ao favorecer esse formato "casual"
Eu queria conhecer essa galera pessoalmente,voces jogam na Unicamp ou em outro lugar?
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- 18/04/2013 20:47
A única coisa que os amigos engenheiros/físicos/biólogos/químicos/cientistas sociais e afins não conseguem explicar é a nova política de missed triggers
(Quote)
- 18/04/2013 16:48

Opa!

Agradeço o comentário - fico feliz por ter lido e gostado ^^

Não se preocupe com "desvirtuar" ou coisas do tipo - eu penso que tudo é válido. Seu ponto de vista é bem interessante, e representa uma parcela considerável dos jogadores casuais com quem convivo (amigos que jogaram campeonatos há algum tempo, e decidiram "sossegar").
No entanto, temos que tomar cuidado, porque mesmo hoje com a internet, fóruns e todo o spread de informação, muita gente começa a jogar em contextos muito distantes - gosto de fazer referência ao "pátio de escola" (eu comecei assim). Principalmente nessa primeira fase do jogador, ainda descobrindo o magic, sem entender exatamente o lançamento de edições e os formatos de jogo (afinal, por várias vezes o magic só é jogado com os mesmos amigos no recreio/fim-de-semana), é bem difícil imaginar que existe um mercado e uma organização competitiva desse porte "por trás das cartinhas". Eu pelo menos até Mirrodin me assustava quando cobravam mais do que R$ 5,00 em uma carta HAUIHAUIOAHAUIOA
Quando trabalhei vendendo magic (e RPG, e mangá, e games, e etc) em uma loja, percebi que uma parcela grande dos consumidores/jogadores casuais não tem real compreensão das edições, campeonatos e circuitos "porque não ligam", mesmo. Eu me vejo hoje, entrando na Liga de manhã para conferior Spoiler e fuçando leilões atrás de cartas que quero/gosto baratas, ou então fazendo orçamento da minha próxima compra no exterior ou elaborando uma lista sem me importar com o preço individual das cartas e percebo o quanto mudei nesse tempo todo. Acho natural.
O que (em minha opinião) falta em sua análise é considerar o "esforço" que buscar informações exige. Muitas vezes o magic desempenha um papel tão trivial na vida da pessoa que ela não se preocupa com esses detalhes - é uma área de conhecimento, como praticamente qualquer ciência/prática/tecnologia. Como economista, até hoje fico maravilhado quando meus amigos engenheiros e físicos me explicam o funcionamento de computadores/baterias/gravidade/buracos negros - assim como eles parecem surpresos quando demonstro para eles por que que um aumento do salário mínimo pode causar impactos muito negativos na economia brasileira.

Entendo bem seu argumento - só quis acrescentar esse parâmetro xD

Agradeço novamente pelo comentário, os elogios e por propiciar esse debate (a meu ver) interessante.

Att,
Blitkun

(Quote)
- 18/04/2013 16:19
Muito bom o post.
Eu joguei casual por 10 anos antes de tentar entrar em algo competitivo.
Joguei casual por não ter grana para fechar o set dos cards
e por ter outras prioridades (Insira o nome de uma faculdade aqui).
Mas na minha opinião eu só aceito o Casual hoje em dia quando o cara quer isso de livre e espontânea vontade.
Tipo ela sabe que existe GP, PT, FNM, Worlds, conhece os formatos e baseado em tudo isso ele decidiu jogar casualmente por diversão e por inúmeros outros motivos citados no seu post.
Assim como eu era antigamente. Sabia de tudo mas optei pelo casual por motivos de força maior.
O que não dá pra aceitar é o cara q joga por 5/10/15 anos e nem ao menos sabe que existe todo uma área competitiva por trás do seu jogo preferido, que existe formatos e trocentas edições. Hoje em dia quase 100% das pessoas tem acesso a internet. Antigamente unica coisa q nos restava era a Inquest, Duelist e Dragão Brasil.
Um exemplo pratico seria o cara que adora jogar futebol mas desconhece que existe times, campeonatos regionais, nacionais, mundial,etc
Acho um poco absurdo hehe
Se fosse para eu jogar casual hj em dia jogaria Commander.

Espero não ter desvirtuado o intuito do seu post.
Resumindo: Jogue Casual por opção não por falta de conhecimento.

Att.
(Quote)
- 05/12/2012 23:41

Inclusive pular na frente das bombas que vão em direção ao boss, kkk.

ótima musica essa do adocica, ri litros aki.

(Quote)
- 05/12/2012 12:40
Quando jogamos Archenemy também chamamos o broder de BOSS, e se achamos que ele não vai aguentar, damos um outro player de Minion pra ele. O Minion só pode falar como minion de filme ("Sim, mestre!","Vamos acabar com eles, mestre"...) e deve acatar todas as ordens do BOSS
(Quote)
- 05/12/2012 11:39
AUIEHAIOUEhAIUOHEIAUOHEoiaua

Muito bom Musicas do Magic.

Sobre o Archenemy, aqui chamamos de BOSS da Mesa =P. Aí começa a rolar a pressão psicologica pra todo mundo ir contra o BOSS.
(Quote)
- 04/12/2012 15:18
Falando em músicas, SEMPRE que entra em jogo uma permanente com manto/hexproof por aqui, a galera começa a cantarolar "U CAN'T TOUCH THIS" musiquinha marota do Mc Hammer IAUSOIAUSIOAUSOIAUSIOASUIOAUSOIAUSOAISUOIA

Aqui tbm temos a regra do "Archenemy" onde o mais forte do mesão se torna o alvo dos outros e é massacrado OAISPOAISPOAISPOA

Cara, como eu amo casual xDDDDDDDDD
(Quote)
- 04/12/2012 14:09

huAHUahuAHUahuAHUahu GENIAAAAAAAL!

Aqui temos músicas tema pra certas cartas, toda vez que alguém joga uma carta com "Master" no nome (Como o Master Transmuter, que será alvo de artigo aqui) tem que cantar um trecho da Master of Puppets. Tem também o deck RG Madness, que, na hora de escolher com qual deck jogar sempre ouvimos um "CAN I PLAY WITH MADNESS!" estilo Iron Maiden, ou então o Quest for the Ula's Temple, que sempre cai na mesa ouvindo um "Quest! Ah-ahhhhhhh! Saviors of the Universe" no ritmo da Flash do Queen!

(Quote)
- 04/12/2012 12:05
Quem ler me add.
(Quote)
- 04/12/2012 11:58
Opa, eu tb tenho um grupo que joga Magic casual. Se for reunir todo mundo da uns 18 pessoas, mas geralmente nem todo mundo joga no mesmo dia então os mesões giram em torno de 6 a 8 pessoas.

Agente joga a maioria das vezes mesão, todos contra ou em dupla. Todos contra vc só ataca os oponentes que estiverem dos lados pra poder o jogo fluir, se não todo mundo fica com medo de atacar. Esses jogos rendem muitas situações divertidas, jogamos casual legacy e rola o muligan dos brother, mas nada de voltar jogada, fez merda ganha uma salva de palmas por jogar errado =P

Além disso sempre acabamos por criar musicas pro Magic. Tem uma que se popularizou entre alguns outros jogadores daqui da cidade, que é uma parodia da musica de Beto Barbosa, Adocica: "Quando zica meu amor, Quando zica! Quando zica meu amor, aí complica ai ai!"

kkkkk
(Quote)
- 04/12/2012 08:21
ÓTIMO POST! Parabéns, vou mostrar ao pessoal daqui!
(Quote)
- 04/12/2012 06:27
Pessoal, gostaria de agradecer muito pelo ótimo feedback que deram! Podem ter certeza que isso nos animou demais para continuar escrevendo sobre o maravilhoso mundo do Casual, o Magic de verdade!

Ainda essa semana sai o próximo texto! Até Lá!

Abraços,
MandarK
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- 03/12/2012 14:55

O deck era um UB que forçava todos a comprarem cartas em excesso e descartar em grande quantidade. Se não em engago as cartas eram Gnat Miser e Kami of the Crescent Moon. O deck não tinha kill condition. Era feito somente para atrapalhar a mesa. E eu sempre ficava em 2º ou 3º devido as negociações. Meu amigo como jogador competitivo quase infartou quando viu o deck hahaha.

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- 03/12/2012 12:38

Traremos a vocês mais artigos, com toda a certeza!
Muito obrigado por ler e comentar \o\
(btw, que tipo de [UW]Control?)

"Quest for the Ula's Temple" é o tipo de carta que a gente olha nos spoilers da edição e comemora: "YES! YES! Cartas com teor 'build around me' que custarão centavos!!"
Espero que tenha gostado do artigo, e que continue curtindo o Magic e essas loucas cartas bizarras.

De fato, o mesão informal, descontraído, 5 pessoas FREE FOR ALL é um dos jeitos mais divertidos, zoneados e bizonhos de se jogar Magic. Curioso para saber qual seria a carta em questão.
(Já consegui dar Double Kill usando um Inferno que causou o dobro de dano!)

Por aqui é um clássico e desesperado recurso não-oficial para quando o cara já usou o Mulligan Free dos Bróders. E galera olha falando um "OPA! OOOOPA olhei!" e disfarçando como se fosse acidente ter visto. Impagável xD
Valeu mesmo por ler, bro \o\

É o princípio de "Magic é um jogo que precisa de duas pessoas - se seu deck joga sozinho, você está fazendo errado!"... O mesmo vale para combos infinitos/quase infinitos e interações unilaterais escrotonas.
No mais, muito obrigado por ler e comentar!

GRANDE REI!
Seu servo obedece seus desígnios!
Muito obrigado por ler, cara...
E muito obrigado pela ceia ontem. Pelos céus, agradece a Amanda de novo, por favor. Foi muito divertido e a comida estava MUITO, mas MUITO boa *-*

Diz ai Capitão!
Muitíssimo agradecido por ler e comentar - e parabéns a vocês: geralmente é bem difícil convencer namorada a jogar. Merecem um achievement! xD

Muito obrigado por ler, comentar e por me fazer lembrar de Carisma... Bons tempos... Momento nostalgia.

Outro legal era usando Fractured Loyalty - no mesão o bicho rodava mais que pião da casa própria xD

Por isso que a dica é Free Mulligan com uma restrição - 1 por vez, a menos que o oponente também zique. Free Mulligan solto fica realmente desleal, e favorece desproporcionalmente decks de combo.
Muito obrigado pelo comentário e por ter lido!

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- 03/12/2012 12:19
Aqui a gente adotava o free mulligan, mas como o povo começou a abusar e escolher a mão inicial, voltamos a jogar com regras normais de mulligar. Como a maioria das partidas são no mesão (todos contra todos), acaba não prejudicando tanto começar com uma ou duas cartas a menos.
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- 03/12/2012 10:27

Nuuuusssa!! No período áureo de MTG na minha vida (entre 96 e 2000), meu grupo de amigos também permitia "vidência 1" pra decidir sobre o mull. Puts, nem lembrava mais disso...

Além de relembrar momentos show na minha vida, casual significa mta diversão e companheirismo. Tenho 4 amigos da facul que jogam MTG, mas não admitem pagar mais de 5 reais em um card. Com eles, é só na base casual mesmo hehehe... Ver seu Dragão de Shiva ser roubado com o velho combo "carisma + maguinho que causa 1 de dano" é irado hehe... Só em casual mesmo pra ver jogadas desse naipe...

Ótimo artigo! Vou ler os próximos, certamente!

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- 03/12/2012 06:35

É exatamente isso que procuramos no jogo. É muito melhor perder um jogo bem jogado do que ganhar pq o oponente virou um terreno errado, ou esqueceu um trigger de manutenção.
Ontem mesmo pudemos ver esse espírito, na festa de natal, depois de ouvir o CD do Shaaman e logo em seguida colocar o CD dos cavaleiros do Zodíaco, tivemos que jogar uma partida entre deck de Xamã e deck de Cavaleiros!

huahuahuahu

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- 01/12/2012 21:55

É EXATAMENTE isso que vemos no grupo e é essa atitude que foi se construindo no coletivo.