Analisando DGM - Parte 1

       

Por: Ruda em 29/04/13 03:18 | 6 comentários / 3,453 visitas

Olá, tudo bem ?


Dragon’s Maze é uma edição complicada, para começar que é a última edição do segundo bloco do T2, logo não terá tanto impacto nos primeiros meses, mas ao mesmo tempo ela fará parte da base do Standard a partir de Outubro. Isso, e a falta de cartas obviamente boas, complicam sua análise, e vou confessar que adoro isso, o formato fica cheio de pequenas "armadilhas".

Vamos as cartas, que eu destaquei, lembrando que essa análise foca o formato Standard(T2).


Branco


Renunciar as Guildas







Uma das cartas que mais gostei da edição, pela sua versatilidade. O fato de ser uma instant branca já aproxima a carta dos Flash decks, que têm vários problemas com Huntmaster, Falkenrath, Loxodonte, Obzdat, Geist...ou seja, com cartas que estão na mira de Renunciar as Guildas, o que transfere algumas cópias dessa carta com cara de side para o main, pelo menos 1-off. Por ela só afetar multicoloridas, fica mais difícil jogar em volta do efeito de édito, porque nem sempre o deck tem um bom número de permanentes para servir de "boi-de-piranha".

Falando em permanentes, uma carta que ainda te da a capacidade de remover, Sorin, Ral Zarek e Detention Sphere só pode ser bom.

"Mas po Rudá, o efeito é em cada jogador!"

Sim, é uma das maiores restrições do card, por exemplo, você controlar Esfera da Detenção é um grande empecilho para o uso de Renunciar, já que esperasse que ela fique lá até o fim do jogo, nesse caso específico substituir por Anel do Esquecimento seria uma alternativa.


Controle de Tumulto





O T2 é extremamente agressivo, RG agroo me parece a síntese do formato, turno 1 alguma criatura, que pode ou não ter grande relevância durante a partida, e turno 2 com Emissário definindo o quão grande é sua vantagem na mesa, podendo ser normal ( 1 emissário) , forte (múltiplos emissários e/ou algum outro drop 2) ou definitiva (um número absurdo de emissários + drop 2 e tudo isso interagindo com o drop1).

Ou seja, temos criaturas com um power level muito absurdo, logo, ter mágicas que façam mais do que o "feijão-com-arroz" é o único jeito de manter algum arquétipo controle vivo. Controle de Tumulto vem com essa proposta, porque turno 3 você pode segurar um rush e deixar sua vida acima dos 10 pontos, algo crucial para ter segurança em um veredito turno 4 e assim começar a virar o jogo. Um veredito sem esse "back up" pode algumas vezes ser o que o agroo precisa para vencer, já que pode voltar com alguma grande ameaça no seu turno, devido ao oponente estar full tapped.


Azul


Eterídeo







Mais um da família do Morfolídeo e cards hiper versáteis, Eterídeo praticamente grita que vem para ser finisher de deck control, assim como Grave Titan. No T2 ele se juntaria ao grupo da Aurélia e do Obzedat, mas enquanto Aurélia só mostra sua real força quando tem mais algumas criaturas para ajuda-la e o custo de Obzdat é restritivo, Eterídeo pode sozinho resolver um jogo e é de certa forma "splashavel", já que só entra no fim do jogo.

A habilidade de exilar o Eterídeo é extremamente relevante atualmente, com isso ele foge das principais remoções (lembrando que regenerar, por exemplo, não funcionaria, já que Putrify está de volta), incluindo azorius charm.

A vida dos hard controls não está fácil, mas Eterídeo é uma luz no fim-do-túnel.


Indícios Desvendados






Eu gostei muito dessa carta, te da uma qualidade de draw muito boa, uma pena ser feitiço, porque no mirror de controle isso não caba sendo tão pesado já que voc~e pode ir moldando sua mão no começo, mas contra agroos, ele já ter a certeza que você tem o sweeper complica bastante.
Boa carta e é comum, para delírios dos post do pauper.


Preto


Escrivão Sangrento







Em um primeiro momento eu gostei muito da carta e achei ela um belo drop 2 pro zombies, só que não.
Na maioria das vezes em que eu fiz ele, preferia um Artista de Sangue ou mesmo um cavaleiro da Infâmia, porque queria ou preparar alguma sinergia com Falkenrath, ou apoio no ataque, até mesmo me aproveitar de alguma proteção. Pensando assim, Escrivão seria um falso drop 2, entrando só mais pra frente, o problema é que mais pra frente eu quero hellrider, Thudermaw ou Falkenrath, e não uma 2/1 difícil de proteger que pode me dar as vezes 2 Gravecrawlers. Em resumo, eu quero mais impacto na mesa, se for para me ajudar com draw, eu quero essa vantagem o jogo todo, e o condicional da habilidade do Escrivão nem sempre ajuda nessa estratégia.

Boa carta, mas ainda não tenho certeza sobre uma casa para ele.


Vermelho

Xamã Pirófago







Sou muito fã da mecânica bloodrush, dar a alternativa para um deck agroo de ter combat tricks que sejam criaturas é bom demais. Mas o Xamã está bem abaixo do Rampager, que é a carta com essa mecânica que melhor joga atualmente. Mesmo assim, duas manas por +3/+1 parece bem interessante, e por mais que 3 manas seja um custo alto, não é tão proibitivo assim para que seja impossível ficar voltando por vários e vários turnos. Na mesa, pela possibilidade de poder voltar, é um blocker considerável. Não vejo porque não testar pelo menos um em algum deck na mesma temática do naya blitz.


Verde

Chicote Celeste







O hate que todo mundo esperava ano passado para o delver, no momento ele mais assusta geists, apesar que uma criatura flash é sempre interessante, talvez aparecendo em algum RUG Flash. Mas no momento, apesar do potencial e ser relativamente forte,não vejo porque usa-la em qualquer deck.


Termino aqui a primeira parte da análise de DGM, realmente poucas cartas foram destacadas nas 5 cores já que a grande força da edição, como manda a temática do bloco, está nas multicoloridas.


Em breve a parte dois, analisando as últimas cartas e a conclusão.

Até mais,

Rudá Andrade






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Comentários

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- 29/04/2013 20:16
Não disse que o bicho não é bom, mas prefiro Falkenrath. Thundermaw e Hellrider no topo da curva desse tipo de deck, além de finihsers, são cartas mais difíceis de lidar do que o Escrivão.

Essa mesma situação que me propos mostra uma falha no escrivão, se o oponente jpa consegue lidar com as cartas que citei, não será uma enxurrada de cartas de baixo poder que irá virar a mesa, bonfire voltou a ser uma carta muito boa no formato.
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- 29/04/2013 19:57

E se o cara fez blocks eficientes e vc despejou sua mão? vai ficar dependendo de top draw? ou vai cobrar 2 por turno e ainda ter um bixo? Eu acho o bixo bom e jogável. até demais, é a mesma coisa que o deathrite shaman que muita gente falou mal no começo de rtr mas que hj ta lá valendo sua facadinha

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- 29/04/2013 18:54
Então, acho que esse é o ponto que estamos discordando, você coloca ele como carta para dar gás para um deck agroo, enquanto eu prefiro nesses turnos fazer cartas que resolvam o jogo se aproveitando da minha vantagem de mesa.
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- 29/04/2013 16:29
Ae que tá Ruda, no Jund Agro, eu não faço ele turno 2, ele é na realidade o último drop do deck All-in, só q sempre fecha na hora certa. É justamente importante usá-lo em decks que não tenham esses drops como Falkenrath, Thundermaw, pq se vc quer fazê-los antes, logo, como eu tinha lhe dito, não vejo sinergia do Escrivão com esse tipo de deck. No Jund Agro, você cospe a grosseria na mesa e deixa o Escrivão pro final, pois nesse deck ele não vai ter que esperar o Hellrider ou algo do tipo para entrar, ele vem depois, só que vem já falando pro oponente: Ou você me tira, ou eu vou lhe dar muiiiiiiiiito prejuízo! O melhor do escrivão é que ele permite que no seu turno 3 ou 4, você baixe ele e mais um bicho, ou até pumpe alguém, então vamos alinhar isso em tópicos:

1) Ele não interage bem em decks com drops mid (4 a 6 manas). A exceção é o Sire os Insanity. Não recomendo o uso desse card em decks que precisam fazer bichos pesados no turno 4 em diante.

2) Ele só desce no turno 2 se você não tiver outra criatura para descer na curva 2, ele tem a função de bater inicialmente, ele é um recuperador de fôlego do deck.

3) Ele funciona em decks com curva baixa que atuam como agros agressivos. Primeiro, o jogador realiza seu jogo como sempre fez e deixa sempre o scrivener pro final. Se você tiver dois na mão, baixe apenas um.

4) Contra decks de mass removal, faça todas as mágicas, menos o scrivener. Se o seu oponente limpar a mesa, o Escrivão vem no turno seguinte para voltá-lo pro jogo. Se o card comprado no turno seguinte for uma criatura de custo 1 ou 2, provavelmente entrará com ele.

5) Uso no deck 3 ou 4, dependendo da configuração, não vale a pena usar menos, pois é um card que no arquétipo certo vai demandar redundância.
(Quote)
- 29/04/2013 16:14
Primeiramente, obrigado pelo ótimo feedback :D

A lista aonde eu mais testei ele foi essa:

4 Blood Scrivener
4 Diregraf Ghoul
4 Falkenrath Aristocrat
4 Geralf's Messenger
4 Gravecrawler
4 Rakdos Cackler
4 Spike Jester
1 Thundermaw Hellkite
Lands (23)

10 Swamp
4 Blood Crypt
3 Cavern of Souls
4 Dragonskull Summit
2 Rakdos Guildgate
Spells (8)

3 Searing Spear
2 Victim of Night
2 Pillar of Flame
1 Bonfire of the Damned

Eu cheguei a aumentar o número de drops leves para o melhor uso do Escrivão, mas mesmo assim não fiquei satisfeito com ele. O grande problema DS, é que se eu faço ele turno 2, eu não vou comprar no turno 3 e nem no 4, e com o deck muito leve, eu corro o risco de comprar criaturas que já não tenham impacto na mesa no turno 5, mesmo se eu usasse hellrider (que aproveitaria essas criaturas).

Você comentou que ele é um "bob de decks all-in", concordo 100%, o problema é que no T2 os principais agroos preferem no turno 2 fazer uma tempestade de shamans do que ele. Fora que são decks que tem ações até pelo menos o turno 4 (as vezes 5) com Falkenrath e Hellrider no topo da curva para finalizar.

A questão da Liliana e do Sire é bem interessante porque ele tem mesmo sinergia com essas cartas, mas apenas a Liliana eu vejo jogando com o Escrivão e mesmo assim em matchs contra controls. Sire é uma criatura mais para decks midranges que poderiam ou fazer melhor card advantage com Underworld Connections (não tem tanto removal e alguma sinergia com arbor elf, que aparece em listas de jund), ou mesmo aproveitar a vantagem absurda do Sire em te garantir uma mesa superior de forma definitiva.

No modern, em nenhum momento eu substituiria o Bob, simplesmente porque tenho a certeza de fazer ele turno 2 e comprar turno 3, sendo um deck all-in e sendo o beatdown e pratizamente todos os jogos, perder vida não é um problema, e ter card advantage desde o turno 2 é ótimo.

É claro que tiveram situações ótimas com o card, já que ele é bom, comprar dois cards, baixar os 2 e no outro turno comprar de novo, te da um gás absurdo, mas esse tipo de coisa é exceção.
(Quote)
- 29/04/2013 12:43
Eu achei o uso que você fez para o Escrivão bem equivocado, por isso, ele não rendeu nada para você. Ela funciona como um drop 2, mas não é para um deck que curva até 5 e sempre tem que segurar algo na mão. Aristocrats, como me pareceu o seu teste - aliás, você deveria deixar claro qual lista usou - não é um deck com perfil para esse tipo de card. O Escrivão gera gás para decks como o Jund Agro, como o Affinity, mas jamais para um deck que pede manutenção de recursos na mão. Decks com Thundermaw, Falkenrath, Hellrider, levam tempo para ir baixando essas bombas, logo, você está desperdiçando espaço com um card que não tem nada a ver com o deck. BR Zombies também seria um equívoco total. Não é porque ele é um zumbi que ele foi feito para o arquétipo. O card é um Bob exclusivo para All-in decks, que esparramam a mão na mesa. No Modern, eu testei uma lista que atualmente leva 4 Scrivener + 1 Dark Confidant e a lista se dá muito bem com ele, pois eu consigo ficar 40% das vezes com a mão vazia no terceiro turno. Nesse ponto, conseguir um card a mais com ele já é muita vantagem, pois você gera aquele gás extra para manter pressão. Affinity está doido para colocá-lo no lugar do Bob, pois vão acabar aqueles danos absurdos que, por vezes matavam o próprio piloto e estamos falando de um deck que esvazia a mão muito rápído.
Ademais, Scrivener atua bem com cards que descartam forte, como o Demônio BR novo e Liliana. Sugiro que estude o card sobre esse ângulo, pois é um card que eu testei muito já.

Enfim, de resto, não tenho nada a divergir, apenas acho importante ampliar o feedback sobre o card. Ele vai atuar muito diferente do Bob, pelo que já testei, jogará em decks onde o Bob não joga ou não deveria estar jogando, ou só estava lá por falta de coisa melhor e algumas raras vezes os dois atuarão juntos, mas sempre observando a diferente aplicação que ambos tem. Bob dá muita vantagem, mas pune você se a sua ambição for muito grande. Scrivener pune você se você não for muito agressivo.