[Casos Casuais] MonoGreen Menininho Archetype

       

Por: Blitkun em 13/06/13 18:55 | 32 comentários / 9,252 visitas

Hoje decidi fazer as coisas um pouquinho diferente. Não se trata de um deck, a história dele e "a outra metade da pizza" - e sim de um estilo de jogo, de todo um arquétipo que volta e meia nasce e renasce das cinzas nos grupos de jogo casuais por aí - o autêntico "MonoGreen Menininho".

Verde.

Não poucas pessoas se encantam com essa cor quando conhecem o Magic. É muito comum, no começo, trabalharmos com apenas uma cor, e cada uma das 5 que o jogo dispõe tem seus atrativos. Alguns se surpreendem com a força de um Counterspell. Outros, adoram a sensação de um Pyroclasm, ou aquela Glorious Anthem deixando todas as suas criaturas mais perigosas. E ainda há aqueles que definitivamente se maravilharam com Diabolic Tutor.

Isso tudo, no processo de aprendizado do jogo, desempenha um papel muito importante - cativar o jogador, capturar seu interesse... É por meio de decks pré-montados e bulk cards antigas que muita gente começa no joguinho - seja no pátio de escola, no clube ou no playground do prédio.

Para mim não foi diferente. Comecei no magic com 2 decks usados, cada um com 40 cartas, que comprei de um amigo que me ensinou a jogar. Um era branco (quase soldiers) e outro era preto (quase zombies). Claro que a primeira coisa que fiz foi juntar os dois e ter um deck de 80 cartas.

A grande questão é que meu primeiro deck "pra valer" foi um pré-montado de Mirrodin, o Wicked Big. Na loja tinha só o Wicked Big e o Sacrificial Bam. Meu primo deu dibs no instante que ele viu o Megatog na caixinha, então eu peguei o verdão.

Não é aquela frescurada de Azul, são músculos! É Verde!



Crédito: ~tomo-sanagi@deviantart




Reparem na lista. Qual carta você acha que eu passei mais tempo olhando? E analisando a imagem, decorando o flavor text e entendendo a habilidade?




O meu era em português, mas tá valendo


Esse vorme lindo trazia MUITO do que eu buscava na época. Ele não tomava Dark Banishing nem Pacifism. Hell, pensava até que ele era imune a Ostracize e Cancel! (curiosamente, meus amigos também e.e)

Beleza que ele ainda ia pro saco com Wing Shards e Cruel Edict, mas já era um começo. Fora isso, ganhava de praticamente tudo no block (só perdia pro Jareth, Leonin Titan que um amigo tinha).

E, acima de tudo, tinha a minha "mecânica" favorita do Magic:

Poder e Resistência maiores que o Custo de Mana.

Isso mesmo. É das minhas coisas favoritas no Magic, desde moleque até hoje.

Enquanto meu primo tava lá combando no Megatog e Disciple of the Vault, eu tava rampando mana nos Copper Myr (que tutorava Forest, claro HAIOUHAUIOA) e segurando o jogo até o Vorme descer. Ok, "segurando" não é uma boa palavra - tava mais para "meu deck não ganhava sem o Vorme, então eu rezava para dar draw nele". Sem querer desmerecer a Living Hive, mas não tomar removal era MUITO importante contra meu primo e meus amigos de escola.

Essa fase do pré-montado deu lugar a um longo período de modificações no deck. Fui pesquisando cartas, comprei o pré-montado de Espíritos (Kami Reborn), mexi nos dois decks e parei de jogar.

Fui voltar só em Alara Reborn-Magic 2010, às vésperas de Zendikar. Rapidamente resgatei meu velho MonoGreen, comprei alguns boosters de Alara, outros de M10 e mais alguns quando saiu Zendikar. Foi uma boa edição para mim. Alguns destaques:




"Isso parece bem forte no primeiro turno..."




Já tinha superado (um pouco) meu ódio por elfos (até usava Llanowar Elves no deck)




Ficava surpreendentemente grande, às vezes


Agora, em especial:




CARACA MAS QUE COISA MAIS ABSURDA PRECISO DE 4 AGORA!!!




*convulsiona*


(por incrível que pareça, o Baloth Woodcrasher só foi me chamar a atenção um tempo depois)

Comprando boosters, pesquisando e encomendando cartas...

Eu precisava revitalizar meu deck. Precisava dar um jeito de usar o que aprendi ao longo de todas essas partidas. O que faz um bom deck verde? Como que eu posso espancar um maguinho após o outro, seja no 1x1 ou no mesão? Como que eu faço para não me ferrar mais tanto com removal ou counter?

Parei para pensar um pouco. Deitei na cama, fechei os olhos e passei a refletir no que eu viria a chamar de "Princípios do MonoGreen Menininho". Se tratam de alguns tópicos bem simples que norteiam meu deckbuilding MonoGreen até hoje. Entre eles:

Cada criatura, uma ameaça

E se seu oponente precisasse remover TUDO que você baixa? Claro, fica fácil com uma Wrath of God, Damnation ou Planar Cleansing - mas esse tipo de carta raramente é 4-of num deck. Normalmente as pessoas contam com spot removals para lidar somente com aquelas criaturas que não têm jeito - e, se o deck será baseado em criaturas, por que não recheá-lo com criaturas BEM ameaçadoras que praticamente obriguem seu oponente a removê-las no turno em que entram? Isso move a pressão de jogo a seu favor, e mesmo que ele vá anulando/destruindo o que você baixa, eventualmente alguma coisa vai entrar - e basta garantir que, o que quer que entre, dê conta de fechar o jogo.

Cada turno, uma criatura

Estamos falando de MonoGreen ‘Menininho’ - ou seja, mana, bicho, vai. Guardar mana no turno do oponente é coisa de control, e passar turno sem fazer nada é MUITO triste. Então como garantir que tenhamos ação sempre que possível?

Um dos princípios mais simples em deckbuilding é a noção de "pirâmide", aumentando a proporção de cartas leves com relação às mais pesadas. Isso permite que você sempre tenha o que fazer nos primeiros turnos, mas nem sempre é garantia de ação no late game... E outra, se você faz muitas spells por turnos, acaba sem mão...

"Sei lá, alguma coisa que me volte para o jogo"

É bem complicado isso no MonoGreen. Se você faz o deck muito leve, com criaturas rápidas (sem combo, só no aggro), seus recursos secam rápido demais. E pior - depois de um sweep effect a tendência é dar topdeck em criaturas leves, que causam impactos bem reduzidos lá pelo sexto ou sétimo turno, com uma Baneslayer Angel do outro lado.

BOOM

Surpresa. É bem importante atingir um ponto da partida que você provoca uma reação de "WTF" no seu oponente. Pode ser um Giant Growth na hora certa, Overrun, ou um Bloodscent num bichinho pequeno para deixar os vormes passarem, ou alguma jogada que realmente ninguém espere vir de um deck verde. E, mesmo que esperem, que ela seja destruidora o suficiente para selar a partida - ou pelo menos me garantir uma sobrevida.

Ainda pensando nisso, abri meu deck (já bastante alterado) e fui refletindo em que cartas pareciam atender a esses quesitos. Além disso, pensei em alguns contextos em que certas cartas entrando um turno mais cedo ou um turno mais tarde fizeram diferença. Reparei numa coisa.

Worldwake me trouxe uma criatura que viria a ser um clássico em meus decks - o Leatherback Baloth. Para os íntimos "GGG baby, baby, baby". Até então, o verdão tinha um turno 1 que consistia, com sorte, num Llanowar Elves. Seguido por um turno 2, com sorte, baixando Llanowar Druid (para gerar 6 manas no turno 3) ou Albino Troll ou Deadly Recluse. Daí, no turno 3, vinha às vezes um dos meus 3 Leatherback Baloths do deck. Quando eles vinham, faziam MUITO estrago, mas como o ataque rolava só no turno 4, por várias vezes já tinha um blocker à altura, ou ele batia uma vez e rolava um sweep na volta - exceto quando iniciava de Llanowar Elves seguido do Baloth no turno 2. Aí chegava a ser quase injusto - às vezes rolavam 8 de dano antes do bichinho ser removido.

Resolvi partir desse ponto - quanto mais recursos eu gastar para trazer uma criatura forte, mais eficiente será o removal que o oponente joga (U-A-U eu tinha sacado o conceito de card advantage! o/ yay). Logo, se eu começasse a fazer minha jogada para turno 2 Druida, turno 3 Terra Stomper, aquilo só deixaria o Doom Blade melhor - pois além de praticamente destruir 2 criaturas, e me deixar tapped-out no turno 3, consumia recursos da minha mão. Ok, o Llanowar Druid era devastador em outras situações também, mas pensei que para rushar Terra Stomper e Rampaging Baloths não seria uma boa.

Logo, decidi testar um deck com jogadas nos primeiros turnos - acelerar o deck. Caí no problema que falei lá em cima, o deck perdia fôlego mais rápido que... Sei lá, eu fazendo cooper. Decidi pensar em eficiência - não sei muito bem o que norteou meu pensamento, mas a conclusão foi:

- Criaturas de 3 manas causam consideravelmente mais impacto do que criaturas de 2 manas em qualquer turno;
- Boas criaturas de 3 manas no turno 2 fazem o oponente suar a camisa para sobreviver.

Listar algumas criaturas bacanas para ilustrar o que penso:

Leatherback Baloth
Kitchen Finks
Boggart Ram-Gang
Predator Ooze
Troll Ascetic
Wilt-Leaf Cavaliers
Wolfir Avenger

Até para decks fora do MonoGreen:
Burning-Tree Shaman
Centaur Healer
Dauntless Escort
Dreg Mangler
Loxodon Smiter
Rhox War Monk
Sprouting Thrinax
Woolly Thoctar
e outros

Foca no MonoGreen. Foca. Calma.

Pensem o seguinte - até mesmo um Groundbreaker no turno 2 já causa um belo estrago (exceto se tiver um Tundra Wolves do outro lado pra blockar, ou um burn instant leve) e a carta nem fica. Por isso nem curto tanto ela - sou muito mais um Ram-Gang descendo o sarrafo e pentelhando o adversário desde o começo. Daria pra comentar cada uma das cartas que recomendei, mas vou me ater ao essencial:
- Elas têm P/T geralmente superiores aos de outras criaturas na mesma curva;
- Mesmo que não tenham, possuem uma ou mais habilidade bem relevantes ao board state;
- Mesmo no late game, são relativamente úteis.

É completamente diferente no sexto turno dar draw num Sakura-Tribe Elder (que é uma bela carta) ou Strangleroot Geist (que é bem forte) do que num Troll Ascetic, Boggart Ram-Gang - até mesmo o vanilla-mor Leatherback Baloth. Estamos falando de attackers e blockers sólidos, capazes de trocar com criaturas dignas de 4, 5 até 6 manas - não de uma vantagem marginal.

Agora, por isso vou focar em criaturas de 3 manas? Claro que não!

Só peço que atentem ao seguinte detalhe: quem gasta burn nos bichinho, apanha pro Terra Stomper. E quem fica segurando removal, perde pros bichinhos desde o turno 2.
"Cada criatura, uma ameaça"
Welcome to the Jungle. É essa a linha que eu gosto de seguir.

Comecei a achar 4 Llanowar Elves muito pouco. A idéia é TODO JOGO você ter 3 manas no turno 2.

TODO
JOGO

Logo, coloquemos 8 ‘mana dorks’. Me parece razoável.
Llanowar Elves, Birds of Paradise, Fyndhorn Elves e Arbor Elf são alguns exemplos de mana dorks úteis em MonoGreen. Cabe a você encaixar quais são os mais adequados à sua estratégia - enquanto os elfos são 1/1, podendo atacar para causar dano, birds voa - num deck que tem como dar bônus às suas criaturas, isso pode ser determinante, assim como num deck que faz com que Florestas gerem mais mana o Arbor Elf se destaca.

Passei a testar com 12 criaturas de 3 manas. Pra garantir que vem, repetir e encher o saco até ter mana para os vormes e baloths e elementais. Repetindo a lista:

Leatherback Baloth
Kitchen Finks
Boggart Ram-Gang
Predator Ooze
Troll Ascetic
Wilt-Leaf Cavaliers
Wolfir Avenger

Fora isso, fui atrás de escalar as criaturas. Precisamos de coisas que efetivamente fechem o jogo - vormes, elementais, nossos amiguinhos de sempre. Fui pesquisando...

Vorapede
Oversoul of Dusk
Deus of Calamity
Deity of Scars
Kodama of the North Tree
Thragtusk
Cloudthresher
Silvos, Rogue Elemental
Terra Stomper
Rampaging Baloths
Essence of the Wild
Gleancrawler
Primeval Titan
Vigor (roubado pra cacete)
Primalcrux
Doomgape
Elderscale Wurm
Engulfing Slagwurm
Gaea’s Revenge
Garruk’s Horde
Giant Adephage
Kalonian Behemoth
Plated Slagwurm
Thorn Elemental
Khalni Hydra
Liege of the Tangle
Skarrg Goliath
Terastodon
Primordial Hydra

A lista é bem grande - aqui são algumas criaturas que eu gosto, e considero bacanas o suficiente para brincar num MonoGreen. A maioria delas satisfaz muitas condições para entrarem em jogo e darem MUITO trabalho aos seus oponentes - agora a questão é... O que fazer?

Digo, temos um deck que faz criaturas impressionantes para turno 2, progride com mais criaturas até que apareçam um ou mais finishers. Não se trata de um Tooth and Nail deck, por exemplo, que vai buscar duas criaturas para fechar a partida. Somos menininhos, queremos algo orgânico, dinâmico e simples! O que falta no deck? Já temos criaturas bacanas, e a mana para baixá-los (em princípio) - mas o que acontece quando tomamos uma Wrath of God, e passamos a comprar mana dorks?

Para quê gerar 12 manas se eu nem tenho mais criaturas na mão?
Como se faz para voltar para o jogo? Não quero morrer apanhando para um Lyev Skyknight (que é uma criatura MUITO boa, por sinal).




Boom


É isso que precisamos fazer. Recuperar espaço no jogo - uma grande jogada que faz nosso oponente pensar "MAS O QUÊ--?!" quando resolve. Como não jogamos como combo, será inesperado. Como a carta tem texto grande, seu oponente pedirá para ler. E conforme ele a ler, suas sobrancelhas se erguerão.

Efeitos de "Boom" em MonoGreen são bem abundantes. Variam desde os mais simples, como o bom de velho Overrun que torna suas fichinhas 1/1 e 2/2 em mortais 4/4 e 5/5 trample, ou um Howl of the Night Pack bem colocado que subitamente lota sua mesa de lobinhos. Garruk Wildspeaker também pode ser considerado uma carta "Boom", pois entra, acelera seu jogo e coloca uma ameaça nada desprezível (Overrun em -4? Sim, por favor.)

"Boom" é aquela coisa - não necessariamente carta - que vira a mesa. De repente aquele board state cheio de Overgrown Battlements e Wall of Blossoms, que mal parecia um oponente, alimenta um mega-engine de mana que, com a mera adição de uma única mana R, provinda da única Mountain do deck, gera uma Fireball de mais de 100 de dano. Ou um Genesis Wave gigante. Ou a habilidade do Spawnsire of Ulamog (recomendo leitura do artigo Green Money Hunneds do Travis Woo, é genial).

"Boom" também pode ser algo mais sutil. Digo, não sutil "vamos conversar em particular", mas sutil "Uau, uma melancia pendurada no pescoço!". Uma das minhas cartas favoritas é Momentous Fall. Considero ela um bom exemplo de "Boom" sutil. Ela sozinha não ganha o jogo - e para alguns parece (e é) uma carta ruim... Mas num deck com criaturas grandes, sacrificar um bicho para comprar várias cartas (e potencialmente vários bichos iguais ao sacrificado) não fica ruim. Sem falar que é instant, é lindo jogar isso em resposta a um Path to Exile em seu, digamos, Worldspine Wurm. Ninguém nunca espera que a consequência de tentar remover aquela criatura vai ser "4 manas, ganho um porrilhão de vida e compro um porrilhão de cartas" - especialmente num deck verde (sendo que no caso citado você ainda lucra as 3 tokens...). Isso é "Boom".

Combat Trick também pode ser "Boom"? Pode, mas é algo dentro do esperado de um deck verde. Pagar 5GG pra dar o Bloodrush do Skarrg Goliath na sua Eternal Witness supostamente inofensiva atacando ao lado de um Oversoul of Dusk é MUITO tesão - assim como Bloodscent naquele Arbor Elf batendo ao lado de... Sei lá, um bilhão de criaturas. Sdds Prized Unicorn + Might of Oaks.

O mais legal do "Boom" do deck é que ele nem precisa funcionar SEMPRE. Da primeira vez você pega o oponente desprevenido - e a partir daí, ele vai inibir o estilo de jogo tendo em mente seu "Boom". O que isso significa? Win-win. Você bate sem dó, se der errado tem o plano B - e se o oponente ficar pensando muito no plano B, o que acontece? Ele morre para os bichinhos de 3 manas. "Cada criatura, uma ameaça. Cada ameaça, uma promessa por mais". É, a selva pode ser bem profunda.

Acabei alocando, no deck-exemplo, Momentous Fall e Overwhelming Stampede como cartas "Boom". Garruk Wildspeaker também entrou na lista porque é extremamente eficiente - acelera mana, cria bicho... Vai ser lindo assim lá em casa...

E ramp? Acelerar mana? Não tem muito mistério, felizmente. Fora o nosso gostosão multi-uso Garruk Wildspeaker que virtualmente gera 2 manas por turno, gosto de citar outras maneiras de ter mais manas que o "normal" num determinado turno.

O ‘combinho’ de mana dork para 3 manas no turno 2 já foi exaustivamente comentado lá em cima, então partirei para um approach diferente. Diria que existem duas maneiras de acelerar mana num MonoGreen: ‘burst’ ou ‘fontes’. Acelerar o jogo num burst funciona como um High Tide - você quer potencializar seus recursos num dado turno, que será decisivo para sua vitória. Já ampliar as fontes de mana de seu deck pode significar tanto puxar mais terrenos quanto ter métodos diferentes para gerar mana. A grosso modo:

"Mana Burst"
Llanowar Druid
Vernal Bloom
Keeper of Progenitus
Heartbeat of Spring
Zhur-Taa Ancient
Mana Flare

Vale notar que esse tipo de efeito é forte demais para ser individual, então acaba afetando seu oponente. Às vezes dá backfire, é bem perigoso mexer com isso - mas dependendo do deck vale a pena. Gosto particularmente do Vernal Bloom junto de spells com X no custo, ou CMC alto (como Genesis Wave ou Primal Surge).

"Gibe Mana Pleaze"
Sakura-Tribe Elder
Rites of Flourishing
Rampant Growth
Explore
Cultivate / Kodama’s Reach
Caravan Vigil (que comba com o Sakura-Tribe Elder para um ramp bem forte)
Harrow
Journey of Discovery
Druids’ Repository
Mana Bloom
Garruk Wildspeaker

Acaba sendo o método mais comum para acelerar mana. Raramente traz benefícios ao oponente, e é virtualmente melhor que o ‘Mana Burst’ por fornecer ganhos consistentes para que você conjure suas mágicas mais pesadas 1, 2 ou até 3 turnos antes do normal. O bom disso é que - a grosso modo - as fontes ficam ali, e são renováveis. Fora as fontes citadas temos numerosos artefatos geradores de mana que desempenham papel similar. Na dúvida, use um método assim - é menos arriscado.

Só pra concluir - enquanto uma estratégia de ‘Mana Burst’ pode ser lida como algo ruim, ela é fortemente potencializada num deck cuja estratégia seja baseada num turno com MUITA mana - digamos, uma Fireball de 100 de dano que GERALMENTE encerra a partida, reduzindo a capacidade do oponente de se beneficiar dos efeitos globais. Para todos os outros casos, existe Masterc...-- o outro método.

Agora, para ilustrar bem, vou elaborar uma lista de MonoGreen Menininho que segue os princípios apresentados - um MonoGreen Menininho que venho montando há algum tempo (devo terminar em breve): MonoGreen Chroma Stompy Little Boy’s Dream Deluxe_br.

A idéia é tirar bastante proveito do Primalcrux, basicamente porque ele é awesome. E fica gigantesco. Claro, não vou me iludir com...-- CARA ELE PODE FICAR 14/14 SE TIVER UMA Khalni Hydra NA MESA OLOCO ESSE DEVE SER O MELHOR DECK DA HISTÓRIA!!!

MonoGreen Chroma Stompy Little Boy’s Dream Deluxe_br - by Blitkun
MonoGreen Chroma Stompy Little Boy's Dream Deluxe_br
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13/10/2013
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Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Criaturas (31)
4  Aves do Paraíso 18,50
4  Elfos de Llanowar 0,20
3  Baloth Dorso-de-Couro   2,21
3  Cavaleiros de Folha Seca   0,10
3  Gangue do Aríete Papão   0,38
3  Lodo Predador   3,95
2  Alma Suprema do Ocaso     3,90
2  Deus da Calamidade     2,96
2  Devorípede    2,95
3  Primalcrux      16,25
2  Hidra de Khalni        22,00
Planeswalkers (2)
2  Garruk Falabravo   11,99
Mágicas (7)
3  Fera Interior  2,80
2  Queda Monumental   2,66
2  Estouro Esmagador   1,75
Terrenos (20)
20  Floresta0,00
60 cards total


É só observar cada elemento do deck e denotar a aplicação dos princípios que citei lá em cima. O deck é voltado a impôr pressão bem cedo na partida, controlando o board state... ok, destruindo o board state com criaturas fortes. Bem fortes. A falta de defesa contra criaturas voadoras pode se tornar um problema, mas a tendência é forçar o oponente a bloquear. Caso, não bloqueie, lucro!

Desnecessário dizer que coisas como Story Circle e Vedalken Shackles são o verdadeiro terror desse estilo de deck (não só dessa lista). Bem, que se dane. Tenta destruir as coisas com Beast Within - a ficha 3/3 no máximo vira um blocker de um turno. Na maioria dos casos.

Existem várias maneiras de refinar/melhorar essa lista, obviamente - só queria partilhar com vocês uma maneira prática de observar os princípios de que tanto falei nesse artigo. Achei que seria legal divulgar um pouco do que penso a respeito do meu arquétipo mais saudoso, que muitos consideram "impraticável", até em casual.

E aí, o que acharam?

Sei que ficou bem longo e arrastado, mas prometo que os próximos artigos não serão tão extensos. Só queria abordar mesmo o tema de forma mais ampla.

Fico no aguardo por comentários, dúvidas e o que mais vocês quiserem!

Grande abraço,

Blitkun & MandarK






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Favoritos

decks casuais de custo quase justo

Por: Casteletti111 - 0 comentários / 870 visitas

Comentários

Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.
(Quote)
- 08/02/2017 11:43

AH ACHEI HAUIAHIUAHOAUHAOUAHAOUAH

(Quote)
- 08/02/2017 11:42

HAHA cara muito obrigado pelo comment e pelo feedback ^^"
Fico até sem-graça por esse artigo ainda ter tanta repercussão mesmo sendo tão antigo xD

Qual comment do Atarka Red? Fiquei até curioso agora HAUIHAUIAOHA (não achei a referência)

(Quote)
- 08/02/2017 10:06
1. 100% divertido, faz estrago no Magic de cadeia.
2. artigo muito bem escrito, redação dinâmica e sem erros.
3. o autor não se leva a sério (o que é ótimo).
4. deck com nome original
5. comentário previu a existência do atarka red

a comunidade respira.
(Quote)
- 07/02/2017 19:06

É, essa lista tá bem ultrapassada -- para algo um pouco mais recente, recomendo esse take aqui: (DECK: 515356)

(Quote)
- 07/02/2017 17:12
Esse artigo eh de 2013! hahahah deck legal mas nao mto competitivo hoje em dia, mto pesado.
Com 20 lands, toma removal nos elfos quero ver deixer os bixoes.
(Quote)
- 30/09/2016 11:15

Nossa, cara - que delícia de deck!
Dungrove Elder é muito lindo, precisava ir atrás de alguns também!
E Vorapede parece muito value também - sério, curti demais seu deck :D

O Primalcrux toma Path sim, mas adoro o fator "próximo turno é gg" que ele tem - é muita pressão. E dar Genesis Wave pra crescer o Primalcrux pra Letal/Letal é hilário xD

Garruk Primal Hunter é bem bacana também, gosto dele mas não consigo largar meus Wildspeaker de mão i-i
Sei lá, o upside de desvirar Nykthos, ou de conjurar ele no turno 2 (Arbor Elf - Sprawl) pra desvirar as lands e ainda fazer um 3-drop é atraente demais...

Sério, muito #respect pra sua lista - tá de parabéns :D

(Quote)
- 30/09/2016 10:56

Cara, minha versão de mono G é diferente da sua. Eu acho muito forte a interação Utopia Spraw + Arbor Elf, porque 2º turno tu desce um drop 4, 3º turno um drop 5. Eu já fiz um Thrun, o Último Trol no 2º turno contra um UW control e o cara concedeu hauahuaauhaua. A única coisa que ele tinha era uma colonata virada.

Gosto muito do Primalcrux mesmo, mas eu odeio path, simplesmente odeio cara. Não consigo investir 6 mana pra procurar uma floresta. Por isso eu uso Vingança de Gaia. É um mosntro, é bacana descer ela batendo e ver a cara do oponente hauahuahau.

Dá uma olhada no meu deck aqui: xD

http://www.ligamagic.com.br/?view=decks/view&deck=428828

(Quote)
- 30/09/2016 10:39

Nossa, desenterrou o artigo!! HAUIOHAUOIAHUA
Adorei, muito obrigado pelo comment e fico muito feliz por ter gostado, cara :D

MonoGreen tem muito estilo mesmo, e saíram várias cartas recentes que deram bastante resiliência à estratégia - em especial Evolutionary Leap como resposta a removal e Elemental Bond pra tiltar control. Fora isso, o artigo é pré-Theros!!
Ou seja, nem tinha Nykthos, Shrine to Nyx na época, caraca :D

Se quiser uma lista um pouco mais atual do meu MonoGreen, só conferir nesse link a versão mais recente. Ficou um tico menos ambiciosa, mas Primalcrux é amor demais! ^^

Grande abraço!

(Quote)
- 30/09/2016 10:15
Excelente artigo. Gosto muito de MONO G. Não suporto controle, a melhor sensação é deixar um deck controle sem resposta, enquanto as criaturas grandes continuam sendo viradas pro modo de ataque.
(Quote)
- 16/12/2013 13:06

Um clássico.

(Quote)
- 16/12/2013 12:19


De fato é sempre drama pro outro lado, pois não será um urso cinzento entrando no campo de batalha.

uma trilha à la "psicose" também parece adequado!

(Quote)
- 18/11/2013 20:27
Nossa, que artigo legal, faz quem já joga a algum tempo se lembrar de quando era poste e ajuda quem começou a jogar.
O verde foi minha cor preferida do magic, até eu descobrir o que a pilha, e então Counterspell fazem realmente.
PS: Impagável o que eu vi outro dia num modern, com um monogreen na draw :

1º Turno : Floresta, Llanwor Elves, vai
2º Turno : Floresta, Mystic Elf, Heritage Druid, vira os 3, Arqueodruida Elfo, vai
3º Turno : Nyktos, vira o arqueodruida, os elfos,as florestas, 9 na pool, Khalni Hydra, sobra 5, outra Khalni Hydra, sobra 2. Ativa a Nyktos, 21 na pool, Genesis Wave de 18, revelando outra hidra, outra Nyktos, Garruk Caller of Beasts, um monte de elfos e florestas e um Crafterhoof Behemoth. Ativa o Garruk, revela as 5, acha outro Behemoth, ativa a 2º Nyktos, bate com os dois bichos gigantescos, e ganha .


(Quote)
- 18/11/2013 14:03

"Daddy's home" também valeria?

(Quote)
- 18/11/2013 14:01

Usávamos o Dramatic entrance aqui no Grupo, mas era pra entrar Progenitus.

Na hora do cast rolava sempre um "Viro aqui 5 manas e... PÃN!PÃN-PÃN-PÃÃÃÃN (no ritmo de Master of Puppets)" Afinal, tem que ser DRAMÁTICO!

huehuehuehuehue

(Quote)
- 18/11/2013 13:55
Agradecer todos pelos comments!

Também te amamos, Hugones xD

;D

pelo menos a cor tava certa pra começar xD

Quanto mais bagunça, melhor. Obrigado, cara ^^

Fico feliz por ter conseguido prender sua atenção! ^^

HUIOAHAIOUHAUIOA pior que eu falo isso de verdade.
Obrigado pelos elogios!

Summoning Trap realmente ficou faltando, assim como Dramatic Entrance... e o Vormezão awesome. Vacilei um pouco, admito xD
Obrigado pelo comment e por lembrar dessas cartas! ^^

A gente tenta continuar por vocês, que lêem e dão o feedback!
Bons tempos, não?

Testei algumas listas similares - garanto que essa aí funciona legalzinho, mas falta um pouco de interação.
Com Theros tô usando Karametra's Acolyte, Nylea, God of the Hunt e, claro, Nykthos, Shrine to Nyx para acelerar mana. Consegui um Primal Surge no turno 4 semana passada. Ainda tô mexendo bastante na lista, mas Omnath, Locus of Mana tem feito muito estrago também.

É a intenção xD


De nada, cara - desejo sucesso pro seu deck aí, qualquer coisa dá um berro que eu dou uma força!

Na minha lista atual coloquei um Asceticism solitário para aparecer com o Primal Surge. Wrap in Vigor é uma excelente carta, de fato - mas por conflitar com o Surge recomendo um build de Genesis Wave como mana sink, no caso.
Engines de mana com chroma/devotion ficaram bem fortes depois de Theros.

(Quote)
- 15/11/2013 10:53
Muito boa matéria cara. Além de divertida, sempre achei que magos azuis gostam de meninos. hahhaha Parabéns.

Eu fiz algumas modificações na lista e gostei mais. O deck bate muito, mas é vulnerável por isso coloquei Privileged position e Wrap in Vigor. O deck tá porreta no casual. =)
(Quote)
- 14/09/2013 16:36
Post sensacional!! Acho o Magic competitivo algo um tanto incoerente... particularmente, não gosto de gastar 500 reais em cartinhas de papel que vão mofar no meu armário depois de 3 meses... O For Fun atende completamente à proposta desse jogo - diversão!

Sempre gostei de Azul e Branco, mas o azul é uma cor muito chata pra jogar for fun... anular tira toda a graça do jogo... Uma cólera então, é pedir pra ser expulso do jogo hahaha

Esse MonoG ficou muito legal!! Acho que vou montar um bem parecido hehehe

valeu blitkun e mandark!!
(Quote)
- 14/09/2013 11:23
adorei o artigo,me deu vontade d emontar um casual pra brincar
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- 14/09/2013 02:06
Alguém testou o deck? queria saber como ele roda.
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- 13/09/2013 15:31
Cara, adorei esse artigo, me diverti bastante. Bons tempos aqueles em que eu montei um BW de 80 cartas que acelerava mana com Charcoal Diamond e Blood Pet; quando achava que não podia sacrificar o Mystic Familiar pro Fallen Angel por causa da proteção; e é claro, quando jogava sem pilha! Parabéns e continue com isso.
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- 13/09/2013 11:53
legal a explanação.

eu tenho um deck de guri tipo esses.

senti falta de summoning trap e entrada dramática na descrição. ainda que fosse pra descartar.

e em criatura : Vorme Espinha do Mundo / Worldspine Wurm. é do demônio :)


Claro que sei que o universo de magic é gigantesco e nao daria para falar de tudo que é legal.

mais uma vez .. parabéns!
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- 24/08/2013 12:50
parabéns pelo artigo, muito bom.
ri muito com os porrilhões hehe
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- 23/08/2013 14:47
Curti muito e me fez ler TUDO hahahahha
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- 23/08/2013 12:25
Lembrei de quando comecei no Magic, mana dorks, bichões e pump! Só bagunça.
Muito bom o artigo!!
\o/
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- 23/08/2013 03:19
Eu começei mno green so que de elfo era muito divertido
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- 22/08/2013 23:50
muito bom! deck verde win!!!
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- 19/06/2013 11:28
Um ótimo post sobre decks monogreen menininhos. Realmente todos tivemos nossa época em que jogávamos com verde, apesar que comigo foi bem no começo de quando comecei a jogar Magic. E um belo desenho do Jace que vocês usaram, além de uma boa piada. Espero ansiosamente por outros posts.
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- 15/06/2013 11:32

Muito obrigado pelo comment e pelo elogio Sr Jardim :D
Me agrada que você leia sempre - procuro sempre melhorar ou abordar temas diferentes.

Em que formato você joga?
Alguns meses atrás, no T2, tinha um monogreen aggro tier 2 que me pareceu bem divertido. Claro, era tier 2, mas mesmo assim estava fazendo algum sucesso por aí com aparições esporádicas nos top 8/16 em meio a 3/4-color decks.
Um dos meus sonhos é um dia acordar e descobrir que algum campeonato grande foi vencido por um monogreen de criaturas, ou um RG agressivo legal.

E aí Hans! Fico feliz por ter lido e comentado x3
A inclusão de Terastodon é bem sólida, mas não gosto dele na lista do Chroma Stompy pelo CMC dele - 8 é bastante coisa, e o deck não tem como acelerar mana de forma tão eficiente. Naquele monogreen que tenho levado para a Unicamp, com Vernal Bloom e Primal Surge, tem um elefantão no meio do deck - apesar de nunca ter vindo - justamente com esse propósito. Ou pelo menos tinha. Ah é, desmontei e fiz o zerg rush-theme deck. Remontar ele de novo.

Agradeço por ter lido e comentado - e fico muito feliz por estar recomendando o artigo a seu amigo. O intuito do artigo é expor e discutir meios de viabilizar um deck baseado na estratégia mais clássica do verde mesmo em ambientes de power level mais acentuado - e dar alternativas de melhora aos decks monogreen que "zicam por não ter resposta".
Desejo boa sorte ao seu amigo, que ele consiga fazer proveito desse artigo! ^^

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- 14/06/2013 09:51
Excelente redação e excelente artigo.
Vou indicar este artigo pra um amigo que começou jogar a pouco tempo e começou a perceber que o jogo não é só ter uma criatura grande.

Parabéns.
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- 14/06/2013 09:49
Quando comecei no Magic, jogava de 5C porque não tinha passado pela minha cabeça fazer um deck mono-colored... eu era muito novo e não tinha malícia... O que aconteceu foi que, depois que eu parei e voltei a jogar, fui direto pro monoG stompy e pro WW... A minha sugestão é: Não rolaria usar terastodon contra uns decks muito cheios de permanentes chatas, tipo Shackles ou Story Circle? (não rolaria até usar de main-deck, pra você, num cenário blocker-free, destruir 3 lands suas mesmo e ter efetivamente +18 de atk dmg? :D

Muito bom o artigo!

Parabéns!
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- 13/06/2013 23:05
Me identifiquei com essa sua estoria. Tb fui um adepto do bom e velho monogreen! pena que tive que acompanhar a evolução do pessoal e migrar pro competitivo. Saudades dessa epoca que o mtg era muito mais divertido.
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- 13/06/2013 20:20
Bem escrito e bem explicado!

Outro ótimo artigo!

Parabéns