REPORT (2/4) - 30/03/14 - 1° Lugar / TOP 4 com ELFOS

       

Por: andrebonotto em 02/04/14 22:00 | 0 comentários / 4,130 visitas

PARTE II


LINK para a PARTE I

(...)



Iniciemos, nesta segunda parte, ao relato do desempenho dos elfos nos duelos enfrentados durante o pareamento Suíço.

Para facilitar a orientação do leitor conforme ele avança na leitura do report, e para ser possível saber "o quanto ainda falta para acabar" o texto (rss...), ofereço a seguir um resumo geral do torneio, antes da descrição das partidas em si mesmas:


RESUMO DO TORNEIO:

R1) 2 x 1 vs UW STONEBLADE
R2) 2 x 0 vs D&T
R3) 2 x 0 vs BUG DELVER
R4) 2 x 0 vs MERFOLK
R6) 1 x 1 vs RUG DELVER

Resultado: 5-0-1 (16 pontos - 1° lugar no Suíço)

TOP 8) 2 x 0 vs UWr MIRACLES-THOPTER-STONEFORGE (?)
TOP 4) 1 x 2 vs POX


...


RODADA 1) 2 x 1 vs. UW STONEBLADE (Vinicius Barizon)


Game 1) LOST (L)

Começo povoando meu campo de batalha e juntando recursos para conjurar a Natural Order (NO) de minha mão inicial. No turno anterior ao qual eu pretendia fazê-lo, perco minha mesa para um Veredito Supremo ("- Ouch!"), que é seguido por um TNN equipado com Jitte ("- Nãããããããoooooo !!!"), para acabar mesmo com a festa dos elfos.
Após alguns turnos, vi que não havia mais retorno.

G2) WIN (W)

Tenho uma saída um pouco lenta, face a seu Meddling Mage nomeando "Glimpse". Após alguns turnos ele conjura uma Jitte, que "come" meu Abrupt Decay (AD), antes que esta fosse equipada no mago. Conjuro as forças da Cabala para me ajudarem, e o que elas me revelam me assusta - o oponente tinha mais umas 2 cartas de hate contra mim na mão (não anotei/lembro quais eram). Jogo cauteloso até ser possível conjurar NO Behemoth para dano letal, quando a barra estava limpa.

G3) (W)

Só restam 10 minutos na rodada, então embaralhamos/jogamos rapidamente. No Turno 3 (T3) ou T4 conjuro uma NO Behemoth, que o deixa a 1 de vida. Pensei, que mesmo com a possibilidade de levar um Veredito no turno seguinte, eu tinha mais elfos na mão que poderiam finalizar o jogo. E foi o que ocorreu: tomei um Veredito no turno seguinte. Não anotei/lembro como finalizei, mas deve ter sido com alguma(s) criatura(s) em algum "alpha strike" suicida.
1 - 0



R2) 2 x 0 vs. DEATH & TAXES (Adriano Henrique)


G1) (W)

Algum terreno meu leva uma Wasteland no T1 ou T2. No T3 eu começo um pequeno combo com Glimpse e Birchlore até encontrar um Berço e uma NO, que me permitem finalizar o jogo ali mesmo.

G2) (W)

Mantenho uma mão com alguns terrenos (incluindo 2x Berços), NO, Behemoth e alguns elfos.
Ele começa o jogo com sua "saída da inevitabilidade": Stoneforge Mystic (SFM) buscando Jitte de Umezawa, e começa a me travar com 2x Revogador Phyrexiano, o primeiro nomeando "Heritage Druid" e o segundo "Wirewood Symbiote". Tudo certo da parte dele; ele fez algumas jogadas do "manual do D&T contra os Elfos".

Só que meu potencial explosivo me permitiu "escapar de sua trava".
Baixei algumas criaturas nos primeiros turnos e joguei o Berço #1 no T3, usando-o para conjurar uma NO Progenitus, e deixando o Berço como "isca para travar seus terrenos".

(Você não sabia? O card Berço de Géia tem algumas habilidades ativadas adicionais escondidas...)





Meu oponente prefere não usar seu Porto, mas sim remover meu Berço "permanentemente", então ele ativa a "primeira habilidade escondida" do berço.
Em meu T4 jogo o Berço #2 e tenho mana suficiente para conjurar o Behemoth que estava em minha mão e atacar com alguns elfos, um Behemoth e um Progenitus bombadão.

(Se eu não tivesse os 2x Berços na mão de abertura, esse jogo teria sido bem diferente. Por isso, obrigado, Géia!)
2 - 0



R3) 2 x 0 vs. BUG Delver(?) (Ricardo Teles)

G1) (W)

Eu já havia jogado com o Ricardo em outro torneio (no torneio do meu report anterior), e lembrava que ele havia jogado com algum Combo. Em nossa conversa inicial ele me reconhece, relembra do jogo do torneio anterior, e "sem querer" "revela" que estava jogando de Storm Combo naquela ocasião.
Ele começa, joga uma Fetch-land e passa. Eu começo estourando uma Fetch-land para conjurar um Llanowar Elves, que fica Pasmo!. "- Wait... what ?!"

Bem, parece que o truque dele funcionou aqui.
No T2 ele conjura seu Deathrite Shaman (DRS). No meu T2 eu conjuro meu DRS#1, que come uma Force of Will (FOW), e conjuro meu DRS#2, que efetivamente entra em jogo.

Tomo um Hymn to Tourach (HTT) no T3 que descarta meu Elvish Visionary e uma Fetch-land. Eu penso, e apenas preparo meu próximo movimento, que pretendia encerrar o jogo. No T4 ele conjura seu Tarmogoyf (Goyf), e a barra parece limpa para no meu T4 eu fazer minha NO Behemoth - e é isso o que ocorre. Mesmo com o Goyf na defesa, meu ataque é letal.

G2) (W)

Eu começo com um DRS, e ele me faz um HTT em seu T2. No meu turno, eu conjuro Nettle Sentinel e Heritage Druid, viro os 3 elfos para gerar GGG e assim os melhores amigos, Visionário & Simbiota, podem se juntar à festa. O oponente consegue conjurar 2x Vendillion Clique em dois turnos seguidos, um deles me tirando um Green Sun's Zenith (GSZ) - que eu consigo comprar logo em seguida ("- Obrigado, Géia!").

Neste tempo, eu consigo conjurar a segunda dupla de melhores amigos, e ir ficando à frente na vantagem de cartas. (Acho que o Vendillion #2 acabou tirando meu Visionário #2, quando este voltou para minha mão). Ele troca o Vendillion #1 por um Sentinela (acho). Quando compro um Berço, posso conjurar NO Behemoth e encerrar a partida (não havia FOW nem Golgari Charm na mão dele).
3 - 0



R4) 2 x 0 vs. MERFOLK" (Wesley Luiz Barozi)


Conheci o Wesley antes, pois ele veio junto do grupo do Thiago Torres, Eric e Charlie Tortoza, e Leonardo Batista, grupo com quem estive conversando. Pelo que me lembro, o Wesley sabia que eu estava jogando com elfos, pois antes do torneio conversei sobre o deck com o Leonardo. E eu sabia que ele estava jogando de Merfolk, pois ele havia nos mostrado um de seus Senhor da Atlântida, bem antigo e "surrado", de Quarta Edição - seria esta uma "premonição" do que aconteceria com seus tritões, quando eles enfrentassem meus elfos...?





G1) (W)

Mulligan para 6, com uma mão "leve" de fontes de mana, mas contendo um terreno utilizável no primeiro turno, Quirion Ranger, NO e mais algumas criaturas.
Ele vai formando seu exército de tritões. Após TNN se juntar ao cardume, arrisco um NO, que resolve, buscando meu Behemoth para "arrebentar suas ondas".





G2) (W)

Mantenho uma mão com Fetch-lands, alguns elfos baratos, NO e Agulha Medular.
Ele começa com Frasco do Éter e algum tritão. Começo conjurando algum elfo no T1, e no T2 a Agulha, à prova de Daze, a qual resolve, nomeando o Frasco. Vou desenvolvendo meus recursos, até comprar um Glimpse. Decido fazer a NO (se resolvesse, era
dano letal), que é anulada pela Força de Vontade de seus tritões. Tudo bem, sem problemas, pois depois (no turno seguinte?) inicio um mini-combo com Glimpse, que me encontra a NO #2, e esta resolve, buscando o Behemoth que arrebenta as ondas e vence a guerra.

Já dizia Eladamri:
"- Um dia caminharemos onde antes havia água."




Com um Behemoth lutando ao lado dos elfos, isso é bem verdade.
4 - 0



R5) 2 x 0 vs. SHOW & TELL (Pedro Lopez de Souza)

Já joguei contra o Pedro anteriormente, me lembrava de que ele jogava de S&T, e parece que ele também se lembrava que eu jogava com Elfos. Isso implicava em eu ter de buscar "mãos rápidas", para melhorar minhas chances neste confronto.

G1) (W)

Creio que necessitei de um mulligan. A primeira mão, pelo que me lembro, era "justa"/lenta, sendo insuficiente neste caso.
Agora era tempo de invocar o Orgulho de Wirewood e rogar a Géia por proteção...




"- Que vossa força nunca nos abandone, mesmo quando tivermos de deixar este refúgio que encontramos."


O favor de Géia é concedido, e obtenho uma mão de 6 cartas com aceleração de primeiro turno, Quirion Ranger, Berço, Glimpse e Birchlore/Heritage.
E assim se inicia, a "Balada do Relance da Natureza".

Nas minhas anotações consta apenas:

"Vida minha = 20 - 19";
"Vida dele = 20 - 18";
"T2: Glimpse combo" - "2x Behemoths"





"- Toma essa, Emrakul !"



G2) (W)

Talvez eu tenha pego um mulligan aqui também; não me lembro ao certo. Só sei que agora minha estratégia havia mudado para "atrapalhar os planos do inimigo". Por isso, mantenho uma mão com alguns elfos aleatórios e um Thoughtseize (TS).

Ele começa, deixando um terreno desvirado. Tento conjurar meu TS de primeiro turno, mas minha mágica é perfurada!

Em meu T2, Géia novamente me favorece, servido-se das práticas tenebrosas da Cabala, que me livram de seu Show and Tell (ST) e, tendo vislumbrado o perigo de um Emrakul, the Aeos Torn à espreita, sou forçado a pedir que o leal Druida da Herança se sacrifique pelo Bem Maior, recapitulando a CT para livrar as florestas de Llanowar da ameaça Eldrazi.

Daí em diante passamos à corrida, com minhas tropas chegando a colocar uma pressão de 5 pontos de dano ao turno; enquanto meu oponente manipula seu grimório em busca de respostas/ameaças maiores.

Não tendo encontrado respostas, meus elfos reclamam o novo território, colocam seus arcos e espadas de lado, e se põem então a celebrar e contar histórias sobre seus nobres feitos.




5 - 0



R6) 1 x 1 vs. RUG Delver (David Oliveira)

David. Este eu reconheço de outros tempos. Campeão dos duelos nacionais do último ano. Oponente de batalhas anteriores...

"- Enfim, encontramo-nos novamente."
"- Assim parece."
"- Aceitas negociarmos a paz e pouparmos novas baixas em nossos exércitos?"
"- Lamento, mas os espólios em jogo são de grande valor, e é por eles que luto agora."
"- Então que assim seja..."






A batalha foi longa, destrutiva, e com muitas reviravoltas. O caos reinou, e poucos combatentes sobreviveram. Os que ainda vivem, preferem deixar essas lembranças para trás.
Por isso, quase nenhuma informação ainda resta sobre esse confronto...

G1) (W)

Mantenho uma mão capaz de gerar uma quantidade confortável de mana, e felizmente ela também tem um Glimpse. Tento resolvê-lo no T2 ou T3, mas "meu Glimpse descarta uma FOW".





Vou desenvolvendo meus recursos até conseguir, no T4 ou T5, resolver uma NO à prova de Spell Pierce, que busca o Behemoth para finalizar.

G2) (L)

A maioria do batalhão élfico perde sua vida enfrentando aberrações da natureza de diversos tipos, que ofendem a Géia.
A Confusão/Bagunça é tamanha, que arcos e flechas tentam em vão suportar a fúria de tempestades de fogo e de água.
O moral dos elfos se esvai.

Novas tropas são convocadas.

G3) DRAW (D)

As defesas se preparam. A liderança traça novos planos.

Recursos são mobilizados, e em certo turno (talvez já estivéssemos na contagem regressiva dos cinco turnos finais) sou capaz de gerar oito manas, e tenho 2x NO na mão.
Conjuro a primeira, que descarta uma FOW, como era de se esperar.






Agora, eis a dúvida: arriscar enviar as tropas numa missão arriscada para tentar promover a Ordem Natural pela segunda vez no mesmo turno?
Ou juntar mais recursos, e aguardar mais um turno antes de fazê-lo?

Acabo preferindo a segunda opção.
Afinal, a lição de Dosan deve prevalecer - "Paciência e observação".
De nada adiantaria ceder ao ímpeto, conjurar a NO #2 sacrificando um importante elfo no processo (minha vida estava baixa, e eu enfrentava um Delver e dois Goyfs inimigos), apenas para ter meu novo trunfo anulado por um "mísero" Daze / Spell Pierce.

Não bastasse isso, lembrei-me que o empate me favorecia, afinal, eu era o único que estava até aquele momento com 15 pontos.

Portanto, eu não necessitava recorrer à manobra de maior risco; poderia, eu pensei, me dar ao luxo de jogar de forma conservadora e "forçar o empate".

E foi isso que ocorreu.

Eu uso meu Abrupt Decay comprado há um turno ou dois para remover a ameaça Insetídea. Alguns elfos leais se voluntariam a adotar a Causa do Mártir para impedir o avanço dos Tarmogoyfs (para garantir que eu estaria fora do alcance dos Raios). Assim, consigo manter a posição no front pelos últimos dois turnos que faltavam.

O sino da divisão toca, e o empate é declarado.
5 - 0 - 1


Sendo o único jogador com um total de 16 pontos, classifico-me em 1° lugar no Suíço, obtendo a premiação no valor de R$ 800,00 em produtos da loja.





Utilizo esses recursos para recompensar os elfos pelos seus sacrifícios, reclamando a eles os territórios de dois Lagos Alpinos Ferventes e de uma Floresta Tropical Nebulosa, além de alguns outros Bueiros de Vapor.





Estes territórios serão purificados pela Adoração à Géia, e poderão ser utilizados na proteção de Llanowar e em sua unificação posterior à Grande Floresta.

Mas esses são planos futuros.

Neste momento, ainda restavam alguns últimos combates a serem travados...


(...)


LINK para a PARTE III



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EDIT: Adicionei no início do texto um "resumo geral do torneio", para facilitar a orientação do leitor.






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