MagicArte: Goblins - Mão Inicial e Etapas do Jogo

       

Por: Magic_Sharingan em 28/08/14 11:37 | 7 comentários / 1,692 visitas

Boa Tarde Ligamagic,

O capítulo de hoje, tem mais a ver com o Goblins do que os capítulos anteriores. Ultimamente o goblins tem perdido muito a presença em champz já que os decks tem ficado cada vez mais fortes. Por isso acho muito importante o conceito de mão inicial, pois no legacy o mal deve ser sempre cortado pela raiz!!

Boa leitura.


Mão Inicial

Jogando de Goblins, o jogador tem que ponderar entre três coisas importantes antes de decidir sua mão inicial, que são: Curva media de mana (das cartas na mão), quantidade/qualidade dos terrenos na mão, se vai começar de Frasco ou Lacaio.

Começar de Lackey sem sombras de duvidas, é a mais dominante e impactante abertura de jogo para o goblins, pois desbalancea o jogo logo de cara, deixando seu oponente em Xeque. Porem é bastante inconsistente, por isso abrir o jogo de Frasco do Éter é minha abertura padrão. Se aliada a um Rishadan ou Wasteland, eu posso punir oponentes que arriscam jogar com mãos duvidosas sem perder o potencial de dano nos próximos turnos.

Depois de decidido o Keep e sabendo curva de mana media, quantidade de lands na mão, podemos decidir qual postura adotar (Tempo ou Aggro). Basicamente:

Curva alta = Tempo
Curva baixa = Tempo
Lackey + Removal = Aggro

Logo na primeira parte do nosso guia, eu comentei que o Goblins geralmente joga por Tempo, pois quando a curva está baixa, raramente terá algo efetivo para se fazer, ficando a mercê dos Top Deck e o Tempo que você gera, será recompensado com as Matronas ou Ringleaders futuros. Se a curva estiver alta, simplesmente não tem como agredir, então Tempo também. E Lackey + Removal é god hand, então abuse disso.

*PS: Quando eu comecei a escrever este artigo, eu ainda jogava com a lista padrão (sem mox e 4 rishadan). E nesse tempo eram essas as impressões que eu tinha. Caso você seja usuário de Chrome Mox, temos outro perfil. Mox + Curva Baixa te da a possibilidade de agredir. Na verdade quando a Mox vem na mão inicial, raramente você jogará por Tempo, pois a Mox te da Time Advantage.



Etapas do Jogo

Early Game: é a primeira etapa do jogo. Eu considero Early Game os três primeiros turnos do jogo (de cada player). É sem duvidas a fase mais importante do Legacy, já que a pool de cartas desse formato, tem um Power Level elevado permitindo jogadas perigosíssimas nessa parte.

Cerca de 60~70% dos decks Legacy, conseguem decidir o jogo nessa etapa. Podemos pegar os mais básicos (Affinity, Zoo, Burn) até os mais complexos (Combos em geral, Delver.decks) com cartas de custo 0 e 1 aos montes.

O que fazer?

Como Goblins ter a curva de mana em 3, a mão inicial deve conter o mínimo possível de cartas para ser feita pelo Hard Cast. Curva 3 significa passar o Early Game inteiro sem fazer nada efetivo e isso faz do deck uma aposta arriscada. Não tenha medo de dar Mulligan, pois o deck recompensa muito quando as cartas certas vem. Passando de curva 3 para kill turno 3.

Mid Game: Considero Mid Game do 4° turno, até o primeiro player juntar 7 lands (salvo algumas exceções). A justificativa, é que a partir de 3 lands no jogo já começam a aparecer as bombas e os players já tem recursos suficientes para fazer as melhores jogadas dos decks.

O que fazer?

No mid game, você certamente já sabe contra o que está jogando e por isso as decisões são mais fáceis. Se seu Early Game foi estupendo você já esta pronto para matar, basta esperar o oponente virar os terrenos, para descer criaturas com ímpeto na cara dele. Se seu Early foi mediano, ou seja, manalock com Vial, essa é a hora de retomar o clock pro deck que merece - O aggro. Com vial em jogo, o mid game é prazeroso de jogar, pois sem ter que dar Hard Cast nas magicas, abre um leque de jogadas onde a sua criatividade é o limite (e as opções na mão também). Caso o Early tenha sido muito sofrido, mas você consegue acumular terrenos, a estratégia é aguentar a pressão e levar o jogo pro Late Game, onde a pressão deve diminuir.

Late Game: do 7° land em jogo pra frente. Usando o "basicão" do Magic, da regrinha "2 cartas 1 Land", estaremos no turno 13~15. Muita coisa já aconteceu, e somente os decks mais robustos (controls) são efetivos nesse momento. Um jogador aggro já esta bastante exausto nessa parte do Duelo, então é bastante importante manter o foco, pois o Goblins vai responder muito bem nessa etapa.

O que fazer?

Nessa hora você já tem todos os meios possíveis de se reinventar em jogo. A partir do sétimo terreno, um Ringleader não cai mais sozinho no jogo. Nessa parte do game o Manalock já não é tão necessário, mas ainda é eficiente, caso o deck do oponente precise de custos duplos. Ainda é valido esperar a brecha, tentar um Kill assim que o oponente virar todos os terrenos. Mas nessa parte do jogo, os Ringleader e as Matron feitas pelas Cavern of Soul ou Aether Vial, devem garantir sim a vitória.


O grande prazer de jogar de goblins é saber que ele é o UNICO deck do formato, capaz de ser imensamente efetivo durante essas 3 fazes do jogo. Seu early game com Lackey é descomunal, o mid game com Vial pra 3 e 4 contadores são incontroláveis e seu Top Deck do Late Game de Matron e Ringleader te dão fôlego suficiente, para fechar a partida.

Com isso eu termino o guia básico de jogo, deixando assim livre para fazer o cardBycard com menos frescuras. Goblins, Bater em retirada!






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Comentários

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(Quote)
- 28/08/2014 23:35
Acompanhando o artigo desde o início... tenho algumas coisas a dizer.

Tenho um goblin e sempre tento deixar ele na melhor forma possível, mas sabe o que me desanima?

Bom,

Primeiramente estamos em falta de criaturas na curva 2. Principalmente na parte de destruir artefatos.

- O que que custa lançar um goblin maroto "C" 1R 2/1 quando entra em jogo ou sacrifica destrói o artefato alvo: nada de mais.

- Tin Street "pifa" com lackey, vial, warchief e kiki jiki.

- Tuktuk é muito lento ao meu ver, sendo que a maioria das partidas legacy se desenrolam até turno 4 sendo que dificilmente você consegue descer um mana por turno.

Depois, vem o fato dos splash pra preto / branco / verde.

- Geralmente quem o faz, usa apenas uma fonte de mana para cara (taiga/bad/plateau); daí toma wasteland e fica com as cartas paradas na mão.

Cara, todos tribais receberam PUMP e ao meu ver, é a hora de goblin receber também...

Finalizo, e goblins !! Bater em retirada, ;)

(Quote)
- 28/08/2014 18:20
Bacana ver a galera participando, queria agradecer a vocês por isso.

@Brook_Nooris: cara eu pensei bastante em como ia colocar essas coisas. Mas uma coisa q eu ja tinha definido pra mim era tentar citar o minimo possivel o nome das cartas, pra não atrapalhar o Card By Card. Claro q tem cartas q são as peças fundamentais e por isso não teve como fugir delas. Essas informações q vc pediu vão constar quando o assunto for elas.

@EderMogi: concordo sim o TNN ajudou a piorar, pois alem do ponto q vc citou, nasceu o Patriot e fortaleceu o BUG. Ambos os decks conseguem colocar uma pressão infinta no Early game assim como o RUG faz, e pro goblins é extremamente dificil de lidar com isso, pois é no momento q o goblins tem menos recursos em jogo.
(Quote)
- 28/08/2014 15:17
O q ajudou a piorar o ambiente pro deck de goblins foi o lançamento do True-Name Nemesis pois mtos dos hates q estão sendo usados contra ele pega os goblins tbm...
Mas o deck continua mto bom e forte.
(Quote)
- 28/08/2014 14:26
bacana, estou acompanhando e curtindo, só gostaria de ressaltar que a mão inicial também depende de outros fatores, como saber o deck do oponente, estar no draw ou no play, e tudo isso influencia também a questão lackey x vial, em certos matches acaba sendo mais interessante fazer o vial t1 pra garantir um "pseudo ramp" e consequentemente mais presença de mesa.
(Quote)
- 28/08/2014 14:14
Excelente artigo !Não jogo de goblins mas com certeza o conceito das "fases" do jogo, como você colocou, são úteis pra qualquer deck.
(Quote)
- 28/08/2014 13:04
Otimo artigo amigo,sempre dando dicas pra galera jogar de goblins. Continue assim o/
(Quote)
- 28/08/2014 11:48
Muito bem.
Continue.
Gostando de ler o que vem escrevendo.
Sempre um aprendizado.