(Lore) Retorno a Ravnica 01 - Capítulo 02

       

Por: Alysteran em 20/01/19 23:02 | 0 comentários / 237 visitas

Olá, pessoal

 

Segue o segundo capítulo do livro de Retorno a Ravnica, O Secretista. Para achar facilmente o link do capítulo 1, veja o índice ao final do post.

 

Para outros contos oficiais adaptados para o português, incluindo a história completa do bloco de Tarkir, veja o Índice de Artigos Traduzidos.

 

Alysteran

 

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RETORNO A RAVNICA: O SECRETISTA - PARTE UM

 

 

Autor: Doug Beyer

 

Capítulo anterior: 01 - Batendo em Portas

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CAPÍTULO 02 - DENTRO DA MENTE DE FOGO

 

Título original em inglês: Inside the Firemind

 

Jace reuniu mana e disparou sua magia mental como uma flecha. O feitiço, invisível, navegou pelo ar até Niv-Mizzet e penetrou a mente do dragão. Jace sabia que não teria tempo para se enraizar ao redor do conhecimento que indubitavelmente enchia as memórias do dragão ancião, então se focou em uma tarefa: descobrir o que Niv-Mizzet sabia sobre o labirinto.

 

Foi como cair em um inferno. Pensamentos incompreensíveis passaram por ele em chamas. Teorias selvagens, experimentos impossíveis e teses loucas turbilhonaram como um temporal ao seu redor, tudo exposto contra o pano de fundo de milhares de anos de memórias. Niv-Mizzet não tinha pensamentos superficiais. Era como se o tempo todo ele tivesse redemoinhos de ideias competindo entre si, frentes de tempestades mentais colidindo umas contra as outras, e ainda assim todas convergindo de alguma forma em pensamentos coerentes.

 

Mas enquanto o feitiço de Jace o levava através da mente do dragão, ele conseguiu reconhecer um padrão, como um único relâmpago que se destacava em meio ao caos. Era a obsessão do dragão com seu projeto. Em sua mente, ele o chamava de Labirinto Implícito, um quebra-cabeça esculpido ao longo da própria Ravnica, um mistério que ele acreditava levar a um poder incalculável.

 

Jace foi consumido pelo fervor do dragão pelo Labirinto Implícito. Mil possíveis soluções se agitavam na mente de Niv-Mizzet. Infinitas rotas chiavam e se quebravam através de sua paisagem mental. Mas Jace sabia, como o dragão sabia, que nenhuma delas estava totalmente correta.

 

E então ele viu o que esperava ver. O dragão conhecia o prêmio do Labirinto Implícito. Jace o viu também, e percebeu seu poder. E então entendeu por que Niv-Mizzet tinha colocado toda sua guilda para resolvê-lo.

 

Quando o portão Izzet se fechou e o contato com o dragão se dissipou, Jace sentiu que sua intrusão fora notada. A atenção do dragão se direcionou a ele naquele momento, como o olhar de um predador mirando sua presa, curioso e inquietantemente paciente.

 

 

 

“Jace, que bom que você voltou,” disse Kavin.

 

Jace voltara a seu santuário e bateu a porta atrás de si. Ele estava respirando ofegante e tentando se acalmar. Seu compatriota vedalkeano Kavin estava lá, provavelmente ainda trabalhando nos fragmentos do código que eles tinham encontrado, reunindo agonizantemente o que Jace aprendera em um momento abrasador.

 

“Kavin, nós precisamos conversar.”

 

Kavin agitou um maço de papéis, cobrindo sua mão elegante com tinta fresca. “Sim, você está certo, porque você vai querer ouvir isso. Eu descobri algo.”

 

“Eu também.”

 

“Excelente. Agora, então. Eu estive pesquisando todas as amostras que coletamos. As obras em pedra, os escombros, os artefatos. E eu achei um padrão.”

 

“Kavin.”

 

“O código. É uma versão de um escrito Azorius obsoleto, datado de centenas, talvez milhares de anos atrás. Nós teremos que encontrar alguém que consiga decifrá-lo, naturalmente. Mas, na verdade, acontece que eu tenho alguma facilidade com runas Azorius. Você pode chamar isso de um antigo hobby—”

 

“Kavin, escute.”

 

“Eu não tinha percebido isso antes porque não estávamos organizando os fragmentos do jeito certo, e nossas amostras estão incompletas e gastas pelo tempo. Mas eu consegui supor alguns dos termos e conceitos aos quais eles se referem.”

 

“Kavin, eu sei o que o código significa.”

 

Kavin piscou. “Você sabe?”

 

“Eu fiz uma... observação. Os Izzet estão investigando o mesmo mistério que nós.”

 

Kavin levantou a cabeça um centímetro. “Você estava seguindo membros da guilda Izzet?”

 

“Eles encontraram algo relacionado ao código.”

 

“Espere. Você usou magia para invadir as mentes deles?”

 

“Eu obtive um pouco do conhecimento deles, sim.”

 

“Jace, interferir em assuntos das guildas pode ser muito perigoso.”

 

“Uma rota. Eles começaram a juntar as peças de uma rota específica.”

 

Kavin ergueu suas anotações. “Foi o que eu descobri também. Há repetidas menções nas pedras a uma ‘rota que atravessa a civilização’, uma ‘rota que leva a uma grande promessa’.”

 

Jace assentiu. “Os Izzet pensam nisso como um labirinto.”

 

“Um labirinto, sim, é uma tradução melhor. Então, você descobriu o que esse labirinto é?”

 

“Não parece ser um labirinto no sentido tradicional. O labirinto parece levar de um ponto a outro – construído na própria estrutura dos distritos existentes. Um labirinto implícito. É por isso que nós temos visto os Izzet aparecendo repetidamente, fazendo experimentos por todo o Décimo – eles estão descobrindo a rota através desse labirinto. Todo esse tempo você e eu temos encontrado os restos da mesma trilha que eles têm seguido.”

 

Jace observou Kavin absorver essas revelações. O rosto do vedalkeano raramente demonstrava emoções da mesma forma que os humanos, mas Jace pôde perceber que ele estava se debatendo. Esse mistério era uma tentação para sua própria mente curiosa, mas Jace sabia que seu compatriota tinha sérias dúvidas sobre persegui-lo.

 

“Jace, os Izzet não são apenas rivais acadêmicos. O mestre de guilda deles não encara a competição gentilmente.”

 

“Eu sei. Mas não é a competição que me preocupa. É o que está no final do labirinto. Acho que é algo que pode se mostrar muito, muito perigoso. Algo que pode alterar o equilíbrio entre as guildas. Algo que pode impactar nosso mundo inteiro.”

 

“O que é?”

 

Jace se perguntou se deveria dizer a Kavin até mesmo o que compreendera da mente de Niv-Mizzet. Mas esse era o fim da pesquisa deles. Essa era a resposta que eles tinham buscado. “Poder. Os Izzet acreditam que o labirinto leva a alguma forma de grande poder. Talvez até mesmo uma arma. Eu não sei exatamente o que é ainda, e não acho que Niv-Mizzet saiba também.”

 

Os olhos de Kavin se arregalaram à menção do nome do dragão, mas Jace prosseguiu.

 

“Mas esse labirinto, esse código, tudo isso – é antigo. Foi algo construído ao longo dos distritos, há muito, muito tempo. Se é algo que inspira tal obsessão em um dragão, se é algo que ele pensa que vale seu tempo, então provavelmente é algo que não deveria cair em suas mãos. Nós temos que perseguir isso, Kavin. Precisamos descobrir o que está no final do labirinto antes que o dragão descubra. Mas há um problema ainda mais urgente.”

 

“Jace, quem exatamente te deu essa informação?”

 

Jace agarrou a bainha de seu manto. “Esse é o problema.”

 

“Quem foi?”

 

“O dragão, o próprio Niv-Mizzet. Eu vi isso, tudo isso, na mente dele. E ele talvez tenha me visto também.”

 

“Jace...” Kavin apertou os olhos bem fechados. Ele pressionou os dedos em sua testa de pele azul até que manchas arroxeadas se formaram ao redor das pontas dos seus dedos, e respirou fundo várias vezes. Então Kavin abriu os olhos novamente, suas palavras vieram lentamente e ele colocou paciência nelas à força. “A resposta é não.”

 

“Eu sei que há riscos. Mas talvez a gente consiga ficar à frente deles. Talvez a gente possa chegar ao fundo disso antes deles.”

 

“Você não entendeu. Eu não estou apenas recusando. Eu estou te dizendo não. Você não pode prosseguir com isso. Nenhum de nós pode. É suicídio.”

 

Jace se lembrou da sensação dos olhos do dragão, da mente do dragão, se virando em sua direção, apenas por aquele instante. Isso trouxe à mente o encontro de gelar a alma com o dragão Nicol Bolas. Seu conhecimento recém-adquirido sobre a descoberta dos Izzet viera com um custo problemático – a possibilidade de mais um dragão saber seu nome.

 

“Jace, terminamos com isso. Eu preciso te lembrar o que acontece quando as guildas querem algo? Elas arruínam vidas. Elas usam as pessoas. Se nos envolvermos, nos exporemos ao pior do que elas são capazes.”

 

“Mas isso não significa que nós deveríamos nos envolver? Você não acha que isso é importante?”

 

“Claro que é importante. Pelo que você está dizendo, é tremendamente sério. E é exatamente por isso que estamos encerrando esse projeto, destruindo todos os traços da nossa pesquisa e deixando esse distrito.”

 

Jace queria contradizê-lo. Queria se rebelar, seguir em frente sem a ajuda de Kavin. Ele sabia que investigar esse labirinto poderia colocá-lo em perigo, e tinha aceitado isso. Mas pensou em seu tempo com o Consórcio do Infinito e em como tinha aprendido que, quando se colocava contra os poderosos, aqueles com os quais se importava eram os que se feriam. Ele pensou em seu amigo Kallist, que até o próprio Jace manipulara no final. Ele pensou em Kavin – um homem talentoso, mas que não era páreo para a crueldade dos mestres das guildas de Ravnica.

 

E ele pensou em Emmara, que o trouxera da beira da morte e novamente não pedira nada em troca. Ela não fora nada além de uma amiga para Jace, e ele não trouxera nada além de perigo para ela. Emmara sobrevivera a uma tentativa de assassinato por causa dele. Quanto mais ele perseguia sua curiosidade, mais ela sofria as consequências.

 

Talvez isso não fosse nada. Talvez fosse só uma fantasia selvagem de um dragão caprichoso – Jace não encontrara nada em sua pesquisa que sugerisse que o labirinto levava a uma arma ou outra coisa que pudesse colocar Ravnica em perigo. Talvez ele estivesse colocando em risco a si mesmo e seus aliados por, mais uma vez, colocar o nariz onde não devia. Jace desejou poder mergulhar nas camadas de segredos, mas não conseguiu ver nenhuma forma de contornar os graves riscos.

 

“Então?” Kavin perguntou.

 

 

Mirko Vosk caminhava agilmente, esquadrinhando a noite por testemunhas. Quando chegou à intersecção escolhida, as ruas estavam abandonadas. Então ele se aproximou de uma parede de tijolos e caminhou diretamente através dela.

 

A parede se transformou em névoa por um momento, permitindo sua passagem, e então voltou a ser de tijolos sólidos quando ele chegou ao outro lado. Os corredores abandonados do submundo se ramificavam diante dele. Vosk desceu uma escada semidesabada, passando sob uma série de arcos, e traçou seu caminho através de passagens laterais não sinalizadas. Mesmo na escuridão, seus olhos refletiam como espelhos.

 

O corredor se ampliou para uma catacumba qualquer. Vosk estava rodeado por um anel de prateleiras de rocha bruta onde restos de esqueletos de ravnicanos esquecidos estavam sepultados. Ele soube que tinha chegado ao local de encontro correto porque suas presas desceram involuntariamente. Vosk podia sentir a presença de seu mestre como uma respiração em seu pescoço.

 

Ele se virou em um círculo lento, se dirigindo ao ar ao seu redor. “Eu tenho novidades, Mestre.”

 

“De Beleren... Sim, eu vejo,” veio a voz – um grasnado rouco onidirecional que ecoou pelas passagens.

 

“Ele sabe de algo – algo que pode ser de valor para a guilda.”

 

“Sim,” disse a voz. “Ele pode se mostrar o instrumento de que precisamos.”

 

Vosk se virou, falando para as paredes ao seu entorno. “Eu devo drená-lo para o senhor, Mestre?”

 

“Fale-me da outra, Vosk. O que seus sentidos dizem sobre a garota Selesnya?”

 

“Trostani a tem em alta conta, como o senhor previa, Mestre. A importância dela cresce. Eu farejo isso ao redor dela.”

 

“E como se chamam dois caminhos que se cruzam e se tornam um?”

 

“Sincronia?”

 

Oportunidade,” grasnou a voz. “Ao aplicar pressão em um ponto, nós tiramos a atenção de outro, não é?”

 

“Sim, Mestre.”

 

“E então nós podemos conseguir a elfa por meio do Culto, e Beleren por meio da elfa.”

 

“Como o senhor desejar.”

 

“Você é meu agente mais promissor, Vosk.”

 

Vosk assentiu solenemente. “Obrigado, Mestre.”

 

“Mas se você falhar comigo,” disse a voz, “eu vou substituir as suas costelas por pedaços de madeira, assim cada respiração sua ameaçará espetar seu coração.”

 

“Eu entendo,” disse Vosk.

 

Não houve mais resposta.

 

 

Em um bosque sagrado do Décimo Distrito, Emmara se curvou diante de Trostani, uma criatura composta por três dríades reunidas. Cada um dos corpos da parte de cima de Trostani se movia e falava independentemente, cada um era uma bela mulher com folhagem no lugar dos cabelos, cada um era uma voz poderosa do Conclave Selesnya. Mas a parte de baixo de seus corpos convergia para um único tronco sinuoso, como uma árvore robusta. Trostani era a líder dos Selesnya, mas Emmara sabia que ela era mais do que isso. Trostani era o símbolo vivo da crença de sua guilda na unidade, a encarnação do poder das massas reunido em um só corpo.

 

“As criaturas selvagens do mundo estão abertas para você, Emmara Tandris,” disse Trostani. Conforme sua mestra de guilda falava, as três diferentes dríades entrelaçavam seus discursos, não exatamente falando em uníssono, mas harmonizando suas palavras em uma única voz. “Seus talentos como curandeira são grandes, mas nós desejamos vê-la executar magias ainda maiores. Convoque o poder dos elementais da natureza. Eles ainda respondem quando nós os chamamos, desde que continuemos acreditando no mundo como uma entidade única, como eles acreditam. Você é a embaixadora deles agora, e eles são seus guias.”

 

Emmara fez uma mesura novamente. “Meus mais profundos agradecimentos, Mestra de Guilda.”

 

“Sua gratidão é bem-intencionada, porém prematura. A hora do perigo se aproxima. Reúna todos os que você quer bem, pois está chegando o dia em que nossa unidade será testada.”

 

Emmara pensou no projeto secreto dos Izzet e na paranoia das outras guildas. “Mestra de Guilda, há um caminho para preservar as guildas sem o Pacto das Guildas?”

 

“Apenas se nos tornarmos um,” disse Trostani, as palavras flutuando graciosamente das três dríades. “As guildas são uma expressão das crenças deste mundo, e não podemos sobreviver sem elas, assim como não podemos sobreviver sem nossa crença. Mas lembre: o indivíduo não significa nada. Fronteiras são uma ilusão. Se você pretende nos tratar, curandeira, deve dissipar as barreiras. Você não deve permitir que as dez se separem, ou todos iremos à ruína.”

 

Emmara se sentiu indigna desse encargo. Ela fez mais uma reverência a Trostani, e as três dríades fizeram uma mesura para ela em resposta, seus troncos se curvando como um salgueiro gracioso. Emmara se virou para partir do bosque, e sabia quem ela precisava convencer a ajudá-la, estivesse ele disposto a se juntar à guilda ou não.

 

Antes mesmo que tivesse deixado o bosque Selesnya, um mensageiro correu até ela, claramente a procurando. “Emmara Tandris?” ele perguntou. Quando ela confirmou, ele lhe entregou uma carta enrolada. “Me disseram que o remetente era alguém chamado Berrim.”

 

“Obrigada.”

 

Berrim era o pseudônimo que Jace usara quando ele e Emmara se encontraram pela primeira vez. Ela abriu a carta e leu.

 

Emmara,

 

Peço desculpas. Entendo agora por que você tentou me convencer a me juntar a você para alcançar as outras guildas. Entendo agora por que as guildas ficaram com medo e hostis com os Izzet, e por que você e sua guilda estão procurando toda a ajuda que puderem encontrar para os tempos que estão por vir. Mas receio que eu não possa ser aquele a lhe ajudar.

 

Meu compatriota Kavin e eu descobrimos pistas que nos levaram à origem dos planos Izzet. Mas infelizmente este deve ser o fim de nossa investigação. Eu trouxe um grave perigo para nós e Kavin me convenceu de que o melhor caminho é abandonar nossa pesquisa completamente. Na verdade, eu pretendo ir um passo além: em breve destruirei nossas memórias de algum dia ter aprendido sobre esses assuntos. Se você me perguntar sobre qualquer coisa relacionada a isso em algum futuro encontro, não me lembrarei desses eventos, incluindo essa carta, e não entenderei o que você estiver perguntando. Essa carta é para informá-la da razão para meu comportamento futuro, e para pedir perdão por minha relutância.

 

Lamento. Sei que isso será um desapontamento para você. Espero que com o tempo você entenda meus motivos. Enquanto isso, minha amiga, espero que leve em conta sua própria segurança, e considere abandonar suas preocupações com as ações dos Izzet.

 

Seu,

Jace

 

Ela amassou a carta no punho e se virou para o mensageiro. “Quando isso foi enviado?”

“Nesta manhã, senhora.”

 

“Você pode chamar um meio de transporte? Eu preciso da coisa mais rápida que você puder encontrar pra mim.”

 

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Próximo capítulo: 03 - Esculpindo Mentes

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Retorno a Ravnica: O Secretista - Parte Um

Capítulo I: Batendo em Portas

Capítulo II: Dentro da Mente de Fogo

Capítulo III: Esculpindo Mentes

Capítulo IV: O Alcance da Lei

Capítulo V: A Multidão Barulhenta

Capítulo VI: O Caminho Subterrâneo







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