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Meu Retorno ao Magic
 Meu Retorno ao Magic
edulages

Esquilo
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Registro: 06/07/17

Postado em: 02/06/18 21:49
Oi, eu sou o Eduardo Lages, escritor e jogador casual de Magic.
Como eu estou enfrentando um bloqueio para escrever literatura, resolvi escrever sobre Magic.
Para ser mais preciso, resolvi escrever sobre minha experiência de voltar ao jogo.
Eu sou um órfão eterno do extended, e há 10 meses voltei trazendo na mala um monte de estratégias velhas, posicionamentos ultrapassados, arquétipos que caminham de forma desengonçada no ambiente hiper-eficiente do Modern.
Os primeiros meses foram confusos, tentei montar umas 4 listas budget, que não funcionaram bem, e não só as listas eram esquisitas, como eu também estranhei muito o Modern. No extended, Wooly Thoctar foi revolucionário, 5/4 por 3 manas era coisa de outro planeta, porquê os removals também eram desengonçados. Hoje em dia, com 3 manas, você dá um push e um path em dois Thoctars, um bolt num Nacatl, e ainda manda o oponente tomar no cu. O formato é hiper-eficiente, como eu já disse.
Mesmo assim, e com muito pouco dinheiro, eu continuei tentando testar as estratégias que eu dominava na época do velho formato.
A primeira delas que deu algum resultado, foi um Monoblack midrange baseado em fazer boas trocas, segurar o jogo e matar muitas vezes no dano direto, com Gatekeeper of Malakir, Geralfs Messenger(pasmem), e Gray Merchant of Asphodel.
Como o matchup contra Deaths Shadow era ótimo, eu consegui o 9* Lugar em um Pptq Modern com 80 Players, na Domain Games.
Eu Também quase entrei no Top8 de outro Pptq, pilotando um WW tribal de Kithkins (pasmem, d novo), fechando 4-2.
Depois de gastar tempo com budgets que acabaram não dando em nada, eu resolvi testar uma estratégia bem All In de Goblins, algo bem diferente de tudo que já joguei em termos de Magic. As coisas não estavam indo pra frente, então mesmo sem gostar muito da "cara" do deck, fiz um ultimo investimento com o pouco dinheiro que tinha disponível para Mtg. No final das contas, o deck acabou rendendo vários frutos, que vou dividir com vocês.

1- Eu aprendi muito sobre magic, e continuo aprendendo DEMAIS, só por ter saído da zona de conforto Control/Midrange em que eu me enfiei durante 13 anos de Magic, recusando a jogar seriamente com uma shell que não jogasse o control role.
2- Fiz 5-2 ( e por muito pouco poderia ter sido um resultado ainda melhor), no Power modern do CLM passado, com quase 90 players.
3- Faltei em duas etapas de uma determinada loja durante o classificatório para o CLM atual, e mesmo assim passei em 4* lugar para o top8, fazendo 3-1 em três etapas seguidas.
4- Conquistei minha vaga e bye 1 para a grande final do CLM, em um aberto, pilotando minha lista de pequeninas criaturas verdes.

Ou seja, o recado que fica, é:
O esforço, a motivação para o jogo e a persistência, valem muito mais nas competições do que o preço do seu baralho. Magic é pay to play, não pay to win.
Claro que eu gostaria de estar pilotando um Tier 1, mas hoje isso está fora da minha realidade, e da de vários outros antigos jogadores, alguns muito melhores do que eu. O que importa, é que os goblins me fizeram sentir novamente "Dentro da competição", e por mais que eu seja um jogador de habilidades modestas e limitadas, isso me dá confiança suficiente pra crescer durante os torneios e jogar tudo o que eu sei.

A temporada Modern, o GP e a grande final do CLM vem chegando, e eu desejo bons treinos e boa sorte para todos vocês. 😊
 
AllanCs

Esquilo
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Postado em: 03/06/18 20:56
Gostei do texto ms vc não disse o que foi esse ultimo investimento, fiquei curioso
 
edulages

Esquilo
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Postado em: 03/06/18 22:24
O ultimo investimento foi realmente o deck de goblins, haha. Pra vc ver como a grana aqui está curta.
 
diogoleal

Esquilo
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Postado em: 04/06/18 09:45
Bacana o seu relato sobre o retorno ao jogo.

Na minha opinião Globins em qualquer formato eterno é um deck barato e eficiente.

 
edulages

Esquilo
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Postado em: 04/06/18 13:17

Cara, eu concordo!
O deck é surpreendentemente forte. Na minha opinião, é underplayed. Se as pessoas apostassem no arquétipo, os resultados iam aparecer.

 
ThorNeira

Esquilo
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Postado em: 04/06/18 13:25
O meu maior erro, e o maior erro de outras pessoas orgulhosas é tentar montar seu budget achando que vai ganhar algo com ele.

Minha trajetória é parecida com a sua. Jogava extended e voltei na época do Modern. Queimei muito dinheiro montando budgets achando que vingariam, mas obviamente nunca vingaram - até porque se vingassem se transformariam em tiers.

Meu conselho é: vá no mtgtop8 e monte UM deck que seja bom - isto é, se você é um cara competitivo.

Se quer brincar na mesa de cozinha monta um budget.
 
tattoowalker

Esquilo
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Postado em: 04/06/18 18:29
Muito bom cara. Meu contato com mtg é desde os primórdios mas eu não tinha grana pra bancar o jogo, hj isso mudou, sempre me considerei player com habilidade mediana mas que em alguns torneios consigo alcançar o sétimo sentido e literalmente fazer mágica.. me desfiz de uma antiga coleção por banana no início dos anos 2000 fiquei um tempo de enxaqueca mas voltei com tudo em scars of mirrodin. Me viciei em cards foils mas no momento essa doença tá controlada por causa da crise. Pratico modern é Commander e tô estudando esse brawl ainda
 
diogoleal

Esquilo
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Postado em: 04/06/18 20:20

Huahuahauhau

Também fiz isso por muito tempo (com pauper) e hoje percebi que não dá muito certo, pois tem pessoas que ficam cozinhando decks o dia inteiro e conhecem muito mais do que alguns mortais (eu).

Mas sinceramente achei que essas tentativas foram fantásticas para mim, aprendi na marra o conceito básico de construção de decks.

 
edulages

Esquilo
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Postado em: 04/06/18 23:45
Exceto meus Guides, as cartas são foil. Fui premiando nas lojas e pegando uma coisinha aqui, outra ali. :)
Se alguém quiser ver: https://m.imgur.com/a/SJWYXXa
 
cwnannwn

Esquilo
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Postado em: 05/06/18 17:14
" No extended, Wooly Thoctar foi revolucionário, 5/4 por 3 manas era coisa de outro planeta, porquê os removals também eram desengonçados."

Achei essa parte meio ficção.

Thoctar já era péssimo no extended quando saiu. Rodou T2 e nem lá foi algo absurdo (embora estivesse no deck que ganhou o mundial) - Jund dominava, com todas as "removals desengonçadas" que tinham: Terminate (Alara Reborn) e Maelstrom pulse (Tb alara Reborn). Nessa mesma linha, Path to Exile saiu uma edição antes (em Conflux) e Raio na edição básica que rodava T2 nessa época - ou seja, tirando Fatal Push e (o cada vez mais sumido) Abrupt Decay, toda removal que roda hoje em dia rodava na época.

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Fora isso, continue com o esforço. Uma hora os frutos serão ainda melhores.

Editada em: 05-06-18 17:19:02 por cwnannwn.
 
Luizfm

Esquilo
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Postado em: 05/06/18 17:35
Muito legal o seu relato.

Quando comecei a jogar Magic, em 1995, o efeito das cartas por si só definiam se elas eram fortes ou não. Hymn to Tourach, por exemplo, te dá uma vantagem clara no total de carta na mão.

Hoje após apanhar muito aprendi que as cartas precisam fazer um "algo mais", ou em prol da sinergia com as outras cartas do deck, ou então precisam te dar algum retorno no que desde sempre eram vantagem nos jogos (mais cartas, terrenos ou pontos de vida).

Ainda tenho muito o que aprender, mas perdi muito tempo amarrado na ideia antiga de que uma carta pode ser boa por si só.